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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

15 e 16/10/2011 – Vamos a la playa oh o-o-o-oh

Minha mãe é louca por praia. Quando éramos crianças, nas férias, passávamos o dia sem voltar pro apartamento, ela levava todo o kit sobrevivência pra areia e lá ficávamos até o final da tarde: protetores, toalhas, bolas, revistas, lanches, sucos, bolachas, frutas e tudo que coubesse na bolsa térmica.



Desde que Luna nasceu tenho vontade de levá-la pra ver o mar; colocar seus pezinhos na areia e perceber a reação dela ao sentir a ondinha passando por suas pernocas gorduchas. E o mantra “Tudo a seu tempo” me acompanha desde então.



Há algumas semanas esse assunto entrou na família: meus pais passaram um final de semana em uma pousada em Ubatuba e gostaram tanto que querem nos levar. E ficamos nessa de marcar a tal viagem pra Ubachuva. Foi quando pensei: por que esperar tanto, se podemos ir pra Praia Grande, no apartamento singelo e delicioso da minha avó, de frente pro mar?



“Arght! Praia Grande?!”. Pois é, eu sei que isso é só uma das questões que envolvem a diferença entre os litorais de São Paulo, mas lá, pelo menos, o sistema de esgoto é incrivelmente melhor do que da maioria das praias do Litoral Norte, pois encaminha toda sua podridão para as profundezes do mar, e não para a beira do mar.



E daí que, depois de um par de finais de semana com a agenda cheia, marcamos de ir no último sábado, dia 15 de outubro.



Acontece que, durante a semana, o tempo foi levemente esfriando; mas como sou esperançosa na vida, fui tocando os dias, mentalizando pra que São Pedro parasse de soprar o cata-vento do mundo e deixasse o sol sair. Mas e daí que o puto tava de TPM e não colaborou com nossa viagem. Na sexta-feira jantamos nos meus pais e, ao entrar na Internet, o Clima Tempo informou: dias e noites chuvosas e temperatura por volta dos 13 graus. Não que eu desse muita credibilidade para essas previsões meteorológicas, mas que não seria um final de semana pra ficar de biquíni, isso eu senti que não seria. Pelas conversas ali, naquela hora, pareceu que todo mundo havia topado ir, com o céu preto, cinza, amarelo ou lilás; afinal estava tudo comprado e organizado, não teríamos outro final de semana antes do final de novembro e seria bom para, no mínimo, Luna respirar um ar melhor do que o de São Paulo.



Acordei no sábado, olhei pela janela e comprovei o pior, o tempo estava feio pra dedéu. Fiquei na minha. Fui arrumar tudo, e – mesmo não precisando levar comida, roupa de banho ou roupa de cama - esse tudo é muita coisa.



Faltando quinze minutos pra sair, aquele velho de barba branca que chora mais do que a Luna quando demoro pra levar a sopa na hora do jantar, resolveu nos presentear com uma chuva grossa e petulante. E sabem no que isso resultou? Um marido de bico até chegarmos à praia, onde a chuva persistia em cair.



Meus pais foram antes, pra deixar tudo limpo e ajeitado quando chegássemos (Nhóm!). Com o dia daquele jeito, o plano era ficar brincando com a Luna no apartamento e descer no parquinho no prédio, onde tem aqueles brinquedões de plástico para crianças pequenas; amém!



Depois do café da manhã, Silvio resolveu tirar um cochilo.



Abre parêntese.



http://www.dicio.com.br/cochilar/ - Significado de Cochilar



v.i. Adormecer quase sem perceber e dormir pouco tempo; dormir sono leve e passageiro.



Fecha parênteses.



A não ser que a Terra tenha dado um giro de 720º em questões de segundos e tenha bagunçado (ainda mais) a noção do tempo, o período de sete horas que Silvio ficou deitado no quarto, de olhos fechados e corpo mole, não se constituiu como cochilo. Meu maridinho estava tão exausto da semana de trabalho que desmaiou e não teve Cristo (= sogro) que o fizesse levantar, nem para almoçar.

