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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Woody, Buzz e o Coelho da Páscoa: contribuindo juntos para a doação da chupeta


Segundo este vídeo, o brinquedo Senhor Cabeça de Batata foi lançado na década de 60, mas não da forma que o conhecemos hoje: eram peças soltas na caixa e a sugestão da empresa é que o boneco fosse montado em um legume qualquer. O resultado era encantador, só que na versão assustadora. Permite exercitar mais a criatividade, coisa e tal, mas confesso que a composição ‘peças mal feitas’ + ‘legumes disformes’ ficava bem estranha. Como nasci “um pouco” depois disso, já tive contato com o brinquedo desmontável todo feito de plástico. Segundo minhas lembranças, era bem divertido arrancar os olhos criar personagens diferentes a cada brincadeira.

Como sabíamos que, mesmo depois de muitos anos, a tal raiz não comestível continuava a ser vendida, resolvemos dar uma para Luna de natal. Silvio encontrou na Internet a maleta completa da versão masculina, com várias opções de cada parte do corpo. Coincidência ou não, minha tia deu de presente a esposa do distinto Senhor.

E num belo dia no começo deste ano, provavelmente num sábado chuvoso ou algo do tipo, resolvi fazer uma associação que influenciaria cada dia de nossas vidas até hoje. Enquanto brincávamos com as batatas de plásticos, lembrei que tínhamos os DVDs do Toy Story, onde o Senhor Cabeça Desmontável faz parte do grupo principal de personagens da história.

Fiquei tão animadinha! E fui logo chamando Luna pra assistir comigo a animação da Pixar. E pra resumir a história, o que aconteceu foi que Luna gostou tanto (tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto) que, desde aquele dia ela pede pra ver Woody, Buzz, Jessie e Cia TODOS OS DIAS! Não falha um! O que ameniza a coisa toda é que a história é dividida em três partes, portanto conseguimos variar as tramas. Depois de uns dias, Silvio, que não aguentava mais olhar pra televisão e ver “as mesmas imagens”, começou a estimular que outros desenhos fossem assistidos nos momentos de descanso da pequena. Mesma assim, o cowboy continuava a ser preferência absoluta em casa. Já decorei falas e movimentos das personagens e, de vez em quando, eu aproveito o momento pra tirar um cochilo enquanto “assisto” ao desenho com a pequena.

Durante este tempo, e mesmo antes, vínhamos percebendo que a dentição da Luna estava se projetando pra frente por conta do uso da chupeta e sei que este pequeno objeto pode ter influência em relação às infecções de ouvido; como Luna tem a adenoide aumentada, as infecções naturalmente tendem a ser mais frequentes do que numa criança sem esta questão.
Há meses ela usava o bico só pra dormir, mas como às vezes acabava passando a noite toda com o bendito na boca, no final de fevereiro comecei a pensar na possibilidade de tirar de vez o objeto de nossas vidas. Sim, NOSSAS vidas, pois quem chupa é a pequena, mas somos eu e Silvio que temos que guardar, pegar, lavar, levar...

E vi na Páscoa a ocasião perfeita pra mandar a chupeta embora. Como muitas mães já fizeram, também achei mais cômodo fazer chantagem tranquilo usar uma ocasião especial e conseguir uma troca amigável entre chupeta e um presente. A próxima data comemorativa seria apenas em outubro, então resolvemos que o momento seria agora! E tudo se encaixou perfeitamente: controlo bem a quantidade de doces que Luna consome, então eu já não daria ovo de páscoa (até porque sei que ela ganharia de Deus e o mundo!) e como ela tinha se tornado fã de carteirinha do cowboy e do patrulheiro espacial, combinamos que o coelhinho traria de presente seus personagens preferidos e como agradecimento, daríamos a chupeta em troca. E esse combinado foi relembrado com frequência desde então. Cada vez que Luna pedia a chupeta, a gente conversava sobre como ela estava crescendo e como ficava bonita com a boca sem nada pra atrapalhar seu sorriso.

