Tudo (ou quase tudo) que se passa nas cabeças e nas vidas de uma mãe e um pai de primeiríssima viagem.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
15 e 16/10/2011 – Vamos a la playa oh o-o-o-oh
Minha mãe é louca por praia. Quando éramos crianças, nas férias, passávamos o dia sem voltar pro apartamento, ela levava todo o kit sobrevivência pra areia e lá ficávamos até o final da tarde: protetores, toalhas, bolas, revistas, lanches, sucos, bolachas, frutas e tudo que coubesse na bolsa térmica.
Desde que Luna nasceu tenho vontade de levá-la pra ver o mar; colocar seus pezinhos na areia e perceber a reação dela ao sentir a ondinha passando por suas pernocas gorduchas. E o mantra “Tudo a seu tempo” me acompanha desde então.
Há algumas semanas esse assunto entrou na família: meus pais passaram um final de semana em uma pousada em Ubatuba e gostaram tanto que querem nos levar. E ficamos nessa de marcar a tal viagem pra Ubachuva. Foi quando pensei: por que esperar tanto, se podemos ir pra Praia Grande, no apartamento singelo e delicioso da minha avó, de frente pro mar?
“Arght! Praia Grande?!”. Pois é, eu sei que isso é só uma das questões que envolvem a diferença entre os litorais de São Paulo, mas lá, pelo menos, o sistema de esgoto é incrivelmente melhor do que da maioria das praias do Litoral Norte, pois encaminha toda sua podridão para as profundezes do mar, e não para a beira do mar.
E daí que, depois de um par de finais de semana com a agenda cheia, marcamos de ir no último sábado, dia 15 de outubro.
Acontece que, durante a semana, o tempo foi levemente esfriando; mas como sou esperançosa na vida, fui tocando os dias, mentalizando pra que São Pedro parasse de soprar o cata-vento do mundo e deixasse o sol sair. Mas e daí que o puto tava de TPM e não colaborou com nossa viagem. Na sexta-feira jantamos nos meus pais e, ao entrar na Internet, o Clima Tempo informou: dias e noites chuvosas e temperatura por volta dos 13 graus. Não que eu desse muita credibilidade para essas previsões meteorológicas, mas que não seria um final de semana pra ficar de biquíni, isso eu senti que não seria. Pelas conversas ali, naquela hora, pareceu que todo mundo havia topado ir, com o céu preto, cinza, amarelo ou lilás; afinal estava tudo comprado e organizado, não teríamos outro final de semana antes do final de novembro e seria bom para, no mínimo, Luna respirar um ar melhor do que o de São Paulo.
Acordei no sábado, olhei pela janela e comprovei o pior, o tempo estava feio pra dedéu. Fiquei na minha. Fui arrumar tudo, e – mesmo não precisando levar comida, roupa de banho ou roupa de cama - esse tudo é muita coisa.
Faltando quinze minutos pra sair, aquele velho de barba branca que chora mais do que a Luna quando demoro pra levar a sopa na hora do jantar, resolveu nos presentear com uma chuva grossa e petulante. E sabem no que isso resultou? Um marido de bico até chegarmos à praia, onde a chuva persistia em cair.
Meus pais foram antes, pra deixar tudo limpo e ajeitado quando chegássemos (Nhóm!). Com o dia daquele jeito, o plano era ficar brincando com a Luna no apartamento e descer no parquinho no prédio, onde tem aqueles brinquedões de plástico para crianças pequenas; amém!
Depois do café da manhã, Silvio resolveu tirar um cochilo.
Abre parêntese.
http://www.dicio.com.br/cochilar/ - Significado de Cochilar
v.i. Adormecer quase sem perceber e dormir pouco tempo; dormir sono leve e passageiro.
Fecha parênteses.
A não ser que a Terra tenha dado um giro de 720º em questões de segundos e tenha bagunçado (ainda mais) a noção do tempo, o período de sete horas que Silvio ficou deitado no quarto, de olhos fechados e corpo mole, não se constituiu como cochilo. Meu maridinho estava tão exausto da semana de trabalho que desmaiou e não teve Cristo (= sogro) que o fizesse levantar, nem para almoçar.
Lá na pizzaria, Luna sentou sozinha, pela primeira vez, em um cadeirão de restaurante. O modelo disponível não dava muita segurança, era completamente aberto na parte da frente. Aí, papai MacGyver pegou uma fralda de pano, amarrou aqui e ali e pronto, tínhamos um cinto
do Batman improvisado.
Fui dormir com aquela esperança no coração de que o domingo amanheceria ensolarado. E o domingo amanheceu ensolarado, mas o sol estava completamente coberto por nuvens cinzas e carregadas. Então, dando a guerra por vencida, pensamos em tomar café, arrumar todas as malas e ir visitar o Aquário Municipal de Santos, só pra variar um pouco a programação.
