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quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A notícia ao contrário

Cena clássica: mulher chega perto do marido, namorado, ficante ou transa de uma noite, mostra o teste de farmácia e diz “Estou grávida”. Surge assim um leque quase infinito de possíveis reações que a grávida pode esperar do homem que está na sua frente.
Mas e quando acontece o contrário?! E quando é o homem que engravida?
Indo na contramão, como muitas coisas em nossas vidas, foi Silvio que me avisou que eu não era mais uma só.
A história que a mulher sente que está grávida mesmo antes de ter qualquer confirmação médica (ou farmacêutica) funcionou pra mim. Doze horas após o atraso da menstruação eu tinha certeza que havia algo “errado”. Os sintomas da gravidez começaram no dia seguinte e fui ficando mais tensa a cada hora que passava. Como as amigas a quem eu havia contado sobre a questão me diziam que eu não deveria me preocupar e que, quanto mais nervosa eu ficasse, mais atrasaria a descida do fluxo, aguentei quatro dias – quatro séculos – para decidir fazer o teste de farmácia.
Peguei Silvio no trabalho e fomos juntos comprar o temido palitinho. Entramos no shopping e fui direto para o banheiro. Foi o xixi mais misterioso da minha vida; nem os coletados em laboratórios, naqueles potinhos de plástico, me deixaram tão incomodada.
E foi quando eu senti que, dependendo do resultado, eu precisaria do Silvio junto comigo, que eu não aguentaria estar sozinha dentro de um box, no banheiro de um shopping. Imediatamente me vesti e fui sentar ao lado do pai da Luna. Entreguei o palitinho a ele.

Após minutos intermináveis...
Silvio, com a calma de um budista: Li, você tem plano de saúde?
Eu, começando a tremer: Sim, por quê?
Silvio: Porque iremos precisar, deu positivo.
E a continuação desta história está com um ano e oito meses. Cada vez que olho pra ela, penso como aquele dia tão difícil se tornou o maior amor da minha vida. E poderemos um dia contar que papai, num caso "raro" de desequilíbrio emocional da mamãe, ficou sabendo antes de mim que Luna estava chegando.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mothern

Abro minha gaveta do criado-mudo de vez em quando, pra pegar um lenço de papel ou o carregador do celular que deixo no quarto. Sempre que isso acontece me deparo com o livro “Mothern – Manual da Mãe Moderna”, emprestado da minha tia, mãe do meu afilhado fofo de 3 anos.

Eu não havia me interessado efetivamente pelo livro ainda, pois minha primeira impressão foi que ele deveria ser “estudado” mais pra frente, quando Luna estivesse com seus 4 anos ou mais. Como ela ainda é um bebê, prefiro focar a leitura em livros sobre bebês, sobre toque, choros, amamentação, estímulos; essas coisas.

Abre parênteses
Dificilmente consigo dormir se Luna está acordada. Sil é um paizão e dá super conta de ficar com ela, mas não sei o que acontece, na maioria das vezes fico acordada também até ele voltar pra cama, dizer que ela dormiu e a casa ficar em silêncio por alguns minutos.
Fecha parênteses

Acontece que na madrugada de sábado pra domingo Sil estava tentando fazer Luna dormir e eu, sentada na cama, abri a gaveta pra pegar um lenço.
Vi o Mothern e resolvi folheá-lo até Sil voltar pro quarto. E foi aí que descobri que o livro é divertidíssimo!
Ele apresenta, de páginas em páginas, trechos de conversa entre as autoras-mães e suas filhas. E criança fala cada coisa que a gente nem imagina! E abri justamente numa dessas páginas.

Hoje pela manhã, coloquei o livro na mochila e vim lendo a caminho do trabalho.
Sim, eu não estava enganada, pelo pouco que li, percebi que o livro foca mais mesmo nas mães de/e crianças com um pouquinho mais idade do que Luna; mas o livro também fala de gravidez, parto e pós parto.

Enfim, vou mudar o foco das minhas leituras (nem tão freqüentes assim) por um tempo; e ver essa experiência toda por outros olhares divertidos.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Um tanto de pai e um tanto de tio; mãe que é bom, nada...



A gente - mãe - carrega o bebê por 9 meses pra quê? Pra ele/ela nascer A CARA DO PAI!
Desde as primeiras semanas de vida de Luna a maioria das pessoas dizia que ela era A CARA do Silvio. Eu não achava nem que se parecia com ele, nem que se parecia comigo. Ela ainda era muito pequena, ainda inchadinha.

Um belo dia, Silvio olha pra filha e diz: Tenho uma foto com 6 ou 7 meses que mostra como Luna é parecida comigo.
Postei a tal foto no Facebook e realmente, na época - Luna com dois meses - a semelhança era impressionante!!!

Um tanto de pai e um tanto de tio; mãe que é bom, nada...Sem me conformar com a situação, fui olhar 
minhas fotos de bebezinha. Pra minha infelicidade, não vi traços meus, nela; apenas o nariz arrebitadinho.
Um outro “belo dia” meus pais me ligam e dizem: “Você precisa ver as fotos do seu irmão quando tinha a idade da Luna, nossa!!!” Já que ela não se parecia muito comigo, achei pouco provável que MINHA filha fosse lembrar meu IRMÃO quando pequeno. “Mas a vida é uma caixinha de surpresas”...

Quando fui à casa da minha mãe e vi as fotos com meus próprios olhos castalho-escuros (os da Luna são verde acinzentado), não acreditei: ela lembrava, agora com 4 meses, muito mais meu irmão do que o próprio Silvio, ou a mim, claro! E o “pior”: até o nariz arrebitado ele pode ter puxado dele e não de mim.

Enfim, é certo que um filho pode puxar o pai e/ou a mãe, que pode herdar alguns traços dos avós e eu já tinha ouvido sim falar que poderia ter certas semelhanças com os tios; mas juro que acreditava que essa última hipótese era pura balela. Não era. Luna está aí pra provar e isso quer dizer uma coisa muito óbvia: Silvio e meu irmão são dois lindos! =o)