Agora eu era espectadora, olhares fixos na cria. Mas eu
também recebia os olhares de Luna, conforme fazia os exercícios e passinhos
mais infantis possíveis; ela olhava pra mim com um sorriso tímido, e acho que
conseguia ver meu rosto todo iluminado de orgulho, pelo simples fato dela estar
ali, fazendo o seu melhor, junto com as amigas. Percebi que, anos atrás,
enquanto eu dançava, o corpo, o suor e os movimentos eram meus, mas a presença
da minha mãe e aquele olhar que me seguia pelo palco eram a minha segurança. O
dinheiro gasto com roupas, fantasias, maquiagem, inscrições, boletos de
mensalidade, viagens; a sacola de lanches, quando passávamos horas dentro de um
teatro, marcando palco, ensaiando e nos arrumando; as horas de pé no sol, no
estacionamento de um shopping ou numa rodoviária de São Paulo; as horas de
espera, as horas longe de casa, do meu pai e do meu irmão; aguentar me vendo
dormir de collant e meia-calça e
comer igual troglodita. Tudo (ou quase tudo) que se passa nas cabeças e nas vidas de uma mãe e um pai de primeiríssima viagem.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Sapatilhas, lanches e a segurança do olhar.
Agora eu era espectadora, olhares fixos na cria. Mas eu
também recebia os olhares de Luna, conforme fazia os exercícios e passinhos
mais infantis possíveis; ela olhava pra mim com um sorriso tímido, e acho que
conseguia ver meu rosto todo iluminado de orgulho, pelo simples fato dela estar
ali, fazendo o seu melhor, junto com as amigas. Percebi que, anos atrás,
enquanto eu dançava, o corpo, o suor e os movimentos eram meus, mas a presença
da minha mãe e aquele olhar que me seguia pelo palco eram a minha segurança. O
dinheiro gasto com roupas, fantasias, maquiagem, inscrições, boletos de
mensalidade, viagens; a sacola de lanches, quando passávamos horas dentro de um
teatro, marcando palco, ensaiando e nos arrumando; as horas de pé no sol, no
estacionamento de um shopping ou numa rodoviária de São Paulo; as horas de
espera, as horas longe de casa, do meu pai e do meu irmão; aguentar me vendo
dormir de collant e meia-calça e
comer igual troglodita. quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
22.02.2012 - As (in)definidas transições de fase
Alguns especialistas dizem que durante os primeiros dois anos de vida acontecem alguns saltos de desenvolvimento, onde os bebês descobrem uma nova habilidade e ficam tão entusiasmados que querem praticá-la o tempo todo; seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
26.01.2012 - Os sete anões
Luna ganhou seus primeiros dentinhos em setembro do ano passado; nasceram primeiro os de baixo.
Durante as férias, os dois de cima foram saindo bem devagarzinho, quase envergonhados; e pra fazer companhia aos centrais, o incisivos laterais (ui! Claro que eu tive que pesquisar o nome deles)já foram também se mostrando, logo atrás.
Mas acontece que ontem estávamos na Leroy Merlin e assim que Luna abriu a boca – não me lembro se pra rir das cócegas que Silvio fazia, se pra colocar a chupeta na boca ou se pra reclamar que queria ir pro chão – eu vi que tinha dentes demais ali, demais! E foi aí que reparei num 7º dente. SETE! Essa menina já é quase um tubarão! Daqui a pouco - se ela continuar com essa história de morder - já vai deixar aquelas marcas de “reloginho” no braço de alguém.
Ai fiquei pensando: Como pode?! Uns demoram tantos pra sair e outros parecem ter pulado de um trampolim pra fora da gengiva. JU-RO que ontem de manhã aquele sétimo dente não estava lá, na não, na na ni na não!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Minha pequena mordedora
Era uma vez uma princesinha linda, doce, meiga e carinhosa; mas um dia ela começou a morder os amiguinhos, mamãe, papai e vovó. E todos foram felizes para sempre. Fim.
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Quem me dera eu estivesse lidando com isso desse jeito fácil e tranqüilo. Sei que ter um bebê mordedorzinho não é o fim do mundo, mas né? Quem curte?
