quarta-feira, 6 de março de 2013

O palhaço - De carona no cinema


Veja dicas de outros filmes que tenham participações relevantes de bebês e crianças ali no cantinho esquerdo do blog.Saiba mais sobre o projeto, aqui.

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Sou apaixonada por Selton Mello desde O auto da compadecida – acho que assisti a cena que Chicó “revive” umas 20 vezes seguidas. Só de olhar pra ele me dá vontade de sorrir.

O palhaço “se apresenta como um road movie que, mesmo melancólico de modo geral, revela uma doçura inegável no tratamento do universo que cria e de seus habitantes.”* Selton Mello e toda sua equipe foram incrivelmente brilhantes!

Fui assistir no cinema. E quando a projeção começou, eu jamais imaginaria que a personagem da pequena Larissa Manoela ganharia tamanha importância no filme. O final da estória nos presenteia com duas surpresas demais de boas, mas a que vem da menina fez meus olhos transbordarem de lágrimas. Não sei se é assim com todas as mães corujas, babonas e apaixonadas, mas quando Guilhermina é incluída no espetáculo, em questão de segundos meu imaginário nos transportou para a estória e era como se nós estivéssemos vivendo aquilo; e chorei ao “sentir” o orgulho bobo de uma mãe vendo sua filha se sentir realizada.

 

Lançamento: 28 de outubro de 2011
Duração: 1h 28min
Roteirista, diretor e montador: Selton Mello
Gênero: Drama , Comédia
Nacionalidade: Brasil
Bilheterias Brasil: 1.388.168 ingressos
Orçamento: R$ 5 milhões
 

Sinopse e detalhes

Benjamim (Selton Mello) trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola (Giselle Mota), a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta (Álamo Facó e Hossen Minussi), Dona Zaira (Teuda Bara) e o resto dos amigos da trupe. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

 
Elenco

Selton Mello - Personagem: Benjamin - Pangaré
Paulo José - Valdemar - Puro Sangue
Tonico Pereira - Beto e Deto Papagaio
Teuda Bara - Dona Zaira
Álamo Facó - João Lorota
Cadu Fávero - Tony Lo Bianco
Erom Cordeiro - Robson Félix
Fabiana Karla - Tonha
Jackson Antunes - Juca Bigode
Danton Mello - Aldo
Maria Manoella - Garçonete Bar do Tim
Emílio Orciollo Neto - Homem da bicicleta
Alessandra Brantes - Vanda
Emílio Orciollo Neto - Homem da bicicleta
Alessandra Brantes- Vanda
 

Curiosidades

 
Diretor e protagonista de O Palhaço, Selton Mello afirmou em entrevista que o filme "é uma mistura de Oscarito, Didi Mocó e Bye Bye Brasil". Além disto, disse que a produção o ajudou a sair da depressão.Este é o segundo filme dirigido por Mello. O anterior foi Feliz Natal (2008).

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Mello chegou a mostrar o roteiro para Wagner Moura e Rodrigo Santoro assumirem o papel principal, mas a agenda de ambos não permitiu que aceitassem o convite.Diante do impasse, ele acabou optando por assumir o personagem e dirigir ao mesmo tempo.

 

Referências:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202591/

* www.cinemaemcena.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vô, vó; vô, vó


Já vi muitos posts - em diversos blogs - serem dedicados exclusivamente para o compartilhamento de fotos de um passeio específico da família ou de um acontecimento importante; quase sem texto mesmo, apenas dizendo coisas como “Esse final de semana fomos ao parque e vejam que delícia”. Acho que cada um tem seu motivo para tornar público esses registros. Mas nunca fiquei sequer tentada a fazer algo do gênero.

Bem, quando está inspirado, Silvio tira umas fotos bem legais, mas a realidade é que eu sou a “fotógrafa” mala da família. Se a máquina fotográfica criasse vida própria, fosse se esconder atrás da caixa de ferramentas e eu me esquecesse dela, Luna não teria quase registros nenhum dos seus dois primeiros anos de vida. A não ser quando minha mãe está por perto; acho que a contaminei com o ROC (Registro Obsessivo Compulsivo). Tenho me controlado bem, mas algumas vezes ainda preciso que Silvio me diga pra parar de clicar ou gravar.

E neste final de semana resolvi levar a máquina fotográfica pra casa da minha sogra. Combinamos de passar o dia lá; e um dia naquela casa - com aquelas duas primas - pode render fotos ótimas; já que é cheio de ação.

