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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Esta é a verdadeira descoberta...

Não importa a cama, o travesseiro... 
 

 A temperatura, a posição...

A hora, o dia...


A roupa, o sono.


 
Luna sempre (SEMPRE!) se descobre minutos depois de ser colocada na cama.

Já tentamos cobri-la com edredom de casal, prender as pontas embaixo do colchão, deitá-la numa das metades da coberta e cobri-la com a outra metade e até mesmo jogar o edredom por cima das grades da cama, de modo que o tecido nem encoste nela. Nada adiantou. Já tentamos conversar com ela inúmeras vezes, mas ela não se cobre nem quando está dormindo conosco; nesses casos a coberta vira contorcionista: fica pra cima nas pontas e pra baixo no meio.

Na hora de vesti-la pra dormir, partimos do princípio que a roupa do seu corpo será sua única proteção contra o frio durante toda a madrugada. E pra ajudar, a criatura pegou a mania de tirar as meias dormindo. Se fossem só as meias, estava de bom tamanho. Na semana passada fui até seu quarto assim que acordei e, ao olhar pra cama, vejo uma criança de meias, blusa e... Fralda. Luna tirou as calças enquanto dormia. Estava toda encolhida num canto, com as pernas geladas, mas descoberta e sem calça!

A solução foi apelar: compramos meias 3/4 (“De jogar futebol, igual do papai!”) e macacão, matando a saudade de quando a cria era pequena e esta peça era carro-chefe no armário. Pode vir com tudo inverno! Estamos descobertos, mas preparados!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Atenção, aceitação, apreciação, afeto e autorização


Ele veio numa terça-feira à noite, no meio de uma brincadeira. Foi falado de forma simples, colado à frase “Pega o pente?”. O tom de voz era como de alguém que conta o que comeu no almoço. Foi dito enquanto eu tentava me levantar, de costas pra ela.

Meu primeiro “Te amo, mamãe”. Assim, espontâneo.

Duvidando da capacidade da minha filha em expressar sentimentos, na hora eu achei que tivesse ouvido errado e tive a pior reação que alguém poderia ter ao ser presenteado com uma demonstração de sentimentos tão grande: disse que não tinha entendido e perguntei o que ela havia dito. Foi nessa hora que Luna chegou perto e sussurrou novamente no meu ouvido as palavras que temos dirigido a ela há tanto tempo.

A tal da reação histérica define bem meu estado. E só tenho certeza de que não assustou a pequena, pois o “Te Amo” voltou a aparecer outra vez naquela noite.

Sempre me perguntei em qual momento da vida a expressão do amor (verbalmente falando) começava a fazer sentido para as crianças. Eu tentava descobrir como explicar o que significavam aquelas palavras quando eram dirigidas a minha filha. Sabia que um dia isso aconteceria, que um dia eu ouviria dela o som mais doce do mundo; mas tão cedo assim?! Se muitas vezes nós adultos confundimos sentimentos e expressões, o que dizer de alguém que tem contato com este mundo há tão pouco tempo? Cada dia mais temos que deixar de subestimar os pequenos no que diz respeito à inteligência e esperteza, e neste dia tive a prova de que precisamos acreditar na sua capacidade de sentir e demonstrar.

Mas fico pensando se o gesto da Luna foi realmente gratuito. Já ouvi teorias de que toda criança ama sua mãe, no matter what; que a mãe sempre vai ser a pessoa que a criança deseja que esteja junto, que a conforte.

Descobri uma “teoria” mais interessante e que faz muito mais sentido pra mim. Segundo o psicólogo David Richo, “Nós nos sentimos amados quando recebemos atenção, aceitação, apreciação, afeto e quando nos é permitido ter a liberdade para viver de acordo com as nossas necessidades e desejos mais profundos (autorização); os cinco ‘as’ que tornam as palavras ‘eu te amo’, verdadeiras”.