Nesse meio tempo, almoçamos, brincamos com a pituca, fomos na piscina do prédio tirar foto de frente pro mar - ou de costas, sei lá, tava longe mesmo – demos banho, fruta, mamadeira; assistimos filmes, jogamos conversa fora e combinamos com um casal de amigos dos meus pais – Tita e Jorge – de jantarmos na Casa da Kátia, uma pizzaria delícia que fica na ponta da praia.




Lá na pizzaria, Luna sentou sozinha, pela primeira vez, em um cadeirão de restaurante. O modelo disponível não dava muita segurança, era completamente aberto na parte da frente. Aí, papai MacGyver pegou uma fralda de pano, amarrou aqui e ali e pronto, tínhamos um cinto do Batman improvisado.

Como minha fofura – mesmo de barriga cheia - não pode ver comida, acabei dando uns pedacinhos de ovo (somente a clara) e ervilha da pizza portuguesa, pra deixar a bichinha sentindo que estava participando do momento de confraternização.



Fui dormir com aquela esperança no coração de que o domingo amanheceria ensolarado. E o domingo amanheceu ensolarado, mas o sol estava completamente coberto por nuvens cinzas e carregadas. Então, dando a guerra por vencida, pensamos em tomar café, arrumar todas as malas e ir visitar o Aquário Municipal de Santos, só pra variar um pouco a programação.



Acontece que tivemos dois fatores que foram determinantes neste dia: perdemos uma hora do dia por conta do início do horário de verão e o Silvio - o pai da Luna, sabem - não havia dormido o suficiente no dia anterior e só foi acordar às nove e meia da manhã. Eu falei "foi acordar"? Desculpem, ele foi acordado, caso contrário, sabe Deus, estaria dormindo até agora. O jeito foi fazer hora por ali mesmo, brincar com Dona Luna e ir arrumando tudo, aos poucos.



Fomos almoçar num restaurante ali no Boqueirão e acabamos voltando - eu, Luna e Silvio - antes dos demais; o Silvio queria assistir o jogo do Corinthians, às quatro da tarde.



Não vou dizer que não fiquei mega frustrada, que queria demais ter atravessado a avenida na frente do prédio e ter pelo menos pisado na areia. Fiquei chateadíssima. Mas tudo vale à pena quando a alma não é pequena deu pra família ficar junta, se divertir, descansar, respirar um ar um pouco "menos pior" do que o de São Paulo.



E como pra ser feliz basta focar no lado bom das coisas, acho a viagem não foi em vão; não, não.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