Eu adoro planejar passeios pra família. Como o Silvio diz, não consigo ficar um final de semana em casa. Se tem um dia “livre”, já imagino de irmos ao Sesc, à praia, ao parque, zoológico, teatro... Mas vendo as fotos que tirei naquele domingo, na casa da sogra, comecei a pensar em quanto tempo Luna passou – durante seus dois anos de vida – na casa das avós.

A família do Sil tem o ritual do ‘almoço de domingo’: avó, avô, tias, tio, prima e Frodo (o gato da casa); portanto, pouquíssimas vezes deixamos de visitar o lado paterno da família no final de semana. Do meu lado, Luna é a primeira neta, bisneta e sobrinha-neta. Minha mãe sempre quis ser avó e meu pai é completamente louco pela minha filha - e até já confessou sofrer fisicamente de saudade. Então nos vemos com bastante frequência, afinal, não quero que ninguém tenha um ataque cardíaco por questões emocionais. Pra ajudar a aproximação, minha mãe super quebra o nosso galho pegando Luna na escola quando não podemos; ou quando queremos ir ao cinema, sair pra dançar ou ficar em casa e dormir até um pouco mais tarde. Portanto - tirando a escola e nossa casa - as casas das avós são locais muito íntimos pra ela.

Hoje se fala muito na importância da participação dos avós na vida e na educação dos netos. Claro que tem muita coisa pra ser discutida sobre isso, mas olhando pra nossa família eu não poderia ser mais grata pela constante e amorosa presença dos quatro membros mais velhos (tirando os dois bisavós) na criação de Luninha. O bom disso tudo é que ela tem experiências bem diferentes nas duas casas: cada um dos quatro possui qualidades que se complementam e fazem Luna enlouquecer de felicidade quando dizemos que vamos visitá-los.

O GNT tem um programa que eu adoro: Quebra-cabeça. Ele aborda o universo infantil e tudo que gira em volta dele. Cada episódio fala sobre um tema específico; conta com depoimentos de especialistas e apresenta casos e personagens reais, de uma maneira muito deliciosa. O programa dedicou um episódio para falar sobre a relação ‘avós e netos’ e encontrei um dos depoimentos exibidos:

                 

Bem, imagens dizem mais do que palavras…

 E tem até a foto do Frodo, tirada pela pequena fotógrafa.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A ausência de um sopro... E o exercício do vazio


Desde que Luna nasceu, dedico algum tempo do meu dia pra navegar na blogosfera materna. E esse é um mundo que eu nunca imaginei que existisse até então. O que descobri foi que muitos desses blogs não são apenas diários virtuais de mães babando em seus filhos; eles possuem uma variedade de tons, jeitos, formas e interesses que dariam uma colcha de retalhos.

E o que a grande maioria permite, principalmente pra mães de primeira viagem, não é apenas saber o que se passa na vida dessas famílias, mas conhecer todo um universo que gira em torno dos bebês e das crianças; tanto pro bem, como pro mal.

Mas falando da parte boa, foi num hiperlink de algum dos blogs que acompanho que conheci os textos da Eliane Brum. Há quem pense: “Nooooooooooooooooooossa! Ela não conhecia a Eliane Brum antes?! Tá por fora, hein colega?!” Pois bem, não conhecia. E ela veio até mim através do texto - já lido por muitos – “A dor dos filhos”. Na época que ele foi publicado (começo de novembro do ano passado) eu li, achei incrível, refleti sobre a minha relação com Luna, concordei com cada palavra que disse, salvei na minha pasta de favoritos e fui fazer outra coisa na Internet.

Mas o aniversário de dois anos da pequena, no começo deste ano, fez com que as palavras daquele texto me encontrassem no meio da multidão, caíssem todas na minha cabeça e ficassem penduradas na barra do meu vestido.

Primeiramente, duas informações importantes: na escola da Luna, os aniversários são comemorados semanalmente, caso alguma criança naquela respectiva semana tenha completado mais uma primavera e a mãe tenha interesse em compartilhar a felicidade da família com os amigos da escola; outra coisa, as festinhas são coletivas, ou seja, acontecem na hora do lanche da manhã ou do lanche da tarde, no refeitório, para toda a escola, aproximadamente 60 crianças.

