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quarta-feira, 13 de março de 2013

Quando mãos, tinta e parede finalmente combinam

Primeira tentativa de decorar a casa com as próprias mãos, literalmente. Depois de meses de espera, finalmente arranjamos um tempo pra fazer isso. O processo foi uma delícia! E estava tão lindo!
 
 


Usamos duas cores por pessoa, pra que nós e principalmente Luna pudesse reconhecer as respectivas mãos. Silvio, por ter a mão maior, foi o primeiro a "assinar" a parede toda, eu fui a segunda e deixamos as mãozinhas de Luna por último, pra ficar por cima de todas as outras.
Mas na sua última "assinatura", Luna resolveu "espalhar um pouco mais a tinta na parede". Fiquei brava e briguei com ela; até chorei. Depois morri de vergonha da minha reação e pedi mil desculpas.
Silvio tentou consertar com toda boa vontade do mundo, mas não deu.

                               

Achei que tivesse perdido o interesse de fazer de novo, mas olhando o vídeo hoje, acho que vale a pena dar mais uma chance para a parede e para o nosso espírito artístico.

Ah! A tinta usada não foi de parede, mas Acrilex pra criança mesmo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

24.07.2012 – Mãos na cabeça!

A gente se vira do avesso em muitos momentos durante a educação dos filhos; como por exemplo para fazê-los comer, fazê-los dormir, tomar banho (quando a ideia de parar de brincar parece que irá matá-los), lição de casa – ainda não passei por isso -, etc, etc, etc. E recentemente descobri mais um momento na nossa relação com Luna que exigiria vasculhar a mente atrás de uma ideia criativa: a hora de trocar a fralda de cocô.
Escrevi aqui sobre a não recente fixação da pequena por lenços umedecidos; mas até pouco tempo atrás ela focava a limpeza no rosto, nas mãos e na barriga. De umas semanas pra cá a troca de fralda virou uma “disputa” de quem consegue limpar primeiro a área “baixa”. Acho que de tanto Luna me observar passando o lencinho ali, deve ter desenvolvido – pra isso também - aquele instinto de imitar tudo o que a mãe faz.
Quando a troca de fraldas é apenas por conta do excesso de xixi, até tudo bem; nesse caso dou um jeito de correr e limpar a região primeiro, antes que Luna pegue o pedaço de lenço que dei e esfregue suas partes íntimas. Mas a grande questão toda é quando abro a fraldinha porque sei que vou encontrar ali um presentinho mal cheiroso. Mesmo que nem sempre Luna esteja com o tal do lenço, acho que o momento da retirada da fralda dá certo alívio nela e a mocinha fica tentada a colocar a mão numa área que está a maior parte do tempo coberta. Então, com lenço ou sem o perigo é o mesmo. Assim que abro as abas adesivas da fraldoca, já estou com papel higiênico na mão e começo imediatamente a retirar os restos do que um dia foi comida. E é sempre um entrelaçar de braços, meus e dela, as duas querendo limpar e se limpar.
E daí que na semana passada, no meio de um furacão fedorento, eu tive a ideia de uma brincadeira com segundas intenções. Assim que tirei a fralda, antes que Luna pudesse fazer qualquer movimento com os braços, eu olhei pra ela e disse: “Filha, mãos na cabeça! Isso! Deixa a mão aí hein!”. E funcionou perfeitamente por três segundos, porque é óbvio que criança não aguenta ficar mais tempo que isso numa mesma posição, principalmente quando a posição é sugerida por um adulto e pra ela não faz o menor sentido. Mas aí a gente vai brincando: “Filha! Não pode abaixar a mão. Mãos na cabeça de novo!”. E a coisa vai rolando.
Tudo isso é bom pra você aprender a fazer as coisas mais rápido, quando necessário, e ajuda até a estimular sua criatividade. Esses filhos nos tornam pessoas melhores a cada dia, hein! Com cocô ou sem cocô.

