quarta-feira, 10 de abril de 2013

Woody, Buzz e o Coelho da Páscoa: contribuindo juntos para a doação da chupeta


Segundo este vídeo, o brinquedo Senhor Cabeça de Batata foi lançado na década de 60, mas não da forma que o conhecemos hoje: eram peças soltas na caixa e a sugestão da empresa é que o boneco fosse montado em um legume qualquer. O resultado era encantador, só que na versão assustadora. Permite exercitar mais a criatividade, coisa e tal, mas confesso que a composição ‘peças mal feitas’ + ‘legumes disformes’ ficava bem estranha. Como nasci “um pouco” depois disso, já tive contato com o brinquedo desmontável todo feito de plástico. Segundo minhas lembranças, era bem divertido arrancar os olhos criar personagens diferentes a cada brincadeira.

Como sabíamos que, mesmo depois de muitos anos, a tal raiz não comestível continuava a ser vendida, resolvemos dar uma para Luna de natal. Silvio encontrou na Internet a maleta completa da versão masculina, com várias opções de cada parte do corpo. Coincidência ou não, minha tia deu de presente a esposa do distinto Senhor.

E num belo dia no começo deste ano, provavelmente num sábado chuvoso ou algo do tipo, resolvi fazer uma associação que influenciaria cada dia de nossas vidas até hoje. Enquanto brincávamos com as batatas de plásticos, lembrei que tínhamos os DVDs do Toy Story, onde o Senhor Cabeça Desmontável faz parte do grupo principal de personagens da história.

Fiquei tão animadinha! E fui logo chamando Luna pra assistir comigo a animação da Pixar. E pra resumir a história, o que aconteceu foi que Luna gostou tanto (tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto) que, desde aquele dia ela pede pra ver Woody, Buzz, Jessie e Cia TODOS OS DIAS! Não falha um! O que ameniza a coisa toda é que a história é dividida em três partes, portanto conseguimos variar as tramas. Depois de uns dias, Silvio, que não aguentava mais olhar pra televisão e ver “as mesmas imagens”, começou a estimular que outros desenhos fossem assistidos nos momentos de descanso da pequena. Mesma assim, o cowboy continuava a ser preferência absoluta em casa. Já decorei falas e movimentos das personagens e, de vez em quando, eu aproveito o momento pra tirar um cochilo enquanto “assisto” ao desenho com a pequena.

Durante este tempo, e mesmo antes, vínhamos percebendo que a dentição da Luna estava se projetando pra frente por conta do uso da chupeta e sei que este pequeno objeto pode ter influência em relação às infecções de ouvido; como Luna tem a adenoide aumentada, as infecções naturalmente tendem a ser mais frequentes do que numa criança sem esta questão.
Há meses ela usava o bico só pra dormir, mas como às vezes acabava passando a noite toda com o bendito na boca, no final de fevereiro comecei a pensar na possibilidade de tirar de vez o objeto de nossas vidas. Sim, NOSSAS vidas, pois quem chupa é a pequena, mas somos eu e Silvio que temos que guardar, pegar, lavar, levar...

E vi na Páscoa a ocasião perfeita pra mandar a chupeta embora. Como muitas mães já fizeram, também achei mais cômodo fazer chantagem tranquilo usar uma ocasião especial e conseguir uma troca amigável entre chupeta e um presente. A próxima data comemorativa seria apenas em outubro, então resolvemos que o momento seria agora! E tudo se encaixou perfeitamente: controlo bem a quantidade de doces que Luna consome, então eu já não daria ovo de páscoa (até porque sei que ela ganharia de Deus e o mundo!) e como ela tinha se tornado fã de carteirinha do cowboy e do patrulheiro espacial, combinamos que o coelhinho traria de presente seus personagens preferidos e como agradecimento, daríamos a chupeta em troca. E esse combinado foi relembrado com frequência desde então. Cada vez que Luna pedia a chupeta, a gente conversava sobre como ela estava crescendo e como ficava bonita com a boca sem nada pra atrapalhar seu sorriso.

Um pouco antes do dia tão esperado, minha mãe lembrou que, ao tirar a chupeta nesta época, faríamos Luna passar por duas “perdas” ao mesmo tempo, já que ela está na fase do desfralde. Fez todo o sentido, mas ao conversar com Sil, ele me lembrou há quanto tempo estávamos sustentando essa história do coelho levar a chupeta e não fazia mesmo o menor sentido voltar atrás agora.

Na noite de sábado, tivemos uma última conversa. Num primeiro momento, Luna colocou a chupeta na cesta que montamos para o coelho, ao lado da cenoura. Na hora de dormir, porém, ela pediu a chupeta e nós damos mesmo assim, relembrando que seria a última vez.

Minutos depois, tiramos a dita cuja de sua boca e já aproveitei para guardar todas as chupetas da casa no armário. A noite foi um pouco agitada e Luna acordou resmungando algumas vezes. Em tempos remotos eu andaria feito zumbi até seu quarto, procuraria a chupeta e devolveria para sua dona se deleitar e voltar a dormir. Mas dessa vez o sonífero foi na base da conversa e do carinho. Um sono desesperador, meu, é claro!

