Agora eu era espectadora, olhares fixos na cria. Mas eu
também recebia os olhares de Luna, conforme fazia os exercícios e passinhos
mais infantis possíveis; ela olhava pra mim com um sorriso tímido, e acho que
conseguia ver meu rosto todo iluminado de orgulho, pelo simples fato dela estar
ali, fazendo o seu melhor, junto com as amigas. Percebi que, anos atrás,
enquanto eu dançava, o corpo, o suor e os movimentos eram meus, mas a presença
da minha mãe e aquele olhar que me seguia pelo palco eram a minha segurança. O
dinheiro gasto com roupas, fantasias, maquiagem, inscrições, boletos de
mensalidade, viagens; a sacola de lanches, quando passávamos horas dentro de um
teatro, marcando palco, ensaiando e nos arrumando; as horas de pé no sol, no
estacionamento de um shopping ou numa rodoviária de São Paulo; as horas de
espera, as horas longe de casa, do meu pai e do meu irmão; aguentar me vendo
dormir de collant e meia-calça e
comer igual troglodita. Tudo (ou quase tudo) que se passa nas cabeças e nas vidas de uma mãe e um pai de primeiríssima viagem.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Sapatilhas, lanches e a segurança do olhar.
Agora eu era espectadora, olhares fixos na cria. Mas eu
também recebia os olhares de Luna, conforme fazia os exercícios e passinhos
mais infantis possíveis; ela olhava pra mim com um sorriso tímido, e acho que
conseguia ver meu rosto todo iluminado de orgulho, pelo simples fato dela estar
ali, fazendo o seu melhor, junto com as amigas. Percebi que, anos atrás,
enquanto eu dançava, o corpo, o suor e os movimentos eram meus, mas a presença
da minha mãe e aquele olhar que me seguia pelo palco eram a minha segurança. O
dinheiro gasto com roupas, fantasias, maquiagem, inscrições, boletos de
mensalidade, viagens; a sacola de lanches, quando passávamos horas dentro de um
teatro, marcando palco, ensaiando e nos arrumando; as horas de pé no sol, no
estacionamento de um shopping ou numa rodoviária de São Paulo; as horas de
espera, as horas longe de casa, do meu pai e do meu irmão; aguentar me vendo
dormir de collant e meia-calça e
comer igual troglodita. quarta-feira, 3 de julho de 2013
Esta é a verdadeira descoberta...
A temperatura, a posição...
A hora, o dia...
A roupa, o sono.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Mamãe quatro-olhos
Este blog foi criado inicialmente pra relatar acontecimentos ocorridos durante a gravidez. Depois que Luna nasceu o foco obviamente mudou, agora os textos iriam acompanhar o crescimento da minha pituca e tudo que estivesse envolvido com isso.
E daí que eu estava pensando que, desde 13 de janeiro de 2011, 99% da minha vida está direta ou indiretamente ligada à Luna. Puxa! Descobri a América agora. E foi essa “descoberta” que me fez pensar que este post caberia aqui.
Um belo dia, aproximadamente cinco anos atrás, minha mãe olhou pra mim enquanto eu estava na frente do computador e se assustou: “Nossa filha! Por que fica tão perto do monitor, está com dificuldades para enxergar?” E eu comecei a reparar que era isso mesmo: pra conseguir ler o que estava na tela, ou mesmo ler um livro, eu tinha que me aproximar mais do que o normal do objeto em questão. Fui procurar um oftalmologista e o veredicto foi: você tem astigmatismo, precisa usar óculos. Maravilha Brasil! E foi assim que passei a ver o mundo com uma lente na frente depois dos 20 e poucos anos de idade.
No verão de 2009, fui passar uns dias na praia com minha querida Tatiana Bittar e como acho delicioso ir pra areia no final da tarde com uma cadeira e um livro, levei meus óculos.
E daí que, ao voltar pra São Paulo e desfazer minhas malas, senti falta das minhas lentes com armação vermelha. Procurei pela casa toda, nada. Quando voltei pra praia semanas depois, fiz uma busca minuciosa, nada de nada.
