Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saúde. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Damn you ftirápteros!


Os ftirápteros constituem uma ordem de insetos que contém mais de 3000 espécies. Têm entre 0,5 e 8 mm de comprimento, corpo achatado e garras que lhes permitem a fixação ao hospedeiro. Não têm asas e são parasitas externos. Alimentam-se de sangue, resíduos da epiderme ou secreções sebáceas.

Piolhos.
--------------------------------------------------
Atendi ao telefone e comecei uma conversa inocente com minha mãe, querendo saber sobre seu dia e se ela poderia buscar Luna na escola. Depois de tudo combinado, após uma breve pausa na fala, ela muda o tom de voz e diz pesadamente:
- Aproveitando... Hoje na hora do banho, encontraram lêndeas na cabeça da Luna.

- &%$#@≠Ȼῼ≥}º!!! Como assim?! Ela nunca reclamou de coceira e nunca coçou a cabeça na nossa frente!!!

Eram “apenas” lêndeas e piolhos, mas, na minha cabeça – piolhenta também?! – era como se a cabecinha da pequena estivesse infestada de tatus jurássicos comendo o coro cabeludo pra chegar ao cérebro.

Como tenho uma relação próxima com a escola da Luna, liguei pra lá assim que coloquei o telefone no gancho. Devo ter demonstrado uma preocupação um tanto exagerada, pois a primeira reação da diretora da escola, amiga da família há 20 anos, foi caçoar carinhosamente do meu tom de voz, pra depois, claro, me tranquilizar. Mãe de primeira viagem de uma pequena piolhentinha sofre.

A grande questão é que os pequenos insetos monstruosos asquerosos não foram encontrados na cabeça de mais nenhum amigo da escola. Ops! Resolvi refletir sobre estes últimos dias e lembrei que tive uma coceira terrível na cabeçorra no meio da semana; mas eu jamais pensei na hipótese de ter patinhas minúsculas circulando entre os fios do cabelo no auge dos meus 29 anos. Será que eu passei os ftirápteros pra minha própria filha?! Só consigo pensar em uma hipótese: maldito transporte público em horário de pico, onde mal se podem mexer braços, pés e... Cabeças, de tão próximas que umas ficam das outras. Não há cabelo limpo que fique imune a isto.

Mesmo lembrando as constantes cenas da infância, onde minha mãe dedicava horas do dia eliminando a praga do meu couro cabeludo, eu não queria acreditar que tinha sido a culpada pela perda de sangue de Luna. (Drama mode on!). Mas não adianta chorar pelo sangue leite derramado. Pesquisei e descobri que existem diversas receitas caseiras bem bacanas para dizimar os insetos, só que Luna não toparia, por exemplo, dormir com a cabeça besuntada de creme ou óleo; então preferi passar na farmácia e comprar o remédio pronto. Fui tranquila pra casa, sabendo que, por mais que o produto contenha substâncias “tóxicas”, elas não fariam mal à saúde da criança.

Alguns dias atrás, passamos o remédio e logo após usei a técnica do vinagre, com direito a dormir na sala para não intoxicar o marido com o cheiro forte do tempero. Além disso, tomei os comprimidos, receitados apenas para adultos e crianças a partir dos cinco anos. Acredito que encerramos o tratamento. A cabeça da Luna ainda coça um pouco, mas na última busca cabelo adentro não foram encontradas lêndeas.

O Portal do Piolho dá uma dica preciosa: paciência + paciência + paciência + paciência + dedicação. E não deveria ser apenas o piolho pubiano a ter o nome Chato. Vou te falar viu...

terça-feira, 26 de junho de 2012

26.06.2012 - Inalação independente


Já abordei questões da saúde de Luna em outros posts.
Já falei como foi difícil nosso primeiro inverno com a pequena; a frequencia de medicamentos que não gostaríamos que ela tivesse tomado, as noites mal dormidas - por ela e por nós-, a aflição de vê-la tão incomodada com esse seu "quadro alérgico hereditário".
E tudo isso significa que Luna é amiga íntima do inalador desde seus cinco meses de vida.
É só o tempo dar uma esfriadinha que lá está ele, no canto do sofá, só esperando Luna acordar de manhã ou colocar o pijama pra dormir pra entrar em ação. Mas uma coisa que eu não poderia imaginar (ou deveria imaginar?) é que Luna fosse desenvolver um tipo de relação tão natural com o aparelho e em tão pouco tempo.



É claro que temos que ficar de olho, pois, se ela cansa, ela simplesmente tira aquele treco cheio de vapor da frente de seus olhos.
Mas não é uma beleza esse mocinha tão independente?
Amadurecendo a duras penas...

segunda-feira, 2 de abril de 2012

22 a 30.03.2012 – Ai de nós!

(...) doença viral comum em crianças, caracterizada pelo surgimento súbito da "tosse de cachorro" ("tosse ladrante", no termo médico). Embora a doença não seja em princípio grave, em crianças pequenas ela pode provocar inchaço na laringe e na traquéia, na região da garganta, obstruindo a passagem de ar pelas vias aéreas e dificultando a respiração. (Trecho retirado do site www.babycenter.com)

Estes sintomas estão presentes em casa desde a semana retrasada. O diagnóstico de ‘laringite aguda leve’ foi dado na sexta-feira de manhã, quando fui com Luna ao hospital. Aguda leve?! Conta mais...
Como boa mãe curiosa, pedi mais informações sobre a doença. A médica explicou que o ‘aguda’ se deve ao fato dos sintomas terem aparecido de um dia pro outro. O leve (se a tosse de cachorro louco que Luna apresentava podia ser chamada de ‘leve’, não sei o que deve significar ‘pesada’; o pulmão precisaria desgrudar do peito e sair pela boca ou a laringe se desfazer em pedacinhos?!) é porque é considerada leve. ‘OK’.

O tratamento é bem simples: xarope e inalação. A volta dos que não foram. Ficamos alguns meses em a presença desses dois objetos a vista pela casa. E foi só dar uma viradinha no tempo para eles quererem escapar de dentro do armário.

A primeira inalação deveria ter sido feita ainda no hospital com soro e adrenalina, para ajudar na respiração. Sim, a tentativa de fazer a inalação realmente foi adrenalina pura! Luna não queria de jeito nenhum; tentei fazê-la dormir, dar a chupeta, mostrar o desenho na televisão, conversar, brincar e até tentei apelar segurando os bracinhos. Mas a pequena se mexia, virava a cabeça, forçava o corpo pra trás e pra baixo; e eu sozinha não consegui dar conta da pequena ogra. E outra, a parte do corpo mais afetada pela laringite era... Era... A garganta! Então não seria saudável, pelo menos não hoje, forçá-la a nada se estivesse berrando e chorando; ela poderia se prejudicar mais ainda. Saímos do hospital com o diagnóstico e com a receita médica.

