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sábado, 3 de setembro de 2011

01/09/2011 – Diu


Está feito, fábrica fechada pelos próximos 2 ou 3 anos.  Passei o dia de ontem no Hospital Alvorada e fiz uma pequena cirurgia pra colocar o Diu.
A escolha foi feita por alguns motivos: não tenho resistência à pílulas, mesmo as de baixa dose hormonal me fazem passar mal; não confio em injeção, já que uma prima da minha mãe engravidou por conta de uma injeção mal aplicada; não topo mais usar o adesivo, já que engravidei na época em que o usava; com o Diu não precisarei me preocupar com nada por um bom tempo; sem contar que o preço sai mais em conta.
A primeira tentativa de colocar o “T” foi no próprio consultório, já que seria um procedimento bem simples. Mas, como nada na vida é fácil, meu útero não quis ajudar. Quando o Dr. Thomas encostou o Diu no tal órgão, ele se fechou e não foi possível  a inserção. A única opção seria agendar uma micro-cirurgia e colocar o dispositivo intra-uterino no hospital.
Muitos exames depois, muita burocracia com papeladas e autorizações depois, tudo foi feito ontem. No hospital das 06h30 às 18h30, para uma cirurgia de meia-hora. Mole da anestesia geral, passei a tarde dormindo e acordando. Comidinha de hospital e overdose de Globo, já que, para mudar de canal, a única opção era chamar a enfermeira.
Agradeço imensamente à Dona Otília, sogra querida que me acompanhou durante o dia de ontem. E o lance não foi só ir até o hospital ficar tomando chá de cadeira por 12 horas. Ela teve que vir de Perus, dormir no sofá de casa, acordar ás 5 da matina, sair no frio, andar do estacionamento até o hospital,e passar o dia sentada em uma poltrona, numa baia de 4x4, comer comida de hospital e ficar preocupada comigo, pois demorei além de ficar ausente durante a cirurgia, demorei pra voltar por conta da recuperação.
Obrigada também ao Gera, pai do Sil, que foi até lá nos buscar, dirigir meu carro, pois saí do hospital ainda meio grogue.
Obrigada à minha mãe, por ter cuidado da pequena durante o dia todo, chegando em casa às 06h30 da manhã, pra levá-la na escola e ficando com ela até eu chegar de volta.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Vamos falar de saúde...

Eu já havia escrito que Luna não anda com sua saúde em 100%. Ficou resfriadinha com a mudança de tempo e na quarta-feira passada, ao buscá-la na escola, fomos informados – e nem precisaria – que ela estava com os olhos vermelhos e com muita secreção. Também contei sobre a visita rápida ao médico, que indicou um colírio lubrificante para os olhos e um umedecedor nasal.

E assim fomos levando os dias: limpando os olhos e desentupindo o nariz. Só que no domingo Luna não havia melhorado, e sim piorado; agora era o outro olho que estava diferente, o nariz ainda entupia durante a noite toda e somou-se a tudo isso uma tosse rouca e carregada.
Resolvemos passar no Hospital Infantil Sabará.

Abre parênteses
Assim que contei pra minha mãe que estava grávida, uma das primeiras sugestões - melhor chamar de “ordem” – foi: “Não se esqueça de fazer o plano de saúde do bebê na categoria que contemple o Sabará, porque é o melhor hospital infantil de São Paulo e só eu sei o que passei com você quando era pequena, etc, etc, etc...”
Quando Luna completou um mês, chamamos um corretor pra fazer o plano de saúde da família.
Depois de analisar um milhão de vezes as propostas, decidimos pelo melhor custo-benefício: Medial Saúde.
Tanto o corretor, quando a seguradora são muito porcarias, mas deixo isso pra outro post.
Fecha parênteses

O hospital tem todo um sistema de organização: senha, pré-atendimento, cadastro, sala de espera, consultório e exames, nessa ordem. Fora que ele é fofo, todo decorado pra distrair os pequenos: os andares são temáticos, cheios de brinquedos e arquitetura interativa. Hospital fofo, médicos fofos.

A médica que examinou Luna concluiu que seu peito estava um pouco cheio e pediu um raio-X. O técnico do exame em questão era boliviano, bem mais velho e, pra não “destoar” do restante dos profissionais do hospital, era fofo também. Aí fiquei pensando: pra se fazer um raio-x é necessário que a pessoa fique “completamente” parada, pra não dar erro na imagem. E pergunto: como fazer um bebê de quatro meses acordado não se mexer por alguns segundos. Mas Luna é tão incrível (acho que já falei isso em outros posts) e tão curiosa que ficou quietinha, só observando o lugar e o boliviano que tentava distraí-la. Sucesso na primeira tentativa!

