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quarta-feira, 23 de novembro de 2011

18.10.2011 a 21.11.11 – Glub, glub

Este não será um post gigantesco como foi o anterior sobre nossas aventuras aquáticas com Luna. Mas achei importante deixar registradas algumas questões que rolaram de lá pra cá.


Mesmo com tudo o que aconteceu na primeira aula, eu e Sil consideramos válidos persistir na idéia da natação. “É o que temos pro momento”, ele me disse. É claro que se o que temos fosse tão ruim, abortaríamos a missão; mas as peças vão se encaixar, aos poucos, e estaremos atenção a tudo.


Se tem uma coisa da qual eu me orgulho é de ir atrás do que quero dependendo da importância que aquilo tem pra mim. Bem, estávamos decididos a continuar com a natação, mas com a infra-estrutura daquela academia ficaria simplesmente inviável.


Na segunda-feira seguinte à primeira aula, assim que chegamos na academia, fui falar com o gerente para esclarecer todos os pontos: Oras! Se a academia oferecia aulas pra bebês, teria que estar preparada pra isso dentro e fora da água. Um vestiário sem trocador para bebês não dá! Ele ficou de falar com a coordenadora e ela me ligaria depois. Ao sair da aula, ele me chamou e disse que ela precisaria conversar com o dono da bagaça e me daria um retorno assim que possível.


Fomos eu e Sil pra academia na sexta, exercitar um pouco os corpitchos e aproveitei pra retomar o assunto do trocador com o gerente, avisando que a coordenadora não havia me ligado. Ele disse que ela falou com o dono e o trocador será providenciado, eles estavam analisando qual seria o modelo e onde ele seria instalado.


Muito bem, mais uma semana se passou e ainda nada, e de novo o assunto de que “está em processo de aquisição, blá, blá, blá”. Fiquei ali com aquela cara de “quero ver”. A questão é: ter um trocador pra hora do banho é um direito, então não abro mão dele, e pronto!


A segunda aula foi bem tranqüila, na verdade não teve aula. Por ser a semana das crianças, a aula era liberada para os alunos fazerem “o que quiserem”. Resultado, as crianças foram pra piscina pequena jogar pólo aquático - leia-se água na altura da coxa – então ficamos numa raia da piscina grande, brincando com Luninha.


Na semana seguinte a segunda-feira foi fria demais pra deixar Luna de maiô e touca. Na terça o tempo estava melhor, ok, um pouquinho melhor, mas deu pra arriscar uma piscina.


A Fernanda - Tia Fe – já estava dentro da água e foi ela que deu a aula. A gente conversou bastante no começo e acho que esse papo foi bem sincero. Ela já havia trocado umas palavras com o Sil na semana anterior, mas nada como uma conversa direta. O que rolou foi que ela colocou alguns pontos de vista importantes: ela discorda da academia oferecer aula de natação para bebês, além de não ter uma infra-estrutura adequada, os professores – e aí ela se inclui na história – não são especialistas em bebês; dizer que não sabiam nada, também seria mentira, pois eles são professores de natação, então possuem conhecimentos básicos a serem aplicados, “independente” da idade do aluno. Ela me contou que foi se aprofundar um pouco no assunto durante o final de semana, pra poder vir, de uma maneira ou de outra, preparada para a próxima aula.


Conversamos sobre o objetivo de termos decido colocar Luna pra nadar. Tem muita mãe que acha que vai jogar o filho na piscina e ele vai sair imediatamente nadando crawl, borboleta ou peito. Não é assim, Luna é muito pequena e as crianças só conseguem aprender toda a técnica da natação com um pouco mais de idade, a partir de um ano e meio ou dois. Expliquei pra ela que a nossa idéia era proporcionar momentos gostosos dentro da água, era expandir a relação da Luna com o meio aquático para além da banheira ou do chuveiro de casa. Minha filha tem uma energia danada e a natação pode possibilitar que ela gaste essa energia de um jeito diferente, fazendo coisas diferentes. Combinamos que seria uma parceria e iríamos entrar nesse universo natação-bebê juntas; ela com toda bagagem dentro da piscina e eu com Luna e com a abertura de experimentar coisas novas; e iríamos vendo, a cada dia, a cada exercício, o que seria melhor pra ela. Sem pressa, sem pressão, sem “ter que”,tudo na hora que Luna se sentir preparada. E nos momentos que ela não estiver, a gente dá um passo – dentro da piscina – atrás.