Em casa a situação foi um pouco diferente. Luna sempre “gostou” de fazer inalação – sua primeira foi aos quatro meses e mais dia, menos dia, teria que se conformar – fazemos assistindo seus desenhos “preferidos” e geralmente ela chega a dormir com o remédio tarja preta que colocamos junto com o soro por conta do vaporzinho do soro. Dessa vez ela relutou um pouco no começo, mas ela acabou aceitando a idéia. Hoje ela até gosta de brincar de fazer inalação e quer fazer sozinha de vez em quando, mesmo que sua animação dure poucos segundos.

Enfim, os dias foram difíceis, Luna mais manhosa, chorando com mais facilidade, abatidinha na escola e dormindo bem mal; ela e nós também. Está passando, aos poucos, como toda doença respiratória chata pra caceta! E que venha o inverno. Enquanto isso, vamos procurando casa no nordeste, porque se o organismo da pequena se comportar igual ao ano passado, poderei ser chamada para fazer figuração na próxima temporada de The Walkind Dead. Dormir, jamais!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

26.01.2012 - Os sete anões

Luna ganhou seus primeiros dentinhos em setembro do ano passado; nasceram primeiro os de baixo.


Durante as férias, os dois de cima foram saindo bem devagarzinho, quase envergonhados; e pra fazer companhia aos centrais, o incisivos laterais (ui! Claro que eu tive que pesquisar o nome deles)já foram também se mostrando, logo atrás.



Mas acontece que ontem estávamos na Leroy Merlin e assim que Luna abriu a boca – não me lembro se pra rir das cócegas que Silvio fazia, se pra colocar a chupeta na boca ou se pra reclamar que queria ir pro chão – eu vi que tinha dentes demais ali, demais! E foi aí que reparei num 7º dente. SETE! Essa menina já é quase um tubarão! Daqui a pouco - se ela continuar com essa história de morder - já vai deixar aquelas marcas de “reloginho” no braço de alguém.



Ai fiquei pensando: Como pode?! Uns demoram tantos pra sair e outros parecem ter pulado de um trampolim pra fora da gengiva. JU-RO que ontem de manhã aquele sétimo dente não estava lá, na não, na na ni na não!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

18.10.2011 a 21.11.11 – Glub, glub

Este não será um post gigantesco como foi o anterior sobre nossas aventuras aquáticas com Luna. Mas achei importante deixar registradas algumas questões que rolaram de lá pra cá.


Mesmo com tudo o que aconteceu na primeira aula, eu e Sil consideramos válidos persistir na idéia da natação. “É o que temos pro momento”, ele me disse. É claro que se o que temos fosse tão ruim, abortaríamos a missão; mas as peças vão se encaixar, aos poucos, e estaremos atenção a tudo.


Se tem uma coisa da qual eu me orgulho é de ir atrás do que quero dependendo da importância que aquilo tem pra mim. Bem, estávamos decididos a continuar com a natação, mas com a infra-estrutura daquela academia ficaria simplesmente inviável.


Na segunda-feira seguinte à primeira aula, assim que chegamos na academia, fui falar com o gerente para esclarecer todos os pontos: Oras! Se a academia oferecia aulas pra bebês, teria que estar preparada pra isso dentro e fora da água. Um vestiário sem trocador para bebês não dá! Ele ficou de falar com a coordenadora e ela me ligaria depois. Ao sair da aula, ele me chamou e disse que ela precisaria conversar com o dono da bagaça e me daria um retorno assim que possível.


Fomos eu e Sil pra academia na sexta, exercitar um pouco os corpitchos e aproveitei pra retomar o assunto do trocador com o gerente, avisando que a coordenadora não havia me ligado. Ele disse que ela falou com o dono e o trocador será providenciado, eles estavam analisando qual seria o modelo e onde ele seria instalado.


Muito bem, mais uma semana se passou e ainda nada, e de novo o assunto de que “está em processo de aquisição, blá, blá, blá”. Fiquei ali com aquela cara de “quero ver”. A questão é: ter um trocador pra hora do banho é um direito, então não abro mão dele, e pronto!


A segunda aula foi bem tranqüila, na verdade não teve aula. Por ser a semana das crianças, a aula era liberada para os alunos fazerem “o que quiserem”. Resultado, as crianças foram pra piscina pequena jogar pólo aquático - leia-se água na altura da coxa – então ficamos numa raia da piscina grande, brincando com Luninha.


Na semana seguinte a segunda-feira foi fria demais pra deixar Luna de maiô e touca. Na terça o tempo estava melhor, ok, um pouquinho melhor, mas deu pra arriscar uma piscina.


A Fernanda - Tia Fe – já estava dentro da água e foi ela que deu a aula. A gente conversou bastante no começo e acho que esse papo foi bem sincero. Ela já havia trocado umas palavras com o Sil na semana anterior, mas nada como uma conversa direta. O que rolou foi que ela colocou alguns pontos de vista importantes: ela discorda da academia oferecer aula de natação para bebês, além de não ter uma infra-estrutura adequada, os professores – e aí ela se inclui na história – não são especialistas em bebês; dizer que não sabiam nada, também seria mentira, pois eles são professores de natação, então possuem conhecimentos básicos a serem aplicados, “independente” da idade do aluno. Ela me contou que foi se aprofundar um pouco no assunto durante o final de semana, pra poder vir, de uma maneira ou de outra, preparada para a próxima aula.


Conversamos sobre o objetivo de termos decido colocar Luna pra nadar. Tem muita mãe que acha que vai jogar o filho na piscina e ele vai sair imediatamente nadando crawl, borboleta ou peito. Não é assim, Luna é muito pequena e as crianças só conseguem aprender toda a técnica da natação com um pouco mais de idade, a partir de um ano e meio ou dois. Expliquei pra ela que a nossa idéia era proporcionar momentos gostosos dentro da água, era expandir a relação da Luna com o meio aquático para além da banheira ou do chuveiro de casa. Minha filha tem uma energia danada e a natação pode possibilitar que ela gaste essa energia de um jeito diferente, fazendo coisas diferentes. Combinamos que seria uma parceria e iríamos entrar nesse universo natação-bebê juntas; ela com toda bagagem dentro da piscina e eu com Luna e com a abertura de experimentar coisas novas; e iríamos vendo, a cada dia, a cada exercício, o que seria melhor pra ela. Sem pressa, sem pressão, sem “ter que”,tudo na hora que Luna se sentir preparada. E nos momentos que ela não estiver, a gente dá um passo – dentro da piscina – atrás.


