Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amigos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Vamos ao teatro?

Mariana Moura, mãe e atriz, entre outras tantas qualidades.
Esta grande amiga está em cartaz com a peça Conta Três.
O ingresso é super acessível e garanto que os pequenos vão adorar!
Vamos prestigiar?

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Visita mais do que esperada...

Morei dos 04 aos 21 anos na Rua Mandú, 150. Uma travessa da Avenida Amador Bueno da Veiga, no bairro da Guilhermina Esperança.
Minha mãe, muito sortuda na vida, trabalhou esse tempo todo na rua de casa, na Subprefeitura da Penha. Era uma decidona e a Subprefeitura ficava lá embaixo, no finalzinho da rua.
Depois de grandinha, ela já me deixava descer sozinha e ir visitá-la no trabalho, claro que sempre tinha algum motivo aparente: pegar alguma coisa com ela e levar pra casa, ir ao médico (no meio) depois do expediente, coisa e tal.
Acontece que na frente do trabalho tinha uma lanchonetezinha de uma senhorinha super fofinha e simpática. Sempre que a visita era na hora do almoço (meu horário preferido, ainda com o uniforme da escola), e de lá iríamos pra outro lugar, minha mãe me dava dinheiro – nem sei quanto, não era real na época – e falava: Vai lá na lanchonete e come alguma coisa.
Ah! Os pequenos prazeres da vida. Como eu adorava aquilo... Meus itens preferidos eram coxinha, Fanta laranja e paçoquinha Amor. Toda a preguiça de subir a rua pra chegar em casa era previamente compensada por aqueles minutos sentadinha naquela ‘mesa de ferro tipo bar com toalha de florzinha’.
Outra coisa que eu gostava muito também era o lago com carpas. O prédio tinha uns quatro andares e o meio dele era feito de rampas bem grandes; de qualquer andar dava para ver o laguinho no térreo, e eu ficava um tempão lá, olhando os peixes e colocando a mão na água suja, claro!
Bem, isso foi há muito tempo atrás; naquela época eu era filha, neta, irmã, prima e sobrinha. Agora que ganhei a função de mãe, a brincadeira vai começar tudo de novo. Digo, já começou...
Foto: Marina Perroud =o)
Na terça-feira passada marcamos de jantar na casa de uns amigos que moram aqui perto (Dani e Dan, casal incrível!) e Silvio trouxe Luna pra conhecer onde trabalho e o pessoal que trabalha comigo. Desde a semana passada eu contava os minutos pra chegar terça-feira. Parece coisa boba, mas falo tanto da Luna aqui no trabalho (não só no trabalho, claro!) e queria tanto que amigos conhecessem meu bem mais precioso e o ser que mais amo no mundo, que ficava mais ansiosa a cada dia que passava, como se estivesse esperando chegar meu aniversário ou as férias de final de ano.
Os dois chegaram aqui por volta das cinco e meia da tarde, a maioria do pessoal, na verdade, já tinha ido embora, mas as produtoras estavam aqui e eu havia avisado a todas que minha pequena estava a caminho. Eu olhava no relógio de minuto a minuto.
Foto: Marina Perroud =o)
Luna chegou dormindo, claro, balancinho de carro da Penha até Perdizes faz qualquer bebê cair no sono. Sempre tenho dó de acordá-la e naquele dia não foi diferente; mas como conheço o anjinho que tenho, estava tranqüila que não seria uma experiência ruim, e ela já saiu do carro com um sorrisão no rosto e os olhinhos – assim meio amassados – sorrindo também.
Logo na entrada do prédio encontramos uma das “admiradoras não secretas” de Luna, que já se babou toda na pequena. A sala onde trabalho é bem grande e acomoda diversas equipes diferentes. A turma da comunicação fica bem na frente, então, ao entrar com Luna, os rostos das meninas da produção logo se viraram para ela. Eu simplesmente não conseguia parar de sorrir. Era muito gostoso estar ali, com minha família conhecendo onde passo a maior parte do dia e conhecendo as pessoas com quem passo a maior parte do dia e pra quem falo tanto (sim, ainda sou monotemática) da minha cria.
Foto: Marina Perroud =o)