Com isso conclui-se que Luna passou um ano cantando parabéns para os amigos “semanalmente”, ouvindo seus nomes sendo gritados pelos outros alunos e consequentemente os vendo assoprar suas respectivas velas e ganhando abraços das ‘tias’. E na segunda quinzena de janeiro deste ano, seria sua vez. Seria?!

Bem, pra contextualizar, eu não estava presente na festa, mas a escola permite que os pais enviem uma máquina fotográfica Canon 7D simples para que as professoras registrem o momento. E bem sabendo da minha eterna preferência por vídeos (ao invés de fotos), minha mãe, consultora pedagógica da escola, que estava presente no dia, gravou na íntegra o momento mais esperado da festinha.

Como a ideia é justamente compartilhar a felicidade, assim como aconteceu no aniversário das outras crianças, no momento do parabéns, Luna ficou atrás da mesa do bolo e junto com ela as outras três  crianças da sua sala – duas delas (um menino e uma menina) amigos dos quais ela sempre fala e gosta muito - que estavam na escola no dia. Até aí tudo lindo, felicidade estampada no rosto.

E a música tema de todo aniversário começou a ser cantada. Luna não sabia se ria, se olhava para o bolo, pra vela, pras pessoas; ficou com aquela expressão de feliz-encabulada por ser o centro das atenções. E a cada palavra cantada, a expectativa ia aumentando, pois logo menos seu nome seria dito em voz alta por todos. A cada frase Luna preparava o biquinho pra assoprar sua vela branca com o número dois.

“Luna! Luna! Lu...” A terceira palavra ficou incompleta na boca de seu amiguinho de sala, pois muito rapidamente ele parou de cantar, passou na frente da minha pequena e assoprou sua vela, antes que ela pudesse chegar próximo ao bolo. A surpresa foi geral e a reação que todos tiveram ao mesmo tempo foi... Rir. Todos menos Luna. Sua primeira expressão foi de espanto, supostamente sem entender o que havia acontecido. E segundos depois, fez o biquinho mais doce e triste do mundo, levou as duas mãozinhas fechadas ao rosto e começou a chorar. (pausa para enxugar minhas lágrimas, que estão molhando o teclado). Claro que não foi por maldade, o menino tinha um pouco – bem pouco – mais de dois anos; foi espontâneo e sem pretensões de magoar ninguém.

Conversando com minha mãe, ela disse que a choradeira durou um tempinho, mas que em seguida a vela foi acesa de novo e aí sim Luna conseguiu assoprá-la. Mas aí, a magia já tinha sido quebrada, né não?! Pelo menos pra mim... Que criança sonha, durante um ano, em assoprar a vela de seu próprio bolo em “segundo lugar”?! Assisti ao vídeo repetidas vezes e em todas senti meu coração apertado. A vontade que eu tinha era de colocar o moleque pendurado numa árvore de cabeça pra baixo pular na tela e abraçar minha filha, sem dizer nada. “Não foi nada! Foi uma vela que ela poderá soprar mais muitas vezes durante a vida.” Mas, ao contrário de hoje, lembro tão bem como, quando criança, cada aniversário meu era desejado e esperado com toda força, como se fosse um dia que o mundo parasse, como se todos estivessem pensando em mim o tempo todo.

E na hora lembrei-me do texto da Eliane Brum. Posso até ter entendido o texto errado, não ter captado a essência do que ela disse, mas relacionei uma coisa à outra assim que assisti ao vídeo do parabéns pela primeira vez. E lembrei-me de um trecho bem específico: “Lembro-me de que, naquele momento, as lágrimas pingaram dos meus olhos, como de uma torneira mal fechada. Eu soube ali que jamais poderia tapar aquele buraco, que teria de testemunhar para sempre aquela luta íntima na qual cada um de nós está só. Sempre só. Eu assistia a ela desde já, tão pequena, tão frágil, tão confiante no meu poder ilusório, debatendo-se com a vida. E para sempre diante dela eu pingaria como uma torneira mal fechada. (...) a certeza de que proteger minha filha era uma missão desde sempre fracassada”.