Um pouco antes do dia tão esperado, minha mãe lembrou que, ao tirar a chupeta nesta época, faríamos Luna passar por duas “perdas” ao mesmo tempo, já que ela está na fase do desfralde. Fez todo o sentido, mas ao conversar com Sil, ele me lembrou há quanto tempo estávamos sustentando essa história do coelho levar a chupeta e não fazia mesmo o menor sentido voltar atrás agora.

Na noite de sábado, tivemos uma última conversa. Num primeiro momento, Luna colocou a chupeta na cesta que montamos para o coelho, ao lado da cenoura. Na hora de dormir, porém, ela pediu a chupeta e nós damos mesmo assim, relembrando que seria a última vez.

Minutos depois, tiramos a dita cuja de sua boca e já aproveitei para guardar todas as chupetas da casa no armário. A noite foi um pouco agitada e Luna acordou resmungando algumas vezes. Em tempos remotos eu andaria feito zumbi até seu quarto, procuraria a chupeta e devolveria para sua dona se deleitar e voltar a dormir. Mas dessa vez o sonífero foi na base da conversa e do carinho. Um sono desesperador, meu, é claro!

A noite seguinte foi um pouco pior, a cria acordou mais vezes e acabei ficando mais tempo com os olhos abertos do que gostaria, acalmando-a. Vim trabalhar na segunda-feira exausta. Mas depois disso as coisas ficaram mais tranquilas, Luna passou a dormir a noite toda e nas poucas vezes que pediu pela chupeta, saiu uma voz meio falhada, como se, na metade da palavra, ela mesmo recordasse do que tinha acontecido com o objeto, antes tão estimado. Assim que olhamos com cara de espanto e lembramos a manhã de domingo, Luna esquece daquilo como se não tivesse nem tocado no assunto. Vez ou outra ela insiste um pouco mais na questão.

É um alívio não precisar mais se preocupar com a danada da chupeta, simplesmente esquecemos que ela um dia existiu em casa. Como disse uma amiga do trabalho, a chupeta serve pra acalmar os pequenos em momentos de estresse, mas é basicamente um instrumento cômodo e facilitador das NOSSAS vidas e não da vida dos filhos.  

Quatro dias depois da despedida, assistimos ao DVD do espetáculo de final de ano da escola. Luna estreava nos palcos sem ter completado dois anos. Por motivos que desconheço (cansaço, sono, enfim), ela entrou pra dançar de chupeta. Ao se ver no vídeo, com a boca coberta pelo plástico colorido, Luna não hesitou: “Chupeta feia!”

Sucesso!

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Bonecas...


Não tem jeito, a realidade é essa: assim que uma mãe fica sabendo que uma menina cresce dentro de sua barriga ela precisa aceitar o fato de que nos próximos anos terá em seu campo de visão bonecas de todos os tipos, tamanhos, cores, roupas, perfis, etc., etc., etc.

Eu e Silvio sabemos que existem tantos outros brinquedos e brincadeiras legais que nunca pensamos em comprar uma mini Luna. E sabem o que mais? Luna já ganhou dez bonecas desde que nasceu. DEZ. Com um pouco mais de um ano e meio, a pequena já tem bonecas de pano, que trocam a fralda, que cantam, que tomam mamadeira, choram ou falam ao apertar sua barriga; todas elas foram presentes de amigos ou de alguém da família, recebidas em alguma data comemorativa.

É fundamental incentivarmos que uma menina crie uma relação saudável com suas bonecas, mas acredito que este é um assunto que precisa ser pensado um pouco mais a fundo, principalmente pelos pais.