Retornamos no consultório e, para nossa surpresa ela disse que o pulmão estava limpinho. Receitou remédio pro nariz, olhos e inalação com soro; tudo ministrado de 6 em 6 horas.
E lá fomos nós, pra farmácia e pra casa, cuidar da pequena.

No dia seguinte saí de casa pra trabalhar com uma dorzinha no coração. Deixar Luna na escola daquele jeito me dava uma sensação de culpa sem fim. Mas eu precisava mesmo ir, ainda mais sendo uma segunda-feira, dia cheio no trabalho. O que me deixava mais tranqüila era que as tias da escola têm um amor e um cuidado tão grandes que, além de seguir toda a receita médica, fariam de tudo pra deixar Luna bem.

Mas acontece que minha mãe me liga, lá pelas quatro da tarde, dizendo que Luna tinha passado o dia manhosa e enjoadinha, não mamou praticamente nada, não quis dormir no berço e chorava quando alguém mexia em seu ouvido esquerdo. E tem mais! As meninas do berçário olharam toda a receita médica (coisa que eu e Sil, pais desnaturados, não fizemos) e perceberam que ali no finalzinho tinha a seguinte observação: conjuntivite, afastamento de 22/05 (dia da consulta) até ____ (sem informação). Como assim??? Luna é diagnosticada com conjuntivite e a médica do “melhor hospital infantil de São Paulo” não avisa?!?!?! Pânico geral! Imaginem meu estado de nervos.
Minha mãe pede calma, diz que vai ligar no hospital (pra pedir atestado de afastamento) e depois me ligaria. Espera difícil pelo novo telefonema. Eles disseram que o período de afastamento estava em aberto, pois a conjuntivite já estava na fase final e não seria necessário que ela realmente se afastasse da escola. INDEPENTENDE DISSO!!! Por que raios a médica não nos avisou, por quê???

Enfim, a “sorte” é que minha videoconferência havia acabado e eu estava teoricamente livre para ir embora. Ficou combinado que Sil e minha mãe (que já estava na escola) levariam Luna ao Sabará e eu os encontraria lá. Minutos que não passavam. Saí do trabalho, andei até o ponto, fiquei dias esperando o ônibus e mais dias andando pela cidade. Cheguei ao hospital e fiquei anos esperando os dois chegarem com minha filhota.

Assim que vi minha mãe subindo a escada rolante com ela, corri, peguei Luna no colo e não larguei por um bom tempo.
Ela parecia melhorzinha, mas os sintomas do dia anterior ainda continuavam. Passamos novamente pelo ritual hospitalar: senha, pré-atendimento, cadastro, sala de espera e consultório. Dessa vez foi um médico que nos atendeu, fofo³. Após examinar a gorduchinha ele concluiu que ela estava “bem”, ouvidos perfeitos, sem dores em nenhum lugar do corpo e pulmão limpo. Misto de felicidade e inquietude; que bom que ela não tinha nada, mas então de onde vinha a tosse e o estado amuado?

Sem mais ter o que fazer, voltamos pra casa e continuamos os rituais medicamentosos. De segunda pra terça Luna dormiu bem até duas e meia da manhã; acordou, mamou e foi colocá-la no berço pra ela tossir com força; parou, fui deitar, minutos depois, tosse forte novamente; levantei, chupeta e carinho; fui deitar; novo acesso de tosse. Contrariando médicos e parentes que ficam me alertando sobre o risco que corro ao colocá-la pra dormir comigo, peguei Luna e a confortei grudadinha em mim; chupeta, carinho e dormimos as duas, quentinhas. Acordei apenas com o despertador tocando, lá pelas 5 da manhã; calor de mãe tem um efeito incrível, não?
Ela passou terça melhor; comeu mais, chorou menos e dormiu bastantão!

Cada dia é um novo dia, uma surpresa, uma descoberta, um sufoco e uma aprendizagem; e acho que é isso que faz a graça da vida. Mas bem que os filhos, pelo menos até certa idade, poderiam ser totalmente imunes á doenças, não?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Santa Helena

"Santa Helena foi rainha e a mãe do primeiro imperador cristão, Constantino, o Grande."