A noite seguinte foi um pouco pior, a cria acordou mais vezes e acabei ficando mais tempo com os olhos abertos do que gostaria, acalmando-a. Vim trabalhar na segunda-feira exausta. Mas depois disso as coisas ficaram mais tranquilas, Luna passou a dormir a noite toda e nas poucas vezes que pediu pela chupeta, saiu uma voz meio falhada, como se, na metade da palavra, ela mesmo recordasse do que tinha acontecido com o objeto, antes tão estimado. Assim que olhamos com cara de espanto e lembramos a manhã de domingo, Luna esquece daquilo como se não tivesse nem tocado no assunto. Vez ou outra ela insiste um pouco mais na questão.

É um alívio não precisar mais se preocupar com a danada da chupeta, simplesmente esquecemos que ela um dia existiu em casa. Como disse uma amiga do trabalho, a chupeta serve pra acalmar os pequenos em momentos de estresse, mas é basicamente um instrumento cômodo e facilitador das NOSSAS vidas e não da vida dos filhos.  

Quatro dias depois da despedida, assistimos ao DVD do espetáculo de final de ano da escola. Luna estreava nos palcos sem ter completado dois anos. Por motivos que desconheço (cansaço, sono, enfim), ela entrou pra dançar de chupeta. Ao se ver no vídeo, com a boca coberta pelo plástico colorido, Luna não hesitou: “Chupeta feia!”

Sucesso!

terça-feira, 9 de abril de 2013

De carona no cinema - A Cura


Veja dicas de outros filmes que tenham participações relevantes de bebês e crianças ali no cantinho esquerdo do blog.Saiba mais sobre o projeto, aqui.

Não lembro como começou a conversa (pra variar), mas foi um amigo nosso que comentou sobre este filme na semana passada. E falou da cena onde os dois amigos protagonistas, durante uma viagem, dormem em uma barraca; quando o mais velho percebe que o mais novo não consegue dormir, decide emprestar seu velho All Star para que o pequeno dormisse abraçado e assim não se sentisse sozinho.

Não é um super filme com um super roteiro, mas mesmo assim, mamães, preparem os lençinhos.
 
Título original: The Cure
Lançamento: 1995
Duração: 1h 50min
Dirigido por Peter Horton
Gênero: Drama
Nacionalidade: EUA

 
Sinopse

Erik (Brad Renfro) é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (Joseph Mazzello), um garoto de 11 anos que tem AIDS. Erik se torna muito ligado a Linda (Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (Diana Scarwid), que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. Quando os dois garotos lêem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, os meninos tentam chegar a este médico para conseguir a cura da doença.

 
Elenco

Brad Renfro ... Erik
Aeryk Egan ... Tyler
Delphine French ... Tyler's Girlfriend
Mona Powell ... Tyler's Girlfriend
Andrew Broder ... Tyler's Buddy
Jeremy Howard ... Tyler's Buddy #2
Joseph Mazzello ... Dexter
Annabella Sciorra ... Linda
Diana Scarwid ... Gail

 
Referências

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-142211/
http://www.imdb.com/title/tt0112757/?ref_=sr_1

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vôo rápido – Grau de parentesco

Silvio ficou trabalhando até tarde (madrugada) na agência na sexta-feira e por questões de logística eu e Luna dormimos na casa dos meus pais. Lá, mesmo tendo seu próprio colchão, meus pais cismam em dormir com ela na cama, no meio dos dois; acho que é pra matar a saudade de quando eu e meu irmão éramos pequenos e dormíamos na cama deles, com os pés no nariz de um e a cabeça no meio das costas do outro, bem deliciosamente confortável, só que nem pensar.

Luna está com infecção no ouvido e acordou no meio da noite gritando de dor. Como ela é super apegada ao meu pai, reorganizamos o esquema: minha mãe foi pra cama de solteira e acabei dormindo na cama de casal com a pequena.

Quando ela acordou de manhã, meu pai havia ido pra academia. Minha mãe estava deitada ao lado da neta e nós conversávamos sobre o final de semana. Depois dos segundos que a mente precisa pra saber onde o corpo está, Luna olha em volta e me pergunta:
- Cadê o seu pai?

O.o
Minha mãe não se aguentou, caiu na gargalhada.