O momento ao qual Eliane se refere no texto foi quando sua filha, na época com três ou quatro, estava no chão tentando brincar. Ela via seu esforço, e seu fracasso. Eliane, que na época tinha aproximadamente 18 anos, teve uma atitude em relação à filha que eu, com 28, não teria tido se estivesse na escola da Luna no dia de sua festa:“Eu sabia que tudo o que eu podia fazer era me manter em silêncio. Que ser mãe, naquele momento, era ser capaz de vê-la debater-se com o vazio, testemunhar o início de seu longo embate vida adentro. E acho que ali, como deve acontecer com os pais e mães que percebem esse momento exato, uma fissura nova se abriu em mim. Esta que para sempre me faria pingar como uma torneira mal fechada”. E fiquei pensando que, se eu estivesse na escola naquele dia, eu teria ido pelo caminho contrário, teria sucumbido ao impulso de justamente ir até Luna, abraçá-la e dizer o que quer que fosse para acalmá-la. E só ao pensar no texto eu percebi que estaria privando Luna da sua própria construção de sentidos. Eliane me presenteia de novo: “É o que fazemos como pais neste momento em que um filho descobre o vazio, um momento mais importante do que a primeira palavra ou o primeiro passo ou o primeiro dente, que também nos torna pais. É preciso aguentar. Saber aguentar e escutar a dor de um filho, sem tentar calar com coisas o que não pode ser calado com coisa alguma, é um ato profundo de amor. Um momento sem palavras em que nosso silêncio diz apenas que a tarefa de criar uma vida que faça sentido é dele, pessoal e intransferível. E tudo o que poderemos fazer é estar mais ou menos por perto, ainda que nada possamos fazer”.

Pelas fotos tiradas momentos depois, era nítido o quanto o ocorrido tinha ficado pra trás, pois ela estava radiante comendo seu bolo, sentada à mesa com seus amigos. E isso só comprova que, para o bem dela, terei que deixá-la ter seus momentos de vazio; terei que fazer esse exercício diariamente, mesmo sendo muito, muito difícil. Acho que vou errar muito, pois a dor de vê-la sofrer, por mais passageira que seja, por mais que não fique, pelo menos por enquanto, registrada em suas lembranças emocionais, não me deixa ficar com os pés fixos no chão, com os braços grudados ao lado do corpo e com os lábios colados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os Batutinhas - De carona no cinema



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Sempre tivemos locadoras perto de casa; então os filmes infantis estão presentes na minha vida desde pequenina. Antes do digital sonhar em aparecer pro grande público, chegamos a ligar um videocassete no outro pra copiar os filmes que gostássemos mais. Sim, pirataria na caruda, porque não rolava alugar filme todo dia, já que criança não se cansa de assistir a mesma história um milhão de vezes. Livro a barra da mamasita se disser que o produto final não saía do armário da sala?

Mas um filme que não faz parte da minha memória de ameba infantil é ‘Os batutinhas’. Ele se revelou pra mim na semana passada, quando uma amiga do trabalho, com quem vivo falando sobre a Luna (novidade!), perguntou um dia se eu conhecia a história dessa molecadinha. Ao ver minha cara de negação, levou um susto e prometeu que me emprestaria sua cópia, em DVD, é claro!

E fizemos uma sessão cinema na casa dos meus pais neste carnaval, desta vez sem pipoca. E não é que Luna assistiu tudo?! Num filme protagonizado por crianças de aproximadamente 6 anos, com aquelas vozes fininhas e engraçadinhas, cheio de ação, com corrida de carro, corre-corre pra lá e pra cá e ainda por cima um cachorro fofo, tem como uma criança de dois anos se identificar mais?! E para as mães, pais e avós babões, que acham tudo incrível, é uma enchente de fofurices. Passei o filme inteiro rindo, mais da atuação das pequenas criaturinhas do que das cenas engraçadas em si. Já assisti muito filme infantil, mas nenhum como esse.

Para aqueles que conseguem dar o play tendo em mente que irão assistir um filme de 1994 protagonizado por mini-mini-gente, vale muito a pena!

Título original: The Little Rascals
Ano de produção: 1994
Dirigido por: Penelope Spheeris
Gênero: comédia, aventura, romance
Nacionalidade: EUA

Sinopse

Batatinha (Travis Tedford), Porky (Zachary Mabry) , Alfalfa (Bug Hall), Stymie (Kevin Jamal Woods) e outros meninos integram um grupo de garotos que simplesmente detesta garotas. Entretanto o clube se sente traído quando Alfafa se apaixona por Darla (Brittany Ashton Holmes) e os meninos começam a aprontar divertidas confusões para separar o novo casal.