Muito carinho de todos e todas ali, muitos olhares gostosos em direção à pequena; Alice, Kelly, Danilo, Tereza, Juliana, Marina, Marília, Larissa, Giovanna, Walter... Fomos até visitar os meninos na ilha de edição, Miguel e André.  Luna se sentiu super à vontade – novidade! – e em poucos minutos estava distribuindo sorrisos. Agarrada na mãe, olhava pro pai, sentia-se segura e voltava a explorar visualmente o lugar e as pessoas ali à sua volta.
Meu pai sempre trabalhou muito longe e não tive a possibilidade de visitá-lo no trabalho, mas as experiências com Dona Bete sempre foram as melhores possíveis. Espero sempre ter a oportunidade de trabalhar em locais que tenham a abertura de receber - assim, mesmo que rapidinho – a visita da minha filhota e que seja pra ela tão prazeroso como foi pra mim.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Doce sabor da gravidez


Juro que, se a contrapartida de estar grávida não fosse carregar uma barriga gigante, eu não acharia ruim que a gestação durasse alguns meses à mais. Falta tão pouco pra Luna nascer... Justo agora que eu estava me acostumando com a vida cheia de mimos e privilégios...
E são os pequenos gestos que fazem a diferença.
Uma amiga do trabalho foi passar uns dias em Buenos Aires, mas assim como a maioria do pessoal da "firma", não consegue ficar desconectada, offline - mesmo que seja pelo celular - e enquanto estava em solo Argentino, seu nick no gmail era "Buenos Aires" (ou coisa parecida).
Acho que a gravidez me deixou um pouco mais cara-de-pau do que o normal, pois, assim que a vi online,  sem pensar, digitei: Mari! Traz um alfajor pra mim?
E pra minha surpresa, sua resposta foi: Claro! Você acha que eu deixaria uma grávida com vontade de alfajor?!
Confesso que a primeira coisa que pensei assim que a Mari entrou na sala do trampo foi na "promessa" sobre o tal alfajor; mas achei que eu deixaria claro minha incrível gula se tocasse no assunto com ela; deixei quieto e esqueci o assunto.
Um pouco antes de ir embora, enquanto trabalhava concentrada na edição de um vídeo, sinto um pequeno pacote ser levemente arremessado ao lado do meu computador. Ao olhar por cima da baia da minha mesa, vejo Mari Man sorrindo e olhando pra mim.
Nem quem tem 30 anos de prática com tricô tem mãos tão rápidas quanto as minhas para abrir um pacote quando já suspeito de seu conteúdo... E eis que um delicioso alfajor originalmente argentino surge, num lindo papel dourado!

Como eu não sabia quando teria o prazer de saborear uma iguaria daquelas novamente, o dividi no meio e comi metade no mesmo dia e metade no dia seguinte.
Obrigadíssima Mari, pela delicadeza da lembrança...
................................
Para adocicar ainda mais o post, uma coincidência açucarada:
Meus avós e meus tios foram passar uma semana adivinhem onde? Buenos Aires!!!
E adivinhem o que trouxeram pra mim e pro Sil? DUAS CAIXAS de alfajores!!!! Ok, ok, terei que dividí-los com o Sil e prometo comer moderadamente, metade de uma unidade por dia...
Mas é tão boa a sensação de ter DUAS CAIXAS de alfajores argentinos no armário do meu quarto...
Ai, doce sabor da gravidez... Que dure para sempre, ou pelos próximos 3 meses...

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Ex-grávida


Os meses passaram muito mais rápido do que imaginávamos...
E minha grávida preferida, desde o dia 11 de outubro é minha ex-grávida preferida.
João nasceu com 50 cm e 3,5 kg.
Fui visitá-los na quarta-feira passada, cheia de ansiedade...

A Mari estava ótima, cansada, mas a felicidade era tão nítida em seu rosto que me deu uma calmaria ao vê-la. O João é lindo e tem seus olhos.
Durante a visita os assuntos eram os mesmos: gravidez e bebê, mas com um ítem a mais: o parto.
Eu sabia que ela já tinha narrado "um dos momentos mais importantes da vida dela" umas mil vezes, mas pôxa, eu estou a menos de 3  meses de passar pela "mesma coisa", então, meio sem jeito, pedi que contasse como foi.
A minha sorte é que minha ex-grávida preferida adooooooora compartilhar toda essa experiência (não é a toa que ela é minha ex-grávida preferida...) e começou a contar tudo, desde o "e a bolsa estourou"...