E foi de repente, começaram me avisando na escolinha - no dia do aniversário dela – dizendo que elas pegaram Luna no pulo mais de uma vez, indo morder o bracinho de uma bebezica menorzinha do que ela. Eu tomei um susto e fiquei arrasada, porque em casa ela não era assim. É fato que Luna já tem personalidade própria e, mesmo estando no coletivo da escola todos os dias desde os quatro meses, é igual a qualquer bebê: quer aquele brinquedo – que está com o amiguinho na maioria das vezes - naquela hora e pronto.
E como se o fato de agora eu saber que ela mordia na escola tivesse alguma influência maior, comecei a reparar que Luna, ás vezes quando eu não dava o que estava na minha mão ou tirava o que estava na mão dela, também passou a demonstrar com os dentinhos que estava insatisfeita e irritada.
Na primeira vez fui pega de surpresa e cheguei a sentir uma leve pressão na minha mão antes de puxar o braço pra longe do rosto da pequena carnívora. Mas agora, quando sei que ela vem pra morder, me adianto, e já falo bem séria “Não pode! Faz dodói! Mamãe fica triste!”; nem sempre tudo isto ou nem sempre nesta ordem.
Acho cedo ela já começar a morder e confesso que não acreditei que fosse passar por isso. Acontece que é uma fase mesmo, não tem muito que se fazer a não ser a antiga fórmula: paciência e consistência, com aquela boa pitada de amor.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Pé, pernas e o equilíbrio chegando de vez!
Completamente sem reação, fiquei ali sentada na sua frente, no tapete da sala, pernas cruzadas, com a boca aberta, olhos marejados, rindo-chorando de felicidade.
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O processo ‘ficando de pé sozinha’ começou no início de dezembro do ano passado. Com os dois braços levantados, chamávamos a atenção de Luna e pedíamos: Sozinha Luna, fica de pé sozinha. E rapidamente ela já sabia o que aquilo significava. Na maioria das vezes nos imitava por um segundo e, por conta do equilíbrio ainda em desenvolvimento, voltava a se segurava no sofá, na escada ou no móvel da sala. De vez em quando ela “roubava” na brincadeira e, ao se soltar, encostava o barrigão no objeto de apoio que estava na sua frente. E se sentia toda linda!
Mas estímulo que começa, não pode parar mais. Doses homeopáticas diárias e o tal um segundo virou dois e virou três. Vovô Gera teve papel fundamental nessa evolução, já que passou bastante tempo com a neta nestas últimas semanas.
Mas ontem foi incrível. Minha pequena, ali na minha frente, de pezinho, um “tempãããão” (pra uma mãe pareceu uma eternidade!); e pra finalizar, passinhos na direção do avô materno. Luna ter completado um ano na semana passada já mexeu demais comigo, mas aquela cena era demais! Dava pra ver os músculos e tendões de seus pezinhos se movimentando pra que o equilíbrio fosse mantido, mas ao mesmo tempo ela estava tão firme, tão segura, brincando com a corrente do avô.
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E num texto assim me pego “nostálgica”, lembrando da Luna, quando ela cabia inteirinha nos meus braços ou deitada no meu peito; quando ela tinha aquele hálito delicioso que era só dela, com um toque de leite e não leite e sopa de carne e mamão.
Essa vida é louca mesmo, permite um mundo de coisas novas e incríveis fazendo a gente transbordar de orgulho e amar nossos pequenos cada vez mais, mas tudo isso pra amenizar a saudade de tempos passados e de tudo que já experimentamos com eles; mesmo que esses tempos sejam poucos meses atrás.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Uma foto, um pente e uma nova descoberta.
Os dois estavam de férias e fizeram o gigantesco favor de levar minha pequena ao pediatra, já que eu tinha uma videoconferência na parte da manhã e Sil estaria em Santos.
E daí que eu estava vendo as fotos que eles tiraram neste dia - minha mãe é a maluca da máquina fotográfica - e me deparei com esta aqui:
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Estávamos em casa ontem e eu havia acabado de dar banho na gordinha. Cabelo molhado. Hora de pentear.
E me lembrei da foto.
Resolvi fazer um pequeno teste: entreguei o pente na mão da minha pituquinha e pedi: "Olha o pente filha; vamos pentear o cabelo?" E não é que sua reação foi pegar o pente e passá-lo na cabeça?! Ok, ok, foi uma coisa bem desengonçada, mas a questão é que ela sabia o que fazer com aquele objeto! Ousei um pouco mais e pedi que ela "penteasse o cabelo da mamãe". Ela inclinou seu corpinho pra frente e começou a passar o pente - do lado contrário - na minha cabeça.