A e aula foi ótima! Pra quem não era especialista em natação pra bebês, ela se mostrou atenta a detalhes que não eram tão claros para nós. Se estiver sozinho com o bebê na água, fique com ele sempre de frente pra você, assim você saberá onde está o nível da água e se ele corre o risco de engoli-la ou não; mesmo que a piscina seja aparentemente calma, se tiverem outras pessoas nadando, a água pode formar ondas e entrar na boca do bebê. Se, durante o exercício o bebê se mostrar cansado ou irritado, dê uma pausa, o coloque um posição confortável, “sentado” no colo, pra que ele possa relaxar os músculos. Fizemos exercícios específicos para soltar o corpo, bater as perninhas e mexer os bracinhos. Como o dia não estava tão quente, deixamos para molhar a cabeça dela apenas no final da aula, faltando poucos minutos para sair da piscina e entrar no chuveiro quentinho, assim ela ficaria menos tempo com o cabelo molhado pra fora da água; e o jeito de fazê-lo foi bem divertido, enchendo bichinhos de borracha com água e espirrando a água na cabeça da mamãe, do papai, da Tia Fe e da Luna também.


----------------------------------


Na quarta semana a aula foi novamente com Rafael, o mesmo do mesmo.


Sobre o trocador, o gerente havia me dito, um dia antes, que não estavam achando nenhuma empresa que vendesse aqui no Brasil.


Oi? Papainho sem vergonha pra cima de mui?! Ah tá!


Nesse dia levei, anotado num papel, três empresas grandes que só vendiam trocadores de parede pra bebê. Ficaram de ir atrás. Queria ver eu se viriam com mais alguma desculpa.


----------------------------------


E aqui temos um gap de três semanas sem ir pra academia. Luna pegou uma gripe danada, com direito à xarope e algumas inalações diárias.


----------------------------------


Chega de moleza! O tempo melhorou e Luna também. Bora cair na água.


Assim que entrei na academia, vi o gerente na recepção e não tive dúvidas de qual seria a frase a sair da minha boca:


- E o trocador, deu certo?


- Sim! Deu certo!


- Maravilha!


Desci ansiosa pro vestiário. Ao entrar, me deparei com um grande trocador fixado na parede de mármore do primeiro box. Especificações importantes: peso máximo 20kg. Mas ao colocar Luna em cima, a base deu uma abaixada que me fez rezar pra minha filha ficar de pé sozinha antes mesmo de chegar aos 15kg. O jeito seria ficar com o abdômen “segurando o trocador por baixo”. E a vida se tornou mais simples. Fim.


Não sei por que, mas Luna estava supre enjoada neste dia; não quis fazer exercício nenhum, só queria ficar grudada no meu colo, batendo a mão na água. Tentamos algumas coisas mais leves, como soltar o quadril e saquinho de chá. Nem com o Silvio ela queria muito ficar, só quando ele a jogava alto pra cima, claro!


A notícia triste foi que a Tia Fe saiu da academia. Puts! Eu estava tão confiante de que, com ela, haveria uma evolução mais acompanhada e tal. Pena.


No dia seguinte corri pra pedir ajuda: liguei pro João, um super querido e professor de natação, pra ver se ele teria alguém mais especialista na área pra me indicar exercícios e estímulos; assim iríamos fazendo nossa aula junto com o Rafael, sem depender somente de seus – poucos – conhecimentos de natação pra bebês. Estou no aguardo de um retorno. E conto assim que pintarem novidades.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

03/10/2011 – E a banheira cresceu...