O nosso sentimento ao olhar para um bebê é de imediatamente acariciá-lo. Para a criança esse sentimento não é natural, inicialmente ela não enxerga aquele objeto inanimado merecedor de carinho (mesmo que para nós pareça ser um instinto materno), pois não possuí a referência dos adultos. Luna aprendeu a “ninar” sua primeira boneca com 10 meses de idade, e os movimentos imitavam os gestos que a avó paterna fazia quando a colocava pra dormir: a virava de ladinho e a balançava pelas costas ou pelo bumbum, acariciando sua cabeça e cantarolando baixinho. Aquela interação dela com a avó lhe causava uma sensação boa, aí então ela considerava que aquele “bebê”, parecido com ela, também poderia receber tal tratamento, depositando nele afeto e emoção, pela posição que ele passou a ocupar em suas interações.

A boneca, antes de mais nada, é uma representação do desejo do adulto; por ser pensada e “fabricada” por adultos, reflete a forma que eles desejam que a criança interaja com o brinquedo. Com o intuito de aumentar as vendas, as marcas desenvolvem bonecas cada vez mais prontas, “perfeitas” e cheias de efeitos. Dessa forma impedimos as meninas de exercitarem de forma plena o imaginário e prejudicamos seu desenvolvimento físico, cognitivo e emocional. O movimento da fantasia é tão importante quanto o movimento de seu corpo. Sobre os materiais das bonequinhas, a maioria é feita de plásticos ou borrachas sintéticos; por não existiram na natureza, eles são frios.  Precisamos possibilitar que a criança sinta diferentes tipos de materiais naturais (lã, feltro, algodão, etc.), materiais estes que despertam calor e segurança. Quanto mais simples for sua boneca, mais a criança se tornará ativa em sua fantasia. Em casa deixamos as bonecas de tecido na cama, pois é com elas que Luna dorme abraçada de vez em quando. As outras mais expostas a se sujarem, já que são mais resistentes e fáceis de lavar.
 

Nas palavras do filósofo e cientista austríaco Rudolf Steiner, “a boneca na mão de uma criança é para ela um espelho de seu ser e de seu processo evolutivo”; por isso cada tipo de boneca é ideal para uma faixa etária: para as nossas bebês, é indicado bonecas que se parecem com bebês, pois representam os primeiros cuidados da mãe (e mesmo do pai), da avó, etc.; de preferência as de pano, por transmitirem afetividade. Já as bonecas com aspecto de “mais velhas” devem fazer parte das brincadeiras de crianças maiores, pois representam a vida social adulta, trazendo segurança e desenvolvendo sua autonomia. Confesso que muitos modelos das tais bonecas-moças me assustam: salto-alto, maquiagem e roupas justas. Tive Barbies com esse perfil e isso não me fez ver nelas o modelo ideal de mulher adulta, mas os tempos eram outros e as influências externas também.  

Como Luna ganhou as bonecas que tem e como todas essas questões sobre o ato de brincar não fazem parte de conversas diárias da maioria das pessoas, não tenho como julgar suas escolhas no momento da compra. Antes de começar a refletir sobre o assunto, há poucos dias atrás (no meu caso as reflexões acontecem de acordo com a evolução e o crescimento da Luna, conforme vão fazendo sentido), eu mesma poderia ter comprado um exemplar semelhante aos que ela tem para dar de presente.

Sei que todas as bonecas que Luna ganhou foram datas com muito carinho. Minha filha adora seus “nenéns” e não é minha intenção impedir que ela brinque com as bonecas que já tem. Então o que fazer com tantas criaturinhas? Deixá-las guardadas no armário e ir dando aos poucos? Teria sido uma boa opção se eu não tivesse certeza de que, com o tempo e com a chegada de novas datas comemorativas, mais delas virão; isso foge - em parte - do controle dos pais. Abrir todas e deixá-las num único lugar só se eu não quisesse mais sentar no meu sofá pra assistir televisão e preferisse realocar uma cadeira da cozinha, por exemplo.

Então o fluxo dos acontecimentos foi possibilitando que os “nenéns de brinquedo” fossem se espalhando pelos espaços onde Luna circula. Sem querer, fomos deixando umas na cama (as de pano), na sala, no banheiro (a de dar banho), no carro, na casa da avó materna, no carro da avó materna e na casa da avó paterna. Dessa forma, conseguiremos manter as “amigas” de Luna sempre próximas, a acompanhando em todos os seus momentos, de brincadeiras, de alegrias e de tristezas; ao dormir, ao acordar, tomando banho, café da manhã ou compartilhando no carro como foi seu dia na escola.  