Há dias a gente inseriu o tema ‘grau de parentesco’ nas conversas com a pequena, mas esta foi a primeira vez que ela fez a relação por conta própria. Luna sempre chamou o vô de... Vô; e um raciocínio desse, logo pela manhã, não gera em mim outra reação a não ser a de corujisse pura.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Beethoven - O magnífico: De carona no cinema

Veja dicas de outros filmes que tenham participações relevantes de bebês ou crianças ali no cantinho esquerdo do blog. Saiba mais sobre o projeto, aqui.
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Qual o ser humano “normal” (não vou entrar neste tipo de análise) que olha pra um cachorro da raça São Bernardo e não faz uma carinha de ‘ówn’?!
Eu tinha aproximadamente sete anos quandoBeethoven – O magnífico’ foi lançado. Aquele monte de baba voando pra todo lado, a bagunça na casa, as marcações de território e a possibilidade dele arrastar uma criança rua abaixo caso começasse e correr não importavam. Ele era tão fofinho, tão bonzinho, tão lindinho, tão grandinho, tão... E como a maioria das crianças, após assistir o filme, fui logo pedindo um cachorro igual; como se o processo fosse ir até a padaria da esquina, enfiar uma moeda de um real numa máquina que fica ao lado da geladeira de bebidas e o cachorro saísse por uma portinha; essas crianças... Mas meu pedido foi imediatamente negado, pois tínhamos passado recentemente – acho que dois anos atrás - por uma experiência canina que não deu certo: eu queria um cachorro, meus pais compraram, ele comia as roupas que caíssem do varal ou chinelos esquecidos do lado de fora; e como eu era pequena, era minha mãe que limpava xixi, cocô, lavava quintal, levava no veterinário, pagava a conta do veterinário, comprava ração, pote de água, coleira, brinquedos, casinha, tinha que estar junto pra levá-lo pra passear na rua e tal. Amor de mãe tem limite e ela resolveu que gostaria de relembrar como era a vida sem ter um filho cheio de pêlos (antes mesmo dele chegar na puberdade).
Mas eu não desisti do sonho de um dia ter um cachorro tão grande que pudesse dormir em cima a ponto de abraçá-lo a e minhas mãos não se encostarem. E mais de dez anos depois, não lembro como, fiquei sabendo que estavam doando “filhotes” de São Bernardo, numa cidade bem próxima a São Paulo. Como eu sabia que um filhote custava caro, a palavra ‘doação’ foi tão doce que eu senti que precisava de pouco pra convencer (novamente) meus velhos a terem um cachorro em casa. Agora eu afirmava com veemência que seria a única responsável pelo grandalhão. Fomos buscá-lo no carro de um ex-namorado, um Celta que voltou cheio (cheio!) de pelos e baba, pois o cachorro estava tão assustado que não parou quieto durante a viagem toda.

Sempre dizem que o animal escolhe alguém da casa pra chamar de “seu dono”. E, depois de tantos anos de expectativa, meu querido cachorro escolheu... Meu irmão. Diego passou a primeira semana dormindo no quintal, até o cachorro adormecer, caso contrário, Homer chorava quando ele saía.  
Meu irmão adorava o ser canino, mas queria fazer outras coisas pertinentes a uma criança. Eu fazia faculdade de manhã e tinha coisas pra fazer na parte da tarde. E como o bicho de quatro patas era proibido de entrar em casa – convenhamos! - acabava ficando muito tempo sozinho. Eu acordava mais cedo de manhã pra levá-lo pra passear, mas o bicho foi ficando num estado que acordava sozinho, cada vez mais cedo e só parava de chorar quando ia pra rua. Até que um dia, ao ouvi-lo chorar, olhei no relógio e percebi que eram três da madrugada! Resumo da ópera: resolvemos arranjar alguém que quisesse ficar com ele.

Hoje me arrependo de ter tirado o coitado do sítio onde estava, ter tirado sua liberdade e limitado seu espaço pra brincar. Foi tratado com muito amor, mas acho que cachorros precisam mais do que isso.  
 
Beethoven – O magnífico

Título original: Beethoven
Lançamento: 1992
Duração: 1h 27min
Dirigido por Brian Levant
Gênero: Comédia , Família, Drama
Nacionalidade: EUA
Distribuidor: Universal Pictures do Brasil
Orçamento: US$ 18 milhões

Sinopse

A famíla Newton vive em uma casa confortável, mas parece que falta algo. Este vazio é preenchido quando um mascote vai morar lá, sendo que na verdade este filhote é um imenso cão são bernardo, que traz alegrias e também muitos tumultos para os Newton. Paralelamente Herman Varnick (Dean Jones), o veterinário do local, tem uma secreta e horrível segunda atividade que requer diversos cachorros para experimentos, sendo que Beethoven está na lista de Varnick.

Elenco

Charles Grodin ... George Newton
Bonnie Hunt ... Alice Newton
Dean Jones ... Herman Varnick, D.V.M.
Oliver Platt ... Harvey
Stanley Tucci ... Vernon
Nicholle Tom ... Ryce Newton
Christopher Castile ... Ted Newton
Sarah Rose Karr ... Emily Newton
David Duchovny ... Brad
Patricia Heaton ... Brie
Robi Davidson ... Mark
Laurel Cronin ... Devonia Pest
O-Lan Jones ... Biker Woman
Nancy Fish ... Miss Grundel
Craig Pinkard ... Homeless Man

Curiosidades

Screenwriter John Hughes is credited as "Edmond Dantes." The pseudonym is an homage to a character in "The Count of Monte Cristo." This film is one of only a few written by Hughes that takes place outside of the state of Illinois.