Eu estava me sentindo num furacão de emoções: uma mistura de alegria em saber que foi tudo bem (já que meu parto será feito pelo mesmo médico dela); ansiedade, justamente por desejar, cada vez mais, que minha experiência, do Sil e da Luna seja tão boa como foi a dela, do Berg e do João; medo da dor, pelas contrações e "cortinhos" necessários para darem um empurrãozinho ao parto normal e receio de não ser uma boa mãe e uma boa mulher, por saber que uma nova fase da vida começará assim que a Luna nascer e será tudo tão, tão, tão.... 

Pra mim, ter um parto normal tranqüilo, rápido e bem sucedido depende muito da capacidade médica, da equipe técnica e da preparação que a mãe teve durante os meses de gestação; mas, mais do que isso, ter uma experiência tranqüila é questão de merecimento, porque não é pra quem quer, é pra quem pode!

Bem, já visei a Moura que aquela seria apenas uma primeira visita; que, assim como as nossas conversas de grávidas foram fundamentais pra mim, quero saber de todos os detalhes de seus dias como mãe do João; avisei que vou com um bloquinho de anotações pra registrar todas as novas dicas e descobertas.

Parabéns Mari, pelo filho perfeitinho e por ter merecido uma experiência tão boa ao trazer seu pequeno ao mundo e obrigada por tudo, sempre!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Visita especial...

Gente!
Sabe aquela "amiga mais grávida do que eu" de quem eu sempre falo aqui no blog? Aquela que "me inspirou" a começar um diário virtual da minha barrigudice ao me mostrar seu incrível livro-diário?
Então, ela - Mariana (A) Moura - veio aqui na minha mesa no trabalho perguntar se eu doaria um post do blog pra ela! 
Quê?!?!?!
Claro que sim!!! Sempre relembrando que aqui quero compartilhar o que vivo e sinto e também proporcionar o compartilhamento do que rola com @s amig@s e barrigudas próximas.
Ela se empolgou MESMO na hora de escrever, mas eu pelo menos não ligo não... Está tão gostosa a escrita que flui facinho...
Lá vai:

[Aceita um post?!]

Depois de mandar dois honrosos pedações de bolão em plena tarde na firma, resolvi pedir um cantinho no brogue da amiga para registrar minha colaboração-aflição-reflexão. Parte por que o tema aflige a nós duas (eu e Aline - as duas pós-bolão) e parte por que adoro escrever (e parte por que sou inxirida mesmo)... não tenho a pretensão de elucidar muita coisa, mas usar o espaço para trocar bobagens sobre as preocupações corriqueiras das meninas "embarrigudadeiras"!!!

Seguinte, o tema é: peso! Pois é. Na minha opinião, Aline é referência-sonho no quesito "magrice". A mina tem quase a minha altura e pesa na casa dos 50 (no comecinho da casa alilás); já eu pesava na casa dos 60 (láaaaa no finalzinho dele). Inclusive na área brogue, a única coisa que consegui produzir foi um de comida para provar e atestar minha gula profissional (http://comidadebarrigacheia.blogspot.com).

Mas, vamos lá. Desde que minha gravidez entrou em estado avançado (e, enfim, visível) tenho notado que é temática cara as grávidas que se encontram perguntar logo no comecinho da aproximação: "e aí? quanto engordou?" e umas se gabam dos poucos quilos e outras se assustam com o avançado do engordamento. Pois eu nunca soube bem onde me encaixava até mês passado. Vou contar o histórico.