Melhorar o sistema respiratório e, conseqüentemente, proporcionar um sono mais tranqüilo; trabalhar as habilidades motoras, noções de espaço e tempo e aumentar o apetite.
Natação é considerada o esporte mais completo que existe e, tirando o último benefício (já que Luna tem uma boquinha nervosa), todos os outros aspectos positivos da modalidade seriam muito bem-vindos pra minha pituca.
Num dia qualquer no trabalho, conversando com Kelly – amigona de longa data – sobre academia, minha vontade de voltar a me exercitar e como fazer isso sem ficar muito tempo longe da Luna, ela deu a idéia de fazermos natação, eu e minha pequena, juntas. E como Luna ama tomar banho, eu tinha certeza que as aulas seriam sucesso total!
E eu não resisto a uma nova experiência para vivenciar com minha filha. Talvez seja aquela coisa de mãe de primeira viagem, de não querer deixar escapar nada, achando que o filho só será feliz se viver de tudo um pouco.
A questão é que fiquei com aquilo na cabeça e fui imediatamente pesquisar sobre o assunto. O primeiro texto que li foi tão convidativo que minha vontade de levar a idéia adiante só crescia.
Voltando pra casa naquele dia, comentei a história toda com o Sil e na hora ele me disse: a academia onde eu faço natação tem aulas para bebês.
É uma rede de academias da Zona Leste e a unidade onde ele faz é super perto de casa. Maravilha! No dia seguinte passamos lá com a Luna pra que eu pudesse conhecer o lugar, o professor e conversar sobre a aula em si. Nessa altura do campeonato, imaginem como estava a minha super ansiedade nada controlável. Eu estava vendo nós duas na piscina, felizes da vida.
E daí que não daria certo lá: passamos na academia na quinta-feira passada e, para nossa tristeza, aquela unidade na Vila Matilde só tem uma piscina disponível, a de adulto; e quando a piscina estava mais vazia era justamente durante meu horário de trabalho. Mais cedo ou mais tarde do que isso, a piscina estaria lotada. Pensando que é natação para bebês, a aula precisa ser tranqüila; portanto, não, né?
Num gesto quase desesperado e sem esperanças, pesquisei outras unidades da rede e descobri uma á um quilômetro de casa! Melhor que isso, impossível! Liguei perguntando sobre as aulas e a recepcionista me disse (quase) tudo o que eu queria ouvir: a piscina infantil está disponível! E outra, os horário são bem melhores!
Pronto. Agora nada iria nos deter. Aula de natação, aí vamos nós! Sábado foi dia de comprar os acessórios: fralda pra piscina, touca e maiô. Um maiozinho lindo, tão pequenininho, branco na parte de cima, listras brancas e vermelhas e um laço vermelho no meio. Primeiro maiô de Luna.
Saí de casa na segunda-feira pela manhã, já deixando a mala da natação semi-pronta; a mochila de passeio de Luna serviria perfeitamente pra nós duas. O primeiro exercício foi mental, o de não esquecer nenhum item para antes, durante ou depois da aula: chinelos, toalhas, toucas, maiôs, fralda de natação, brinquedos de molhar, nécessaire, fralda, pomada, lenço umedecido, pentes, shampoo, documentos, carteirinhas do convênio, álcool-gel, porta-chupeta, lenço de papel, manta, roupas, touca de frio, meia, tênis, pano de boca, fruta, prato, colher, copo de água... Ufa!
No final da tarde, Silvio me pegou no metrô e fomos juntos buscar a pequena na escola. Como ela costuma jantar ás seis da tarde, achei que não fosse necessário comer alguma coisa antes da aula. Naquele dia ela havia jantado mais cedo e ela ficaria com fome se mantivéssemos a rotina da mamadeira apenas às oito da noite. Passamos de volta em casa e pegamos uma banana. E foi daquele jeito, mamãe tirando tecos de banana com os dedos, amassando e dando na boca da cria.
Chegando na academia, descemos até o andar de baixo, onde ficam as piscinas e fomos apresentados aos professores (um rapaz e uma moça – assim como toda academia de grande porte que conheço, os professores sempre são bem novos). Assim que eles viram a Luna e o rapaz da recepção informou que estávamos ali para fazer uma aula experimental de natação para bebês, percebi que os dois professores simplesmente não esperavam por aquilo, senti que a idéia não agradou e que se olharam como quem diz “Puts! Um dos dois terá que entrar na piscina”. E essa reação “só” aconteceu por um motivo: a demanda de aulas para bebês é raríssima na academia e naquele horário não tinham outros bebês fazendo aula há algum tempo. Isso, pra mim, já é um ponto negativo, pois li sobre a importância de outros bebês fazendo aula juntos e socializando o momento com os pais.
Combinei com Sil que ele se trocaria enquanto eu arrumaria a pequena para sua primeira aula. Assim que ela estivesse pronta, eu a deixaria com ele para poder colocar minha vestimenta de natação. E aí começou toda a logística. Primeiro preciso contar que o vestiário é feito único e exclusivamente para adultos e não tem qualquer tipo de infra-estrutura para bebês. Os armários ficam na parede do fundo – metade deles com a porta quebrada e de um tamanho que me fez usar dois - e um banco comprido azulejado no meio do corredor; duas fileiras de chuveiros, cada uma numa das paredes laterais do vestiário, sem suporte na parede para apoiar shampoo, sabonete ou nada. É um lugar limpo, mas, por outro lado, não o é; portanto, nem pensar deixar Luna sentada ou de pé no chão ou no banco sem nada por baixo. Luna fica de pé apenas com apoio, mas ainda não posso desgrudar os olhos um segundo sequer dela, pois a qualquer momento ela pode desequilibrar ou as pernas afrouxarem e ela cair. Ela fica super sentadinha há alguns meses, mas se algo chama sua atenção, ela não hesita em tentar pegar, este algo estando perto dela ou não. Ou seja, mamãe-braços-de-polvo e velocidade de lince para dar conta de tudo. Sem contar que levei uma toalha á menos, então tive que apoiá-la na toalha que seria a minha, do banho. Sem problemas, mãe é pra isso. Deita a neném, tira a fralda, limpa, coloca a fralda de piscina; senta a neném, tira a blusa e coloca a parte de baixo do maiô; coloca a neném de pé e termina de colocar o maiô; segurando a neném sentada no banco, mamãe-braços-de-polvo se estica mais do que a mulher elástica de Os Incríveis pra poder guardar tudo na bolsa e no armário.
Primeira maratona percorrida.  Ficamos os três – já que Silvio foi liberado pelos professores a também fazer a aula – ali na frente da piscina, esperando a aula começar. Família graciosa em trajes de banho. Luna nos olhando com as toucas na cabeça. Faltando alguns minutos pra efetivamente entrar na piscina, o professor comentou que poderíamos sentar Luna na beirada e deixá-la molhar os pezinhos. E assim foi, sentei no chão e segurei Luna na minha frente, com os pés dentro d’água. Silvio, muito apressadinho, logo entrou na piscina e pegou a pequena no colo, apoiando-a em seu joelho. Até aí estranhamento zero. Luna se divertia como se estivesse na banheira de casa.
Às 19h45 o professor entra na água e logo pega Luna por baixo dos braços. Informa-nos que a aula tem a duração de meia-hora, pois mais do que isso pode ser prejudicial para o bebê. Sim, meia-hora é um tempo ótimo! Durante a aula, comentei sobre a possibilidade de termos algum estímulo musical. Ele disse que seria difícil, por conta do barulho que vinha da piscina adulta, ao lado da infantil; mas me tranqüilizou lembrando que aquela era apenas a primeira aula, e o que importava era a identificação do bebê com a água, mas que nas próximas poderíamos ter os estímulos sonoros através de músicas cantadas por nós.
Os primeiros movimentos são leves, balançando-a lateralmente de um lado para o outro, para soltar o quadril.  Naquele ponto Luna percebeu que estava e um lugar diferente, tendo como apoio os braços de alguém que ela não conhecia; mas como eu e Sil estávamos ali do lado, ela ficou tranqüila. O professor deixou Luna numa posição mais de bruços, uma maneira de incentivá-la a bater as perninhas dentro da água. Fizemos revezamento durante a aula toda, todos os três seguravam a pequena brincando com ela dentro da água. Outro estímulo foi segurá-la não pelos braços, mas pela barriga e quadril, para que ficasse com todos os membros soltos, á vontade para se mexerem como quisessem. Nessa posição, quem não a estivesse segurando, posicionava-se á sua frente, estimulando-a a ir “buscá-lo”. Preciso confessar que ela se interessava mais em ir “buscar” ao Silvio do que a mim. Hunf! Mudávamos os movimentos durante a aula, e foi incrível ver o avanço dela nesta posição do início para o final. Nas últimas voltas pela piscina, seus movimentos eram mais coordenados, fortes e seguros.
A posição barriga pra cima, segurando apenas pelas mãos, foi um pouquinho menos receptiva. Ela só tinha ficado desse jeito deitada na cama, sofá, etc. ou na banheira, com o bumbum apoiado no fundo. Ao colocá-la desse jeito na piscina, ela ficou com o pescocinho bem durinho, fazendo força pra cima. Ficava mais relaxada quando a cabeça ficava apoiada no nosso ombro, deixando apenas o troco solto.
Outro estímulo do professor era colocar apenas a boca dentro da água para fazer bolinhas. Ele a segurava numa posição menos horizontal do que anteriormente e fazia o movimento, estimulando que ela o imitasse. Achei um pouco cedo para incentivar que ela colocasse a boca na água, pois sabia que era certeza que ela tentaria beber ou lamber a água. Dito e feito: assim que o queixo encostou na água, ela abriu o bocão e colocou a língua para fora.  Mas vi um vídeo onde essa técnica já era introduzida aos alunos em uma escola de natação logo na segunda aula. Então me segurei para não falar nada. Na verdade Luna nem ligava quando o pescoço cansava e de vez em quando a cabeça dava uma mergulhada rápida dentro da água; assim que voltava, piscava os olhinhos com rapidez, abria a boca, lambia a água que estava em volta dos lábios e continuava a brincar. Ela também não (muito) ligava quando o pai começava a espirrar água no rosto dela; mas que incomodava um tanto a mim, isso sim.
E a primeira aula foi assim, um reconhecimento do lugar, do professor, do meio e principalmente do próprio corpo. E ela se divertiu a beça.
Acabou? Não!
O pós-aula é a segunda parte da maratona. E tudo isso nos fez concluir uma coisa, enquanto Luna não tiver independência para ficar de pé sozinha sem hesitar em cair, só será possível fazer aula em família. A logística final foi assim (quase impossível de descrever): eu entraria pra dar banho na Luna enquanto Sil tomava banho; filha e pai prontos, seria a minha vez de ir para o chuveiro.
Saí antes da piscina pra deixar tudo o mais pronto possível: tirar mochila e sacolas do armário, separar roupa, fralda, toalha e sabonete. E foi nesse momento, com o corpo molhado, que constatei o pior: o vestiário estava um gelo! Eu tremia dos pés à cabeça. Fiquei paralisada, pois seria terrível pra Luna se pegasse aquela friagem. Por conta de todo quadro alérgico dela, a gente toma tanto cuidado em casa com a temperatura da água e do quarto que eu não poderia deixar que aquilo acontecesse ali. Pedi na hora para desligar o “ar condicionado” (ou sei lá que raios era aquilo), mas um deles teve que continuar funcionando, pois estava no mesmo interruptor da luz. Engenharia inteligente é isso! E agora eu sabia que teria que fazer tudo muito mais rápido do que fiz antes da aula.
Como não levei toalha pra tirá-la da piscina – e ainda não havíamos comprado o roupão - tive que enrolá-la na minha. Peguei Luna da piscina, corri pro vestiário e foi o tempo de pegar o sabonete e entrar no chuveiro. E aí entra aquela ajudinha sensacional: não tem porta-sabonete na parede! Solução: abaixar, apoiar Luna no joelho e fazer tudo ali; tirar a touca, o maiô, abrir o sabonete líquido, lavar a cabeça e o corpo todo. Sem chuveirinho, peguei Luna no colo e entramos as duas no chuveirão mesmo, com todo cuidado possível, claro. E Luna achou ruim? Que nada! Ela adora o chuveirão! Ria e mexia as perninhas que só vendo.
Sai do chuveiro e enrola a neném na toalha. Estico aquela minha toalha – já super úmida – no banco e deito a neném ali, ainda enrolada na sua. Um detalhe importante: minha toalha estava em baixo da minha filha, portanto, eu não tinha a menor possibilidade de me enxugar e tive que fazer tudo molhada, meio afastada para as gotas do cabelo não pingarem na guria. Coloca fralda, blusa, calça, meia, penteia o cabelo, pega o cobertor e leva a cria pro pai. Pra não deixar os dois esperando muito tempo, tomo um banho de 47 segundos e começo a socar tudo na bolsa guardar tudo. Duas sacolas para roupa suja e molhada foram suficientes? Não.
Chega de loucura. Vamos pra casa.
O benefício ‘proporcionar um sono mais tranqüilo’ foi percebido pouquíssimos minutos após o carro começar a andar; Luna dormiu largada na cadeirinha. E o sono correu bem a noite toda. Mas isso não é o fim da estória.
De terça pra quarta ela não dormiu bem, o nariz ficou mais congestionado e isso a incomoda demais. Na quarta Silvio a buscou na escola e eu cheguei em casa por volta das seis da tarde. Luna estava num estado entristecedor: aparência cansada, olhinhos vermelhos e com muita secreção, espirrando e tossindo mais do que o normal; e o nariz... Ah, o nariz! Não havia Rinosoro, inalação ou limpeza que tirasse tudo o que tinha ali. Não foi uma noite de brincadeiras no tapete da sala, bola, brinquedos, sentar e levantar ou andar pelo sofá. Foi noite de muito cuidado, carinho e amor. Tudo o que eu tinha no peito.
Na quinta-feira Luna não foi pra escola, ficou em casa com o pai e a Vovó Tiloca. E foi melhorando aos poucos, voltando a ser a pequena agitada e curiosa que sempre foi.
Depois deste “breve” relato, resumo que tudo valeu a pena. Luna se divertiu à beça na aula; estava super feliz brincando conosco ali naquela banheira gigante. E, apesar dos pontos negativos citados em relação à academia, achamos que vale a pena continuar. Como me disse Silvio: A felicidade dela ali, durante a aula, não tem preço. Mas o episódio que aconteceu dois dias depois foi um alarme muito importante. Natação sim, mas a saúde dela em primeiro lugar.
E ficamos torcendo pra que venha o verão e o calor, possibilitando muitas e muitas aulas pela frente.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Respiração, alongamento e equilíbrio