Eleanor Keaton, Buster Keaton's widow, trained the dog Beethoven for this movie.

So incensed were the American Veterinary Association about the depiction of a vet as leader of a dog-napping ring, they fired off a letter of protest to Jack Valenti, head of the Motion Picture Association of America.

Was largely filmed in the southern area of Pasadena, however at the beginning of the film, when Harvey and Vernon are chasing down the dogs, this was filmed on the back-lot at Universal.

Referências:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-7470/
http://www.imdb.com/title/tt0103786/

Quando mãos, tinta e parede finalmente combinam

Primeira tentativa de decorar a casa com as próprias mãos, literalmente. Depois de meses de espera, finalmente arranjamos um tempo pra fazer isso. O processo foi uma delícia! E estava tão lindo!
 
 


Usamos duas cores por pessoa, pra que nós e principalmente Luna pudesse reconhecer as respectivas mãos. Silvio, por ter a mão maior, foi o primeiro a "assinar" a parede toda, eu fui a segunda e deixamos as mãozinhas de Luna por último, pra ficar por cima de todas as outras.
Mas na sua última "assinatura", Luna resolveu "espalhar um pouco mais a tinta na parede". Fiquei brava e briguei com ela; até chorei. Depois morri de vergonha da minha reação e pedi mil desculpas.
Silvio tentou consertar com toda boa vontade do mundo, mas não deu.

                               

Achei que tivesse perdido o interesse de fazer de novo, mas olhando o vídeo hoje, acho que vale a pena dar mais uma chance para a parede e para o nosso espírito artístico.

Ah! A tinta usada não foi de parede, mas Acrilex pra criança mesmo.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Tal filha, tal mãe


No filme ‘Awake – A vida por um fio’, a mãe do protagonista abre mão da própria vida para doar o coração para o filho que está morrendo em uma sala de cirurgia.  E fiquei pensando que, se nós estivéssemos vivendo aquilo, eu não pensaria duas vezes antes de tomar a mesma decisão da personagem de Lena Olin, porque não faria o menor sentido continuar vivendo sem minha filha.

O assunto aqui é sobre doação, porém, mais leve do que o do filme acima. A minha doação é diária e começou desde o momento que descobri a gravidez: mudei a alimentação, a rotina, a relação com o corpo, com a saúde, com o trabalho; a casa nova foi planejada já sabendo que, muito em breve, teria a presença diária de um bebê ali. Desde que nasceu, muitas das escolhas foram feitas pensando exclusivamente nela; algumas mais fáceis, outras nem tanto.

Vamos falar sobre os cabelos...

Luna tem um corte de cabelo que é um charme, e vive recebendo elogios: um channel bem curtinho e repicado; e a ideia é manter mais ou menos este corte por um bom tempo. Luna transpira muito no calor e se tivesse um cabelo mais longo, eu teria que deixá-lo sempre preso. Liberdade já! Até porque, ela só tem dois anos e meio e, em minha opinião, um serzinho de aproximadamente 90 centímetros não combina com madeixas longas.

Ontem de manhã Luna pegou um elástico de cabelo e pediu que eu prendesse ‘igual ao da Larissa’. Como de costume, fiz um penteado “chafariz de baleia” – nome criado por nossa vizinha de quatro anos – no alto da cabeça. Luna tirou o elástico dizendo “Assim não, mamãe, aqui atrás”. Ui! Ouvi o barulho dos pedaços do meu coração caindo no chão de madeira do quarto. Depois de recolhê-los mentalmente, perguntei se a Larissa era alguma amiga da escola, já imaginando que ela teria cabelos compridos. Luna respondeu que sim.  Tentei fazer um rabicó, mas ao colocar a mão e perceber a escassez de cabelo que estava preso, Luna não ficou satisfeita e desmanchou o rabo de cavalo coelho, repetindo o mantra “Assim não, mamãe. Assim não”. Como eu sabia que não conseguiria atender suas vontades, sugeri que ela segurasse o elástico até a escola e lá pedisse que a auxiliar cabeleireira das meninas prendesse seu cabelo. E assim foi.

Mas no caminho para o trabalho fiquei pensando sobre o assunto. Todas as pessoas próximas à Luna (tirando as avós) tinham cabelo comprido: eu, a madrinha, a prima, a mãe da prima, a namorada do padrinho, as amigas da escola, a professora, as auxiliares. Uns maiores do que outros, mas todos possíveis de serem presos num rabo de cavalo. E achei “injusto” com ela. Bem, seu cabelo ficaria curto de qualquer jeito e eu não tinha como opinar no cabelo alheio; mas poderia fazer algo com o meu.

E fiz. Cheguei ao trabalho e pedi sugestões de lugares pra cortar. Minha chefe corta com um cara que fica na rua ao lado do trabalho. Liguei e marquei horário para o final do expediente. Eu estava muito feliz por radicalizar pelos motivos em si, mas tamanha mudança em algo fundamental para uma mulher, literalmente de uma hora pra outra, não estava sendo fácil. Passei a tarde em um misto de ansiedade e animação.