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

18.10.2011 a 21.11.11 – Glub, glub

Este não será um post gigantesco como foi o anterior sobre nossas aventuras aquáticas com Luna. Mas achei importante deixar registradas algumas questões que rolaram de lá pra cá.


Mesmo com tudo o que aconteceu na primeira aula, eu e Sil consideramos válidos persistir na idéia da natação. “É o que temos pro momento”, ele me disse. É claro que se o que temos fosse tão ruim, abortaríamos a missão; mas as peças vão se encaixar, aos poucos, e estaremos atenção a tudo.


Se tem uma coisa da qual eu me orgulho é de ir atrás do que quero dependendo da importância que aquilo tem pra mim. Bem, estávamos decididos a continuar com a natação, mas com a infra-estrutura daquela academia ficaria simplesmente inviável.


Na segunda-feira seguinte à primeira aula, assim que chegamos na academia, fui falar com o gerente para esclarecer todos os pontos: Oras! Se a academia oferecia aulas pra bebês, teria que estar preparada pra isso dentro e fora da água. Um vestiário sem trocador para bebês não dá! Ele ficou de falar com a coordenadora e ela me ligaria depois. Ao sair da aula, ele me chamou e disse que ela precisaria conversar com o dono da bagaça e me daria um retorno assim que possível.


Fomos eu e Sil pra academia na sexta, exercitar um pouco os corpitchos e aproveitei pra retomar o assunto do trocador com o gerente, avisando que a coordenadora não havia me ligado. Ele disse que ela falou com o dono e o trocador será providenciado, eles estavam analisando qual seria o modelo e onde ele seria instalado.


Muito bem, mais uma semana se passou e ainda nada, e de novo o assunto de que “está em processo de aquisição, blá, blá, blá”. Fiquei ali com aquela cara de “quero ver”. A questão é: ter um trocador pra hora do banho é um direito, então não abro mão dele, e pronto!


A segunda aula foi bem tranqüila, na verdade não teve aula. Por ser a semana das crianças, a aula era liberada para os alunos fazerem “o que quiserem”. Resultado, as crianças foram pra piscina pequena jogar pólo aquático - leia-se água na altura da coxa – então ficamos numa raia da piscina grande, brincando com Luninha.


Na semana seguinte a segunda-feira foi fria demais pra deixar Luna de maiô e touca. Na terça o tempo estava melhor, ok, um pouquinho melhor, mas deu pra arriscar uma piscina.


A Fernanda - Tia Fe – já estava dentro da água e foi ela que deu a aula. A gente conversou bastante no começo e acho que esse papo foi bem sincero. Ela já havia trocado umas palavras com o Sil na semana anterior, mas nada como uma conversa direta. O que rolou foi que ela colocou alguns pontos de vista importantes: ela discorda da academia oferecer aula de natação para bebês, além de não ter uma infra-estrutura adequada, os professores – e aí ela se inclui na história – não são especialistas em bebês; dizer que não sabiam nada, também seria mentira, pois eles são professores de natação, então possuem conhecimentos básicos a serem aplicados, “independente” da idade do aluno. Ela me contou que foi se aprofundar um pouco no assunto durante o final de semana, pra poder vir, de uma maneira ou de outra, preparada para a próxima aula.


