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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Esta é a verdadeira descoberta...

Não importa a cama, o travesseiro... 
 

 A temperatura, a posição...

A hora, o dia...


A roupa, o sono.


 
Luna sempre (SEMPRE!) se descobre minutos depois de ser colocada na cama.

Já tentamos cobri-la com edredom de casal, prender as pontas embaixo do colchão, deitá-la numa das metades da coberta e cobri-la com a outra metade e até mesmo jogar o edredom por cima das grades da cama, de modo que o tecido nem encoste nela. Nada adiantou. Já tentamos conversar com ela inúmeras vezes, mas ela não se cobre nem quando está dormindo conosco; nesses casos a coberta vira contorcionista: fica pra cima nas pontas e pra baixo no meio.

Na hora de vesti-la pra dormir, partimos do princípio que a roupa do seu corpo será sua única proteção contra o frio durante toda a madrugada. E pra ajudar, a criatura pegou a mania de tirar as meias dormindo. Se fossem só as meias, estava de bom tamanho. Na semana passada fui até seu quarto assim que acordei e, ao olhar pra cama, vejo uma criança de meias, blusa e... Fralda. Luna tirou as calças enquanto dormia. Estava toda encolhida num canto, com as pernas geladas, mas descoberta e sem calça!

A solução foi apelar: compramos meias 3/4 (“De jogar futebol, igual do papai!”) e macacão, matando a saudade de quando a cria era pequena e esta peça era carro-chefe no armário. Pode vir com tudo inverno! Estamos descobertos, mas preparados!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Realidade e imaginação

Faz certo tempo que Luna vem desenvolvendo uma relação diferente com o brincar. Até seus dois anos, a boneca era só um objeto que ela gostava de carregar e abraçar; quando terminávamos de ler um livro, a história ficava toda dentro dele assim que era fechado; as relações familiares eram “tradicionais”: eu era a mãe, ela, a filha, Silvio era o pai e minha mãe, a avó.

De alguns meses pra cá fui notando que ela passou a criar brincadeiras e que sua imaginação começou a experimentar. Acredito que todos que estão próximos dela sempre possibilitaram ambientes onde ela tinha liberdade para se expressar, tanto em casa, como na escola ou nas casas das avós.

Aposto também que o afeto tem papel fundamental nessa “tradução do mundo real”, pois de nada adiantaria estimular o lúdico de forma automática e sem envolvimento carinhoso dos cuidadores. Por exemplo: faz algumas semanas que Luna resolveu inverter os papéis: agora ela é a mamãe e nós somos seus filhos. Ela sempre foi muito carinhosa, mas a maneira como se comporta quando está no papel de mãe me espantou desde o começo: é um abraçar e beijar constante, sempre pede que deitemos e nos nina com músicas e afagos. Acho que isso só acontece, pois ela vivencia este tipo de relação desde que nasceu; ela imita gestos e comportamentos que são comuns no seu dia-a-dia e que já estão internalizados. “O que dá vida à criação e ao brincar infantil é o mundo interno de desejos e sentimentos da criança.”

Outra situação recorrente em casa é a transposição do livro para as brincadeiras em família. Sempre lemos histórias diversas, alguns clássicos conhecidos e outras de autores novos. Mas desde o começo Luna se encantou – se esta for mesmo a palavra certa – pela personagem do Lobo Mau. Quando sentávamos na cama pra ler, o primeiro livro que pegava era Os Três Porquinhos. Como em casa não sabemos contar uma história sem “entrar nas personagens”, acabamos dando certa vida a todos eles, inclusive ao vilão: a voz é grossa e os sopros nas portas fazem voar os cabelos de Luna. E eis que a pequena começou a falar no assunto, mesmo quando estávamos entretidos com outra coisa. Primeiro apontava todo canto escuro dizendo que o “lobo” estava ali; não tinha um tom de medo na voz, mas a lembrança era constante. E a saída foi explicar que o tal do Lobo Mau mora somente nas histórias; que nas florestas temos os lobos, mas aí é diferente. De uns tempos pra cá, ela começou a lidar com a história de outro jeito, agora ela era o peludo: olha pra gente com cara de brava, mostrando as “presas”; “garras” na frente do corpo. E foi natural, não uma sugestão nossa. A gente, claro, entra na brincadeira. Segundo a Dra. Vanda Cristina Moro Minini, os “temores de uma figura imaginária amedrontadora, formada em sua mente a partir de seus próprios impulsos e sentimentos, podem ser enfrentados em uma brincadeira de monstros e fantasmas”.
Recentemente a menina com a capa vermelha também entrou na lista das histórias preferidas, e novamente o lobão voltou a aparecer. Outra coisa interessante que a Dra. Vanda diz é que, “embora no faz de conta exista a fantasia e a imaginação, ela só se torna presente por que existem elementos da realidade circundante, que é decisiva para o surgimento da brincadeira.” Ou seja, as histórias são fantasia, mas como os livros (com figuras) - no caso de Os Três Porquinhos – e o teatro – no caso de Chapeuzinho Vermelho - existem no mundo real, Luna não sabia se aquilo existia mesmo ou se era fantasia; e agora, que está começando a compreender, acabou “entrando na personagem”.   
              