A e aula foi ótima! Pra quem não era especialista em natação pra bebês, ela se mostrou atenta a detalhes que não eram tão claros para nós. Se estiver sozinho com o bebê na água, fique com ele sempre de frente pra você, assim você saberá onde está o nível da água e se ele corre o risco de engoli-la ou não; mesmo que a piscina seja aparentemente calma, se tiverem outras pessoas nadando, a água pode formar ondas e entrar na boca do bebê. Se, durante o exercício o bebê se mostrar cansado ou irritado, dê uma pausa, o coloque um posição confortável, “sentado” no colo, pra que ele possa relaxar os músculos. Fizemos exercícios específicos para soltar o corpo, bater as perninhas e mexer os bracinhos. Como o dia não estava tão quente, deixamos para molhar a cabeça dela apenas no final da aula, faltando poucos minutos para sair da piscina e entrar no chuveiro quentinho, assim ela ficaria menos tempo com o cabelo molhado pra fora da água; e o jeito de fazê-lo foi bem divertido, enchendo bichinhos de borracha com água e espirrando a água na cabeça da mamãe, do papai, da Tia Fe e da Luna também.


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Na quarta semana a aula foi novamente com Rafael, o mesmo do mesmo.


Sobre o trocador, o gerente havia me dito, um dia antes, que não estavam achando nenhuma empresa que vendesse aqui no Brasil.


Oi? Papainho sem vergonha pra cima de mui?! Ah tá!


Nesse dia levei, anotado num papel, três empresas grandes que só vendiam trocadores de parede pra bebê. Ficaram de ir atrás. Queria ver eu se viriam com mais alguma desculpa.


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E aqui temos um gap de três semanas sem ir pra academia. Luna pegou uma gripe danada, com direito à xarope e algumas inalações diárias.


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Chega de moleza! O tempo melhorou e Luna também. Bora cair na água.


Assim que entrei na academia, vi o gerente na recepção e não tive dúvidas de qual seria a frase a sair da minha boca:


- E o trocador, deu certo?


- Sim! Deu certo!


- Maravilha!


Desci ansiosa pro vestiário. Ao entrar, me deparei com um grande trocador fixado na parede de mármore do primeiro box. Especificações importantes: peso máximo 20kg. Mas ao colocar Luna em cima, a base deu uma abaixada que me fez rezar pra minha filha ficar de pé sozinha antes mesmo de chegar aos 15kg. O jeito seria ficar com o abdômen “segurando o trocador por baixo”. E a vida se tornou mais simples. Fim.


Não sei por que, mas Luna estava supre enjoada neste dia; não quis fazer exercício nenhum, só queria ficar grudada no meu colo, batendo a mão na água. Tentamos algumas coisas mais leves, como soltar o quadril e saquinho de chá. Nem com o Silvio ela queria muito ficar, só quando ele a jogava alto pra cima, claro!


A notícia triste foi que a Tia Fe saiu da academia. Puts! Eu estava tão confiante de que, com ela, haveria uma evolução mais acompanhada e tal. Pena.


No dia seguinte corri pra pedir ajuda: liguei pro João, um super querido e professor de natação, pra ver se ele teria alguém mais especialista na área pra me indicar exercícios e estímulos; assim iríamos fazendo nossa aula junto com o Rafael, sem depender somente de seus – poucos – conhecimentos de natação pra bebês. Estou no aguardo de um retorno. E conto assim que pintarem novidades.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

03/10/2011 – E a banheira cresceu...