Daria pra discorrer sobre cada um desses ‘as’, mas não vem ao caso agora. Só sei que, se isso for mesmo verdade, acho que estamos possibilitando que Luna se desenvolva de uma maneira saudável e feliz; podendo assim demonstrar seu amor com espontaneidade.


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vapor com amor

E tudo que é bom na vida, um dia acaba...
Acho que generalizei demais; mas vou falar de algo muito específico.
Quando um novo bebê nasce - dependendo das relações presentes na família – o recente casal ex-grávido recebe ajuda de todos os lados; mas, pra variar, são as matronas que estão mais presentes e se doam o quanto podem. Com a gente foi assim também. As avós da nossa cria, sempre que precisamos, se desdobraram em mil para nos socorrer.
Atualmente eu e Silvio nos revezamos para passar a roupa de casa; e qualquer pessoa que tenha um bebê na família sabe a montanha de peças de algodão, linho e afins que se acumula em poucos dias. Ou seja, nosso cesto está sempre cheio. Mas durante 18 meses sabíamos que ele se esvaziaria uma vez por semana, e as roupas estariam passadas em cima das nossas camas; infalivelmente. E sabem por quê? Porque Dona Otília Medeiros havia se comprometido a realizar tal função. Dominadora da arte do ferro a vapor, a chefe da família Medeiros tomava trem, metrô e lotação de Perus até a minha casa para garantir que os moradores de lá tivessem roupas limpas AND passadas toda semana.
Essa “promessa” começou com os dias contados. A avó paterna de Luna faria a romaria semanal até chegar a data de sua viagem – já marcada quando a pequena nasceu – para sua terra natal; Portugal. E sabe a máxima “Aproveita porque passa rápido”?! Pois bem, a última peça de roupa foi passada pelas mãos da minha sogra no meio de julho deste ano e dias depois ela estava num avião (a sogra, não a peça de roupa), atravessando o oceano.
Nas primeiras semanas Silvio estava trabalhando em casa e tinha mais tempo de cuidar dos afazeres domésticos, portanto fiquei afastada da função de passadeira por mais um tempo. Mas eu sabia que minha hora chegaria. E chegou.
E quando chegou eu descobri porque minha sogra fazia questão de vir toda semana em casa passar nossa roupa e, principalmente, passar a tonelada de bodies, meias, babadores, calças e afins da neta. Porque ela fazia com muito amor. Mesmo exercendo a tarefa com rapidez e perfeição, sei que ela estava cansada no final do dia, porque passava horas de pé, encostada na mesa da cozinha, movendo os braços de um lado pro outro. Mas ela não falhava nunca, fizesse chuva ou sol. E eu só percebi isso quando me coloquei literalmente no lugar dela.
E essa ficha não caiu logo na primeira leva de roupas. Há poucos dias, tarde da noite, enquanto eu dava conta de tirar os amassados da semana, Silvio sugeriu que eu deixasse tudo como estava, porque ele estaria de folga no dia seguinte e poderia dar conta do recado. Mas neste momento olhei para o vestidinho que estava passando e não quis deixá-lo ali, em cima da mesa, interminado. Mesmo exausta, eu queria passar a roupa da Luna, porque aquilo, de um jeito ou de outro, me ligava a ela; queria passar a roupa, porque o amor que eu sinto por ela estava traduzido ali, no vapor do ferro e no calor da roupa dobrada.
É claro que me dá preguiça, dói os braços, dói as costas e, neste exato momento, o cesto lá em casa está cheio, abarrotado; e eu aqui criando coragem pra estender o cobertor na mesa da cozinha, o lençol por cima, empilhar as peças num canto da mesa, encher o ferro com água e começar o trabalho. Mas quando a coragem chega e a pilha de roupas amassadas dá lugar á uma pilha de roupas em miniatura limpinhas, macias e quentinhas, aquece também o coração.
Este pode ser um post de agradecimento à Dona Otília pela dedicação que sempre teve conosco; mas é também de agradecimento por me ajudar a ver a vida – e o cesto de roupas - com outros olhos.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Quando nasce uma filha, nascem contadores de histórias; e o resto também é consequência.