Depois da minha típica reação de pegá-la no colo, abraçá-la e beijá-la até ela reclamar, coloquei-a de volta no trocador e continuamos brincando. Ela já uma outra filha e eu, uma outra mãe.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
25.11.11 - Macaquinha amestrada...
A cada dia que passa Luna fica mais engraçadinha, tipo em progressão geométrica. E aprende coisas novas o tempo todo. E isso a torna a macaquinha amestrada da família pois é claro que todo mundo fica pedindo que ela faça isso ou aquilo o tempo todo.
Por exemplo, meu pai passou creme hidratante na mão e cheirou, dizendo: "Nossa, que cheiro gostoso!". Aproximou sua mão do rosto da minha mãe e ela também cheirou, repetindo mais ou menos a mesma frase. Ele estava com Luna no colo e, quando colocou a mão próxima ao rosto dela, ela inclinou levemente seu corpinho pra frente e encostou o nariz na palma de sua mão.
Na casa deles também fica um cachorro de brinquedo com uma espécie de ábaco na parte de cima; um arco com as pecinhas coloridas para o bebê mexer. E Luna começou a pacientemente passar as pecinhas, uma por uma, de um lado a outro do arco. Ela faz uma pinça com seus pequenos dedos gordinho e pega cada pecinha na pontinha, levando-a pro lado oposto de onde ela se encontrava. Quando acaba, faz tudo de novo, pro outro lado.
Há meses Luna se tornou uma beijoqueira assumida. É só pedir um beijo que ela solta um no ar, bem estalado, com a boca aberta mostrando seus dentões de coelhinha. Mas Dona Otília - avó paterna - começou a ensiná-la a dar beijo na bochecha; Luna encostava os lábios no rosto da avó e mandava aquele beijo barulhento. Comigo isso nunca deu certo. Depois de algumas semanas, comecei a pedir esse beijo "avançado", apontando o dedo indicador na bochecha e esperando a reação dela. Não é sempre que ela está com vontade, mas quando está ela me dá um beijão de boca aberta, sem barulho, sem nada, mais uma babada na bochecha. Mas é uma delícia, cheio de afeto.
Aos anos cinco de idade Silvio ganhou de seu tio – irmão de sua mãe, que também chamava Silvio - um pequeno cachorro de pelúcia. Como tinha paixão pelo tio, guardou com carinho o bichinho durante todos esses anos. E hoje o pequeno passou de pai pra filha. Antes o peludo ficava na estante de brinquedos, no quarto dela. Depois de uma crise alérgica e uma consulta com um pediatra alergologista – que proibiu pelúcias expostos pela casa -, o animal indefeso foi parar dentro do armário, quase esquecido. Um belo dia resolvi tirá-lo dali e deixá-lo na caixa de brinquedos da Luna, na sala. E em todos os momentos de brincadeiras, eu e Silvio sempre pegamos o cachorrinho pra entrar na brincadeira, apresentando-o á pequena: Filha, olha o cachorrinho, como ele faz? Au au!
E não é que ela aprendeu?! Sempre que Luna vê um cachorro na rua ou na casa de alguém, ela olha encantada e trata logo de cumprimentá-lo: Au au. Na verdade sai um “Auá”, mas é porque ela tem um estilo personalizado de conversar com os bichos.
E a mais recente descoberta: sabem quando a gente passa os dedos pelos lábios, um por um, começando pelo mindinho, de cima pra baixo, fazendo um barulho engraçado como se estivéssemos os tocando igual a um instrumento? Brincando com Luna desse jeito hoje de manhã, ela tira a chupeta e começa a nos imitar. E no carro, a caminho da escola, a mesma coisa.
Cada conquista, cada descoberta do mundo e de seu próprio corpo é tão cheia de significados! Os bebês nos encantam também por isso, nos fazem lembrar as pequenas coisas da vida. Luna me ensina a cada dia a importância da paciência e do amor; me ensina o valor que tem a “simples” descoberta de encaixar um brinquedo no outro, de experimentar um sabor novo, de falar – e repetir e repetir - uma sílaba que era desconhecida.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
18.10.2011 a 21.11.11 – Glub, glub
Este não será um post gigantesco como foi o anterior sobre nossas aventuras aquáticas com Luna. Mas achei importante deixar registradas algumas questões que rolaram de lá pra cá.