Mas pensava sempre na Luna, pois, mesmo que ela não entendesse claramente o motivo da mudança, EU sabia que poderia ser o exemplo caso ela se/me questionasse a respeito do seu visual. Então acabei chegando ao salão tão decidida do que queria, que passei quase uma hora praticamente implorando pro cabeleireiro pesar a mão.

E o resultado foi esse:

Créditos: Diego Cortes (padrinho da Luna)
Quando me viu, Luna fez uma carinha de ‘tem alguma coisa diferente’, mas como eu estava super empolgada, acabei não dando muito tempo pra ela avaliar a figura que adentrava pela porta e já fui chacoalhando a cabeça dizendo igual uma doida escandalosa: “Filhaaaaaaa, mamãe cortou o cabelo pra ficar igual ao seu!!! Agora nós duas temos o cabelo curtinho!!!”. Não sei se a empolgação era de saudade por me ver depois de um dia inteiro longe ou se ela achou o visual um a-ha-so! Mas Luna pulou no meu colo, me abraçou forte e me deu aquele beijo molhado-animado.

quarta-feira, 6 de março de 2013

O palhaço - De carona no cinema


Veja dicas de outros filmes que tenham participações relevantes de bebês e crianças ali no cantinho esquerdo do blog.Saiba mais sobre o projeto, aqui.

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Sou apaixonada por Selton Mello desde O auto da compadecida – acho que assisti a cena que Chicó “revive” umas 20 vezes seguidas. Só de olhar pra ele me dá vontade de sorrir.

O palhaço “se apresenta como um road movie que, mesmo melancólico de modo geral, revela uma doçura inegável no tratamento do universo que cria e de seus habitantes.”* Selton Mello e toda sua equipe foram incrivelmente brilhantes!

Fui assistir no cinema. E quando a projeção começou, eu jamais imaginaria que a personagem da pequena Larissa Manoela ganharia tamanha importância no filme. O final da estória nos presenteia com duas surpresas demais de boas, mas a que vem da menina fez meus olhos transbordarem de lágrimas. Não sei se é assim com todas as mães corujas, babonas e apaixonadas, mas quando Guilhermina é incluída no espetáculo, em questão de segundos meu imaginário nos transportou para a estória e era como se nós estivéssemos vivendo aquilo; e chorei ao “sentir” o orgulho bobo de uma mãe vendo sua filha se sentir realizada.

 

Lançamento: 28 de outubro de 2011
Duração: 1h 28min
Roteirista, diretor e montador: Selton Mello
Gênero: Drama , Comédia
Nacionalidade: Brasil
Bilheterias Brasil: 1.388.168 ingressos
Orçamento: R$ 5 milhões
 

Sinopse e detalhes

Benjamim (Selton Mello) trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola (Giselle Mota), a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta (Álamo Facó e Hossen Minussi), Dona Zaira (Teuda Bara) e o resto dos amigos da trupe. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

 
Elenco

Selton Mello - Personagem: Benjamin - Pangaré
Paulo José - Valdemar - Puro Sangue
Tonico Pereira - Beto e Deto Papagaio
Teuda Bara - Dona Zaira
Álamo Facó - João Lorota
Cadu Fávero - Tony Lo Bianco
Erom Cordeiro - Robson Félix
Fabiana Karla - Tonha
Jackson Antunes - Juca Bigode
Danton Mello - Aldo
Maria Manoella - Garçonete Bar do Tim
Emílio Orciollo Neto - Homem da bicicleta
Alessandra Brantes - Vanda
Emílio Orciollo Neto - Homem da bicicleta
Alessandra Brantes- Vanda
 

Curiosidades

 
Diretor e protagonista de O Palhaço, Selton Mello afirmou em entrevista que o filme "é uma mistura de Oscarito, Didi Mocó e Bye Bye Brasil". Além disto, disse que a produção o ajudou a sair da depressão.Este é o segundo filme dirigido por Mello. O anterior foi Feliz Natal (2008).

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Mello chegou a mostrar o roteiro para Wagner Moura e Rodrigo Santoro assumirem o papel principal, mas a agenda de ambos não permitiu que aceitassem o convite.Diante do impasse, ele acabou optando por assumir o personagem e dirigir ao mesmo tempo.

 

Referências:

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-202591/

* www.cinemaemcena.com.br

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vô, vó; vô, vó


Já vi muitos posts - em diversos blogs - serem dedicados exclusivamente para o compartilhamento de fotos de um passeio específico da família ou de um acontecimento importante; quase sem texto mesmo, apenas dizendo coisas como “Esse final de semana fomos ao parque e vejam que delícia”. Acho que cada um tem seu motivo para tornar público esses registros. Mas nunca fiquei sequer tentada a fazer algo do gênero.

