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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mudanças em movimento

Não é a primeira vez que o acessório carro foi motivo de reflexões no blog. Mas desta vez uma simples decisão mudou a dinâmica da família e minha “relação” com a Luna, me fazendo, mais uma vez, enfrentar o monstrinho do desapego.



Dirijo desde os 20 anos e sempre gostei de estar ao volante; tá, nem sempre, já que o trânsito de São Paulo entristece qualquer um, ontem, hoje e sempre. Mas desde que minha barriga começou a crescer do meio pro final da gravidez eu passei a evitar o risco desnecessário de ter Luna colada ao volante e, sempre que eu e Silvio saíamos, era ele quem dirigia. Pulo um – do banco do motorista para o banco de passageiro.


E a pequena Branca de Neve nasceu, toda linda e indefesa. E daí que lugar de mãe de recém-nascido é no banco de trás (a não ser quando o pai sinta vontade de babar na filha), ao lado da cria, zelando-a enquanto o pai, a avó ou quem quer que seja fique atento a semáforos de curta duração, motoboys apressadinhos, ônibus folgados e pedestres atravessando a rua sem prestar atenção ao sinal vermelho. Pulo dois – do banco do passageiro para o banco de trás.


E por quase um ano a vida foi essa, a parte da frente do carro era composta por Silvio dirigindo e a bolsa da Luna ao seu lado e a na parte de trás ficava a fofa no bebê conforto - e depois na cadeirinha - e eu, fazendo carinho, cantando, brincando com chocalhos e bonecos, dando mamadeira, ajeitando a cabeça quando ela dormia. Silvio – neste caso representado por um braço, uma mão e uma cabeça virada pra trás - também sempre participou dos momentos de interação familiar dentro do carro e nunca me cobrou de ir pra frente.



Mas até quando manter o desenho do carro daquela maneira? Até quando Luna precisaria realmente estar acompanhada no banco de trás? E se eu fosse pro banco da frente e morresse de saudades alguma coisa acontecesse?


E minha memória me trouxe imagens do meu afilhado indo sozinho no banco de trás ainda pequeninho – hoje ele é um moço de três anos e meio! - e acho que sempre foi tudo bem.


Então, na véspera de natal, decidimos que o terceiro pulo seria dado naquele dia: mamãe agora iria ao lado do papai e Luna iria atrás feito mocinha. Isso...


Isso? Acho que eu estou – sim, é um processo longo este de cortar o cordão umbilical que me liga á ela dentro do carro – indo bem na minha adaptação. Ela fica ali, mais quietinha, sem a mãe pra beijá-la e mexer nela brincar com ela durante as idas até a casa dos avôs no Tatuapé, dos avôs em Perus, na estrada, na ida para a escola. Mas eu viro pra trás de cinco em cinco minutos, nem que seja pra dar uma espiadinha pelo vão do banco da frente, sabe? E de cinco em cinco (também!), quando ela está acordada, continuamos todos cantando, imitando o tigre, a vaquinha e o auau; continuamos fazendo coceguinhas, pedindo pra ela mandar beijo e abraçar forte a boneca. Quando ela dorme, faço contorcionismo pra ajeitá-la e permitir que o soninho do carro continue gostoso e confortável. Pensando bem, no final quase nada mudou, o clima do carro é o mesmo, apenas com um desenho diferente.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

02/09/2011 e 16/09/2011– Meus primeiros dentinhos

Quem achou o primeiro dentinho de Luna foi a Tia Ju, da escolinha. Era só um risquinho branco naquela gengiva rosada, mas era lindo de viver! Segundo minha mãe, a tradição é dar um presente a quem o achou. Então, na correria do dia-a-dia, tinha em mãos um pacote de bolinhas de chocolate e foi esse o super presente essa a lembrancinha. Fazemos o que podemos. Aí, duas semanas depois, minha sogra me diz que a tradição é justamente o oposto: quem acha o primeiro dente do bebê é que tem a obrigação (ah tá!) de dar uma jóia (ah tá!) pro pequeno ou pra pequena. Essas tradições me deixam louca.
Mesmo com toda a simpatia da minha filha, é um tanto difícil ver seu projeto de dente. Se tentar forçar, puxando o lábio inferior pra baixo, aí é que ela faz força ao contrário e fecha a boca. O jeito é aproveitar seus sorrisos e seus beijos estalados no ar pra apreciar o novo elemento da minha dentucinha.
Mas Luna já tem dois dentinhos aparecendo. E quem achou o segundo? A mamãe aqui! Foi na sexta-feira passada, no carro, indo levá-la para a escolinha. Num dos largos sorrisos de Luna, percebi um risquinho branco à mais em sua gengiva. Assim que ela sorriu de novo tive a confirmação, nasceu o segundo dentinho da minha branquelinha!
Até duas semanas atrás, eu a colocava no meu colo, de frente pra mim e dava meu queixo pra ela morder, pois sabia que isso ajudaria a coçar a gengiva, já que meu queixo é fininho o bastante pra ela dar uma boa mordida. E era uma delícia sentiar a pressão de suas gengivas. Mas assim, agora que ela já tem duas pequenas e finas serrinhas na boca, acho que vou repensar essa estratégia. Pode ser?