Melhorar o sistema respiratório e, conseqüentemente, proporcionar um sono mais tranqüilo; trabalhar as habilidades motoras, noções de espaço e tempo e aumentar o apetite.
Natação é considerada o esporte mais completo que existe e, tirando o último benefício (já que Luna tem uma boquinha nervosa), todos os outros aspectos positivos da modalidade seriam muito bem-vindos pra minha pituca.
Num dia qualquer no trabalho, conversando com Kelly – amigona de longa data – sobre academia, minha vontade de voltar a me exercitar e como fazer isso sem ficar muito tempo longe da Luna, ela deu a idéia de fazermos natação, eu e minha pequena, juntas. E como Luna ama tomar banho, eu tinha certeza que as aulas seriam sucesso total!
E eu não resisto a uma nova experiência para vivenciar com minha filha. Talvez seja aquela coisa de mãe de primeira viagem, de não querer deixar escapar nada, achando que o filho só será feliz se viver de tudo um pouco.
A questão é que fiquei com aquilo na cabeça e fui imediatamente pesquisar sobre o assunto. O primeiro texto que li foi tão convidativo que minha vontade de levar a idéia adiante só crescia.
Voltando pra casa naquele dia, comentei a história toda com o Sil e na hora ele me disse: a academia onde eu faço natação tem aulas para bebês.
É uma rede de academias da Zona Leste e a unidade onde ele faz é super perto de casa. Maravilha! No dia seguinte passamos lá com a Luna pra que eu pudesse conhecer o lugar, o professor e conversar sobre a aula em si. Nessa altura do campeonato, imaginem como estava a minha super ansiedade nada controlável. Eu estava vendo nós duas na piscina, felizes da vida.
E daí que não daria certo lá: passamos na academia na quinta-feira passada e, para nossa tristeza, aquela unidade na Vila Matilde só tem uma piscina disponível, a de adulto; e quando a piscina estava mais vazia era justamente durante meu horário de trabalho. Mais cedo ou mais tarde do que isso, a piscina estaria lotada. Pensando que é natação para bebês, a aula precisa ser tranqüila; portanto, não, né?
Num gesto quase desesperado e sem esperanças, pesquisei outras unidades da rede e descobri uma á um quilômetro de casa! Melhor que isso, impossível! Liguei perguntando sobre as aulas e a recepcionista me disse (quase) tudo o que eu queria ouvir: a piscina infantil está disponível! E outra, os horário são bem melhores!
Pronto. Agora nada iria nos deter. Aula de natação, aí vamos nós! Sábado foi dia de comprar os acessórios: fralda pra piscina, touca e maiô. Um maiozinho lindo, tão pequenininho, branco na parte de cima, listras brancas e vermelhas e um laço vermelho no meio. Primeiro maiô de Luna.
Saí de casa na segunda-feira pela manhã, já deixando a mala da natação semi-pronta; a mochila de passeio de Luna serviria perfeitamente pra nós duas. O primeiro exercício foi mental, o de não esquecer nenhum item para antes, durante ou depois da aula: chinelos, toalhas, toucas, maiôs, fralda de natação, brinquedos de molhar, nécessaire, fralda, pomada, lenço umedecido, pentes, shampoo, documentos, carteirinhas do convênio, álcool-gel, porta-chupeta, lenço de papel, manta, roupas, touca de frio, meia, tênis, pano de boca, fruta, prato, colher, copo de água... Ufa!
No final da tarde, Silvio me pegou no metrô e fomos juntos buscar a pequena na escola. Como ela costuma jantar ás seis da tarde, achei que não fosse necessário comer alguma coisa antes da aula. Naquele dia ela havia jantado mais cedo e ela ficaria com fome se mantivéssemos a rotina da mamadeira apenas às oito da noite. Passamos de volta em casa e pegamos uma banana. E foi daquele jeito, mamãe tirando tecos de banana com os dedos, amassando e dando na boca da cria.
Chegando na academia, descemos até o andar de baixo, onde ficam as piscinas e fomos apresentados aos professores (um rapaz e uma moça – assim como toda academia de grande porte que conheço, os professores sempre são bem novos). Assim que eles viram a Luna e o rapaz da recepção informou que estávamos ali para fazer uma aula experimental de natação para bebês, percebi que os dois professores simplesmente não esperavam por aquilo, senti que a idéia não agradou e que se olharam como quem diz “Puts! Um dos dois terá que entrar na piscina”. E essa reação “só” aconteceu por um motivo: a demanda de aulas para bebês é raríssima na academia e naquele horário não tinham outros bebês fazendo aula há algum tempo. Isso, pra mim, já é um ponto negativo, pois li sobre a importância de outros bebês fazendo aula juntos e socializando o momento com os pais.