O primeiro contato que Luna teve com livros foi com pouquíssimos meses de vida. Eram aqueles com apenas fotos de bichos, sendo que uma parte da foto era coberta por tipos de tecidos que imitavam a textura de pele, pelos, penas e escamas daqueles respectivos bichos. Ela teve (tem) três e adorava passar os dedinhos no pelo do carneiro, nas penas do patinho ou na pele grossa do elefante. Luna desenvolveu o tato enquanto aprendia sobre os animais.
Uma segunda leva veio quando Silvio se deparou com uma promoção de livros com histórias da Disney, Pixar e afins. Os livros são lindos, mas contém muito texto pra pouca imagem, o que não despertou muito o interesse da pequena. Conseguimos um tempo depois os livros Festa no Céu, Chapeuzinho Amarelo e Advinha o Quanto eu Te Amo, os três através de um projeto do Itaú de doação anual de livros. Luna gostou um pouco mais, mas não eram mais interessantes pra ela do que brincar de massinha ou entrar na cabana de bolinhas.
Quando fez um ano Luna ganhou livros que a atraíram mais: um deles tinha um botão que imitava o barulho de um elefante e o outro foi um livro-poema sobre os “dilemas” de ser um bebê. E o mundo da leitura entrou em casa através destes dois. O primeiro com páginas duras e quase sem texto; mamãe contando como o elefantinho na selva – com vários outros bichos - bebia água, nadava no rio, comia frutas e encontrava com a mãe; fim. A cada virada de página vinha aquele barulho do animal protagonista, e um sorriso de felicidade no rosto da pequena. O livro-poema continha imagens bem familiares para a minha pequena: bebê chupando chupeta, com a fralda suja de cocô, tomando mamadeira, deitado no berço, lambuzado de papinha, entre outras. Identificação imediata.
Mas o mundo da “leitura” se iluminou quando fiz AS compras do ano na Bienal do Livro. Eram tantos stands infantis que deixariam qualquer mãe perdidinha, sem saber por onde começar. Como meu tempo era curto – pois trabalhei no stand da Secretaria da Educação e o tempo de almoço era contadinho – deixei o horário de descanso pra lá no meio da semana e fui bater perna. Tentei seguir a ordem dos corredores e fui scanneando o mais rápido possível cada pilha de livros. Tentei variar bastante: livro com quebra-cabeça, sobre alimentação de animais, sobre números, ações do dia-a-dia. E aí encontrei uma pilha com o tipo de livro que achei mais interessante pra Luna agora: poucas páginas, muito desenho – com traços bem definidos – e pouco texto; e percebi que o foco agora era desenvolver na pequena o gosto pela historia, pela narrativa; começo, meio e fim; despertar nela a vontade de conhecer “personagens” e saber o que acontece na página seguinte. É claro que a ideia é que eu e Silvio contemos as histórias, mas o começo do processo é esse mesmo, mais pra frente ela poderá ler o próprio livro. Olhei bastante coisa enquanto estive na feira, mas encontrei total identificação com o material da Ciranda Cultural e da Mundo Todo Livro.
Reorganizei a estante do quarto e separei uma prateleira só para os livros. Nossa rotina em casa à noite ficou diferente: colocamos o pijama e Luna vai até a estante escolher o livro que quer. Filha no colo e livro nas mãos. Nesse momento mãe e pai fazem despertar os artistas que existem dentro de cada um; e a história ganha diferentes tons de voz, caras e bocas. Luna geralmente é toda atenção, aponta pra desenhos já conhecidos e repete os nomes que já sabe. Sou a favor da tecnologia e sei bem o quanto ela pode ser benéfica para os pequenos. Mas não tem evolução digital ou gadget que substitua o prazer de ver seu filho virar página por página e se encantar com os desenhos ali no papel.