Eu sei que a prática da Yoga não se limita apenas a respiração, alongamento e equilíbrio, mas são exigências constantemente presentes durante a aula.

Tenho uma grande amiga que é professora de yoga há 7 anos e resolvi procurá-la quando estava, mais ou menos, com dois meses de gravidez. Ela me orientou a esperar mais um pouco, até completar 3 ou 4 meses de gestação para dar início ao trabalho.

Mas minha vida andou (e anda) tão absurdamente corrida desde então que só consegui me organizar para começar as aulas agora, há um mês atrás, já de 28 semanas! 

Antes tarde do que nunca...

Confesso que é um tanto estranho ter sua amiga como professora; a postura é outra, o clima é outro; a intimidade aqui se perde um pouco... Mas por outro lado me sinto segura por conhecê-la há tanto tempo e saber que estamos - eu e Luna - em ótimas mãos.

São exercícios que mexem com o corpo todo: uma simples posição aumenta sua respiração e faz seu sangue circular mais rápido.

Descobri que, com muito esforço e dedicação consigo respirar apenas pelo nariz durante pelo menos uma hora. Descobri também que ainda tenho equilíbrio e alongamento para algumas posições, mas que estou bem enferrujada para outras.

O mais difícil mesmo é acordar 05h30... A aula começa às 07h e fica em Higienópolis, eu percorreria a distância facilmente em 15 min, mas tenho uma Radial Leste a enfrentar; então preciso sair de 06h10, no máximo, para não chegar tarde...

Não sei se pelo horário, pelos movimentos ou pelo ritmo respiratório, mas a Luna sempre ficou quietinha nas aulas, relaxada...

Antes tarde do que nunca e fico sempre mentalizando que as aulas me ajudarão MUITO, principalmente na hora do parto...

-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Bem, a gente usa os filhos para um monte de coisas, ainda mesmo antes de nascerem.

Como "desculpa" para os (leves) inchaços nos pés - e também como orientação da nutricionista - decidi que seria justíssimo bancar umas sessões de drenagem linfática.