 

Elenco

Travis Tedford - Spanky
Kevin Jamal Woods - Stymie
Jordan Warkol - Froggy
Zachary Mabry - Porky
Ross Bagley - Buckwheat (as Ross Elliot Bagley)
Courtland Mead - Uh-Huh
Sam Saletta - Butch
Blake Jeremy Collins - Woim
Blake McIver Ewing - Waldo
Juliette Brewer - Mary Ann
Heather Karasek - Jane
Brittany Ashton Holmes  - Darla
Bug Hall - Alfalfa
Elmer - Himself
Petey - Himself

 
Curiosidades

Director Penelope Spheeris admits the biggest challenge of filming was working with the younger kids as they often had problems saying their lines properly.

Although the cast of characters mostly reflects the 1937-39 incarnation of the gang, notable exceptions include: Stymie (1930-35), Froggie (1940-44, who actually replaced Alfalfa as Spanky's sidekick), Uh-huh (1933), and Miss Crabtree (1930-32).


Referências:

http://www.imdb.com/title/tt0110366/
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-32809/

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Esqueceram de mim - De carona no cinema

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Que criança (da minha época, pelo menos) não adorava este filme? Um garoto realizando nossos desejos secretos de ficar sozinho em casa, fazer o que quiser e ainda aprontar com os adultos (bandidos, neste caso)?!
A continuação (Esquecerem de mim 2 – Perdido em Nova York) também é bem divertida; mas paramos por aí, já que o terceiro não tem Macaulay Culkin no papel principal, o que, pra mim, faz o filme perder a graça.
 
Nome original: Home Alone
Diretor: Chris Columbus
Roteirista: John Hughes
Gêneros: Aventura / Comédia
Budget: $15.000.000
Duração: 103 min
País: USA
Data de lançamento: 21/12/90

Sinopse

Em Chicago, uma família inteira planeja passar o Natal em Paris. Porém, em meio às confusões de viagem um dos filhos (Macaulay Culkin), com apenas 8 anos, é esquecido em casa. Assim, o garoto se vê obrigado a se virar sozinho e a defender a casa de dois ladrões.

Elenco

Macaulay Culkin ... Kevin McCallister
Joe Pesci ... Harry
Daniel Stern ... Marv
John Heard ... Peter McCallister
Roberts Blossom ... Marley
Catherine O'Hara ... Kate McCallister
Angela Goethals ... Linnie
Devin Ratray ... Buzz
Gerry Bamman ... Uncle Frank
Hillary Wolf ... Megan
John Candy ... Gus Polinski

Curiosidades

The concept for this movie originated during the filming of a scene in Quem Vê Cara Não Vê Coração in which Macaulay Culkin plays a character who interrogates a would-be-babysitter through a letterbox.

Joe Pesci's character, Harry Lime, is named after Orson Welles's character from the film O Terceiro Homem.

Entered into The Guinness Book of World Records as the "Highest Box Office Gross - Comedy", accumulating $533,000,000 internationally.

The posters and DVD cases for the movie had Culkin with his hands on his face and screaming, based on the famous painting "The Scream" by Edvard Munch.

Joe Pesci kept forgetting that he was filming a "family" movie during his characters on-screen outbursts so director Chris Columbus advised him to say "fridge" instead of the "F-word".

Although the part was written especially for Macaulay Culkin by John Hughes, several hundred other boys were auditioned by director Chris Columbus just because he wanted to confirm that Culkin was right for the part.

The wax-and-plastic artificial snow used in this film was given to the Lyric Opera of Chicago when shooting finished. It has since been used in numerous opera productions.

Robert De Niro turned down the role of Harry.

In the scene where Harry attempts to bite off Kevin's finger, Joe Pesci actually bit Macaulay Culkin, leaving a scar on his finger.

Daniel Stern agreed to have the tarantula put on his face for exactly one take. He had to mime screaming because the noise would have scared the spider, and the scream was dubbed in later.

There is a legend that Elvis Presley (who died in 1977) makes a cameo in this movie. Many of those who believe that Elvis is still alive maintain that, the heavily bearded man standing in the background of the scene where Mrs. MacCallister is shouting at the desk clerk (just before she meets John Candy) is Elvis.

Chris Columbus had storyboarded a few scenes in which Kevin would have a dream where the house would come to life. One included the evil furnace in the basement which would chase him to the stairs and another which several toy nutcrackers would come to life along with the house. The scenes however would have been too expensive on such a tight budget and the ideas were dropped.