Da mesma forma que me preocupo muito em criar ambientes lúdicos e passar o maior tempo possível com Luna realizando atividades construtivas, sei que preciso praticar intensamente o exercício do desapego e deixar a cria brincar sozinha; não sei direito lidar com essa necessidade das crianças e fico achando que ainda preciso estar o tempo todo junto. Estou tentando, estou tentando... Mas às vezes acontece sem querer: eu e Silvio precisamos cuidar da casa ou trabalhar e Luna acaba tendo que ficar brincando uns minutinhos sem nossa participação na sala ou no quarto. E em momentos como estes percebo que ela cria situações onde se expressa através de seus brinquedos; sinto que ali ela reflete através de bonecas, carrinhos e outros objetos, diferentes experiência que já teve com o mundo e com seus próprios sentimento e pensamento; fala muito sozinha e com seus brinquedos; e assim cria novos elementos, constrói novas realidades a partir de suas necessidades. Ali ela pode ser quem ou o que quiser.

Aurélia Regina de Souza Honorato diz que “mesmo que uma vivência seja fantasiosa, o sentimento que ela traz é da realidade. São os sentimentos influenciando a imaginação e a imaginação influenciando os sentimentos”. Concordo plenamente!

quarta-feira, 13 de março de 2013

Quando mãos, tinta e parede finalmente combinam

Primeira tentativa de decorar a casa com as próprias mãos, literalmente. Depois de meses de espera, finalmente arranjamos um tempo pra fazer isso. O processo foi uma delícia! E estava tão lindo!
 
 


Usamos duas cores por pessoa, pra que nós e principalmente Luna pudesse reconhecer as respectivas mãos. Silvio, por ter a mão maior, foi o primeiro a "assinar" a parede toda, eu fui a segunda e deixamos as mãozinhas de Luna por último, pra ficar por cima de todas as outras.
Mas na sua última "assinatura", Luna resolveu "espalhar um pouco mais a tinta na parede". Fiquei brava e briguei com ela; até chorei. Depois morri de vergonha da minha reação e pedi mil desculpas.
Silvio tentou consertar com toda boa vontade do mundo, mas não deu.

                               

Achei que tivesse perdido o interesse de fazer de novo, mas olhando o vídeo hoje, acho que vale a pena dar mais uma chance para a parede e para o nosso espírito artístico.

Ah! A tinta usada não foi de parede, mas Acrilex pra criança mesmo.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vôo rápido - A alfabetização no café da manhã

Quase todos os dias tomamos café da manhã juntos, os três. Como é impossível (no nosso caso) ter suco de fruta natural sempre na mesa, optamos – segundo orientação do pediatra – por dar suco de soja pra Luna nesses momentos de refeição.

Abre parênteses

A pequena está numa fase onde começa a reconhecer algumas letras e entender o que elas significam. Sempre que brincamos de desenhar, escrevo Luna, papai e mamãe e falo as palavras mostrando as letras. Como este processo ainda está muito no começo – ainda bem, porque essa meninada anda precoce DEMÁS! – minha pequena não pode ver nada escrito que vai lá, passa o dedo e fala ‘Lu-na’, ‘ma-mãe’, ‘ta-tai’, com pausa nas sílabas mesmo. Ficou fazendo isso no cavalete de um restaurante este final de semana.