Conversamos sobre o objetivo de termos decido colocar Luna pra nadar. Tem muita mãe que acha que vai jogar o filho na piscina e ele vai sair imediatamente nadando crawl, borboleta ou peito. Não é assim, Luna é muito pequena e as crianças só conseguem aprender toda a técnica da natação com um pouco mais de idade, a partir de um ano e meio ou dois. Expliquei pra ela que a nossa idéia era proporcionar momentos gostosos dentro da água, era expandir a relação da Luna com o meio aquático para além da banheira ou do chuveiro de casa. Minha filha tem uma energia danada e a natação pode possibilitar que ela gaste essa energia de um jeito diferente, fazendo coisas diferentes. Combinamos que seria uma parceria e iríamos entrar nesse universo natação-bebê juntas; ela com toda bagagem dentro da piscina e eu com Luna e com a abertura de experimentar coisas novas; e iríamos vendo, a cada dia, a cada exercício, o que seria melhor pra ela. Sem pressa, sem pressão, sem “ter que”,tudo na hora que Luna se sentir preparada. E nos momentos que ela não estiver, a gente dá um passo – dentro da piscina – atrás.


A e aula foi ótima! Pra quem não era especialista em natação pra bebês, ela se mostrou atenta a detalhes que não eram tão claros para nós. Se estiver sozinho com o bebê na água, fique com ele sempre de frente pra você, assim você saberá onde está o nível da água e se ele corre o risco de engoli-la ou não; mesmo que a piscina seja aparentemente calma, se tiverem outras pessoas nadando, a água pode formar ondas e entrar na boca do bebê. Se, durante o exercício o bebê se mostrar cansado ou irritado, dê uma pausa, o coloque um posição confortável, “sentado” no colo, pra que ele possa relaxar os músculos. Fizemos exercícios específicos para soltar o corpo, bater as perninhas e mexer os bracinhos. Como o dia não estava tão quente, deixamos para molhar a cabeça dela apenas no final da aula, faltando poucos minutos para sair da piscina e entrar no chuveiro quentinho, assim ela ficaria menos tempo com o cabelo molhado pra fora da água; e o jeito de fazê-lo foi bem divertido, enchendo bichinhos de borracha com água e espirrando a água na cabeça da mamãe, do papai, da Tia Fe e da Luna também.


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Na quarta semana a aula foi novamente com Rafael, o mesmo do mesmo.


Sobre o trocador, o gerente havia me dito, um dia antes, que não estavam achando nenhuma empresa que vendesse aqui no Brasil.


Oi? Papainho sem vergonha pra cima de mui?! Ah tá!


Nesse dia levei, anotado num papel, três empresas grandes que só vendiam trocadores de parede pra bebê. Ficaram de ir atrás. Queria ver eu se viriam com mais alguma desculpa.


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E aqui temos um gap de três semanas sem ir pra academia. Luna pegou uma gripe danada, com direito à xarope e algumas inalações diárias.


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Chega de moleza! O tempo melhorou e Luna também. Bora cair na água.


Assim que entrei na academia, vi o gerente na recepção e não tive dúvidas de qual seria a frase a sair da minha boca:


- E o trocador, deu certo?


- Sim! Deu certo!


- Maravilha!


Desci ansiosa pro vestiário. Ao entrar, me deparei com um grande trocador fixado na parede de mármore do primeiro box. Especificações importantes: peso máximo 20kg. Mas ao colocar Luna em cima, a base deu uma abaixada que me fez rezar pra minha filha ficar de pé sozinha antes mesmo de chegar aos 15kg. O jeito seria ficar com o abdômen “segurando o trocador por baixo”. E a vida se tornou mais simples. Fim.


Não sei por que, mas Luna estava supre enjoada neste dia; não quis fazer exercício nenhum, só queria ficar grudada no meu colo, batendo a mão na água. Tentamos algumas coisas mais leves, como soltar o quadril e saquinho de chá. Nem com o Silvio ela queria muito ficar, só quando ele a jogava alto pra cima, claro!


A notícia triste foi que a Tia Fe saiu da academia. Puts! Eu estava tão confiante de que, com ela, haveria uma evolução mais acompanhada e tal. Pena.


