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segunda-feira, 6 de junho de 2011

Falatório

Existem diversas maneiras de um bebê se comunicar, refiro-me aos que já estão na “idade” da Luna, com quase 5 meses. Eles choram, gritam, riem, sorriem, gargalham, balbuciam, mexem o corpo, as mãos, os olhos... e falam!

É claro que não é uma linguagem possível de ser entendida pelo mundo dos adultos. É um falar muito especial, muito particular de cada bebê. E Luna se supera a ca-da di-a! Não tem hora nem lugar pra acontecer, ela dispara a falar e não sabemos quando vai parar.

Esta noite foi assim: acordou, trocamos a fralda, mamou, tomou remédio e foi pro berço; chupeta, carinho, beijinho; luz apagada e fui deitar. Não demorou 5 minutos pra ela começar com seu falatório, acredito que ela conversava com as mãos. O tom mudava a cada par de frases, uma hora mais calmo, como se contasse uma história, em seguida mais enérgico, como se suas mãos a tivessem contrariado em algum ponto do discurso.

Novamente esqueci-me de registrar, a máquina estava no andar de baixo e confesso que nem pensei em pegá-la. Ficamos ali deitados, eu e Sil, na esperança que ela cansasse e resolvesse dormir, mas ao mesmo tempo rindo a cada novo “assunto”.

Isso era perto das 4 da manhã, como eu acordaria uma hora depois pra ir trabalhar, resolvi pegar a pequena pra dormir comigo, porque cama de mãe e pai sempre dá uma acalmada. Batata! Poucos minutinhos depois dormimos todos, imaginando como será essa pequena quando aprender a linguagem doa adultos...

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Imitando...

Sempre tentei ler o máximo possível sobre gravidez e bebês. A gente sabe que é na prática que se aprende mesmo a “manusear” o pequeno ser, mas ler pode ajudar bastante. Pesquisava em sites, lia livros e conversava com mães mais experientes do que eu – leia-se: mães que tiveram filhos antes de 13 de janeiro de 2011, não importa quão antes disso foi.
Todas as fontes sempre dizem da importância do estímulo pro bebê, estímulo pessoal-social, motor e lingüístico. E uma consideração que sempre me chamou atenção foi:
 
Aí ficava me perguntando: como é que o bebê vai ouvir o som que sai da boca, ver a expressão que o adulto faz para produzir o som e conseguir imitar? Eu achava tão difícil aquilo...
Luna, ainda antes de completar quatro meses, me surpreende mais uma vez.
Minha mãe vinha pegando Luna na escola quase todos os dias, já que eu trabalho fora e só chego em casa por volta das 19, Silvio havia pego um trabalho em seguida do outro e estava alocado nos clientes há semanas.
Na casa da minha mãe tem um espelho gigante na sala, logo atrás da mesa de jantar. Adoro pegar a Luna no colo e ir pra frente do espelho. Ela adora! Bebês adoram ver outros bebês e o espelho é o “amigo mais próximo”.
Estávamos lá na quinta passada e eu comecei a fazer um dos milhares de barulhos que faço com a boca; difícil descrever e não achei definição melhor: imitação de soltar pum, sabem? Claro que sabem... E não é que, no segundo seguinte Luna fez igual?! Com a pequena diferença que se babou todinha pra fazer isso. Meu pai não acreditava, andava pela casa dizendo: “Olha isso! Não é possível! Essa menina é um gênio!!!” Não sabia se ria dela imitando ou dele delirando com a “genialidade” da neta.
E ela não parou mais desde aquele dia, é só a gente fazer uma vez ou outra pra ela disparar a fazer igual. E é tão charmosa fazendo o barulinho... Ainda não consegui gravar, espero que dê certo no final de semana, já que dia de semana fica mais difícil...
Agora é continuar os estímulos e esperar pela próxima surpresa barulhenta.