terça-feira, 26 de junho de 2012

26.06.2012 - Inalação independente


Já abordei questões da saúde de Luna em outros posts.
Já falei como foi difícil nosso primeiro inverno com a pequena; a frequencia de medicamentos que não gostaríamos que ela tivesse tomado, as noites mal dormidas - por ela e por nós-, a aflição de vê-la tão incomodada com esse seu "quadro alérgico hereditário".
E tudo isso significa que Luna é amiga íntima do inalador desde seus cinco meses de vida.
É só o tempo dar uma esfriadinha que lá está ele, no canto do sofá, só esperando Luna acordar de manhã ou colocar o pijama pra dormir pra entrar em ação. Mas uma coisa que eu não poderia imaginar (ou deveria imaginar?) é que Luna fosse desenvolver um tipo de relação tão natural com o aparelho e em tão pouco tempo.



É claro que temos que ficar de olho, pois, se ela cansa, ela simplesmente tira aquele treco cheio de vapor da frente de seus olhos.
Mas não é uma beleza esse mocinha tão independente?
Amadurecendo a duras penas...

sábado, 10 de março de 2012

10.03.2012 - Overdose de fofuras

Sem reflexões, palavras difíceis, demonstração por escrito de pensamentos e sentimentos.
Dei-me o direito de fazer um post exclusivamente pra publicar as últimas gracinhas da Luna.
São tantas ultimamente que isso aqui acaba sendo só uma amostra grátis.
Claro que as gracinhas dos nossos filhos são muito mais delícia aos nossos olhos. Mas vou fingir que isso não é verdade.
Enjoy!





segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

27.02.2012 – Uma chave e a paranóia

Quatro pessoas possuem uma cópia da chave da minha casa: eu, Silvio, minha mãe e minha sogra.
A minha fica em dois lugares possíveis: no porta-chaves do armário do escritório ou no bolso direito da minha mochila.

Mas a semana passada foi um tantinho agitada e mudamos (mais ainda) nossa rotina: Silvio com conjuntivite, sem poder me ajudar com as demandas da pequena e sem poder sair de casa; eu levava Luna sozinha pra escola e, pra poder buscá-la, deixava o carro no metrô.

E acontece que na sexta-feira perdi minha chave. Era um tal de sair com a mochila toda, sair só com as coisas da Luna, ir ao mercado só com a chave e a carteira... E nessa bagunça, me desorganizei. Cheguei à noite, precisei dela por algum motivo e... Cadê?

A parte da chave foi explicada, a paranóia começa aqui:

Observação importante: Moramos num condomínio de 16 sobrados e temos um funcionário de uma empresa terceirizada que fica por lá ás 2ª, 4ª e 6ª-feiras para lavar, tirar lixo, regar o jardim, essas coisas. Recentemente o funcionário antigo, gente boa e trabalhador foi “substituído” (não ficou muito claro o motivo) por um cara mal educado, mal encarado e vagabundo. Na reunião de condomínio desde final de semana a opinião sobre o cidadão foi unânime: fora já! Quem tem segurança de morar num lugar com uma pessoa dessas circulando livremente perto de nossos pequenos?! Mas acontece que na semana passada ele ainda estava lá e isso conta muito pra minha história.


Cheguei exausta em casa na sexta, então procurei a danada da chave em cada milímetro superficialmente em lugares mais “prováveis”; sem sucesso. Então me lembrei do tal cara da empresa terceirizada e entrei numas de achar que o cidadão poderia ter encontrado a chave – já que eu não fazia idéia de onde poderia ter perdido deixado a dita cuja – e poderia estar planejando entrar na minha casa de madrugada pra assaltar ou sabe-se lá o quê. Mas foi uma paranóia tão grande que eu cheguei todas as portas e janelas dez vezes (como se isso fosse adiantar caso ele estivesse com a chave) e fui dormir (já que não tinha outro jeito) com o coração apertado e a cabeça a mil.
Como o final de semana foi bem agitado – e tínhamos a chave do Silvio em uso – acabei não procurando mais.