Mesmo com tudo o que aconteceu na primeira aula, eu e Sil consideramos válidos persistir na idéia da natação. “É o que temos pro momento”, ele me disse. É claro que se o que temos fosse tão ruim, abortaríamos a missão; mas as peças vão se encaixar, aos poucos, e estaremos atenção a tudo.
Se tem uma coisa da qual eu me orgulho é de ir atrás do que quero dependendo da importância que aquilo tem pra mim. Bem, estávamos decididos a continuar com a natação, mas com a infra-estrutura daquela academia ficaria simplesmente inviável.
Na segunda-feira seguinte à primeira aula, assim que chegamos na academia, fui falar com o gerente para esclarecer todos os pontos: Oras! Se a academia oferecia aulas pra bebês, teria que estar preparada pra isso dentro e fora da água. Um vestiário sem trocador para bebês não dá! Ele ficou de falar com a coordenadora e ela me ligaria depois. Ao sair da aula, ele me chamou e disse que ela precisaria conversar com o dono da bagaça e me daria um retorno assim que possível.
Fomos eu e Sil pra academia na sexta, exercitar um pouco os corpitchos e aproveitei pra retomar o assunto do trocador com o gerente, avisando que a coordenadora não havia me ligado. Ele disse que ela falou com o dono e o trocador será providenciado, eles estavam analisando qual seria o modelo e onde ele seria instalado.
Muito bem, mais uma semana se passou e ainda nada, e de novo o assunto de que “está em processo de aquisição, blá, blá, blá”. Fiquei ali com aquela cara de “quero ver”. A questão é: ter um trocador pra hora do banho é um direito, então não abro mão dele, e pronto!
A segunda aula foi bem tranqüila, na verdade não teve aula. Por ser a semana das crianças, a aula era liberada para os alunos fazerem “o que quiserem”. Resultado, as crianças foram pra piscina pequena jogar pólo aquático - leia-se água na altura da coxa – então ficamos numa raia da piscina grande, brincando com Luninha.
Na semana seguinte a segunda-feira foi fria demais pra deixar Luna de maiô e touca. Na terça o tempo estava melhor, ok, um pouquinho melhor, mas deu pra arriscar uma piscina.
A Fernanda - Tia Fe – já estava dentro da água e foi ela que deu a aula. A gente conversou bastante no começo e acho que esse papo foi bem sincero. Ela já havia trocado umas palavras com o Sil na semana anterior, mas nada como uma conversa direta. O que rolou foi que ela colocou alguns pontos de vista importantes: ela discorda da academia oferecer aula de natação para bebês, além de não ter uma infra-estrutura adequada, os professores – e aí ela se inclui na história – não são especialistas em bebês; dizer que não sabiam nada, também seria mentira, pois eles são professores de natação, então possuem conhecimentos básicos a serem aplicados, “independente” da idade do aluno. Ela me contou que foi se aprofundar um pouco no assunto durante o final de semana, pra poder vir, de uma maneira ou de outra, preparada para a próxima aula.
Conversamos sobre o objetivo de termos decido colocar Luna pra nadar. Tem muita mãe que acha que vai jogar o filho na piscina e ele vai sair imediatamente nadando crawl, borboleta ou peito. Não é assim, Luna é muito pequena e as crianças só conseguem aprender toda a técnica da natação com um pouco mais de idade, a partir de um ano e meio ou dois. Expliquei pra ela que a nossa idéia era proporcionar momentos gostosos dentro da água, era expandir a relação da Luna com o meio aquático para além da banheira ou do chuveiro de casa. Minha filha tem uma energia danada e a natação pode possibilitar que ela gaste essa energia de um jeito diferente, fazendo coisas diferentes. Combinamos que seria uma parceria e iríamos entrar nesse universo natação-bebê juntas; ela com toda bagagem dentro da piscina e eu com Luna e com a abertura de experimentar coisas novas; e iríamos vendo, a cada dia, a cada exercício, o que seria melhor pra ela. Sem pressa, sem pressão, sem “ter que”,tudo na hora que Luna se sentir preparada. E nos momentos que ela não estiver, a gente dá um passo – dentro da piscina – atrás.