O tempo foi passando e eu fui “deixando de lado” essa história, como usava os óculos apenas pra ler, dava uma forçadinha na vista aqui e ali; e ia vivendo.
Quando finalmente resolvi correr atrás do prejuízo e ir ao oftalmologista, estava no início da gravidez e recebi a notícia: as variações hormonais durante a gestação – se estendendo para a fase de amamentação - podem acarretar mudanças refrativas. Isso significava que a visão poderia ficar levemente embaçada. Isso significava que não valeria à pena mandar fazer óculos agora, pois muito provavelmente eu teria que refazê-los depois. Isso significava que eu ficaria mais alguns bons meses dando aquela tal forçadinha na vista.
Voltei a trabalhar quando Luna tinha um pouco mais de três meses. Por mais que eu tivesse tentado (quase) tudo, o leite secou dois meses depois. Ela já passou dos oito meses e algumas semanas atrás achei que já era hora de parar de prejudicar minha visão.
Fui ao oftalmologista apenas pra verificar o nível da piora do astigmatismo e pegar a receita para fazer os óculos. 1,5 no olho direito e 0,75 no esquerdo é muito grave? Bem, não ligo mesmo, terei que voltar a usar aquela coisa lá de qualquer jeito, está na minha CNH: lentes corretivas obrigatórias. É a vida...
Kelly Cury, aquela do post sobre a natação indicou uma ótica nos Jardins, fazendo uma super propaganda do lugar, que incluía o diferencial dos modelos, a qualidade dos produtos, o bom atendimento, a importante participação do atendente para ajudar a avaliar qual o melhor modelo para seu rosto - levando em conta seus gostos particulares na vida - e a garantia de manutenção por tempo estendido. Fui, né!
E realmente era tudo aquilo mesmo. É claro que x+y+w = $$$$$, mas como a idéia é não trocar os óculos a não ser que o grau mude ou que um trator passe por cima deles, eu estava disposta a pagar um pouco mais.
Depois de muita conversa, muitos modelos sugeridos, muita explicação do quanto não funciona pra mim óculos coloridos, já que eu tenho uma leve necessidade de minimamente combinar roupas e acessórios, o resultado é este aqui:
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Não. Não estou achando uma delícia usar óculos. Mais uma coisa pra se preocupar, limpar, guardar, cuidar e principalmente usar. Assim que coloquei e saí na rua, parecia que tinha tomado alguns livros da pinga mais barata do boteco da esquina; meu nariz está achando estranho e minhas orelhas também
Mas o que se há de fazer?
Há uma coisa: rezar pra que Luna não precise usar. Rezar muito, já que eu uso e Silvio também.
terça-feira, 19 de julho de 2011
6 meses e muito mais
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Respiração, alongamento e equilíbrio
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Coração de mãe
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Quem disse que pai não dá a luz?
Após um loooongo período, cá estou eu novamente dando minha contribuição para mais histórias sobre a minha gravidez e da Aline. E não precisa ficar assustado achando que passei por uma experiência científica como o Schwarzenegger na década de 90 (confesso que tive que recorrer ao velho amigo Google pra saber exatamente como escrever o nome desse infeliz). O pai, pelo menos os que querem fazer parte desse momento tão materno que são as 40 semanas de gestação, têm que modificar sua rotina para acompanhar as mudanças "forçadas" pelas quais a mãe passa nesse período.
Após toda aquela novela envolvendo o médico frustrado e o encontro com a nossa nova doutora, muito simpática e atenciosa, esta semana foi a vez de irmos a uma nutricionista, a Melissa. A indicação foi de uma gestante já conhecida por vocês, leitores de nosso blog, que teve espaço cedido para contar sobre sua luta contra a balança durante a gravidez: a Moura.
Fomos com ótimas referências e devo confessar que todas elas foram mais do que verídicas. A moça realmente parece entender muito sobre sua profissão e deu diversas dicas... praticamente uma aula de como funciona nosso organismo, como os nutrientes dos alimentos que ingerimos são absorvidos e tudo mais que precisávamos saber para que nosso filhote tivesse do bom e do melhor enquanto fica praticando natação no líquido amniótico.