Noite de sábado pra domingo, a mesma paranóia. Ai que merda! Esses noticiários, por mais “realistas” que sejam, de gente sendo seqüestrada, bebês sendo maltratados por familiares e desconhecidos e todo tipo de horror “verdadeiro” andam me fazendo um mal danado. E não é que eu assista! Mal tenho tempo de sentar na frente da TV, e quando rola, é pra assistir coisas como Cocoricó com a Luna ou seriados de canais pagos. Mas a gente sabe que essas notícias correm atrás da gente, né? E as redes sociais as propagam bem também. Acho que precisa ser divulgado sim, não dá pra esconder a realidade que passeia ao redor. O problema é como a coisa é feita e retratada.


O lance todo é que tudo isso sempre aconteceu e nunca me afetou do jeito que me afeta hoje. Eu sofro demais com cada notícia, como se tudo estivesse acontecendo com a Luna. Notícia de seqüestros de bebê? Parece que estão arrancando a Luna de mim. Mulher que vai abortar, pois não quer ter filho agora, por mais que o companheiro insista que ficará tudo bem (sim, isso aconteceu recentemente com um querido meu)? Quase morro de dor no peito; sofro e choro copiosamente! Notícia de bebê que é jogado fora assim que nasce, que apanha por chorar ainda com meses de vida?! É demais de terrível! Mas TENHO que entender que não tenho muito o que fazer e principalmente que a Luna está bem. Sempre falo que eu preciso de terapia, mas que no momento não vai estar sendo possível, sabe como é...

Enfim. E pra ajudar, Silvio acordou no domingo ás 09h15 (do horário de verão) e me chamou: “A Luna ainda não acordou, nem pra mamar de manhã?” Eu ainda meio tonta, parei uns segundos pra pensar e conclui que... Não! Pronto; se o objetivo dele era me matar do coração (quase) conseguiu.

Ele correu até o quarto ao lado e encontrou a pequena deitada, de olhinhos bem abertinhos. Tomou um susto, pois ela não se mexia, mas na verdade e delicinha deveria estar num de seus pensamentos profundos. E o domingo começou com todos muito bem.

Passamos o dia fora e só voltamos no final da noite (sim, era bem tarde). E decidimos dar uma geral de verdade para tentar encontrar a abridora de portas. A busca detalhada começou já no carro... Nada. Subimos pra casa e o Silvio foi olhar na minha bolsa; porque eu já tinha olhado duas vezes, mas olhar de homem – ainda mais do Silvio - é diferente, né?! Encontrou alguma coisa? Claro que não! Desânimo total! E aí, “despretensiosamente”, ele fez o gesto mais simples do mundo: levantou o carregador da bateria do notebook, que estava na bancada do escritório. E eis que ali, brilhando meio encardidinho, estava meu trio de chaves. Recebi do marido um olhar 43 - ao contrário - com a argolinha que prende as chaves pendurada no dedo e um ‘prestenção’ de pai. Ufa! Que alívio.

E nesta noite dei um beijo bem gostoso da minha pequena, senti seu cheiro de neném grande e meu travesseiro me pareceu leve, leve; bem diferente daquele tijolo das duas noites anteriores. E agora acrescentei um chaveiro bem grande ao molho de chaves e a promessa de que tomarei mais cuidado com o pequeno objeto causador de pânico interno.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

06.02.2012 – Vamos lavar roupa suja?

Literalmente!

Eu morava com meus pais até 15 dias antes da Luna nascer (já dá pra perceber a maratona que foi nossas vidas durante a gravidez). E eu sempre ajudei minha mãe com pequenas tarefas na casa, mas isso acontecia mais aos finais de semana, já que uma moça fazia o trabalho pesado ás segundas, quartas e sextas-feiras.  E lavar roupa era uma coisa que eu realmente não precisava fazer nunca.

Na minha própria casa isso mudou, óbvio. E desde que me mudei faço reverências semanais para a máquina de lavar roupa; só não ajoelho e abraço o eletroeletrônico, porque ficaria estranho se os vizinhos vissem a cena.