Mas nada disso nos importa. O que importa é que nossa filha nascerá no Hospital e Maternidade Santa Helena, na Liberdade.


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Desde que me conheço por gente, o convênio médico do pessoal de casa é Unimed; hoje Unimed Paulistana. 
Nunca perguntei o motivo da escolha, só sei que eles aqui se arrependem dela, porque, vejam bem, os 
hospitais "menos piores" que meu plano cobre são Nipo Brasileiro, São Camilo e Santa Helena.
Não que sejam hospitais ruins, mas depois de taaaaaantos anos pagando convênio médico, quando mais preciso dele, tenho apenas essas três maternidades como opção; nada de um Pró-Matre ou coisa parecida. 

Pra ajudar na escolha, ainda temos que levar em consideração em quais desses hospitais o  Sr. Doutor Que Irá Parir Minha Filha se disponibiliza a fazer o parto.

(  ) Nipo Brasileiro
(  ) São Camilo
(X) Santa Helena 

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Bem, não restaram dúvidas sobre a maternidade que iríamos visitar, porque eu juro que não estava a fim de trocar de médico pela TERCEIRA vez só porque ele não atende nos outros dois hospitais (dos quais nem a maternidade eu conheço).

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Liguei pra agendar a visita no começo de setembro e eles só tinham data para o final de outubro. Seria um bom sinal? Não faço idéia...

Pra variar, chegamos alguns minutinhos atrasados, pois - não me lembro bem - deveríamos estar resolvendo alguma pendenga da casa.
Ali na sala de espera deveriam ter uns 20 casais, ou mais; nunca tinha visto tanta barriguda junto! 

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Pausa para confissões de uma grávida: desde  que a Luna "apareceu" em minha vida tenho sido mimada e agraciada das maneiras mais gostosas possíveis: em casa (e na casa da sogra, claro!), com mamãe (e Dona Otília) atendendo aos meus pedidos gastronômicos sempre que bate uma vontadezinha especial; no trabalho, com amigos trazendo coisas gostosas, conversando loucamente com a minha barriga e fazendo gentilezas como carregar algumas das 589 bolsas que levo de um lado pro outro todos os dias; pela família e amigos da família, dando presentes e sempre ligando pra saber como eu e minha pimpolha estamos; pelos amigos, presencialmente ou até mesmo com quem só converso online por falta de tempo de matar a saudade em encontros num sábado à noite. Todos esses mimos e agrados me fazem sentir tão única e especial... 

 
http://azulnuvem.blogspot.com/2008/05/gestao-e-gravidez.html

Mas confesso que ali durante a visita, no meio de tanto hormônio, me senti - e eu realmente era -  só mais uma. Só mais uma gravidinha visitando a maternidade do hospital, sabem? Eu estava ansiosa pra saber como seria o primeiro "lar" da Luna, mas também não via a hora de sair dali e me sentir especial de novo... 
Acho que fiquei mal acostumada, mas nem ligo, estou curtindo horrores essa fase que só (só?!) dura 9 meses.
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Bem, o andamento da visita foi um tanto quanto tumultuado. Pouco espaço pra muita gente, pouco elevador pra muita barriga...  Parecia todo mundo meio "doido" tentando chegar perto da "guia turística" do hospital, pra ouvir melhor o que ela dizia.
Passamos pela recepção, UTI neo-natal e quartos. Nada de grandes luxos, tudo bem simples, mas bem limpinho...

Conclusão quase óbvia: não rola dividir quarto com outra gorducha e seu catarrentinho, é muita falta de sacanagem! Quero um quarto só pra mim, Luna e Silvio; pra receber quem eu quiser, na hora que eu quiser... (Na verdade esqueci como funciona o esquema de visitas lá, preciso ligar pro hospital amanhã!) E pra isso precisamos preparar o bolso, pois será (mais) um extra que o tal do convênio não cobre.

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Sei que pesquisas comprovam, mas nesse dia tive a confirmação ao vivo: é incrível o número de grávidas que fazem cesária. Sei que cada uma "pode" ter seus motivos - idade, complicações na gestação, etc, etc - mas como eu quis parto normal desde o começo, é estranho tudo isso, parece que elas não querem nem tentar, nem saber se poderia dar certo... Tenho amigas que fizeram cesária sim, mas por necessidade. 

O que eu mais quero é que a Luna nasça a hora que quiser e que me dê uma ajudinha pra trazê-la ao mundo; mas começo a trabalhar desde já em mim que isso pode não acontecer.