Bem, quando está inspirado, Silvio tira umas fotos bem legais, mas a realidade é que eu sou a “fotógrafa” mala da família. Se a máquina fotográfica criasse vida própria, fosse se esconder atrás da caixa de ferramentas e eu me esquecesse dela, Luna não teria quase registros nenhum dos seus dois primeiros anos de vida. A não ser quando minha mãe está por perto; acho que a contaminei com o ROC (Registro Obsessivo Compulsivo). Tenho me controlado bem, mas algumas vezes ainda preciso que Silvio me diga pra parar de clicar ou gravar.

E neste final de semana resolvi levar a máquina fotográfica pra casa da minha sogra. Combinamos de passar o dia lá; e um dia naquela casa - com aquelas duas primas - pode render fotos ótimas; já que é cheio de ação.

Eu adoro planejar passeios pra família. Como o Silvio diz, não consigo ficar um final de semana em casa. Se tem um dia “livre”, já imagino de irmos ao Sesc, à praia, ao parque, zoológico, teatro... Mas vendo as fotos que tirei naquele domingo, na casa da sogra, comecei a pensar em quanto tempo Luna passou – durante seus dois anos de vida – na casa das avós.

A família do Sil tem o ritual do ‘almoço de domingo’: avó, avô, tias, tio, prima e Frodo (o gato da casa); portanto, pouquíssimas vezes deixamos de visitar o lado paterno da família no final de semana. Do meu lado, Luna é a primeira neta, bisneta e sobrinha-neta. Minha mãe sempre quis ser avó e meu pai é completamente louco pela minha filha - e até já confessou sofrer fisicamente de saudade. Então nos vemos com bastante frequência, afinal, não quero que ninguém tenha um ataque cardíaco por questões emocionais. Pra ajudar a aproximação, minha mãe super quebra o nosso galho pegando Luna na escola quando não podemos; ou quando queremos ir ao cinema, sair pra dançar ou ficar em casa e dormir até um pouco mais tarde. Portanto - tirando a escola e nossa casa - as casas das avós são locais muito íntimos pra ela.

Hoje se fala muito na importância da participação dos avós na vida e na educação dos netos. Claro que tem muita coisa pra ser discutida sobre isso, mas olhando pra nossa família eu não poderia ser mais grata pela constante e amorosa presença dos quatro membros mais velhos (tirando os dois bisavós) na criação de Luninha. O bom disso tudo é que ela tem experiências bem diferentes nas duas casas: cada um dos quatro possui qualidades que se complementam e fazem Luna enlouquecer de felicidade quando dizemos que vamos visitá-los.

O GNT tem um programa que eu adoro: Quebra-cabeça. Ele aborda o universo infantil e tudo que gira em volta dele. Cada episódio fala sobre um tema específico; conta com depoimentos de especialistas e apresenta casos e personagens reais, de uma maneira muito deliciosa. O programa dedicou um episódio para falar sobre a relação ‘avós e netos’ e encontrei um dos depoimentos exibidos:

                 

Bem, imagens dizem mais do que palavras…

 E tem até a foto do Frodo, tirada pela pequena fotógrafa.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A ausência de um sopro... E o exercício do vazio


Desde que Luna nasceu, dedico algum tempo do meu dia pra navegar na blogosfera materna. E esse é um mundo que eu nunca imaginei que existisse até então. O que descobri foi que muitos desses blogs não são apenas diários virtuais de mães babando em seus filhos; eles possuem uma variedade de tons, jeitos, formas e interesses que dariam uma colcha de retalhos.

E o que a grande maioria permite, principalmente pra mães de primeira viagem, não é apenas saber o que se passa na vida dessas famílias, mas conhecer todo um universo que gira em torno dos bebês e das crianças; tanto pro bem, como pro mal.

Mas falando da parte boa, foi num hiperlink de algum dos blogs que acompanho que conheci os textos da Eliane Brum. Há quem pense: “Nooooooooooooooooooossa! Ela não conhecia a Eliane Brum antes?! Tá por fora, hein colega?!” Pois bem, não conhecia. E ela veio até mim através do texto - já lido por muitos – “A dor dos filhos”. Na época que ele foi publicado (começo de novembro do ano passado) eu li, achei incrível, refleti sobre a minha relação com Luna, concordei com cada palavra que disse, salvei na minha pasta de favoritos e fui fazer outra coisa na Internet.

Mas o aniversário de dois anos da pequena, no começo deste ano, fez com que as palavras daquele texto me encontrassem no meio da multidão, caíssem todas na minha cabeça e ficassem penduradas na barra do meu vestido.

Primeiramente, duas informações importantes: na escola da Luna, os aniversários são comemorados semanalmente, caso alguma criança naquela respectiva semana tenha completado mais uma primavera e a mãe tenha interesse em compartilhar a felicidade da família com os amigos da escola; outra coisa, as festinhas são coletivas, ou seja, acontecem na hora do lanche da manhã ou do lanche da tarde, no refeitório, para toda a escola, aproximadamente 60 crianças.