Fiz um pacote de 10, uma por semana, até, mais ou menos, a 37ª semana de gravidez. Claro que, como mãe que estou me tornando (será?), tive o maior cuidado do mundo pra escolher o local e o profissional que iria colocar as mãos em mim.

Minha avó faz massagem e fisioterapia com uma moça ali na Penha tem algum tempo já e me passou o contato. Numa conversa por telefone, ela - Adriana - me disse que era fisioterapeuta e que a maioria de suas pacientes eram gestantes ou estavam em recuparação de alguma cirurgia. Topei!

Nossa! Nossa! Nossa! Como é bom! Uma hora inteirinha de massagem "leve", relaxante... É tudo - ou quase tudo - que eu preciso ao final de uma semana louca de trabalho e coisas a resolver. Jeito delicinha de começar bem o final de semana (igualmente sempre louco, com mais mil coisas a resolver)...

Mamães de plantão que porventura passem por este post: suuuuuuuuuuuuuuper aconselho.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Coração de mãe


"A gestação é um momento de aumento progressivo de trabalho para o coração. A mãe necessita de muito mais sangue para nutrir o bebê, formar as estruturas novas (placenta) e principalmente permitir um crescimento adequado ao feto. Para isso, alguns órgãos devem trabalhar um pouco mais, como por exemplo o coração. Os sinais e sintomas mais comuns são: palpitação, batedeira, cansaço, falta de ar, fôlego curto e presença ou aumento de sopro cardíaco."

"Os fetos de mães que fazem exercícios físicos apresentam taxas de batimentos cardíacos significativamente mais baixos. As taxas de batimentos cardíacos dos fetos de mães que não se exercitam são mais elevadas independentemente da atividade fetal ou da idade gestaciona."

Que coração de mãe sofre desde o momento em que as primeiras células começam a se formar não é segredo pra ninguém, ou pelo menos pra quem já é mãe. Mas coração de grávida sofre mesmo, literalmente!

Há uns dois meses, enquanto assistia TV sentada no sofá de casa, comecei a sentir meu coração bater mais forte; não era mais rápido, mas sim mais forte mesmo, porque, teoricamente a gente não tem que sentí-lo bater, seu pulsar "deve ser" imperceptível no dia-a-dia. Mas naquele momento eu não conseguia nem prestar atenção ao que estava assistindo, pois sentia cada movimento que ele fazia.

Como meu histórico cardíaco não é lá grandes coisas - tive meu primeiro sintoma de arritmia aos 12 anos - fiquei super, mega, ultra preocupada com aquilo, e fui pesquisar sobre o assunto pra ver se algo na Internet me "acalmaria". Sabemos que pesquisar coisas na Internet pode trazer respostas incríveis, mas também pode fazer a pulga atrás da orelha crescer um tantico. Fui mesmo assim... E encontrei os trechos colados no começo do post.

Bem, já que eu tenho convênio médico, não me "custaria" (mais) nada marcar um cardiologista e fazer alguns exames, só pra receber um OK oficial do Doutor.

Mas sabe o que realmente me incomoda nessa questão toda? É que é uma exigência tão grande de tempo, logística e paciência que me cansa só de pensar; porque você precisa:

1- Procurar um médico decente - pra quem tem convênio da Unimed isso é quase uma missão impossível
2 - Agendar a consulta
3 - Ir na consulta
4 - Agendar os exames
5 - Fazer os exames
6 - Buscar os resultados
7 - Retornar no médico
8 - Comprar possíveis remédios e afins...

NINGUÉM MERECE, né?

Mas tá bom, tá bom... Vou fazer tudo isso e ficar desencanada de vez, espero...

O resultado é que estou hoje, desde ás 8 da matina com 4 fios colados no peito e um aparelhinho piscando o tempo todo. E, só pra deixar o exame mais divertido, tenho que anotar cada atividade mais "pesada", ou seja: caminhar, dirigir, dormir, assistir TV, coisa e tal, coisa e tal...

E hoje ainda tenho aniversário de uma amiga, como se já não estivesse difícil o suficiente escolher roupa pra sair, tem mais essa agora: escolher alguma que cubra esse monte de fios e esparadrapos... 
Acho que uma gola alta resolve o problema...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Informação semanal


Desde o 3º mês de gravidez eu recebo, semanalmente, a newsletter do site bebe.com.
As informações principais são divididas em dois blocos: Seu bebê e Sua gravidez.
Claro que seria super over postar aqui toda semana o que leio na newsletter, por isso nunca o fiz.

Mesmo sabendo que as informações são genéricas - já que cada gravidez é uma gravidez e cada bebê é um bebê - a newsletter desta semana me deixou especialmente emocionada: minha filha já pesa 1kg, ou mais... 

Assisti nesta semana a uma matéria sobre um neném que nasceu incrivelmente prematuro, pesando menos do que 400g, e que só sobreviveu porque a tecnologia avançou um tanto. Só de saber que a Luna não corre mais esse risco, já me deixa TÃO aliviada! É claro que ela precisa crescer muito ainda, mas está tudo caminhando tão bem que eu precisava compartilhar essa tranquilidade...

Bem, segue o texto:
Muita coisa está acontecendo nesta semana. Seu bebê está pesando 1 kg - aliás, é bem provável que tenha ultrapassado essa marca. Ele também já é capaz de abrir e fechar os olhos. Além disso, pode ter começado a soluçar um pouquinho mais. E não é à toa. Seus pulmões estão quase formados. Como ele cresceu - já mede 34 centímetros da cabeça aos pés -, você vai perceber todos esses movimentos com mais clareza. Não se preocupe porque isso é pra lá de normal. Por enquanto, ele, no aconchego do útero, passa um tempo dormindo, mais algumas horas acordado e, em seguida, volta a adormecer...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mãe e filha...



Uma filha! Uma menina!