The "evil furnace" in the basement was done by two guys with fishing line and flashlights.

According to Chris Columbus, Kevin Nordine did all the effects for the film in his parent's basement in Chicago, by drawing all the effects onto the film. He also did the effects for only a few hundred dollars at a time.

Several of Chris Columbus's family members make cameos in the film: His mother-in-law and his then-infant daughter Eleanor Columbus are both passengers on the plane. His wife Monica Devereux-Columbus is a stewardess and his father-in-law plays the police officer who gives the line "tell them to count their kids again."

Sigourney Weaver, Diane Keaton, Holly Hunter, Jodie Foster, Glenn Close, Geena Davis, Jamie Lee Curtis, Stockard Channing, Carrie Fisher, Kelly McGillis, Linda Hamilton, Helen Hunt, Laura Dern, Anjelica Huston, Sharon Stone, Michelle Pfeiffer, Jessica Lange, Daryl Hannah, Debra Winger, and Annie Potts were all considered for the role of Katie McCallister.

Michael Douglas, Kevin Costner, Martin Sheen, Dan Aykroyd, John Travolta, Tom Skerritt, Bill Murray, James Belushi, Chevy Chase, Harrison Ford, Tom Hanks, Sean Penn, Mel Gibson, Sylvester Stallone, Rick Moranis, Dennis Quaid, and Jack Nicholson were considered for the role of Peter McCallister.

The highest-grossing movie of 1990.

The movie is considered a traditional Christmas movie in Poland. It has aired on national TV during prime time Christmas season every year since 1990. In 2011 the movie aired on December 23rd with an audience of over 5 million, making it the most popular show aired during the Christmas season in Poland. One of the reasons for this is because the movie was one of the first western productions aired in Poland after the fall of communism.

The police station was actually the office of a high school.

The voice on the answering machine when Harry and Marv are robbing their first house is the film's editor Raja Gosnell, who would later direct Esqueceram de Mim 3.

The scene in which Kevin is buying a toothbrush was the first scene shot for the movie.

Macaulay Culkin drew the map that he uses to set up the traps.

The line "You guys give up, or are you thirsty for more?" was improvised.

The last scene filmed was the scene in which Kevin is running through the water-filled basement. The scene was filmed in the swimming pool of the local high school.

Referências

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-6272/

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Aprendendo a falar... E a escutar


Tudo começou quando Luna tinha aproximadamente nove meses. Descobriu o ‘au-au’, depois veio o ‘tatai’ e em terceiro um ‘mamã’ (que coisa, não?).

Desde que nasceu Luna já ouviu muito minha voz, muito MESMO! E minha preocupação sempre foi a de falar corretamente com ela. Na grande maioria das vezes eu tento não engolir os ‘s’, falar as palavras por inteiro e fazer uma pausa natural entre uma e outra, pra que ela tenha a possibilidade de ouvir e absorver a informação. Na verdade, estou encontrando a tal ‘pausa natural’ agora, pois meu cuidado na pronúncia estava exagerado a ponto de causar piadas em casa; sofri bulling do marido e do irmão, pois é, pois é, pois é.

Hoje, com exatos dois anos, Luna é nosso ‘papagaio de pirata’. Basta eu pegar o telefone de casa e ligar pra alguém que ela corre e pega o que achar que se parece com um telefone – como o controle remoto da TV, por exemplo – e se posta ao meu lado a repetir a última palavra de cada frase. Sempre que falamos com ela, Luna repete as informações; acho que pode ser a maneira de registrar o que eu disse. Adora exercitar seu português dando ordens, pedindo coisas e relatando situações que acabaram de acontecer.
E A-DO-RA cantar.


E eu estou achando tudo isso delicioso! Não é pelo fato de que criança falando errado é uma delícia (um pouquinho sim, vai!), mas poder me comunicar com ela e vê-la se comunicando com o mundo dessa forma aquece meu coração de mãe.

Mas o mesmo coração fica apertado às vezes. O processo de aprendizado é muito difícil pra eles. Li num site que os pequenos não entendem as palavras e frases como nós, por isso pra eles é mais difícil repetir as sílabas e palavras corretamente. Muitas vezes simplesmente não consigo entender o que Luna está dizendo. Se a palavra ou frase está dentro de um contexto, ajuda. Se ela diz ‘aonete’ enquanto está tomando banho, fica fácil saber o que ela quer; mas se a palavra for dita num contexto muito diferente, fico perdida às vezes.