30/09/2011 – O resfriado, a febre e o primeiro banho de balde

Minha tia por parte de pai tem um filho de três anos - meu afilhado lindo! Pela diferença de idade, e por ter guardado “tudo” que o Guga usou quando nasceu, ela simplesmente nos deu o berço, a banheira, o cestinho de higiene e a poltrona de amamentar. Só! Pouca coisa... Mas eu acho que já falei tudo isso...
E daí que, como se não bastasse, antes da Luna nascer ela perguntou o que estava faltando no enxoval da pequena, pois queria dar um presente “de verdade”.  Nas minhas pesquisas incansáveis pela Internet fiquei sabendo de um tal "balde pra bebê".
Tenho amigas que dão banho em seus bebês nele, mas eu via aquele acessório mais como um ofurô em miniatura. Pra ser usado naqueles dias de calor, quando você já deu banho na criança, mas quer refrescá-la no final do dia, pra ela possa dormir fresquinha.
O tal balde chama-se TummyTub e tem algumas características próprias: “o plástico usado é transparente, para facilitar a visualização do bebê; não é tóxico; não existem arestas cortantes; a sua base é antiderrapante e na parte inferior há um centro de gravidade que permite grande estabilidade e segurança; o fato de ser um reservatório de reduzidas dimensões permite poupar água e energia, mantendo-a quente durante cerca de 20 minutos.” Enfim, conheço pessoas que optaram por usar um balde comum, mas como minha tia estava disposta á dar – e não faltava praticamente mais nada no enxoval da Luna – achei que seria um presente útil.
Luna nasceu em pleno verão e logo no primeiro mês de vida tentamos fazer a experiência... Frustração! Luna ainda era tão molinha que ficamos morrendo de medo de machucá-la; ela parecia meio desajeitada ali dentro, sem contar que o banho teria que ser em dupla: um segurando a cabeçinha e o outro fazendo o resto. Deixamos o balde de lado.
O tempo foi passando, Luna ficando mais firminha a cada dia e o frio batendo na porta na medida em que o ano avançava. E foram meses de um inverno que não passavam, meses onde Luna usou poucas vezes as roupas de calor.
E na semana passada alguma coisa me fez lembrar do balde. Lembrança triste, pois eu tinha certeza que Luna não caberia mais ali, e se coubesse, não iria querer ficar. Mas prometi que iria tentar mais uma vez, pra não dizer que abandonei o balde sem ter a confirmação se poderia dar certo ou não.
Recebo um telefonema na sexta-feira passada. Era da escolinha, dizendo que Luna estava com febre e perguntando qual seria minha posição. Pedi que dessem Paracetamol e ficassem de olho pra ver se a febre abaixava. Como Silvio estava em casa, ele foi buscar nossa pequena mais cedo. Assim que chegaram em casa, ela adormeceu no sofá, aparentemente com a temperatura controlada. Cheguei e ela continuou dormindo. Meia-hora depois, aproximadamente, ela acorda quente, com um pouco mais de 37° de febre.
E foi aí que eu lembrei que poderíamos dar um jeito nessa temperatura de uma maneira diferente. Balde com água, Luna pelada; hora de tentar encaixar uma coisa na outra. Foi indo, foi indo... Uma coisa meio: “Onde minha mãe está me colocando?! Um pouco apertado pro meu tamanho, não acham? Hum, mas dá pra ficar aqui sim...” Demos os brinquedos do banho e ela ficou ali, mordendo a abelha de borracha e girando a bolinha.
A experiência foi tão boa que a repetimos no dia anterior, depois de um sábado quente e uma Luna grudenta no final da tarde. Gostaria de ter retomado o acessório bem antes, assim que ela já estivesse com a coluna mais firme. Mas não rolou, acontece nas melhores famílias... Assim, posso “apenas” compartilhar aqui os momentos "Balde já com oito meses e meio”, mas fica a dica para as mais corajosas: com o tempo bom e a coluna mais firminha, banho de balde neles.

sábado, 3 de setembro de 2011

18/08/2011 - Banho em família


Não foi nosso primeiro banho em família, mas foi o primeiro neste “layout”.
Quinta-feira, dia quente. Quente demais pra deixar a Luna dormir sem tomar um banho gostoso à noite. Num dia como este, ela transpira muito nos seus cochilos matutinos e vespertinos e nada como passar a noite mais fresquinha, com uma roupa limpinha.
Decisão tomada, hora de preparar tudo.
Foi quando Sil teve uma de suas ótimas idéias: vamos tomar banho com ela? Por que não? E o layout foi assim: banheira no chão, no meio do box, eu espremida de um lado, Silvio de outro. Banho de chuveirinho; e ela ficava tentando pegar a água que caía na frente dela.
Gostoso, bem gostoso. Com o cuidado de molhar constantemente o corpinho da pequena.  E que venha o verão, pra isso se repetir mais muitas e muitas vezes.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Chá de... cadeira

Pra se fazer um filho não é preciso estudar. Certo, isso é de conhecimento geral. 
Mas em compensação, pra cuidar de um filho é preciso estudar sim, e muito!

Ser mãe e pai se aprende na prática; concordo quanto a isso também. 
Mas também já ouvi muito que ler e conversar com outras pessoas sobre o pequeno ser que cresce dentro de você (no caso da mãe) pode ajudar um bocado na hora do desespero.