Combinei com Sil que ele se trocaria enquanto eu arrumaria a pequena para sua primeira aula. Assim que ela estivesse pronta, eu a deixaria com ele para poder colocar minha vestimenta de natação. E aí começou toda a logística. Primeiro preciso contar que o vestiário é feito único e exclusivamente para adultos e não tem qualquer tipo de infra-estrutura para bebês. Os armários ficam na parede do fundo – metade deles com a porta quebrada e de um tamanho que me fez usar dois - e um banco comprido azulejado no meio do corredor; duas fileiras de chuveiros, cada uma numa das paredes laterais do vestiário, sem suporte na parede para apoiar shampoo, sabonete ou nada. É um lugar limpo, mas, por outro lado, não o é; portanto, nem pensar deixar Luna sentada ou de pé no chão ou no banco sem nada por baixo. Luna fica de pé apenas com apoio, mas ainda não posso desgrudar os olhos um segundo sequer dela, pois a qualquer momento ela pode desequilibrar ou as pernas afrouxarem e ela cair. Ela fica super sentadinha há alguns meses, mas se algo chama sua atenção, ela não hesita em tentar pegar, este algo estando perto dela ou não. Ou seja, mamãe-braços-de-polvo e velocidade de lince para dar conta de tudo. Sem contar que levei uma toalha á menos, então tive que apoiá-la na toalha que seria a minha, do banho. Sem problemas, mãe é pra isso. Deita a neném, tira a fralda, limpa, coloca a fralda de piscina; senta a neném, tira a blusa e coloca a parte de baixo do maiô; coloca a neném de pé e termina de colocar o maiô; segurando a neném sentada no banco, mamãe-braços-de-polvo se estica mais do que a mulher elástica de Os Incríveis pra poder guardar tudo na bolsa e no armário.
Primeira maratona percorrida.  Ficamos os três – já que Silvio foi liberado pelos professores a também fazer a aula – ali na frente da piscina, esperando a aula começar. Família graciosa em trajes de banho. Luna nos olhando com as toucas na cabeça. Faltando alguns minutos pra efetivamente entrar na piscina, o professor comentou que poderíamos sentar Luna na beirada e deixá-la molhar os pezinhos. E assim foi, sentei no chão e segurei Luna na minha frente, com os pés dentro d’água. Silvio, muito apressadinho, logo entrou na piscina e pegou a pequena no colo, apoiando-a em seu joelho. Até aí estranhamento zero. Luna se divertia como se estivesse na banheira de casa.
Às 19h45 o professor entra na água e logo pega Luna por baixo dos braços. Informa-nos que a aula tem a duração de meia-hora, pois mais do que isso pode ser prejudicial para o bebê. Sim, meia-hora é um tempo ótimo! Durante a aula, comentei sobre a possibilidade de termos algum estímulo musical. Ele disse que seria difícil, por conta do barulho que vinha da piscina adulta, ao lado da infantil; mas me tranqüilizou lembrando que aquela era apenas a primeira aula, e o que importava era a identificação do bebê com a água, mas que nas próximas poderíamos ter os estímulos sonoros através de músicas cantadas por nós.
Os primeiros movimentos são leves, balançando-a lateralmente de um lado para o outro, para soltar o quadril.  Naquele ponto Luna percebeu que estava e um lugar diferente, tendo como apoio os braços de alguém que ela não conhecia; mas como eu e Sil estávamos ali do lado, ela ficou tranqüila. O professor deixou Luna numa posição mais de bruços, uma maneira de incentivá-la a bater as perninhas dentro da água. Fizemos revezamento durante a aula toda, todos os três seguravam a pequena brincando com ela dentro da água. Outro estímulo foi segurá-la não pelos braços, mas pela barriga e quadril, para que ficasse com todos os membros soltos, á vontade para se mexerem como quisessem. Nessa posição, quem não a estivesse segurando, posicionava-se á sua frente, estimulando-a a ir “buscá-lo”. Preciso confessar que ela se interessava mais em ir “buscar” ao Silvio do que a mim. Hunf! Mudávamos os movimentos durante a aula, e foi incrível ver o avanço dela nesta posição do início para o final. Nas últimas voltas pela piscina, seus movimentos eram mais coordenados, fortes e seguros.
A posição barriga pra cima, segurando apenas pelas mãos, foi um pouquinho menos receptiva. Ela só tinha ficado desse jeito deitada na cama, sofá, etc. ou na banheira, com o bumbum apoiado no fundo. Ao colocá-la desse jeito na piscina, ela ficou com o pescocinho bem durinho, fazendo força pra cima. Ficava mais relaxada quando a cabeça ficava apoiada no nosso ombro, deixando apenas o troco solto.
Outro estímulo do professor era colocar apenas a boca dentro da água para fazer bolinhas. Ele a segurava numa posição menos horizontal do que anteriormente e fazia o movimento, estimulando que ela o imitasse. Achei um pouco cedo para incentivar que ela colocasse a boca na água, pois sabia que era certeza que ela tentaria beber ou lamber a água. Dito e feito: assim que o queixo encostou na água, ela abriu o bocão e colocou a língua para fora.  Mas vi um vídeo onde essa técnica já era introduzida aos alunos em uma escola de natação logo na segunda aula. Então me segurei para não falar nada. Na verdade Luna nem ligava quando o pescoço cansava e de vez em quando a cabeça dava uma mergulhada rápida dentro da água; assim que voltava, piscava os olhinhos com rapidez, abria a boca, lambia a água que estava em volta dos lábios e continuava a brincar. Ela também não (muito) ligava quando o pai começava a espirrar água no rosto dela; mas que incomodava um tanto a mim, isso sim.