A e aula foi ótima! Pra quem não era especialista em natação pra bebês, ela se mostrou atenta a detalhes que não eram tão claros para nós. Se estiver sozinho com o bebê na água, fique com ele sempre de frente pra você, assim você saberá onde está o nível da água e se ele corre o risco de engoli-la ou não; mesmo que a piscina seja aparentemente calma, se tiverem outras pessoas nadando, a água pode formar ondas e entrar na boca do bebê. Se, durante o exercício o bebê se mostrar cansado ou irritado, dê uma pausa, o coloque um posição confortável, “sentado” no colo, pra que ele possa relaxar os músculos. Fizemos exercícios específicos para soltar o corpo, bater as perninhas e mexer os bracinhos. Como o dia não estava tão quente, deixamos para molhar a cabeça dela apenas no final da aula, faltando poucos minutos para sair da piscina e entrar no chuveiro quentinho, assim ela ficaria menos tempo com o cabelo molhado pra fora da água; e o jeito de fazê-lo foi bem divertido, enchendo bichinhos de borracha com água e espirrando a água na cabeça da mamãe, do papai, da Tia Fe e da Luna também.
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Na quarta semana a aula foi novamente com Rafael, o mesmo do mesmo.
Sobre o trocador, o gerente havia me dito, um dia antes, que não estavam achando nenhuma empresa que vendesse aqui no Brasil.
Oi? Papainho sem vergonha pra cima de mui?! Ah tá!
Nesse dia levei, anotado num papel, três empresas grandes que só vendiam trocadores de parede pra bebê. Ficaram de ir atrás. Queria ver eu se viriam com mais alguma desculpa.
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E aqui temos um gap de três semanas sem ir pra academia. Luna pegou uma gripe danada, com direito à xarope e algumas inalações diárias.
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Chega de moleza! O tempo melhorou e Luna também. Bora cair na água.
Assim que entrei na academia, vi o gerente na recepção e não tive dúvidas de qual seria a frase a sair da minha boca:
- E o trocador, deu certo?
- Sim! Deu certo!
- Maravilha!
Desci ansiosa pro vestiário. Ao entrar, me deparei com um grande trocador fixado na parede de mármore do primeiro box. Especificações importantes: peso máximo 20kg. Mas ao colocar Luna em cima, a base deu uma abaixada que me fez rezar pra minha filha ficar de pé sozinha antes mesmo de chegar aos 15kg. O jeito seria ficar com o abdômen “segurando o trocador por baixo”. E a vida se tornou mais simples. Fim.
Não sei por que, mas Luna estava supre enjoada neste dia; não quis fazer exercício nenhum, só queria ficar grudada no meu colo, batendo a mão na água. Tentamos algumas coisas mais leves, como soltar o quadril e saquinho de chá. Nem com o Silvio ela queria muito ficar, só quando ele a jogava alto pra cima, claro!
A notícia triste foi que a Tia Fe saiu da academia. Puts! Eu estava tão confiante de que, com ela, haveria uma evolução mais acompanhada e tal. Pena.
No dia seguinte corri pra pedir ajuda: liguei pro João, um super querido e professor de natação, pra ver se ele teria alguém mais especialista na área pra me indicar exercícios e estímulos; assim iríamos fazendo nossa aula junto com o Rafael, sem depender somente de seus – poucos – conhecimentos de natação pra bebês. Estou no aguardo de um retorno. E conto assim que pintarem novidades.
26.10.2011 – Engatinhando
Eu tenho uma neném que engatinha! Eu tenho uma neném que engatinha!
Depois de muita dedicação, persistência e carinho das tias do berçário, Luna começou a engatinhar, devagarzinho, ainda descobrindo como é que se faz; mas quando quer ir de um lado ao outro do tapete da sala, nada de ir se arrastando de bumbum; da posição sentada ela já passa pra de engatinhar e vai, mão a mão, joelho a joelho. Tão linda!
Cara de limão
Há alguns dias atrás uma amiga comentou sobre um vídeo do Youtube que consistia numa montagem de vários pequenos vídeos e em todos eles apareciam bebês experimentando limão; caretas garantidas.
Estávamos nós almoçando na minha sogra no domingo e o menu era arroz, salada de maionese e filé de pescada. E peixe frito sem limão, não dá.
No final da refeição, me lembrei deste vídeo e, mesmo amando a Luna e querendo o seu bem acima de tudo, não resisti à experiência de saber qual seria sua reação ao chupar um limão.
Podem ter certeza que, se a reação dela fosse a esperada, eu teria colocado o link de um vídeo logo abaixo deste texto registrando o momento. Mas não é que a bichinha não fez uma caretinha sequer?! Não conformada, coloquei novamente a metade do limão na boca de Luna. Ela chupou com gosto, e esboçou a mesma reação. E quando eu coloquei o limão na boca, me deu até um friozinho na espinha. Essa minha filha não se cansa de me surpreender.