Então somos três: eu, Luna e Silvio. Até poucos meses atrás as roupas eram lavadas assim: joga na máquina, sabão, amaciante, liga e espera. Óbvio que as pequeninas peças da (ex-)nenezinha tinham um cuidado um pouquinho maior: lavadas separadamente, com sabão especial; babadores, rastros de cocos que vazavam da fralda e leites babados nos bodys e afins eram esfregados antes. E todos viviam felizes para sempre.

Acontece que Luna começou a engatinhar por volta dos nove meses. Desde então sou presenteada, quase diariamente, – vindas na sacola de roupas sujas da escolinha - com calças “pintadas de sujo” no joelho. Ainda bem que tem feito um tempo ótimo nos “últimos meses”. Na prática isso significa que Luna usa mais vestidinhos e shortinhos, o que significa menos calças sujas e menos desespero da mamãe.

Mas de vez em quando eu pego umas que parecem que a mancha escura faz parte do tecido, que foi feito assim. E aí recorro para a fórmula mágica de lavar roupa da minha sogra – especialista competentíssima no assunto: sabão em pedra, esfrega, enxágua, mais sabão, deixa de molho, enxágua e plim!

Na maioria das vezes a sujeira resolve desapegar da roupa e vai embora pelo ralo. Mas e quando aquela praga não desgruda da roupa e não sai nem com reza braba?! Repito o procedimento, esfrego até meus dedos pedirem arrego, esfrego delicadamente com uma escovinha. Outro dia fui radical, deixei a roupinha insistente de molho no Vanish (propagandas a parte e não que eu ache certo lavar roupa de bebê com isso) e aí sim deu certo.
Mas tudo isso rola quando sou eu que lavo as roupas, claro! Porque é só a avó paterna da Luna se posicionar na frente do tanque que tudo fica limpo como num passe de mágica. Sogrinha amada! O que faríamos sem você? Essa mulher sabe tirar machas de qualquer coisa em qualquer tecido. Nunca vi!

E to bem sentindo que isso só vai piorar. Por enquanto as áreas afetadas são “apenas” joelhos e bunda, mas e quando ela começar a brincar no parquinho de terra, brincar de esconde-esconde e se enfiar em todo tipo de lugar sujo, brincar de boneca e casinha sentada na área comum do condomínio? Ai de mim! Ai de mim!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

To do or not to do...

(Post sujeito a edições constantes...)


O que fazer diferente desde a próxima gravidez...




  • Criar um blog no dia em que descobrir a gravidez.


  • Procurar loucamente até achar, logo nos primeiros meses, um médico que lute pelo seu parto normal.


  • Não parar de fazer exercícios (leves, claro!), mesmo que o idiota do primeiro ginecologista diga que deva parar com tudo.


  • Procurar uma panela que já venha com o compartimento próprio para esterilizar as mamadeiras.


  • Usar sling desde o nascimento do bebê.


  • Usar o BabyTub assim que for seguro


  • Trocar o sofá pra um tão confortável quando o que temos hoje, mas que permita que o bebê se apóie pra levantar quando chegar a hora


  • Providenciar equipamentos audiovisuais que dêem conta de garantir a qualidade do registro pra todo sempre, amém.


  • Se possível, comprar uma poltrona para amamentação com balanço.


O que acertamos na mosca...




  • Drenagem linfática pelo menos uma vez por semana. Sen-sa-cio-nal!


  • Fazer Chá de fralda. Nove meses sem precisar comprar um pacote de fraldas acho que é um bom número.


  • Colocar o bebê pra dormir no carrinho, no nosso quarto, até o 4º mês de vida, facilita um tanto a vida


  • No caso de sobrado, deixar o kit limpeza no andar de baixo e só subi-lo na hora de dormir; facilita um tanto mais a vida...