Filha de família que flerta intensamente com a obesidade, sou cuidadosa com as calorias (mesmo sendo um ser ultra-lariquento). Tempos atrás, descobri uma zuuuuuper nutricionista que amo, que me ensinou a ver os alimentos de um outro prisma, que não é calórico apenas, mas sim funcional. O que encaixa com o que, o que contribui pra que, como desintoxicar, balancear, e tudo sem sofrer - pelo menos pra mim que não sou muito preconceituosa na invenção gastronômico-integral, que amo frutas e saladas coloridas. Ver a comida como a energia que supre (ou falta) no corpo... como base de todas as necessidades e forças. Nada de novo até a gente conseguir colocar em prática de verdade e ver os efeitos também de verdade. Ela supervisionou uma redução drástica na quantidade de carboidratos e frituras da minha vida e a minha intensa imersão no reino dos integrais e da pouca fritura. Emagreci pouco - nem era esse precisamente o objetivo - mas perdi muita massa gorda, medidas e aprendi a mandar na bagunça que era meu sistema digestivo.

E aí estava eu no momento do embarrigamento em que me encontro agora. No começo, sem conseguir horário com ela, fui gerindo minha alimentação com um aumento desordenado de calorias. Sem escândalo, mas também sem método. [O chocolate do bolão recém-comido, no momento, causa movimentos estratosféricos de João em minha barriga - talvez queira manifestar algo... vamos ver se compreendo a linguagem fetal até o final do post.] No começo da gravidez, a vida, pelo menos pra mim e pra Aline, não foi nada fácil. Enjôo interminável, indisposição, muita dor de cabeça... Aline perdeu peso, eu não - sou dessas que termina namoro, fica desempregada e é despejada e sempre engorda, nunca emagrece. Fiquei chata, confesso! Até a consulta...

Naaaaaa consulta com ela - THE nutricionista, descobri que o aumento de calorias auto-decidido não era bom, nem suficiente. Muito surpresa, tive a feliz surpresa: comer! Muito mais do que imagina!!!! Pra uma pessoa que comia pouco carboidrato, mas que é doida por um pão, a felicidade foi imensa. Saindo do consultório, liguei pro marido e disparei "se vc tentar me acompanhar, tá f******, vai ficar obeso". Sorrindo pelas ruas, comparava as duas referências quanto a engorda gestacional que tinha até então (no 3º mês de gravidez): por um lado, Dr. Cuca Fresca, meu obstetra - com quem tudo é permitido - que me disse que poderia engordar até 20 kg; por outro, a nutricionista, um pouco nutricionista (além de oriental) demais, onde o campo saudável era entre 7 e 12 kg. A nutricionista ganhava referências positivas pois estava em seu 8º mês de gravidez - o que lhe dava mais crédito do que as que o próprio experiente obstetra gozava. [Ave! Post longo, e a reunião na sala ao lado chamando.]

Fui tocando, maravilhada com o mundo que se abria pela frente: arroz e feijão no almoço e no jantar e um sanduba de pão integral no final da tarde. Comi o que tive direito e claro, um pouco a mais. Até o 6º, tinha engordado 4 quilos, que me parecia bem razoável. Do 6º pro 7º a surpresa! 5 kgs!!!! Em um mês só. Pânico na Zona Sul! O que aconteceu?! Sei bem... andava comendo muito e engordando pouco - todo mundo dizendo "vc é só barriga, não engordou nada..." aquilo foi introjetando ni mim e eu fui me seduzindo pela oferta inegável do 2º prato, de mais um pedaço, outro pãozinho e BUM!!!! Toma essa! 5 kgs em um mês.

Fiquei encanadérrima. Minha nutri de licença curtindo horrores seu novo nenê e eu, ai de mim, desamparada! Solução: fome eu tinha, comer eu precisava - trata-se portanto de refletir sobre o que exatamente se come. Invés de pãozão, fruuuuutas, muitas frutas. Passei a levar pro trampo uma feira inteira: duas frutas pro lanche da manhã, mais duas pro da tarde. E continuidade nos exercícios (meio molengas) que me eram permitidos.

Daí hoje: obstetra! Muitas ansiedades e tantas outras curiosidades listadas e, sem fim, em mãos... entre elas, o peso - dei uma controlada? Vamos lá, pesa lá e... tan-tan-tan-taaaaaan - 700 gramas, minha gente!!! Su-real! Deu certo, rendeu frutos... os frutos... entende? As frutas renderam frutos... poucos e levinhos! Viva! Viva!