Com isso conclui-se que Luna passou um ano cantando parabéns para os amigos “semanalmente”, ouvindo seus nomes sendo gritados pelos outros alunos e consequentemente os vendo assoprar suas respectivas velas e ganhando abraços das ‘tias’. E na segunda quinzena de janeiro deste ano, seria sua vez. Seria?!

Bem, pra contextualizar, eu não estava presente na festa, mas a escola permite que os pais enviem uma máquina fotográfica Canon 7D simples para que as professoras registrem o momento. E bem sabendo da minha eterna preferência por vídeos (ao invés de fotos), minha mãe, consultora pedagógica da escola, que estava presente no dia, gravou na íntegra o momento mais esperado da festinha.

Como a ideia é justamente compartilhar a felicidade, assim como aconteceu no aniversário das outras crianças, no momento do parabéns, Luna ficou atrás da mesa do bolo e junto com ela as outras três  crianças da sua sala – duas delas (um menino e uma menina) amigos dos quais ela sempre fala e gosta muito - que estavam na escola no dia. Até aí tudo lindo, felicidade estampada no rosto.

E a música tema de todo aniversário começou a ser cantada. Luna não sabia se ria, se olhava para o bolo, pra vela, pras pessoas; ficou com aquela expressão de feliz-encabulada por ser o centro das atenções. E a cada palavra cantada, a expectativa ia aumentando, pois logo menos seu nome seria dito em voz alta por todos. A cada frase Luna preparava o biquinho pra assoprar sua vela branca com o número dois.

“Luna! Luna! Lu...” A terceira palavra ficou incompleta na boca de seu amiguinho de sala, pois muito rapidamente ele parou de cantar, passou na frente da minha pequena e assoprou sua vela, antes que ela pudesse chegar próximo ao bolo. A surpresa foi geral e a reação que todos tiveram ao mesmo tempo foi... Rir. Todos menos Luna. Sua primeira expressão foi de espanto, supostamente sem entender o que havia acontecido. E segundos depois, fez o biquinho mais doce e triste do mundo, levou as duas mãozinhas fechadas ao rosto e começou a chorar. (pausa para enxugar minhas lágrimas, que estão molhando o teclado). Claro que não foi por maldade, o menino tinha um pouco – bem pouco – mais de dois anos; foi espontâneo e sem pretensões de magoar ninguém.

Conversando com minha mãe, ela disse que a choradeira durou um tempinho, mas que em seguida a vela foi acesa de novo e aí sim Luna conseguiu assoprá-la. Mas aí, a magia já tinha sido quebrada, né não?! Pelo menos pra mim... Que criança sonha, durante um ano, em assoprar a vela de seu próprio bolo em “segundo lugar”?! Assisti ao vídeo repetidas vezes e em todas senti meu coração apertado. A vontade que eu tinha era de colocar o moleque pendurado numa árvore de cabeça pra baixo pular na tela e abraçar minha filha, sem dizer nada. “Não foi nada! Foi uma vela que ela poderá soprar mais muitas vezes durante a vida.” Mas, ao contrário de hoje, lembro tão bem como, quando criança, cada aniversário meu era desejado e esperado com toda força, como se fosse um dia que o mundo parasse, como se todos estivessem pensando em mim o tempo todo.

E na hora lembrei-me do texto da Eliane Brum. Posso até ter entendido o texto errado, não ter captado a essência do que ela disse, mas relacionei uma coisa à outra assim que assisti ao vídeo do parabéns pela primeira vez. E lembrei-me de um trecho bem específico: “Lembro-me de que, naquele momento, as lágrimas pingaram dos meus olhos, como de uma torneira mal fechada. Eu soube ali que jamais poderia tapar aquele buraco, que teria de testemunhar para sempre aquela luta íntima na qual cada um de nós está só. Sempre só. Eu assistia a ela desde já, tão pequena, tão frágil, tão confiante no meu poder ilusório, debatendo-se com a vida. E para sempre diante dela eu pingaria como uma torneira mal fechada. (...) a certeza de que proteger minha filha era uma missão desde sempre fracassada”.

O momento ao qual Eliane se refere no texto foi quando sua filha, na época com três ou quatro, estava no chão tentando brincar. Ela via seu esforço, e seu fracasso. Eliane, que na época tinha aproximadamente 18 anos, teve uma atitude em relação à filha que eu, com 28, não teria tido se estivesse na escola da Luna no dia de sua festa:“Eu sabia que tudo o que eu podia fazer era me manter em silêncio. Que ser mãe, naquele momento, era ser capaz de vê-la debater-se com o vazio, testemunhar o início de seu longo embate vida adentro. E acho que ali, como deve acontecer com os pais e mães que percebem esse momento exato, uma fissura nova se abriu em mim. Esta que para sempre me faria pingar como uma torneira mal fechada”. E fiquei pensando que, se eu estivesse na escola naquele dia, eu teria ido pelo caminho contrário, teria sucumbido ao impulso de justamente ir até Luna, abraçá-la e dizer o que quer que fosse para acalmá-la. E só ao pensar no texto eu percebi que estaria privando Luna da sua própria construção de sentidos. Eliane me presenteia de novo: “É o que fazemos como pais neste momento em que um filho descobre o vazio, um momento mais importante do que a primeira palavra ou o primeiro passo ou o primeiro dente, que também nos torna pais. É preciso aguentar. Saber aguentar e escutar a dor de um filho, sem tentar calar com coisas o que não pode ser calado com coisa alguma, é um ato profundo de amor. Um momento sem palavras em que nosso silêncio diz apenas que a tarefa de criar uma vida que faça sentido é dele, pessoal e intransferível. E tudo o que poderemos fazer é estar mais ou menos por perto, ainda que nada possamos fazer”.