Fecha parênteses

E hoje de manhã reparei que o AdeS caiu como uma Luna luva para a atual fase da família. E a conversa foi assim:

- Filha, qual é o nome da mamãe?

- Anine

- E do papai?

- Thito (Silvio. O ‘s’ é uma das últimas letras que a criança consegue falar corretamente)

- Certo. Olhe aqui no suco. Essa é a letra A, de Aline e essa é a S, de Silvio. Entendeu?

Luna faz que sim com a cabeça.

- Certo. Então vamos lá.

- Que letra é essa? A de...?

- Anine

- E essa? S de...

- Tatai (papai)

Assim que consegui parar de rir, rolou um parabéns e um abraço apertado. Não faz muito sentido agora ficar corrigindo-a a todo o momento com essa questão. Pra ela faz todo sentido que aquela letra é do papai, mesmo que seja do nome do papai.

Essa minha filha me mata fofice!

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Conversa na madrugada (Da série 'Curta do dia')

Luna fica na escola período integral; e praticamente todos os dias tira uma soneca depois do almoço. Mas às vezes a bagunça tá tão boa que ela simplesmente não quer perder tempo deitada na cama.

Ontem foi um desses dias. Quando Silvio a pegou na escola, no final da tarde, ela tinha acabado de dormir e não acordou nem quando chegou em casa, quando Silvio a tirou da cadeirinha do carro. Sabemos que quando é assim, seu corpinho quer descansar até o dia seguinte.

De madrugada acordo com ela sentada na cama dizendo “Peta? Peta? (chupeta)”. Meio múmia, meio zumbi, procurei a chupeta na cama, devolvi à ela e fiquei olhando aqueles olhinhos que me pareceram muito bem acordados. E aqui uma confissão sem culpa alguma: se o cansaço é muito, muito tipo ontem, minha única reação é pegar a pequena e levá-la pra minha cama, assim garanto que não precisarei mais levantar por qualquer motivo que seja. Como cama de mãe tem sonífero, assim que deitou a cabeça no meu travesseiro, Luna dormiu.

E dormimos todos sem interrupção? Acho que não...

Lá pelas tantas – vai saber a hora... – acordo com um “Mamããããe! Mamããããe!”, com uma voz animada como se fosse quatro da tarde. Quando meu consciente voltou das profundezes do mar, percebi que o mundo caía lá fora. O barulho da chuva era similar ao de uma cachoeira que estivesse na cabeceira da cama. Assim que percebeu meus movimentos, Luna começou: “Alulho! (barulho) Alulho! Tatai (papai) banho onete (sabonete)”. Sem perceber que o pai estava deitado ao seu lado, Luna relacionou o barulho da fúria de Poseidon ao do chuveiro e repetiu mais algumas vezes: “Alulho! Tatai banho onete”.

Achei aquela conversa tão engraçada e a linha de raciocínio tão interessante pra uma criança tão pequena... Mas eu não queria deixar Luna com “informações erradas”. Disse que o papai não estava tomando banho, que ele estava deitado ao seu lado. Ela olhou pra ele e passou a mão em seu rosto. Eu expliquei que aquele barulho era de chuva. “Uta?” “Sim, filha, chuva, lá fora.”

Ela parou, me olhou e a minha credibilidade durou cinco segundos: “Alulho! Tatai banho onete.” Entreguei os pontos. Os segundos depois foram de convencimento pra que ela voltasse a dormir. Beijei sua bochecha e virei de lado. Acho que a explicação funcionou, ou foi o barulho da chuva que a adormeceu de novo.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Quando nasce uma filha, nascem contadores de histórias; e o resto também é consequência.

