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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Tradição garantida


Também pertenciam ao conjunto original: um tamanco preto, um grande colar dourado, um avental sobreposto a saia e botões fechando o colete. Mas o fato destas peças terem se perdido ao longo destes 26 anos não teve tanta importância no resultado final. 

O "desapego" à lembranças materiais que cresce ano a ano - um tanto quanto necessário, visto a quantidade de experiências que consumimos diariamente - teve uma sobrevivente na nossa família. Ela teve um cantinho guardado nos armários, resistindo a cada faxina, a cada limpeza. Como nunca esteve comigo, eu não saberia dizer o que motivou minha mãe (e posteriormente minha tia) a guardarem com tanto cuidado a saia, a blusa, o colete e o lenço, trazidos de Portugal pelo meu avô há mais de duas décadas.
 

Ao descobrir que estas roupas ainda existiam quando Luna nasceu, contei os dias para repetir o "ensaio fotográfico" lusitano. E finalmente conseguimos! E a cada peça vestida voltava a lembrança do meu velho, com aquele sotaque delicioso, com as piadas escrachadas e a dentadura solta. Tenho certeza que Seu José soltou um riso divertido - de onde quer que esteja - ao ver a bisneta usando as roupas que ele mesmo escolheu, numa das viagens à sua terra natal.

Que os registros aumentem a cada nova geração. No nosso guarda-roupas, o conjunto já tem lugar reservado.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Esta é a verdadeira descoberta...

Não importa a cama, o travesseiro... 
 

 A temperatura, a posição...

A hora, o dia...


A roupa, o sono.


 
Luna sempre (SEMPRE!) se descobre minutos depois de ser colocada na cama.

Já tentamos cobri-la com edredom de casal, prender as pontas embaixo do colchão, deitá-la numa das metades da coberta e cobri-la com a outra metade e até mesmo jogar o edredom por cima das grades da cama, de modo que o tecido nem encoste nela. Nada adiantou. Já tentamos conversar com ela inúmeras vezes, mas ela não se cobre nem quando está dormindo conosco; nesses casos a coberta vira contorcionista: fica pra cima nas pontas e pra baixo no meio.

Na hora de vesti-la pra dormir, partimos do princípio que a roupa do seu corpo será sua única proteção contra o frio durante toda a madrugada. E pra ajudar, a criatura pegou a mania de tirar as meias dormindo. Se fossem só as meias, estava de bom tamanho. Na semana passada fui até seu quarto assim que acordei e, ao olhar pra cama, vejo uma criança de meias, blusa e... Fralda. Luna tirou as calças enquanto dormia. Estava toda encolhida num canto, com as pernas geladas, mas descoberta e sem calça!

A solução foi apelar: compramos meias 3/4 (“De jogar futebol, igual do papai!”) e macacão, matando a saudade de quando a cria era pequena e esta peça era carro-chefe no armário. Pode vir com tudo inverno! Estamos descobertos, mas preparados!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Bebê fashion!

Meus avós são pessoas maravilhosas, mas por terem vindo do outro lado do Oceano - Espanha - têm um gênio que só vendo... 

Uma prima da minha vó mandou de lá uma roupinha linda! Uma calça de veludo branca e uma blusinha lilás. Como a Luna nascerá em pleno verão brasileiro, Angelines - a prima - teve o cuidado de mandar as roupas num tamanho maior, e servirá perfeitamente no inverno, dependendo do tamanho da pimpolha, claro! 

Assim que ela usar a roupa pela primeira vez, tiro uma foto e publico aqui no blog...