Desde quinta-feira passada a minha relação com este bebê mudou completamente. Eu sempre tive aquele sexto sentido que era uma princesinha que estava crescendo aqui dentro e agora tenho confirmações visuais e médicas disso.
----------------------------------------------
Acho que tive influências externas para achar que era uma menina: logo no comecinho, ao contar para uma amiga da minha mãe - a Silmara -, ela me pergunta:
- Quando você acha que engravidou?
Diante da minha resposta, sem hesitar e com uma empolgação tremenda, ela me diz:
- Ah! É uma menina! Se fosse no começo do mês anterior ou no mês seguinte, seria menino; mas se você acha que engravidou nesse período... Não tenha dúvidas, é menina.
----------------------------------------------
Confesso que não foi uma descoberta muito fácil; assim como não foi fácil a própria descoberta da gravidez.
Desde o começo eu e Sil torcíamos fervorosamente para que fosse menino: ele já tem uma sobrinha de um ano, portanto, para "completar" sua família, nada mais gostoso do que o próximo novo membro ser um menino; e outra: todo homem sonha em ter um menino como filho pródigo.
Acho que a minha preferência está completamente ligada ao fato de eu ser madrinha de um anjinho de 2 anos e meio; como ele mora em outra cidade, não o vejo com frequência, mas é uma farra estar com ele; sem contar que nunca fui muito fã de roupas muito frufruzentas, vestidos de babadinhos, estampas de bonequinhas e todas essas coisas; adoro roupas de menino: bermudão, camisetinha, all star!!!
----------------------------------------------
Fui pro laboratório fazer o ultrassom na quinta-feira de manhã com uma ansiedade que não cabia em mim, saber que naquele dia eu poderia descobrir o sexo do bebê me deixou com borboletas no estômago desde a noite anterior. Já ouvi muita gente dizendo que só conseguiu ter certeza do sexo no 6º ou 7º mês, porque a perninha estava fechada ou porque o pimpolho estava numa posição que não colaborava para a visualização. Mas sendo filho de quem é - refiro-me ao pai - já é um neném todo dado e eu tinha certeza que ele estaria com as pernocas abertas, exibindo-se para o "momento ultrassom". Por ser o Ultrassom Morfológico do 2º trimestre, o exame era bem detalhado, verificando toda fisionomia e formação do baby. O médico não era grandes coisas, mas ia pontuando os órgãos, ossos e partes do corpo mostradas na tela... Mas nada de falar sobre o sexo da minha cria... Não sei se não falar é um procedimento padrão, já que alguns casais podem não querer saber até o momento do nascimento, mas ele podia perguntar se tínhamos interesse em descobrir.
Comecei a passar mal no meio do exame, estava deitada de barriga pra cima (claro!!!), mas muito reta, e o peso do bebê no resto dos órgãos começou a me deixar fraca. Aguentei firme por um bom tempo, mas o incômodo foi aumentando incrivelmente a cada minuto e informei ao médico assim que percebi que não suportaria mais. Mesmo com dores e querendo sair daquela posição o mais rápido possível, ao ouvir dele um "O exame já está acabando", não aguentei e imediatamente perguntei:
- E o sexo? Já conseguimos saber?
Ele disse que sim e foi "procurar" o meio das pernas do meu bebê.
Apareceu na tela um bumbum e duas perninhas - como se o bebê estivessem sentado e o estivéssemos vendo de baixo. Ele congela a tela e mostra uma região no meio das pernocas com o mouse:
- Estão vendo isso aqui? Isso é típico de menina.
Mexeu de novo e confirmou o que havia dito anteriormente.


----------------------------------------------
Olhei pro Sil e dei um sorrisinho indefinido, meio Monalisa, sem saber se era de felicidade ou de... de... não sei.
Não sei muito como contar isso; só sei que eu gostaria de ter saído do laboratório pulando de alegria, com um sorriso de orelha a orelha, mas não foi assim que aconteceu.
------------------------------------------
Não me lembro da última vez que um filme teve tanta importância na minha vida: minha obsessão por ser menino havia passado há algumas semanas: estava em casa assistindo "A vida secreta das abelhas" quando me deparei com uma cena onde a personagem principal - uma menina de uns 8 anos - encontra uma foto antiga, onde ela está no colo da mãe e as duas estão olhando uma para a outra, sorrindo. Imaginei essa cena acontecendo comigo, eu, agora no lugar da mãe. Me deu uma sensação gostosa, uma vontade de ter uma filha, pra ser amiga, cúmplica, fofocar sobre tudo, passear no shopping e todas essas coisas de meninas-mulheres.
Mas a chegada de um bebê é esperada não só pela mãe, mas pelo pai também e saber que eu não daria um filho homem pro Silvio me deixou extremamente abalada. Eu sabia o quanto era isso que ele queria, porque ele só falava nisso: que seria um menino. Sempre que alguém dizia algo como "Como vai essa lindinha?" ou, até para "provocá-lo", cutucava: "Quando vai fazer o ultrassom para confirmar que é menina?", ele virava uma fera, dizendo: "Menina nada! É um moleque!"... Foi bem difícil pra mim saber que sim, ele estava feliz, mas não tanto quanto gostaria...
A gente conversou bastante e ele me fez ver as coisas de um outro jeito. Não que eu tivesse entendido errado as expectativas dele e o que ele sentia e sentiu ao saber que teria uma filha, mas me fez entender o que se passava ali dentro.
----------------------------------------------
Voltando ao começo do post...
Como eu havia dito, minha relação com este pequeno (não mais tão pequeno assim) ser que cresce aqui dentro mudou completamente! COM-PLE-TA-MEN-TE... Dizer 'ELA' e 'minha filha' se tornou incrivelmente natural desde o momento seguinte ao ultrassom.
Ver aquele bebezinho pela 4ª vez me aproximou dele de uma maneira indescritível. Aquele amor incondicional que tanto falam já é muito forte!!!
Antes desta quinta-feira eu já adorava ficar com a mão na barriga, massageando e fazendo carinho, pois sempre soube que meu bebê sentia sim o toque da mãe; mas agora mão e barriga parecem ímãs, não se desgrudam mais. Durmi praticamente a noite passada inteira com a mão no baixo ventre.
Quero muito que ela chegue logo, mas ao mesmo tempo é tão bom saber que minha filhota está aqui dentro, tão pertinho, tão cuidadinha, se mexendo e crescendo...
----------------------------------------------
Rola um lance que o primeiro filho, ou filha, sempre puxa mais ao pai. Agora fico imaginando como será minha lindinha...
Ela será linda, disso não tenho dúvidas, mas a boca da pititica será mais parecida com a minha boca ou com o bocão do Sil? E o nariz? E as mãos, os pés e o cabelo?

Pra quem é bom de imaginação: uma prévia de algumas características possíveis que a pequena possa herdar.



Agora só falta saber como vai ficar a "montagem"... =o)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Quem disse que pai não dá a luz?

Após um loooongo período, cá estou eu novamente dando minha contribuição para mais histórias sobre a minha gravidez e da Aline. E não precisa ficar assustado achando que passei por uma experiência científica como o Schwarzenegger na década de 90 (confesso que tive que recorrer ao velho amigo Google pra saber exatamente como escrever o nome desse infeliz).

O pai, pelo menos os que querem fazer parte desse momento tão materno que são as 40 semanas de gestação, têm que modificar sua rotina para acompanhar as mudanças "forçadas" pelas quais a mãe passa nesse período.

Após toda aquela novela envolvendo o médico frustrado e o encontro com a nossa nova doutora, muito simpática e atenciosa, esta semana foi a vez de irmos a uma nutricionista, a Melissa.
A indicação foi de uma gestante já conhecida por vocês, leitores de nosso blog, que teve espaço cedido para contar sobre sua luta contra a balança durante a gravidez: a Moura.