No dia seguinte corri pra pedir ajuda: liguei pro João, um super querido e professor de natação, pra ver se ele teria alguém mais especialista na área pra me indicar exercícios e estímulos; assim iríamos fazendo nossa aula junto com o Rafael, sem depender somente de seus – poucos – conhecimentos de natação pra bebês. Estou no aguardo de um retorno. E conto assim que pintarem novidades.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Mamãe quatro-olhos






Este blog foi criado inicialmente pra relatar acontecimentos ocorridos durante a gravidez. Depois que Luna nasceu o foco obviamente mudou, agora os textos iriam acompanhar o crescimento da minha pituca e tudo que estivesse envolvido com isso.


E daí que eu estava pensando que, desde 13 de janeiro de 2011, 99% da minha vida está direta ou indiretamente ligada à Luna. Puxa! Descobri a América agora. E foi essa “descoberta” que me fez pensar que este post caberia aqui.


Um belo dia, aproximadamente cinco anos atrás, minha mãe olhou pra mim enquanto eu estava na frente do computador e se assustou: “Nossa filha! Por que fica tão perto do monitor, está com dificuldades para enxergar?” E eu comecei a reparar que era isso mesmo: pra conseguir ler o que estava na tela, ou mesmo ler um livro, eu tinha que me aproximar mais do que o normal do objeto em questão. Fui procurar um oftalmologista e o veredicto foi: você tem astigmatismo, precisa usar óculos. Maravilha Brasil! E foi assim que passei a ver o mundo com uma lente na frente depois dos 20 e poucos anos de idade.


No verão de 2009, fui passar uns dias na praia com minha querida Tatiana Bittar e como acho delicioso ir pra areia no final da tarde com uma cadeira e um livro, levei meus óculos.


E daí que, ao voltar pra São Paulo e desfazer minhas malas, senti falta das minhas lentes com armação vermelha. Procurei pela casa toda, nada. Quando voltei pra praia semanas depois, fiz uma busca minuciosa, nada de nada.


O tempo foi passando e eu fui “deixando de lado” essa história, como usava os óculos apenas pra ler, dava uma forçadinha na vista aqui e ali; e ia vivendo.


Quando finalmente resolvi correr atrás do prejuízo e ir ao oftalmologista, estava no início da gravidez e recebi a notícia: as variações hormonais durante a gestação – se estendendo para a fase de amamentação - podem acarretar mudanças refrativas. Isso significava que a visão poderia ficar levemente embaçada. Isso significava que não valeria à pena mandar fazer óculos agora, pois muito provavelmente eu teria que refazê-los depois. Isso significava que eu ficaria mais alguns bons meses dando aquela tal forçadinha na vista.


Voltei a trabalhar quando Luna tinha um pouco mais de três meses. Por mais que eu tivesse tentado (quase) tudo, o leite secou dois meses depois. Ela já passou dos oito meses e algumas semanas atrás achei que já era hora de parar de prejudicar minha visão.


Fui ao oftalmologista apenas pra verificar o nível da piora do astigmatismo e pegar a receita para fazer os óculos. 1,5 no olho direito e 0,75 no esquerdo é muito grave? Bem, não ligo mesmo, terei que voltar a usar aquela coisa lá de qualquer jeito, está na minha CNH: lentes corretivas obrigatórias. É a vida...


Kelly Cury, aquela do post sobre a natação indicou uma ótica nos Jardins, fazendo uma super propaganda do lugar, que incluía o diferencial dos modelos, a qualidade dos produtos, o bom atendimento, a importante participação do atendente para ajudar a avaliar qual o melhor modelo para seu rosto - levando em conta seus gostos particulares na vida - e a garantia de manutenção por tempo estendido. Fui, né!


E realmente era tudo aquilo mesmo. É claro que x+y+w = $$$$$, mas como a idéia é não trocar os óculos a não ser que o grau mude ou que um trator passe por cima deles, eu estava disposta a pagar um pouco mais.


Depois de muita conversa, muitos modelos sugeridos, muita explicação do quanto não funciona pra mim óculos coloridos, já que eu tenho uma leve necessidade de minimamente combinar roupas e acessórios, o resultado é este aqui:


Glasses

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Não. Não estou achando uma delícia usar óculos. Mais uma coisa pra se preocupar, limpar, guardar, cuidar e principalmente usar. Assim que coloquei e saí na rua, parecia que tinha tomado alguns livros da pinga mais barata do boteco da esquina; meu nariz está achando estranho e minhas orelhas também



Mas o que se há de fazer?