Acontece que tivemos dois fatores que foram determinantes neste dia: perdemos uma hora do dia por conta do início do horário de verão e o Silvio - o pai da Luna, sabem - não havia dormido o suficiente no dia anterior e só foi acordar às nove e meia da manhã. Eu falei "foi acordar"? Desculpem, ele foi acordado, caso contrário, sabe Deus, estaria dormindo até agora. O jeito foi fazer hora por ali mesmo, brincar com Dona Luna e ir arrumando tudo, aos poucos.
Fomos almoçar num restaurante ali no Boqueirão e acabamos voltando - eu, Luna e Silvio - antes dos demais; o Silvio queria assistir o jogo do Corinthians, às quatro da tarde.
Não vou dizer que não fiquei mega frustrada, que queria demais ter atravessado a avenida na frente do prédio e ter pelo menos pisado na areia. Fiquei chateadíssima. Mas tudo vale à pena quando a alma não é pequena deu pra família ficar junta, se divertir, descansar, respirar um ar um pouco "menos pior" do que o de São Paulo.
E como pra ser feliz basta focar no lado bom das coisas, acho a viagem não foi em vão; não, não.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
30/09/2011 – O resfriado, a febre e o primeiro banho de balde
sábado, 3 de setembro de 2011
18/08/2011 - Banho em família
domingo, 5 de dezembro de 2010
Chá de... cadeira
Descobri, lá na metade da gravidez que meu plano de saúde oferece gratuitamente esses cursos... Alguma coisa boa ele tinha que oferecer. Liguei lá há alguns meses atrás para agendar a nossa aulinha.
Todos sabem que, de graça, até injeção na testa; e como não poderia deixar de ser com um curso "di grátis", eles só tinham vaga para a aula de 12/12! A mocinha que me atendeu disse que 'iria estar tentandor estar me encaixando' na turma de novembro, na aula do dia 06. O procedimento era: ligar para todas as mamães que estavam marcadas para aquela data e, caso tivesse desistência, nós conseguiríamos participar.
E rolou o tal encaixe...
Lá fomos nós, num sábado chuvoso, as 08h00 da matina, passar aproximadamente seis horas ouvindo profissionais da saúde falar sobre alimentação, anestesias, partos, pediatria, banho e amamentação.
Como todos eles utilizariam power points para suas elocubrações, o auditório onde estava acontecendo o curso se manteve sempre com uma luz baixa, pra que o conteúdo mostrado ficasse visível a todos os casais presentes, mesmo para os que se sentaram escondidos nas últimas cadeiras.
Por conta dessa luz suave - e claro, por ter trabalhado a semana toda feito escravo - Silvio, mais conhecido aqui neste blog como 'o pai da Luna', entrou em um estado de sonolência quase irreversível. Concordo que a primeira palestra - sobre alimentação - não foi lá muito empolgante. Não duvido que a profissional ali presente tinha total conhecimento sobre o conteúdo que estava transmitindo, mas ate aí, saber passar o conhecimento para outras pessoas é algo completamente diferente.
Para a nossa sorte, as palestras seguintes foram melhores. Silvio ficou "encantado" com o ginecologistra obstetra, queria porque queria que ele passasse a ser o médico que acompanharia o pré-natal. Tenho que concordar que o "nosso Dr." é um tanto quanto mais calmo (Mari Moura o apelidou carinhosamente de Dr. Cuca Fresca), mas o que me importa mesmo - óbvio! - não é um médico que seja um super showman, mas um que traga minha filha pro mundo da maneira mais segura, tranquila e saudável possível; pra mim e pra ela.
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Um assunto importante foi sobre anestesia. Confesso que não sou grande fã de agulhas, mesmo tendo 3 tatuagens no corpo. E até agora só tinha ouvido comentarem por cima sobre esta etapa do parto; sabia que eram agulhas enormes que tinham que injetar líquidos dentro da coluna. Eu ficava mole só de pensar... Nessa palestra fiquei sabendo que a tal mega agulha só é enfiada depois de feita uma anestesia local, com as boas e velhas agulhas fininhas; então a "picada" da agulha tamanho mangueira não seria nem sentida. Ufa!
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Desde que engravidei já ouvi falarem tantas coisas! Tantos conselhos, sugestões, alertas de tantas mães, tias e avós "experientes" que seria necessario um blog só pra isso... Mas pouco haviam falado sobre amamentação e banho. Essa foi a parte final do curso e as informações foram passadas por uma enfermeira da Maternidade Santa Helena, onde Luna nascerá.
NossaSenhoraProtetoraDasMãesDePrimeiraViagem! Como dá trabalho amamentar e dar banho. Eu sei que com a prática fica mais fácil do que dirigir carro. Mas tá difícil de imaginar que se tornará um "processo automático"; são tantas "regrinhas", tantos truques e dicas. Afe!!! Confesso que saí um pouco preocupada dali, com aquela típíca sensação de que não darei conta de "coisas tão difíceis".