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

29/08/2011 – Cadeirinha nova, mundo novo

Berço, banheira, cesta com kit de higiene e bebê conforto. Esses foram os itens “pesados” que ganhamos da família para dar todo o suporte que Luna precisa; doados do Guga (meu afilhadíssimo de três anos) e da Angelina (sobrinha do Silvio, de dois e meio).
Vamos focar no bebê conforto.  Luna, no auge de seus sete meses e meio, só passeou tanto, conheceu tantos lugares e visitou tanta gente graças à ele; herdado da Angelina .
Hoje, se colocarmos as duas perto, a diferença de peso não passa de uns 4 kilos. Então, com esta informação fica fácil de entender que, pra Angelina, o bebê confortou durou até um ano e meio, pelo menos e Luna já não cabe mais na “cadeirinha de mão”. Isso, pois minha filha é “mais grandinha e gordinha” do que os bebês da sua idade e a prima era muito miudinha até algum tempo atrás. Ou seja, impossível esperar Angelina não caber mais na atual cadeirinha do carro, pois acho que isso irá demorar um tantico ainda. O que nos obrigaria a comprar uma nova, anyway.
E agora temos um pequeno complicador: o bebê conforto era móvel, ou seja, com facilidade o tirávamos de um carro e o colocávamos em outro. Agora nunca mais! É uma pentelhice tão grande prender a cadeirinha no carro que fica inviável tirá-la de lá até a hora de trocar pra uma maior. Portanto, teríamos que roubar comprar outra cadeirinha, pra deixar no carro da minha mãe, já que ela pega Luna na escola com certa freqüência. OMG!!!
Mas assim, sorte pouca é bobagem. A (santa) chefe da minha amiga e sócia - que nos deu de presente um álbum lindo com fotos da Luna, MAS NUNCA FOI VISITÁ-LA - estava doando a cadeirinha do seu carro, já que, “o filho dela está gigante e não cabe mais”, segundo palavras da minha amiga. Sininhos tocaram ao meu redor quando Silvio disse que estava indo encontrar com ela pra pegar a cadeirinha que ficaria no carro da avó da Luna.
Pronto, um problema a menos. Mas ainda faltava um carro pra ser equipado, o nosso! E dois milagres não acontecem assim, com os mesmos pais de primeira viagem. Fomos ao shopping no sábado e já resolvemos essa pendenga. Chega de sofrimento.
Tudo isso pra dizer que a partir de ontem o mundo mudou pra Luna. Ela vê tudo passando de outro ângulo; não deitada, de costas, mas sentada e virada de frente. A caminho da escola, não me deu nem bola, ficou ali com aquela cara de extasiada e só queria saber de olhar pela janela. Olhava de um lado pro outro, pra entender o que se passava.


domingo, 15 de maio de 2011

Luna motorizada


Mesmo sem pedir, sem querer e sem saber, filho faz a gente tomar decisões que jamais achávamos que tomaríamos.


Ganhei meu primeiro carro com 21 anos - presente da avó materna - um corsinha verde azeitona 97.


Pra época e para as minhas necessidades estava mais do que suficiente. Eu trabalhava em Pinheiros e o trânsito do Tatuapé até lá era terrível, então ia trabalhar de condução e usava o carro apenas aos finais de semana, para lazer.


Um ano e meio depois, alguns mil reais economizados e outros mil novamente ganhos de presente, resolvi trocar o carro e achei que valeria a pena pegar um carro 0Km, afinal, nada como cheirinho de carro novo.


O celta estava bastante a contento, me levava pra onde eu queria, quase não dava problema de manutenção e, acima de tudo, era super econômico.

Passamos a gravidez providenciando tudo que foi preciso pra criar minha pequena: casa, enxoval, etc. Se eu não tivesse carro, a vida teria sido bem mais difícil durante aqueles meses todos. Passávamos todos os finais de semana andando pra cima e pra baixo atrás de imóveis, móveis e roupas de bebê; uma lista praticamente infinita. Eu agradecia todos os dias por ter condições de dar conta de tudo que precisava ser feito e comprado.

A nossa primeira experiência bebê+carro foi na saída da maternidade, claro! Colocá-la e tirá-la de um carro com duas portas não pareceu uma tarefa difícil.


Mas o tempo foi passando Luna foi (crescendo e engordando e) podendo sair mais de casa e começou a ficar difícil entrar com ela no bebê conforto pela porta da frente, colocá-la no banco de trás e vice-versa.


Até que um dia fomos passear no parque e resolvemos levar o carrinho, já que, com o peso que ela estava, colo e bebê conforto não eram opções viáveis. E foi aí que a ficha caiu. Colocamos o carrinho no porta-malas e ficamos, eu e Sil, olhando aquilo e nos olhando: não caberia nem mais uma mamadeira ali, precisávamos trocar de carro.


Não quero aqui parecer mal agradecida ou descontente; sei que a maior parte da população de São Paulo que tem filhos precisa se virar nos 30 pra andar com os filhos de um lado pro outro da cidade; e ter um carro, "independente" de qual seja, já é uma mão na roda incrível.


Mas acho que se você tem a possibilidade de ter algo que facilite sua vida com seu bebê, o investimento é válido.

Pelo meu histórico dá pra ter uma idéia do tipo de carro que gosto: barato e pequeno. Meus pais tinham um Siena e eu queria morrer quando precisava usar o carro deles por qualquer motivo que seja.




Bem, começamos a olhar carros tendo na mente poucos pré-requisitos: porta-malas considerável, 4 portas e usado, porque carro novo está o olho da cara!


Pra meu desespero, logo depois da 1ª saída, concluímos que seria inviável não comprar um modelo sedan, weagon ou coisa do gênero; o porta-malas de qualquer carro hatch não era quase nada maior do que o do celta. Levamos meus pais na saída seguinte, pois nos dava maior confiança na hora de analisar o que nos era oferecido, já que meu pai trocou de carro "algumas" vezes na vida.


Tive que trabalhar muito (muito!!!!!!) meu psicológico para aceitar que, em muito breve, eu teria que dirigir um carro grande.


Compramos um SW 206 - uma barca!!! - e dirigí-lo está sendo um tanto desafiador. Mas como o ser humano é adaptável - e uma mãe faz tudo pelo filho - sei que logo menos estarei pilotando como se o dirigisse desde sempre.