Fomos com ótimas referências e devo confessar que todas elas foram mais do que verídicas. A moça realmente parece entender muito sobre sua profissão e deu diversas dicas... praticamente uma aula de como funciona nosso organismo, como os nutrientes dos alimentos que ingerimos são absorvidos e tudo mais que precisávamos saber para que nosso filhote tivesse do bom e do melhor enquanto fica praticando natação no líquido amniótico.


Mas o que realmente me inspirou a escrever este post, como de costume, foi a situação fora do normal anterior à consulta.
No caminho para o consultório, a Li recebeu uma ligação da doutora informando que houve uma queda de energia no prédio e que, caso ainda quiséssemos comparecer à consulta, teríamos que subir de escada até o 7º andar. Como nós dois somos da geração saúde e sempre estamos fazendo algum tipo de exercício físico, topamos fazer a escalada.

Chegamos ao prédio e nos encaminharam para as escadas de emergência, com o seguinte conselho: "Como as luzes de emergência também estão desligadas, é melhor vocês usarem a luz do celular e segurar no corrimão para ter mais segurança". Aí caímos em um grande problema tecnológico pelo qual eu e a Li passamos: não temos aparelhos avançados, daqueles que normalmente as pessoas fazem de tudo um pouco, e até conseguem fazer e receber ligações neles. E quem falou que a luz dos nossos quase pré-históricos aparelhos iluminava alguma coisa?
Uma das coisas que mais me aflige nessa vida é a idéia de perder a visão, e ali me senti como Richard Pryor em "Cegos, Surdos e Loucos", tateando e tropeçando nos degraus.

Foi então que tive a brilhante idéia de usar o nosso novo "brinquedinho", vindo diretamente de Pittsburg, para iluminar nossos caminhos: o GPS!
Aquilo sim era uma luz no fim do túnel, e nos salvou de um possível treinamento para dublês, rolando escadaria abaixo.

No meio da nossa odisséia, ainda tive que dar uma de lanterninha e acompanhar uma moça que, pelo andar da carruagem, já estava há uns bons minutos ali, tentando enxergar os degraus com uma luz que mais parecia um
led de controle remoto. Como nosso destino era o 7º andar, deixei a Li num lugar seguro e plano, enquanto fiz minha boa ação até o 12º andar.

Finalmente conseguimos sair ilesos e, no meio da consulta, a luz voltou e não tivemos que continuar brincando de "lumos" na hora de ir embora, já que o elevador estava nos esperando de portas abertas. Só faltou suspirarem de satisfação como no prédio do escritório central do
Guia do Mochileiro das Galáxias.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Profissionais de saúde

Falta de amor pela profissão, frustração e incompetência.
Acho que essas três características definem muito bem alguns médicos de hoje em dia... Pensando bem, não é de hoje que alguns desses profissionais da saúde vêm interferindo negativamente na minha família.
--------------------
Há uns 10 anos atrás, numa atividade do trabalho - acho que era um encontro de formação com o pessoal da educação ou da assistência social; aqueles encontros com dinâmicas de grupo, coisa e tal - minha mãe se desequilibrou e caiu em cima da mão.
Corre pro hospital público mais próximo, faz o cadastro com a carteirinha do convênio e espere pra ser atendida pelo médico de plantão.
Ao entrar na sala, ele dá uma olhadinha, dá uma mexidinha e manda engessar - e só!
No dia seguinte a dor é maior ainda.
Agora "com tempo" ela vai até uma clínica de ortopedia. Tira o gesso, faz raio-x e o médico avisa que o gesso havia sido colocado completamente errado!
Final da história: por causa de um primeiro erro, ela teve que ficar seis meses com mão e braço engessados.
 ------------------------------------------
Contei essa história toda porque ela me veio na cabeça no momento que descobri que meu ex-gineco-obstetra era um médico incompetente e frustrado, pois só isso pra justificar suas atitudes, orientações e postura para com as pacientes -  e o Sil é testemunha disso tudo.
-----------------------------------------
Acontece que há 5 anos eu faço exercícios físicos puxados: aula de spinning de 3 a 4 vezes por semana.

O Spinning é uma modalidade de bike indoor que se caracteriza pela simulação de pedaladas em diferentes tipos de terreno e pelo trabalho em vários níveis de freqüência cardíaca do aluno. O professor escolhe as músicas das aulas, que servem para passar emoção e ajudar o aluno a "sentir a estrada" em que se está pedalando.

Como toda futura mãe responsável, na primeiro consulta com o tal doutorzinho, pergunto sobre a prática de exercícios físicos explicando como eram minhas atividades até aquele momento. Eu já sabia que teria que abrir mão das minhas aulas de spinning, mas não achei que fosse ter que abrir mão até de andar rápido pra pegar o ônibus!

- Não! Nada de exercícios até a 16ª semana.
- Caminhada leve pode Doutor?
- Não! Passear no shopping pra gastar o cartão de crédito do namorado, sim. Mas só!

Espirituoso, não? 
Bem, como eu ainda não havia lido quase nada sobre gravidez, nem conversado com muitas pessoas, acatei a decisão do médico sem discutir.
Porém, com o tempo, fui descobrindo que sim, gestantes ainda no primeiro trimestre podem fazer exercícios! E se vc já os fazia - e não se enquadra na categoria "gravidez de risco" - pode continuar normalmente a fazê-los (com acompanhamento médico)! 
Resultado: perdi 4 meses de exercícios...
Agora me diz? Qual a formação desse cara? O que o faz um médico dar uma orientação tão errada? Pelo que agora entendo, exercícios são, inclusive, fundamentais pra gestante manter a forma, fortalecer os músculos e contribuem ao máximo pra que a gestação fique mais "leve", o parto seja mais tranquilo e a recuperação aconteça mais rapidamente.
Só fui ter segurança pra voltar a praticá-los quando trocamos de médico - agora é uma médica - e ela me disse "Claro que pode! Ainda mais que está tudo tranquilo, seus exames estão ok e você já praticava exercícios".
--------------------------------
Moro ao lado de um parque  - Parque do Piqueri - e na terça-feira foi o primeiro dia. Caminhada moderada de 45 minutos. Estava tão frio que não deu nem pra transpirar, mas só de voltar a mexer o corpitcho de alguma maneira já é uma sensação deliciosa!
A idéia é caminhar de 3 a 4 vezes por semana, bem de manhazinha, quando o ar é "menos poluído" - o que é bem difícil de identificar aqui em São Paulo. 
-----------------
Hoje é sexta-feira e na verdade ainda não consegui voltar ao parque. Essa semana foi muito corrida no trabalho, então acabei abrindo mão de me cuidar. 
Mas agora que sei que posso "botar pra quebrar moderadamente", irei regulando a rotina aos poucos.
Alguém aí topa uma caminhada?