Há uma coisa: rezar pra que Luna não precise usar. Rezar muito, já que eu uso e Silvio também.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

To do or not to do...

(Post sujeito a edições constantes...)


O que fazer diferente desde a próxima gravidez...




  • Criar um blog no dia em que descobrir a gravidez.


  • Procurar loucamente até achar, logo nos primeiros meses, um médico que lute pelo seu parto normal.


  • Não parar de fazer exercícios (leves, claro!), mesmo que o idiota do primeiro ginecologista diga que deva parar com tudo.


  • Procurar uma panela que já venha com o compartimento próprio para esterilizar as mamadeiras.


  • Usar sling desde o nascimento do bebê.


  • Usar o BabyTub assim que for seguro


  • Trocar o sofá pra um tão confortável quando o que temos hoje, mas que permita que o bebê se apóie pra levantar quando chegar a hora


  • Providenciar equipamentos audiovisuais que dêem conta de garantir a qualidade do registro pra todo sempre, amém.


  • Se possível, comprar uma poltrona para amamentação com balanço.


O que acertamos na mosca...




  • Drenagem linfática pelo menos uma vez por semana. Sen-sa-cio-nal!


  • Fazer Chá de fralda. Nove meses sem precisar comprar um pacote de fraldas acho que é um bom número.


  • Colocar o bebê pra dormir no carrinho, no nosso quarto, até o 4º mês de vida, facilita um tanto a vida


  • No caso de sobrado, deixar o kit limpeza no andar de baixo e só subi-lo na hora de dormir; facilita um tanto mais a vida...


  • ...Ter um sofá confortável pra dormir naqueles dias de preguiça de subir pro quarto.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Herança de pai pra filho

Hoje, num dia tão especial pra mim e outros 30 milhões de apaixonados, me veio à cabeça algo que ouço desde pequeno e que, agora que vou ser pai, fico imaginando como será quando chegar a minha vez...

Como muitos que lêem este blog já devem saber, sou corinthiano... Daqueles que grita durante o jogo inteiro, sofre quando o time está mal, perde o ar de tanta alegria quando vencemos, chora de emoção e de tristeza, e que quando o Timão ganha, tem orgulho de vestir a camisa. Mas esse orgulho se torna ainda maior quando ele perde, pois é exatamente nas horas difíceis que um verdadeiro amante do clube do Parque São Jorge mostra sua devoção, veste a camisa e mostra pro mundo inteiro o que é fazer parte dessa nação, odiada por adversários por saberem que nunca sentirão a dor e o prazer de ser corinthiano.


Essa paixão eu herdei do meu pai, ex-jogador de futebol e que me levou ao estádio pela primeira vez quando eu tinha 11 anos, num jogo histórico pra mim, entre Corinthians e Flamengo, no Pacaembu, com vitória do nosso glorioso alvi-negro por 1 a 0, gol contra de Casagrande, ídolo da Fiel, que na época defendia as cores do time carioca, aos 35 minutos do segundo tempo.


Desde aquele dia, o espírito corinthiano só cresceu dentro de mim, vendo como aquela torcida gritava e se empolgava a cada lance do jogo, contagiando qualquer um que estivesse ali presente.


Confesso que mal vejo a hora de poder levar meu filhote ao estádio, para que possa vivenciar essa sensação tão maravilhosa e única que é ser corinthiano e torço para que aquele velho chavão de que "corinthiano nasce corinthiano" seja verdadeiro e que esse espírito guerreiro e sofredor faça parte do DNA, e seja transferido de pai pra filho, como aconteceu comigo e com tantos outros por aí...


Obrigado pai, por me transformar em mais um nesse bando de loucos... E que essa magia continue em nossa família por muitas e muitas gerações...