Pelas fotos tiradas momentos depois, era nítido o quanto o ocorrido tinha ficado pra trás, pois ela estava radiante comendo seu bolo, sentada à mesa com seus amigos. E isso só comprova que, para o bem dela, terei que deixá-la ter seus momentos de vazio; terei que fazer esse exercício diariamente, mesmo sendo muito, muito difícil. Acho que vou errar muito, pois a dor de vê-la sofrer, por mais passageira que seja, por mais que não fique, pelo menos por enquanto, registrada em suas lembranças emocionais, não me deixa ficar com os pés fixos no chão, com os braços grudados ao lado do corpo e com os lábios colados.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os Batutinhas - De carona no cinema



Veja dicas de outros filmes que tenham participações relevantes de bebês e crianças ali no cantinho esquerdo do blog. Saiba mais sobre o projeto, aqui.

Sempre tivemos locadoras perto de casa; então os filmes infantis estão presentes na minha vida desde pequenina. Antes do digital sonhar em aparecer pro grande público, chegamos a ligar um videocassete no outro pra copiar os filmes que gostássemos mais. Sim, pirataria na caruda, porque não rolava alugar filme todo dia, já que criança não se cansa de assistir a mesma história um milhão de vezes. Livro a barra da mamasita se disser que o produto final não saía do armário da sala?

Mas um filme que não faz parte da minha memória de ameba infantil é ‘Os batutinhas’. Ele se revelou pra mim na semana passada, quando uma amiga do trabalho, com quem vivo falando sobre a Luna (novidade!), perguntou um dia se eu conhecia a história dessa molecadinha. Ao ver minha cara de negação, levou um susto e prometeu que me emprestaria sua cópia, em DVD, é claro!

E fizemos uma sessão cinema na casa dos meus pais neste carnaval, desta vez sem pipoca. E não é que Luna assistiu tudo?! Num filme protagonizado por crianças de aproximadamente 6 anos, com aquelas vozes fininhas e engraçadinhas, cheio de ação, com corrida de carro, corre-corre pra lá e pra cá e ainda por cima um cachorro fofo, tem como uma criança de dois anos se identificar mais?! E para as mães, pais e avós babões, que acham tudo incrível, é uma enchente de fofurices. Passei o filme inteiro rindo, mais da atuação das pequenas criaturinhas do que das cenas engraçadas em si. Já assisti muito filme infantil, mas nenhum como esse.

Para aqueles que conseguem dar o play tendo em mente que irão assistir um filme de 1994 protagonizado por mini-mini-gente, vale muito a pena!

Título original: The Little Rascals
Ano de produção: 1994
Dirigido por: Penelope Spheeris
Gênero: comédia, aventura, romance
Nacionalidade: EUA

Sinopse

Batatinha (Travis Tedford), Porky (Zachary Mabry) , Alfalfa (Bug Hall), Stymie (Kevin Jamal Woods) e outros meninos integram um grupo de garotos que simplesmente detesta garotas. Entretanto o clube se sente traído quando Alfafa se apaixona por Darla (Brittany Ashton Holmes) e os meninos começam a aprontar divertidas confusões para separar o novo casal.

 

Elenco

Travis Tedford - Spanky
Kevin Jamal Woods - Stymie
Jordan Warkol - Froggy
Zachary Mabry - Porky
Ross Bagley - Buckwheat (as Ross Elliot Bagley)
Courtland Mead - Uh-Huh
Sam Saletta - Butch
Blake Jeremy Collins - Woim
Blake McIver Ewing - Waldo
Juliette Brewer - Mary Ann
Heather Karasek - Jane
Brittany Ashton Holmes  - Darla
Bug Hall - Alfalfa
Elmer - Himself
Petey - Himself

 
Curiosidades

Director Penelope Spheeris admits the biggest challenge of filming was working with the younger kids as they often had problems saying their lines properly.

Although the cast of characters mostly reflects the 1937-39 incarnation of the gang, notable exceptions include: Stymie (1930-35), Froggie (1940-44, who actually replaced Alfalfa as Spanky's sidekick), Uh-huh (1933), and Miss Crabtree (1930-32).


Referências:

http://www.imdb.com/title/tt0110366/
http://www.adorocinema.com/filmes/filme-32809/