O primeiro contato que Luna teve com livros foi com pouquíssimos meses de vida. Eram aqueles com apenas fotos de bichos, sendo que uma parte da foto era coberta por tipos de tecidos que imitavam a textura de pele, pelos, penas e escamas daqueles respectivos bichos. Ela teve (tem) três e adorava passar os dedinhos no pelo do carneiro, nas penas do patinho ou na pele grossa do elefante. Luna desenvolveu o tato enquanto aprendia sobre os animais.
Uma segunda leva veio quando Silvio se deparou com uma promoção de livros com histórias da Disney, Pixar e afins. Os livros são lindos, mas contém muito texto pra pouca imagem, o que não despertou muito o interesse da pequena. Conseguimos um tempo depois os livros Festa no Céu, Chapeuzinho Amarelo e Advinha o Quanto eu Te Amo, os três através de um projeto do Itaú de doação anual de livros. Luna gostou um pouco mais, mas não eram mais interessantes pra ela do que brincar de massinha ou entrar na cabana de bolinhas.
Quando fez um ano Luna ganhou livros que a atraíram mais: um deles tinha um botão que imitava o barulho de um elefante e o outro foi um livro-poema sobre os “dilemas” de ser um bebê. E o mundo da leitura entrou em casa através destes dois. O primeiro com páginas duras e quase sem texto; mamãe contando como o elefantinho na selva – com vários outros bichos - bebia água, nadava no rio, comia frutas e encontrava com a mãe; fim. A cada virada de página vinha aquele barulho do animal protagonista, e um sorriso de felicidade no rosto da pequena. O livro-poema continha imagens bem familiares para a minha pequena: bebê chupando chupeta, com a fralda suja de cocô, tomando mamadeira, deitado no berço, lambuzado de papinha, entre outras. Identificação imediata.
Mas o mundo da “leitura” se iluminou quando fiz AS compras do ano na Bienal do Livro. Eram tantos stands infantis que deixariam qualquer mãe perdidinha, sem saber por onde começar. Como meu tempo era curto – pois trabalhei no stand da Secretaria da Educação e o tempo de almoço era contadinho – deixei o horário de descanso pra lá no meio da semana e fui bater perna. Tentei seguir a ordem dos corredores e fui scanneando o mais rápido possível cada pilha de livros. Tentei variar bastante: livro com quebra-cabeça, sobre alimentação de animais, sobre números, ações do dia-a-dia. E aí encontrei uma pilha com o tipo de livro que achei mais interessante pra Luna agora: poucas páginas, muito desenho – com traços bem definidos – e pouco texto; e percebi que o foco agora era desenvolver na pequena o gosto pela historia, pela narrativa; começo, meio e fim; despertar nela a vontade de conhecer “personagens” e saber o que acontece na página seguinte. É claro que a ideia é que eu e Silvio contemos as histórias, mas o começo do processo é esse mesmo, mais pra frente ela poderá ler o próprio livro. Olhei bastante coisa enquanto estive na feira, mas encontrei total identificação com o material da Ciranda Cultural e da Mundo Todo Livro.
Reorganizei a estante do quarto e separei uma prateleira só para os livros. Nossa rotina em casa à noite ficou diferente: colocamos o pijama e Luna vai até a estante escolher o livro que quer. Filha no colo e livro nas mãos. Nesse momento mãe e pai fazem despertar os artistas que existem dentro de cada um; e a história ganha diferentes tons de voz, caras e bocas. Luna geralmente é toda atenção, aponta pra desenhos já conhecidos e repete os nomes que já sabe. Sou a favor da tecnologia e sei bem o quanto ela pode ser benéfica para os pequenos. Mas não tem evolução digital ou gadget que substitua o prazer de ver seu filho virar página por página e se encantar com os desenhos ali no papel.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

02.05.2012 – Desvendando o lenço umedecido.