Portanto, no presente momento, entrando no 8º (Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah! Me-dooooooooooooooooo!), engordei 9,7 kg. Estou dentro do que esperava de mim mesmo. Mas, fica a dica (pra mim mesma, diga-se de passagem): segue segurando a onda!!! Por que é agora que o nenê cresce mesmo e ganha peso mesmo... se aplica na fruta e segura no pão. Pra mim, precisei desse longo percurso, pra chegar nessa simples conclusão que repito: MANERA (mas não nega) NA MASSA E VAI FUNDO NOS VIVOS E FRESCOS (viva as frutas e os verdes e família)!!!

Finalizando, " lo juro"! Se alguém precisar de uma nutri é só falar que passamos o contato - a Aline vai nela semana que vem e pode dar um retorno do que ela achou tb. Ela acabou de voltar da licença e há de nos salvar da ignorância, principalmente, trazendo informações de quem cruzou a fronteira, e já tem um nenê no colo. Aliás, depois do nenê dela permitir, ela me ligou e me deixou a dica: "Sim, toma cuidado com o ganho de peso, mas calma também por que a amamentação dá super conta do recado - da perda do peso". E erguemos mais um Viva! a amamentação que é linda, linda, linda! E útil e saudável e emagrecedora e boniiiiiita de um tudo.

Fico por aqui... e um viva a Aline entrando no momento pancinha bonitinha da vida.

Torçam por mim que entro, receosa, ansiosa, esperançosa, feliiiiiiiz, no 8º mês. Voa, como voa! E há tanto por fazer, pensar, ler, saber... e não vai dar e VQV ( vamuquivamu) que na raça todo mundo vai!!!!

Fui!!!

(P.S.: Desculpem a quantidade enorme de palavras e de palavras inventadas. De vez em quando só elas dão conta da informação desejada.)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Outras cegonhas...


Quando criamos este blog tínhamos  em mente descrever todas os sentimentos e experiências que acontecessem em nossas novas vidas desde agora ad infinitum. 
Mas gostaríamos também que aqui fosse um espaço para compartilhar emoções e vivências - tão especiais quanto - de pessoas queridas...

Virno, um grande amigo, compartilhou conosco como foi o (re)nascer de sua família.

Pedi autorização à ele pra que eu pudesse compartilhar com vocês esse relato tão intenso... Segue na íntegra: 

Amig@s...

penso e pensei tantas coisas - rabisquei, apaguei, reescrevi, escrevi - e ainda não tenho a dimensão do que tenho (e temos) vivido desde a chegada de Aurora neste plano, dia 19 de julho, as 08:49h.

Ândrea e eu tínhamos uma convicção: Aurora chegaria quando achasse que estivesse preparada, ao seu tempo, da maneira mais natural e "primitiva" possivel. Das contrações ritmadas ao parto, passaram-se mais de 12h. E digo: estas horas transformaram para sempre minha e nossas vidas. Mistura-se o mítico, o racional, a coerência, a falta de, nossos sentidos e sentimentos, crenças, espiritualidade etc.

Nada mais rock and roll que estar, presenciar e participar de uma gestação. Nada é mais intenso, mais prazeroso, intenso e transgressor que isto. Aurora chegou de parto natural, com mínimas intervenções e, sobretudo, o respeito às decisões consentidas entre nós e a equipe que nos acompanhou durante a gestação, escolhidos por um único fator que nos moveu e move: a humanização nas relações, o respeito e a reciprocidade. Estes profissionais deixaram de ser a obstetra, a doula, a parteira, o pediatra, a fonoaudióloga e tornaram-se, para sempre, nossos amigos. Uma relação intensa, baseada num princípio fundamental em uma gestação: confiança.


Ao presenciarmos os relatos e as fotos da Semana de Apoio ao Parto Normal, em um dos relatos, encontrei um significado para o que vivi nestas 12 horas e durante toda a gestação: ao nascer Aurora, não apenas ela nasceu, mas nasceu alí, um novo homem e uma nova mulher. Isto é real.


Já tivemos noites de pouquíssimo sono, de muitas dúvidas e algumas certezas mas, acreditem: isto pouco importa no momento que você está com seu filho nos braços. Precisamos desta reclusão nos primeiros dias da chegada de Aurora, tudo e nada mudam. A relação com o tempo transforma-se por completo. A única coisa que soube nestas duas semanas foi que o técnico de meu time assumiu a Seleção Brasileira, para a sorte do Corinthians e azar de uma nação...