  • ...Ter um sofá confortável pra dormir naqueles dias de preguiça de subir pro quarto.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

30/09/2011 – O resfriado, a febre e o primeiro banho de balde

Minha tia por parte de pai tem um filho de três anos - meu afilhado lindo! Pela diferença de idade, e por ter guardado “tudo” que o Guga usou quando nasceu, ela simplesmente nos deu o berço, a banheira, o cestinho de higiene e a poltrona de amamentar. Só! Pouca coisa... Mas eu acho que já falei tudo isso...
E daí que, como se não bastasse, antes da Luna nascer ela perguntou o que estava faltando no enxoval da pequena, pois queria dar um presente “de verdade”.  Nas minhas pesquisas incansáveis pela Internet fiquei sabendo de um tal "balde pra bebê".
Tenho amigas que dão banho em seus bebês nele, mas eu via aquele acessório mais como um ofurô em miniatura. Pra ser usado naqueles dias de calor, quando você já deu banho na criança, mas quer refrescá-la no final do dia, pra ela possa dormir fresquinha.
O tal balde chama-se TummyTub e tem algumas características próprias: “o plástico usado é transparente, para facilitar a visualização do bebê; não é tóxico; não existem arestas cortantes; a sua base é antiderrapante e na parte inferior há um centro de gravidade que permite grande estabilidade e segurança; o fato de ser um reservatório de reduzidas dimensões permite poupar água e energia, mantendo-a quente durante cerca de 20 minutos.” Enfim, conheço pessoas que optaram por usar um balde comum, mas como minha tia estava disposta á dar – e não faltava praticamente mais nada no enxoval da Luna – achei que seria um presente útil.
Luna nasceu em pleno verão e logo no primeiro mês de vida tentamos fazer a experiência... Frustração! Luna ainda era tão molinha que ficamos morrendo de medo de machucá-la; ela parecia meio desajeitada ali dentro, sem contar que o banho teria que ser em dupla: um segurando a cabeçinha e o outro fazendo o resto. Deixamos o balde de lado.
O tempo foi passando, Luna ficando mais firminha a cada dia e o frio batendo na porta na medida em que o ano avançava. E foram meses de um inverno que não passavam, meses onde Luna usou poucas vezes as roupas de calor.
E na semana passada alguma coisa me fez lembrar do balde. Lembrança triste, pois eu tinha certeza que Luna não caberia mais ali, e se coubesse, não iria querer ficar. Mas prometi que iria tentar mais uma vez, pra não dizer que abandonei o balde sem ter a confirmação se poderia dar certo ou não.
Recebo um telefonema na sexta-feira passada. Era da escolinha, dizendo que Luna estava com febre e perguntando qual seria minha posição. Pedi que dessem Paracetamol e ficassem de olho pra ver se a febre abaixava. Como Silvio estava em casa, ele foi buscar nossa pequena mais cedo. Assim que chegaram em casa, ela adormeceu no sofá, aparentemente com a temperatura controlada. Cheguei e ela continuou dormindo. Meia-hora depois, aproximadamente, ela acorda quente, com um pouco mais de 37° de febre.
E foi aí que eu lembrei que poderíamos dar um jeito nessa temperatura de uma maneira diferente. Balde com água, Luna pelada; hora de tentar encaixar uma coisa na outra. Foi indo, foi indo... Uma coisa meio: “Onde minha mãe está me colocando?! Um pouco apertado pro meu tamanho, não acham? Hum, mas dá pra ficar aqui sim...” Demos os brinquedos do banho e ela ficou ali, mordendo a abelha de borracha e girando a bolinha.
A experiência foi tão boa que a repetimos no dia anterior, depois de um sábado quente e uma Luna grudenta no final da tarde. Gostaria de ter retomado o acessório bem antes, assim que ela já estivesse com a coluna mais firme. Mas não rolou, acontece nas melhores famílias... Assim, posso “apenas” compartilhar aqui os momentos "Balde já com oito meses e meio”, mas fica a dica para as mais corajosas: com o tempo bom e a coluna mais firminha, banho de balde neles.