Pra quem achou que um simples pedaço de lenço umedecido tinha apenas a função de limpar bumbuns macios de bebês cheios de xixi e cocô, se enganou. Luna descobriu que aquele tecido branco pode limpar o mundo!
E ela está viciada nisso! Não lembro como começou, nem quem a ensinou, mas de umas boas semanas pra cá eu não consigo trocar uma bendita fralda sem dar um pedaço do tecidinho molhadinho pra ela. No momento que ela visualiza o pacote, começa com uma manha enlouquecida, esticando os bracinhos pra cima e fazendo com as mãozinhas o movimento de pegar. E a expressão? Parece o Gato de Botas, com o cenho franzido; e só sossega quando sente nas mãos aquele geladinho do lenço.
A primeira coisa que ela faz? Limpa-se toda, começa sempre pelo pescoço, aí vai pro rosto, desce pra barriga, periquita, perna, pé. Quando a troca é feita no seu quarto, limpa a parede toda que fica encostada no trocador, e depois volta pra limpar o rosto. E resolve que quer limpar a gente, de qualquer maneira; não pára enquanto não aproximo meu rosto de sua mão e ela, com a delicadeza de um javali, me estapeia carinhosamente com o lenço.
Até aí, tudo bem. A grande questão é quanto ela resolve ficar com aquele pedaço de lenço – já não muito limpo - mesmo depois de estar trocadinha e limpinha. Geralmente a gente vai pra sala brincar e ela começa a limpar o chão, o sofá, a escada e volta a passar o negócio na barriga, mesmo com a roupa por cima. A gente acha engraçado, porque ela não pára, às vezes deita no chão e fica lá, passando o lenço no piso, toda concentrada.
Quando estou ali junto com ela, espero o momento certo para distraí-la e tiro o lenço de seu alcance; mas às vezes estou ocupada com alguma outra coisa e deixo a pequena fazendo meu trabalho limpando a casa com sua brincadeira “higiênica” e acabo chegando tarde demais: aquele inocente pedaço de lenço umedecido deixou de ser branco e ficou preto.
Não que minha casa precise de mais limpeza – mas se alguém quiser aumentar a freqüência das idas da faxineira, eu agradeço – é que eu acho que Luna ficou especialista no assunto e anda detalhista com os cantinhos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

10.12.2011 - Novo cenário


Luna terá que ficar atrás das grades por um tempo, um bom tempo.


O quê?! Como assim?!


A questão é: minha mocinha aprendeu a subir escadas faz umas semanas e esta parte da casa a atrai tanto que quer subir e descer (mais subir) os degraus a todo instante. Antes a gente a deixava no “cercadão” – as grandes almofadas do sofá ficavam em volta do tapete da sala - e ela ficava tranqüila lá dentro brincando.


Mas agora Luna quer mais, muito mais! Quer explorar a casa toda e aprendeu a empurrar a almofada de cima e a passar por cima da de baixo. Ãhn? E o primeiro lugar pra onde ela se dirige – até porque é o mais perto de onde está – é a escada. Nossa escada é de granito o que a torna “mais dura” do que uma de madeira, por exemplo. E tenho pavor de pensar na minha gordinha quebrando seus únicos dois dentinhos ou sei lá o que.


Outra coisa, não temos porta da sala pra cozinha – amém – o que implica um pequeno temor de certa neném escapulir de nossas vistas por 1 segundo e queimar as mãos no forno (pouco usado, mas ainda assim perigoso).


E mais uma vez minha amada tia e comadre nos presenteou com um acessário indispensável pra casa: os portõeszinhos que usava quando ainda não tinha total tranqüilidade de deixar Guga subir as escadas sozinho.


Mas ainda está faltando um desses pro andar de cima, que tem uma largura maior do que a parte de baixo da escada e portanto exige um portão mais largo, ou com extensor. Chegamos a ir no Telha Norte e compramos um modelo com grades a mais nas laterais, pra Luninha não querer dar uma de fugitiva e escapar. Mas não serviu, os parafusos são pequenos e não alcançam as paredes. Eita!


E agora, além de assistirmos Discovery Kids na maior parte do tempo enquanto estamos em casa, ter brinquedos espalhados pela sala, panelas no fogão com água fervida e mamadeiras esterelizadas, entre outras 47.556.895 coisas, vamos continuar adaptando a casa ao serzinho pelo qual temos total responsabilidade e amor.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

25.11.11 - Macaquinha amestrada...


A cada dia que passa Luna fica mais engraçadinha, tipo em progressão geométrica. E aprende coisas novas o tempo todo. E isso a torna a macaquinha amestrada da família pois é claro que todo mundo fica pedindo que ela faça isso ou aquilo o tempo todo.