Limão é gostoso, mas é azedo. Ponto.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
03/10/2011 – E a banheira cresceu...
Saí de casa na segunda-feira pela manhã, já deixando a mala da natação semi-pronta; a mochila de passeio de Luna serviria perfeitamente pra nós duas. O primeiro exercício foi mental, o de não esquecer nenhum item para antes, durante ou depois da aula: chinelos, toalhas, toucas, maiôs, fralda de natação, brinquedos de molhar, nécessaire, fralda, pomada, lenço umedecido, pentes, shampoo, documentos, carteirinhas do convênio, álcool-gel, porta-chupeta, lenço de papel, manta, roupas, touca de frio, meia, tênis, pano de boca, fruta, prato, colher, copo de água... Ufa!segunda-feira, 3 de outubro de 2011
30/09/2011 – O resfriado, a febre e o primeiro banho de balde
29/09/2011 – Bebê rockabilly
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
23/08/2011 – Sentido do dia: tato
Beijos estalados no ar.
Um dia, ela começou a reproduzir o som enquanto estava na escola e as Tias deram um significado para aquela brincadeira: mandar beijos.
Hoje ela já está com uma prática incrível, parece uma metralhadora disparando beijos o dia todo. Tem dia que já acorda nos presenteando com seus beijinhos estalados. Deliciosa!
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Informação semanal
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Mãe e filha...
Desde quinta-feira passada a minha relação com este bebê mudou completamente. Eu sempre tive aquele sexto sentido que era uma princesinha que estava crescendo aqui dentro e agora tenho confirmações visuais e médicas disso.
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Não sei muito como contar isso; só sei que eu gostaria de ter saído do laboratório pulando de alegria, com um sorriso de orelha a orelha, mas não foi assim que aconteceu.
Não me lembro da última vez que um filme teve tanta importância na minha vida: minha obsessão por ser menino havia passado há algumas semanas: estava em casa assistindo "A vida secreta das abelhas" quando me deparei com uma cena onde a personagem principal - uma menina de uns 8 anos - encontra uma foto antiga, onde ela está no colo da mãe e as duas estão olhando uma para a outra, sorrindo. Imaginei essa cena acontecendo comigo, eu, agora no lugar da mãe. Me deu uma sensação gostosa, uma vontade de ter uma filha, pra ser amiga, cúmplica, fofocar sobre tudo, passear no shopping e todas essas coisas de meninas-mulheres.
Mas a chegada de um bebê é esperada não só pela mãe, mas pelo pai também e saber que eu não daria um filho homem pro Silvio me deixou extremamente abalada. Eu sabia o quanto era isso que ele queria, porque ele só falava nisso: que seria um menino. Sempre que alguém dizia algo como "Como vai essa lindinha?" ou, até para "provocá-lo", cutucava: "Quando vai fazer o ultrassom para confirmar que é menina?", ele virava uma fera, dizendo: "Menina nada! É um moleque!"... Foi bem difícil pra mim saber que sim, ele estava feliz, mas não tanto quanto gostaria...
A gente conversou bastante e ele me fez ver as coisas de um outro jeito. Não que eu tivesse entendido errado as expectativas dele e o que ele sentia e sentiu ao saber que teria uma filha, mas me fez entender o que se passava ali dentro.
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Voltando ao começo do post...
Como eu havia dito, minha relação com este pequeno (não mais tão pequeno assim) ser que cresce aqui dentro mudou completamente! COM-PLE-TA-MEN-TE... Dizer 'ELA' e 'minha filha' se tornou incrivelmente natural desde o momento seguinte ao ultrassom.
Ver aquele bebezinho pela 4ª vez me aproximou dele de uma maneira indescritível. Aquele amor incondicional que tanto falam já é muito forte!!!
Rola um lance que o primeiro filho, ou filha, sempre puxa mais ao pai. Agora fico imaginando como será minha lindinha...
Ela será linda, disso não tenho dúvidas, mas a boca da pititica será mais parecida com a minha boca ou com o bocão do Sil? E o nariz? E as mãos, os pés e o cabelo?
Pra quem é bom de imaginação: uma prévia de algumas características possíveis que a pequena possa herdar.
Agora só falta saber como vai ficar a "montagem"... =o)