Mas o que realmente me inspirou a escrever este post, como de costume, foi a situação fora do normal anterior à consulta. No caminho para o consultório, a Li recebeu uma ligação da doutora informando que houve uma queda de energia no prédio e que, caso ainda quiséssemos comparecer à consulta, teríamos que subir de escada até o 7º andar. Como nós dois somos da geração saúde e sempre estamos fazendo algum tipo de exercício físico, topamos fazer a escalada.
Chegamos ao prédio e nos encaminharam para as escadas de emergência, com o seguinte conselho: "Como as luzes de emergência também estão desligadas, é melhor vocês usarem a luz do celular e segurar no corrimão para ter mais segurança". Aí caímos em um grande problema tecnológico pelo qual eu e a Li passamos: não temos aparelhos avançados, daqueles que normalmente as pessoas fazem de tudo um pouco, e até conseguem fazer e receber ligações neles. E quem falou que a luz dos nossos quase pré-históricos aparelhos iluminava alguma coisa? Uma das coisas que mais me aflige nessa vida é a idéia de perder a visão, e ali me senti como Richard Pryor em "Cegos, Surdos e Loucos", tateando e tropeçando nos degraus.
Foi então que tive a brilhante idéia de usar o nosso novo "brinquedinho", vindo diretamente de Pittsburg, para iluminar nossos caminhos: o GPS! Aquilo sim era uma luz no fim do túnel, e nos salvou de um possível treinamento para dublês, rolando escadaria abaixo.
No meio da nossa odisséia, ainda tive que dar uma de lanterninha e acompanhar uma moça que, pelo andar da carruagem, já estava há uns bons minutos ali, tentando enxergar os degraus com uma luz que mais parecia um led de controle remoto. Como nosso destino era o 7º andar, deixei a Li num lugar seguro e plano, enquanto fiz minha boa ação até o 12º andar.
Finalmente conseguimos sair ilesos e, no meio da consulta, a luz voltou e não tivemos que continuar brincando de "lumos" na hora de ir embora, já que o elevador estava nos esperando de portas abertas. Só faltou suspirarem de satisfação como no prédio do escritório central do Guia do Mochileiro das Galáxias.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O lado esquecido do armário
E hoje foi o dia da decisão...
(PS: comecei a escrever este post tem mais de uma semana)
Algumas delas não eram mais confortáveis faz um certo tempinho, mas eu teimava em usar (abrindo o botão sempre que sentava e cobrindo a parte aberta com a blusa).
Mas é difícil se acostumar com a idéia. Sempre achei meu quadril largo demais, por causa disso só fui começar a usar calça skinny - modelo que dá uma suuuuuper valorizada nas curvas do corpitcho - no ano retrasado, quando a minha relação com meu corpo entrou numa certa estabilidade. E como esta estabilidade durou até então (então = julho, quando a gravidez começou a fisicamente aparecer) está sendo bem (BEM) difícil aceitar que terei que deixar minhas roupas preferidas isoladas num canto do armário e voltar a usar as antigas calças "largas".
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Pra ajudar: estava fazendo uma pesquisa de imagens para colocar neste post e achei o site de uma marca de roupas para gestantes.
Uma calça jeans simples, com elástico pro barrigão, pela bagatela de 258 reais.
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O.o
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DUZENTOSECINQUENTAEOITOREAIS
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Como devo ter feito muitas boas ações na vida passada, Deus quis que o auge da gravidez fosse no verão - segundo os médicos, meu pequeno parasita virá ao mundo entre a segunda quinzena de dezembro e a primeira de janeiro ("estragando" as férias de toooodo mundo, uhu!) - ou seja, a minha coleção de vestidinhos soltinhos e confortáveis irá aumentar incrivelmente!E vestidos pro verão a gente acha aos montes por aí! E viva a José Paulino!
Pedala padrinho... ou... A suspeita do primeiro chute
terça-feira, 10 de agosto de 2010
Dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Profissionais de saúde
Acontece que há 5 anos eu faço exercícios físicos puxados: aula de spinning de 3 a 4 vezes por semana.