Por exemplo, meu pai passou creme hidratante na mão e cheirou, dizendo: "Nossa, que cheiro gostoso!". Aproximou sua mão do rosto da minha mãe e ela também cheirou, repetindo mais ou menos a mesma frase. Ele estava com Luna no colo e, quando colocou a mão próxima ao rosto dela, ela inclinou levemente seu corpinho pra frente e encostou o nariz na palma de sua mão.



Na casa deles também fica um cachorro de brinquedo com uma espécie de ábaco na parte de cima; um arco com as pecinhas coloridas para o bebê mexer. E Luna começou a pacientemente passar as pecinhas, uma por uma, de um lado a outro do arco. Ela faz uma pinça com seus pequenos dedos gordinho e pega cada pecinha na pontinha, levando-a pro lado oposto de onde ela se encontrava. Quando acaba, faz tudo de novo, pro outro lado.



Há meses Luna se tornou uma beijoqueira assumida. É só pedir um beijo que ela solta um no ar, bem estalado, com a boca aberta mostrando seus dentões de coelhinha. Mas Dona Otília - avó paterna - começou a ensiná-la a dar beijo na bochecha; Luna encostava os lábios no rosto da avó e mandava aquele beijo barulhento. Comigo isso nunca deu certo. Depois de algumas semanas, comecei a pedir esse beijo "avançado", apontando o dedo indicador na bochecha e esperando a reação dela. Não é sempre que ela está com vontade, mas quando está ela me dá um beijão de boca aberta, sem barulho, sem nada, mais uma babada na bochecha. Mas é uma delícia, cheio de afeto.



Aos anos cinco de idade Silvio ganhou de seu tio – irmão de sua mãe, que também chamava Silvio - um pequeno cachorro de pelúcia. Como tinha paixão pelo tio, guardou com carinho o bichinho durante todos esses anos. E hoje o pequeno passou de pai pra filha. Antes o peludo ficava na estante de brinquedos, no quarto dela. Depois de uma crise alérgica e uma consulta com um pediatra alergologista – que proibiu pelúcias expostos pela casa -, o animal indefeso foi parar dentro do armário, quase esquecido. Um belo dia resolvi tirá-lo dali e deixá-lo na caixa de brinquedos da Luna, na sala. E em todos os momentos de brincadeiras, eu e Silvio sempre pegamos o cachorrinho pra entrar na brincadeira, apresentando-o á pequena: Filha, olha o cachorrinho, como ele faz? Au au!


E não é que ela aprendeu?! Sempre que Luna vê um cachorro na rua ou na casa de alguém, ela olha encantada e trata logo de cumprimentá-lo: Au au. Na verdade sai um “Auá”, mas é porque ela tem um estilo personalizado de conversar com os bichos.



E a mais recente descoberta: sabem quando a gente passa os dedos pelos lábios, um por um, começando pelo mindinho, de cima pra baixo, fazendo um barulho engraçado como se estivéssemos os tocando igual a um instrumento? Brincando com Luna desse jeito hoje de manhã, ela tira a chupeta e começa a nos imitar. E no carro, a caminho da escola, a mesma coisa.



Cada conquista, cada descoberta do mundo e de seu próprio corpo é tão cheia de significados! Os bebês nos encantam também por isso, nos fazem lembrar as pequenas coisas da vida. Luna me ensina a cada dia a importância da paciência e do amor; me ensina o valor que tem a “simples” descoberta de encaixar um brinquedo no outro, de experimentar um sabor novo, de falar – e repetir e repetir - uma sílaba que era desconhecida.



sábado, 3 de setembro de 2011

28/08/2011 – Teatro de fantoche


No sábado passado fizemos mais uma aquisição: compramos um fantoche, uma bruxinha simpaticíssima. A idéia era ter mais de um personagem, pra facilitar a contação de histórias. Mas como o preço não era de faz-de-conta, escolhemos a bruxinha e vamos contar que a imaginação atue na variedade das estórias.
Coloquei a boneca na mão comecei a “conversar” com Luna; mas esqueci de mudar a voz. No instante seguinte, Silvio me interrompeu, mostrando como a brincadeira funciona. Confessei que ele era melhor do que eu nisso e ficou combinado que ele faria um teatrinho pra Luna quando chegássemos em casa.
Que orgulho do meu maridinho. Este foi o resultado.