E a primeira aula foi assim, um reconhecimento do lugar, do professor, do meio e principalmente do próprio corpo. E ela se divertiu a beça.
Acabou? Não!
O pós-aula é a segunda parte da maratona. E tudo isso nos fez concluir uma coisa, enquanto Luna não tiver independência para ficar de pé sozinha sem hesitar em cair, só será possível fazer aula em família. A logística final foi assim (quase impossível de descrever): eu entraria pra dar banho na Luna enquanto Sil tomava banho; filha e pai prontos, seria a minha vez de ir para o chuveiro.
Saí antes da piscina pra deixar tudo o mais pronto possível: tirar mochila e sacolas do armário, separar roupa, fralda, toalha e sabonete. E foi nesse momento, com o corpo molhado, que constatei o pior: o vestiário estava um gelo! Eu tremia dos pés à cabeça. Fiquei paralisada, pois seria terrível pra Luna se pegasse aquela friagem. Por conta de todo quadro alérgico dela, a gente toma tanto cuidado em casa com a temperatura da água e do quarto que eu não poderia deixar que aquilo acontecesse ali. Pedi na hora para desligar o “ar condicionado” (ou sei lá que raios era aquilo), mas um deles teve que continuar funcionando, pois estava no mesmo interruptor da luz. Engenharia inteligente é isso! E agora eu sabia que teria que fazer tudo muito mais rápido do que fiz antes da aula.
Como não levei toalha pra tirá-la da piscina – e ainda não havíamos comprado o roupão - tive que enrolá-la na minha. Peguei Luna da piscina, corri pro vestiário e foi o tempo de pegar o sabonete e entrar no chuveiro. E aí entra aquela ajudinha sensacional: não tem porta-sabonete na parede! Solução: abaixar, apoiar Luna no joelho e fazer tudo ali; tirar a touca, o maiô, abrir o sabonete líquido, lavar a cabeça e o corpo todo. Sem chuveirinho, peguei Luna no colo e entramos as duas no chuveirão mesmo, com todo cuidado possível, claro. E Luna achou ruim? Que nada! Ela adora o chuveirão! Ria e mexia as perninhas que só vendo.
Sai do chuveiro e enrola a neném na toalha. Estico aquela minha toalha – já super úmida – no banco e deito a neném ali, ainda enrolada na sua. Um detalhe importante: minha toalha estava em baixo da minha filha, portanto, eu não tinha a menor possibilidade de me enxugar e tive que fazer tudo molhada, meio afastada para as gotas do cabelo não pingarem na guria. Coloca fralda, blusa, calça, meia, penteia o cabelo, pega o cobertor e leva a cria pro pai. Pra não deixar os dois esperando muito tempo, tomo um banho de 47 segundos e começo a socar tudo na bolsa guardar tudo. Duas sacolas para roupa suja e molhada foram suficientes? Não.
Chega de loucura. Vamos pra casa.
O benefício ‘proporcionar um sono mais tranqüilo’ foi percebido pouquíssimos minutos após o carro começar a andar; Luna dormiu largada na cadeirinha. E o sono correu bem a noite toda. Mas isso não é o fim da estória.
De terça pra quarta ela não dormiu bem, o nariz ficou mais congestionado e isso a incomoda demais. Na quarta Silvio a buscou na escola e eu cheguei em casa por volta das seis da tarde. Luna estava num estado entristecedor: aparência cansada, olhinhos vermelhos e com muita secreção, espirrando e tossindo mais do que o normal; e o nariz... Ah, o nariz! Não havia Rinosoro, inalação ou limpeza que tirasse tudo o que tinha ali. Não foi uma noite de brincadeiras no tapete da sala, bola, brinquedos, sentar e levantar ou andar pelo sofá. Foi noite de muito cuidado, carinho e amor. Tudo o que eu tinha no peito.
Na quinta-feira Luna não foi pra escola, ficou em casa com o pai e a Vovó Tiloca. E foi melhorando aos poucos, voltando a ser a pequena agitada e curiosa que sempre foi.
Depois deste “breve” relato, resumo que tudo valeu a pena. Luna se divertiu à beça na aula; estava super feliz brincando conosco ali naquela banheira gigante. E, apesar dos pontos negativos citados em relação à academia, achamos que vale a pena continuar. Como me disse Silvio: A felicidade dela ali, durante a aula, não tem preço. Mas o episódio que aconteceu dois dias depois foi um alarme muito importante. Natação sim, mas a saúde dela em primeiro lugar.
E ficamos torcendo pra que venha o verão e o calor, possibilitando muitas e muitas aulas pela frente.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Profissionais de saúde