Depois de 3 dias de sua chegada, Aurora curtiu alguns dias "dentro de sua segunda espaçonave" - uma fototerapia que não a incomodou em nada. Ainda aprende a mamar, afinal, tinha tudo à mão no aconchegante lar no útero de sua mãe. Neste aprendizado, Andrea e eu também temos aprendido muito. Particularmente, da necessidade de reunir forças e uma certa reclusão necessária, nem tanto física mas, sobretudo, espiritual.


Agradeço, de coração e alma, aos gestos de carinho, de amor, de amizade e tudo mais que nos enviaram nestes dias. Somente agora tive condições para demonstrar nossa gratidão e amor. Ficaremos super felizes em recebê-los em nossa casa e compartilharmos desta experiência - pedimos apenas mais alguns dias até que a amamentação de Aurora esteja regulada. É o momento de celebrarmos!


Aproveito para desejar "uma boa hora" para o efeefe (Felipe Fonseca) e, em especial, as queridíssimas Aline Cortes e Mariana Moura. O que desejamos durante toda a gestação - que Aurora chegasse a seu tempo, feliz, saudável e perfeita, é o mínimo que podemos desejar a vocês. Contem conosco para o que quiserem!


E aproveito também para divulgar os espaços que incentivam o parto humanizado, fundamentais em nossas escolhas e princípios:

http://www.mamaedahora.com.br/
http://www.casamoara.com.br/
http://www.maternidadeativa.com.br/
http://www.partodoprincipio.com.br/
http://www.primaluz.com.br/
Beijos a tod@s, recheados de boas energias, vibrações e, como diria Cazuza, "todo amor que houver nesta vida".

Virno (Tico)

Ândrea
Aurora Chernioglo Virno
Frida (que esteve ao nosso lado a todo instante no trabalho de parto) 

Obrigada Virno por, no meio desse "furacão" todo, ter o carinho de citar meu nome e me desejar energias boas...
Parabéns pela filhota!
E bora trocar figurinhas! rsrsrs

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Leitura... E mais leitura...

Sabem aquele amiga "mais grávida do que eu" do trabalho, que citei no post anterior?
Então, ela me indicou um livro chamado "O que esperar quando se está esperando"
Como eu queria muito ter um livro pra chamar de meu - e essa amiga foi tão perssuasiva quando me falou quão bom era este livro - decidi que compraria assim que passasse na frente da primeira livraria...


No dia 13 de julho foi o lançamento do livro 'Linkania - uma teoria em redes', de Hernani Dimantas, se não me engano, produto da sua tese de doutorado.
Como ele é o coordenador do Lidec - Laboratório de Inclusão Digital e Educação Comunitária, onde trabalho, fui até a Livraria Cultura naquela terça-feira a noite para fazer o "registro audiovisual" do evento.

Gente, alguém já foi na Livraria Cultura do Conjunto Nacional???? Aquilo é um "paraíso contruído com papel"!!! Nada mais digno do que comprar lá o primeiro livro dessa minha nova "carreria".

Comprei! Nada mais, nada menos do que 783 páginas!!!!! SETECENTOSEOITENTAETRÊS!!!
Quase caí dura quando vi, mas não vou me deixar abalar por um livro de SETECENTOSEOITENTAETRÊS páginas!
Eu tinha decidido ser a melhor mãe do mundo e ler esse livro seria o primeiro passo. (será?)
Ele tem uma mega introdução, depois vai mês a mês e mais alguns muitos capítulos de fechamento.

Tenho sério problema: simplesmente não consigo não grifar, anotar, fazer setinhas, asteriscos e todo tipo de intervenção que deixaria um revisor com inveja... Se alguma amiga um dia pedir o livro emprestado, terá que lidar com todos esses registros pessoais... Espero que ajudem...

Bem, tenhos algumas centenas de páginas pra ler até chegar no quinto mês (entro nele na terça-feira) e estou entrando no capítulo 'A dieta ideal'. Bora lá decorar todos os tipo de comidas que tenho que comer, quantidade de vezes ao dia, etc, etc. Claro que deixarei uma cópia de algumas páginas colodas na geladeira, porque ninguém é perfeito...