Desde que sua oralidade começou a se desenvolver já passamos – mesmo agora - por momentos que me deixaram angustiadíssima. Luna falava e não entendíamos, ela repetia e se a gente dissesse algo que não fosse o que ela queria, não ficava satisfeita; queria que repetíssemos exatamente o que ela havia acabado de dizer, talvez pra que tivesse certeza que tínhamos entendido. Entenderam? Se essa situação se alongasse, ficava nervosa e começava a chorar. E eu me sentia péssima por não conseguir me comunicar com a minha filha; a sensação era de estar privando-a de um direito básico.

Cada dia a situação vem melhorando. Seu vocabulário está aumentando e as palavras estão sendo ditas mais claramente. Acho que seu desenvolvimento tem muito a ver com seu esforço em querer aprender, mas tem também a ver com o nosso esforço em querer ensinar, porque muitas vezes não é fácil, muitas vezes estamos ocupados com alguma coisa e parar pra prestar atenção no que uma criança quer dizer exige concentração e entrega. Muitas vezes, depois da segunda tentativa frustrada, dá vontade de dizer “Vá brincar na sala, depois você me conta”; e confesso que já devo ter feito isso uma vez ou outra. Mas fazer isso com frequência quando seu filho quer se comunicar verbalmente com você, não dá! Em casa tentamos nos acalmar – ela e nós - olhamos em seus olhinhos e pedimos que repita, deixando bem claro que estamos prestando toda atenção do mundo, fazendo realmente força pra entendê-la, deixá-la segura sobre sua própria comunicação e tirar aquela sensação de aperto do peito por ter conseguido ouvi-la.

Todo dia me pego dividia: em alguns momentos não vejo a hora dessa fase passar, de entender “tudo” que ela diz e poder dar o feedback necessário, sem frustrações de ambas as partes; mas por outro lado, curto cada palavra sua, pensando que logo, logo ela estará falando “tudo certinho” e que eu ficarei com saudades da minha pequena e seu jeito aprendiz de se comunicar.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

13.01.2013 - Luna - 2 anos



Já vivi muita coisa bacana na vida. Já viajei pra lugares lindos, para os quais nem imaginava ir; conheci pessoas incríveis, que me fizeram chorar de alegria e gargalhar de tristeza; ouvi músicas que me faziam dançar mais do que meu corpo aguentava e relaxar deitada num sofá num domingo à tarde; já provei comidas de todos (ou quase todos) os sabores e experimentei sentimentos que eu nem sabia que poderiam existir. Não quero renegar nenhum momento da minha vida, pois todos me fizeram ser o que sou hoje.
Mas há dois anos, a cada dia que acordo, tenho a sensação mais plena do mundo, única e inexplicável. Acordo e no momento seguinte meus pensamento voam da minha cama até o quarto ao lado - quando não é a "cama" do quarto ao lado que vem até mim antes dos meus olhos se abrirem. E sou feliz demais por isso a cada minuto que passa.
Acho que declarações de amor a gente faz pro marido, pro namorado, pros pais, pros amigos. Mas para os filhos eu não daria esse nome, aliás, eu não sei como descrever o que eu sinto pela minha filha e como colocar isso em palavras.
Todos os dias eu deito a cabeça no travesseiro na hora de dormir e, antes que o sono me domine, tenho tempo para agradecer pelo menos por uma coisa: por ser mãe da Luna e amá-la tanto do jeito que amo.
Feliz aniversário, meu amor!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

13.12.12 – Luna – 1 ano e 11 meses


Quando eu olho nos seus olhos de manhã
Eu nem penso o dia que eu vou ter
Eu nem lembro as coisas que eu tenho a fazer
Eu só quero estar por perto

Quando eu ouço as gargalhadas de manhã
Eu nem penso se eu vou trabalhar
Eu nem lembro se ainda existe outro lugar pra ir
Eu só quero estar por perto

Eu só quero ver o amor crescer
Eu só quero ver a minha flor crescer
Eu só quero ver as coisas que você aprontou
Se você vai bem
Fica tudo bem

Quando eu olho nos seus olhos de manhã
Eu nem penso se já amanheceu
Eu nem lembro quando foi que anoiteceu
Eu só quero estar por perto
(Por Perto – Música em Família)