Falta de amor pela profissão, frustração e incompetência.
Acho que essas três características definem muito bem alguns médicos de hoje em dia... Pensando bem, não é de hoje que alguns desses profissionais da saúde vêm interferindo negativamente na minha família.
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Há uns 10 anos atrás, numa atividade do trabalho - acho que era um encontro de formação com o pessoal da educação ou da assistência social; aqueles encontros com dinâmicas de grupo, coisa e tal - minha mãe se desequilibrou e caiu em cima da mão.
Corre pro hospital público mais próximo, faz o cadastro com a carteirinha do convênio e espere pra ser atendida pelo médico de plantão.
Ao entrar na sala, ele dá uma olhadinha, dá uma mexidinha e manda engessar - e só!
No dia seguinte a dor é maior ainda.
Agora "com tempo" ela vai até uma clínica de ortopedia. Tira o gesso, faz raio-x e o médico avisa que o gesso havia sido colocado completamente errado!
Final da história: por causa de um primeiro erro, ela teve que ficar seis meses com mão e braço engessados.
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Contei essa história toda porque ela me veio na cabeça no momento que descobri que meu ex-gineco-obstetra era um médico incompetente e frustrado, pois só isso pra justificar suas atitudes, orientações e postura para com as pacientes -  e o Sil é testemunha disso tudo.
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Acontece que há 5 anos eu faço exercícios físicos puxados: aula de spinning de 3 a 4 vezes por semana.