Como decidi me doar totalmente (na medida do possível) à essa gestação, estou buscando experimentar de tudo que uma grávida tem direito: nutricionista, yoga, drenagem, ensaio fotográfico (conto sobre a experiência num próximo post), etc... E como não poderia deixar de lado, coloquei como uma das prioridades fazer o tal curso para gestantes.


Descobri, lá na metade da gravidez que meu plano de saúde oferece gratuitamente esses cursos... Alguma coisa boa ele tinha que oferecer. Liguei lá há alguns meses atrás para agendar a nossa aulinha. 

Todos sabem que, de graça, até injeção na testa; e como não poderia deixar de ser com um curso "di grátis", eles só tinham vaga para a aula de 12/12! A mocinha que me atendeu disse que 'iria estar tentandor estar me encaixando' na turma de novembro, na aula do dia 06. O procedimento era: ligar para todas as mamães que estavam marcadas para aquela data e, caso tivesse desistência, nós conseguiríamos participar.

E rolou o tal encaixe... 
Lá fomos nós, num sábado chuvoso, as 08h00 da matina, passar aproximadamente seis horas ouvindo profissionais da saúde falar sobre alimentação, anestesias, partos, pediatria, banho e amamentação. 

Como todos eles utilizariam power points para suas elocubrações, o auditório onde estava acontecendo o curso se manteve sempre com uma luz baixa, pra que o conteúdo mostrado ficasse visível a todos os casais presentes, mesmo para os que se sentaram escondidos nas últimas cadeiras. 
Por conta dessa luz suave - e claro, por ter trabalhado a semana toda feito escravo - Silvio, mais conhecido aqui neste blog como 'o pai da Luna', entrou em um estado de sonolência quase irreversível. Concordo que a primeira palestra - sobre alimentação - não foi lá muito empolgante. Não duvido que a profissional ali presente tinha total conhecimento sobre o conteúdo que estava transmitindo, mas ate aí, saber passar o conhecimento para outras pessoas é algo completamente diferente.


Para a nossa sorte, as palestras seguintes foram melhores. Silvio ficou "encantado" com o ginecologistra obstetra, queria porque queria que ele passasse a ser o médico que acompanharia o pré-natal. Tenho que concordar que o "nosso Dr." é um tanto quanto mais calmo (Mari Moura o apelidou carinhosamente de Dr. Cuca Fresca), mas o que me importa mesmo - óbvio! - não é um médico que seja um super showman, mas um que traga minha filha pro mundo da maneira mais segura, tranquila e saudável possível; pra mim e pra ela.
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Um assunto importante foi sobre anestesia. Confesso que não sou grande fã de agulhas, mesmo tendo 3 tatuagens no corpo. E até agora só tinha ouvido comentarem por cima sobre esta etapa do parto; sabia que eram agulhas enormes que tinham que injetar líquidos dentro da coluna. Eu ficava mole só de pensar... Nessa palestra fiquei sabendo que a tal mega agulha só é enfiada depois de feita uma anestesia local, com as boas e velhas agulhas fininhas; então a "picada" da agulha tamanho mangueira não seria nem sentida. Ufa!

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Desde que engravidei já ouvi falarem tantas coisas! Tantos conselhos, sugestões, alertas de tantas mães, tias e avós "experientes" que seria necessario um blog só pra isso... Mas pouco  haviam falado sobre amamentação e banho. Essa foi a parte final do curso e as informações foram passadas por uma enfermeira da Maternidade Santa Helena, onde Luna nascerá.

NossaSenhoraProtetoraDasMãesDePrimeiraViagem! Como dá trabalho amamentar e dar banho. Eu sei que com a prática fica mais fácil do que dirigir carro. Mas tá difícil de imaginar que se tornará um "processo automático"; são tantas "regrinhas", tantos truques e dicas. Afe!!! Confesso que saí um pouco preocupada dali, com aquela típíca sensação de que não darei conta de "coisas tão difíceis".