terça-feira, 19 de julho de 2011

6 meses e muito mais

1, 2, 3, 4, 5, 6... Luna completou 6 meses na semana passada. Meio ano de vida!!! Seis meses, 181 dias, 4.320 horas!
Ela ainda é apenas um bebê, mas já aprendeu tanta coisa neste tempo, já mudou tanto, cresceu tanto, e a cada manhã que vou até seu berço ela parece muito maior, mais esperta e mais interessada pelo mundo.
Da série “Ser mãe é”: devorar livros, sites e newsletters sobre todas as fases do desenvolvimento do seu bebê. E a cada novo texto eu parava pra pensar como é difícil ter que aprender simplesmente tudo, desde sugar, segurar algo nas mãos e virar a cabeça quando ouvir um barulho. É muita coisa! O ser humano já nasce cheio de “pressão”; por mais que cada bebê tenha seu tempo - e esse tempo deva ser cuidadosamente respeitado – existem os ‘exercícios de estimulação’ que precisam ser feitos constantemente para que os pequenos consigam, aos poucos, experimentar novas vivências e se virar sozinhos.
E quando você está com sua cria no colo, com apenas um ou dois meses, toda molinha, vendo fotos de bebês sentados, de bruços, engatinhando, ou de pé, é quase impossível imaginar que um dia o seu bebê irá fazer tudo aquilo. Você faz os tais exercícios de estimulação porque no fundo acredita que esta é a única maneira de sonhar com a possibilidade do desenvolvimento do seu bebê; mas ali, naquele momento, parece que ele vai ser molinho pra sempre.
E Luna me surpreendeu novamente esta semana. Passamos todos os dias juntas, eu, de folga do trabalho, ela, de férias da escolinha, as duas matando a saudade da nossa época de licença maternidade. Que delícia de semana, cheia de novidades e descobertas: Luna já fica sentada praticamente sozinha, virou de bruços a primeira vez sem ajuda, já pega e segura sozinha os próprios pés (e de vez em quando os coloca na boca) e experimentou o gostinho do sal, da comida, não dos pés...
Quase morri de felicidade quando deixei Luna deitada de barriga pra cima, coloquei um brinquedinho ao seu lado, na altura dos olhos, e ela, de uma vez, virou de bruços pra pegar o brinquedo. É um orgulho tão grande que não cabe no peito. Faço esses exercícios de rolar desde que ela tinha dois meses. No começo eu fazia praticamente todo o movimento, todo o esforço, mas com o tempo foi ficando mais fácil, apenas uma ajudinha e nesta semana, foi sozinha e agora vai sozinha sempre, sem hesitar.
Pra sentar foi a “mesma coisa”; o plano foi mudando, antes só deitada, depois uma almofadinha pra inclinar, depois uma almofadona, depois sentada, encostada no sofá e rodeada de almofadas, depois sem almofadas, mas ainda com braços em volta. E agora, colocamos um edredom no chão, brinquedos por perto e pronto, ela fica lá se distraindo. Claro que cai de vez em quando, mas quase não acontece mais. Lindo olhar pra ela ali, sentadinha, brincando. Tão linda que eu tenho que me controlar pra não apertá-la de cinco em cinco minutos; minha bebê tão mocinha já.
Pés nas mãos e mãos nos pés, foi de repente. Há uns três meses vi um bebê no shopping sentado/deitado no carrinho, com a mamadeira numa mão e um pé na outra, quase ajudando a segurar a mamadeira; achei fofo. Mas nunca insisti muito pra que Luna segurasse os pés, bem de vez em quando, na hora de trocar a fralda, eu levava um pezinho até suas mãos, só pra que ela pudesse ir descobrindo o próprio corpo. E assim, um belo dia ela levanta os dois pés pra cima, segura cada um com uma mão e fica deliciosamente se balançando. Ás vezes trapaceia e segura as meias ou a calça, mas eu suspiro de alegria mesmo assim.



Seis meses completos, hora de entrar na papinha. Por enquanto legumes cozidos com uma pitadinha de sal. Primeiro dia, batata com cenoura. Luna sempre mamou feito cabritinha, devorou mamadeiras e papinhas de fruta. Como seria um gosto tão novo? E se ela não gostasse? Se recusasse? Apreensão. Mas ela não me decepciona nunca. Na primeira colherada fez uma cara do tipo: “Que gosto é esse? Huuuum, é bom, quero mais!” E abriu o bocão logo que viu a colher de novo. Cenoura com abóbora? A mesma coisa. Abóbora com abobrinha? Também. Dá gosto de preparar qualquer refeição dela. O único problema? O cocô! JesusMariaJosé, como fede aquele cocô! É minha filha, fruto do meu ventre e eu a amo mais do que tudo nessa vida, mas não me venha nenhum discípulo de nenhuma linha de psicologia dizer algo do tipo “É o cheio natural do seu bebê, é lindo” ou nada parecido. Eu daria todo apoio se inventassem uma fralda com alguma substância que amenizasse aquele cheiro ou algum acessório pro nariz das mães na hora de trocar a fralda. Ninguém merece...