O Spinning é uma modalidade de bike indoor que se caracteriza pela simulação de pedaladas em diferentes tipos de terreno e pelo trabalho em vários níveis de freqüência cardíaca do aluno. O professor escolhe as músicas das aulas, que servem para passar emoção e ajudar o aluno a "sentir a estrada" em que se está pedalando.

Como toda futura mãe responsável, na primeiro consulta com o tal doutorzinho, pergunto sobre a prática de exercícios físicos explicando como eram minhas atividades até aquele momento. Eu já sabia que teria que abrir mão das minhas aulas de spinning, mas não achei que fosse ter que abrir mão até de andar rápido pra pegar o ônibus!

- Não! Nada de exercícios até a 16ª semana.
- Caminhada leve pode Doutor?
- Não! Passear no shopping pra gastar o cartão de crédito do namorado, sim. Mas só!

Espirituoso, não? 
Bem, como eu ainda não havia lido quase nada sobre gravidez, nem conversado com muitas pessoas, acatei a decisão do médico sem discutir.
Porém, com o tempo, fui descobrindo que sim, gestantes ainda no primeiro trimestre podem fazer exercícios! E se vc já os fazia - e não se enquadra na categoria "gravidez de risco" - pode continuar normalmente a fazê-los (com acompanhamento médico)! 
Resultado: perdi 4 meses de exercícios...
Agora me diz? Qual a formação desse cara? O que o faz um médico dar uma orientação tão errada? Pelo que agora entendo, exercícios são, inclusive, fundamentais pra gestante manter a forma, fortalecer os músculos e contribuem ao máximo pra que a gestação fique mais "leve", o parto seja mais tranquilo e a recuperação aconteça mais rapidamente.
Só fui ter segurança pra voltar a praticá-los quando trocamos de médico - agora é uma médica - e ela me disse "Claro que pode! Ainda mais que está tudo tranquilo, seus exames estão ok e você já praticava exercícios".
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Moro ao lado de um parque  - Parque do Piqueri - e na terça-feira foi o primeiro dia. Caminhada moderada de 45 minutos. Estava tão frio que não deu nem pra transpirar, mas só de voltar a mexer o corpitcho de alguma maneira já é uma sensação deliciosa!
A idéia é caminhar de 3 a 4 vezes por semana, bem de manhazinha, quando o ar é "menos poluído" - o que é bem difícil de identificar aqui em São Paulo. 
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Hoje é sexta-feira e na verdade ainda não consegui voltar ao parque. Essa semana foi muito corrida no trabalho, então acabei abrindo mão de me cuidar. 
Mas agora que sei que posso "botar pra quebrar moderadamente", irei regulando a rotina aos poucos.
Alguém aí topa uma caminhada?