Passamos o dia fora e só voltamos no final da noite (sim, era bem tarde). E decidimos dar uma geral de verdade para tentar encontrar a abridora de portas. A busca detalhada começou já no carro... Nada. Subimos pra casa e o Silvio foi olhar na minha bolsa; porque eu já tinha olhado duas vezes, mas olhar de homem – ainda mais do Silvio - é diferente, né?! Encontrou alguma coisa? Claro que não! Desânimo total! E aí, “despretensiosamente”, ele fez o gesto mais simples do mundo: levantou o carregador da bateria do notebook, que estava na bancada do escritório. E eis que ali, Tudo (ou quase tudo) que se passa nas cabeças e nas vidas de uma mãe e um pai de primeiríssima viagem.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
27.02.2012 – Uma chave e a paranóia
Passamos o dia fora e só voltamos no final da noite (sim, era bem tarde). E decidimos dar uma geral de verdade para tentar encontrar a abridora de portas. A busca detalhada começou já no carro... Nada. Subimos pra casa e o Silvio foi olhar na minha bolsa; porque eu já tinha olhado duas vezes, mas olhar de homem – ainda mais do Silvio - é diferente, né?! Encontrou alguma coisa? Claro que não! Desânimo total! E aí, “despretensiosamente”, ele fez o gesto mais simples do mundo: levantou o carregador da bateria do notebook, que estava na bancada do escritório. E eis que ali, sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
18.02.2012 – Canudinho
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
22.02.2012 - As (in)definidas transições de fase
Alguns especialistas dizem que durante os primeiros dois anos de vida acontecem alguns saltos de desenvolvimento, onde os bebês descobrem uma nova habilidade e ficam tão entusiasmados que querem praticá-la o tempo todo; seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
16.02.2012 – Só uma lembrancinha – e a importância dos presentes
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
13.02.2012 - Luna - 1 ano e 1 mês
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
... Que não deveria se chamar amor
(...)
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo
(Paulinho Moska)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
07.02.2012 - Quando a cegonha levantou vôo...
Tenho uma amiga no trabalho que está "mais grávida do que eu". Numa conversa com ela ontem, perguntei como ela estava "registrando" tooooodo esse turbilhão de sentimentos e acontecimentos desses seis meses de gravidez. Ela disse que escreve em um caderno, com direito à canetinhas coloridas, desenhos e colagens.
Fiquei me sentindo uma mãe desnaturada; a única coisa que fiz até agora foi tirar foto da barriga nessas últimas duas terças-feiras (e assim será toda terça-feira!) e subir meu 2º e 3º ultrassom no Youtube.
Decidi começar um blog, pronto! Nunca tive lá uma grande tendência a escrever sobre a minha vida, mas fico pensando na minha infância: minha mãe é uma aficionada por fotografar a família, viagens, aniversários e tudo mais, então tenho tanto registro e tanta memória visual que dá gosto. Volto no tempo - ano a ano, quase mês a mês - cada vez que começo a virar as páginas dos álbuns de fotografia aqui de casa. E quero fazer igual ou melhor agora que a mãe sou (porque já sou!) eu.
Fotos e vídeos estarão mais do que garantidos! O tal "casa de ferreiro, espeto de pau" não terá vez nesta família! Mas escrever já é outra história... Leva um tempo maior, uma dedicação maior. É um baita exercício de se olhar, olhar o que está fora e o que está dentro, nossa!!!
Mas vamo que vamo!!! E outra! Terei uma super ajuda - assim espero - da outra metade responsável por tudo isso. Silvio, o papis d@ pimpolh@ - também irá dar as caras por aqui... Não garanto freqüências semanais nem coisa do tipo, mas prometo atualizar sempre que possível.”
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Eu tenho uma dificuldade muito grande em começar a escrever os textos pro blog e só parar depois que digitar o último ponto final. E foi assim desde o começo. Não sei se é porque são palavras muito caras pra mim, se eu me coloco ali por inteira, não sei e não vou fazer qualquer tipo de análise aqui e tentar encontrar os motivos; mas a questão é que eu abro o arquivo onde estão todos os posts - desde o primeiro - coloco a data, suspiro fundo e começo a escrever. Mas aí, depois do primeiro parágrafo - ou, ás vezes, da primeira linha – minimizo a janela, vejo se tem atualização no Facebook, no e-mail da empresa ou no e-mail pessoal; passo a música que estava ouvindo, bebo água, pego alguma coisa pra comer ou mando uma mensagem no celular. E assim o texto vai saindo.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
06.02.2012 – Vamos lavar roupa suja?
Eu morava com meus pais até 15 dias antes da Luna nascer (já dá pra perceber a maratona que foi nossas vidas durante a gravidez). E eu sempre ajudei minha mãe com pequenas tarefas na casa, mas isso acontecia mais aos finais de semana, já que uma moça fazia o trabalho pesado ás segundas, quartas e sextas-feiras. E lavar roupa era uma coisa que eu realmente não precisava fazer nunca.
Na minha própria casa isso mudou, óbvio. E desde que me mudei faço reverências semanais para a máquina de lavar roupa; só não ajoelho e abraço o eletroeletrônico, porque ficaria estranho se os vizinhos vissem a cena.
Então somos três: eu, Luna e Silvio. Até poucos meses atrás as roupas eram lavadas assim: joga na máquina, sabão, amaciante, liga e espera. Óbvio que as pequeninas peças da (ex-)nenezinha tinham um cuidado um pouquinho maior: lavadas separadamente, com sabão especial; babadores, rastros de cocos que vazavam da fralda e leites babados nos bodys e afins eram esfregados antes. E todos viviam felizes para sempre.
Acontece que Luna começou a engatinhar por volta dos nove meses. Desde então sou presenteada, quase diariamente, – vindas na sacola de roupas sujas da escolinha - com calças “pintadas de sujo” no joelho. Ainda bem que tem feito um tempo ótimo nos “últimos meses”. Na prática isso significa que Luna usa mais vestidinhos e shortinhos, o que significa menos calças sujas e menos desespero da mamãe.
Mas de vez em quando eu pego umas que parecem que a mancha escura faz parte do tecido, que foi feito assim. E aí recorro para a fórmula mágica de lavar roupa da minha sogra – especialista competentíssima no assunto: sabão em pedra, esfrega, enxágua, mais sabão, deixa de molho, enxágua e plim!
Na maioria das vezes a sujeira resolve desapegar da roupa e vai embora pelo ralo. Mas e quando aquela praga não desgruda da roupa e não sai nem com reza braba?! Repito o procedimento, esfrego até meus dedos pedirem arrego, esfrego
Mas tudo isso rola quando sou eu que lavo as roupas, claro! Porque é só a avó paterna da Luna se posicionar na frente do tanque que tudo fica limpo como num passe de mágica. Sogrinha amada! O que faríamos sem você? Essa mulher sabe tirar machas de qualquer coisa em qualquer tecido. Nunca vi! E to bem sentindo que isso só vai piorar. Por enquanto as áreas afetadas são “apenas” joelhos e bunda, mas e quando ela começar a brincar no parquinho de terra, brincar de esconde-esconde e se enfiar em todo tipo de lugar sujo, brincar de boneca e casinha sentada na área comum do condomínio? Ai de mim! Ai de mim!
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Pijamas, reunião na escola, rituais e como tudo isso se mistura
A gente “nunca” escuta tanto o nome de certo cara até começar a namorar alguém com aquele nome.
A gente “nunca” repara de verdade na quantidade de pessoas ao nosso redor que estão engravidando e tendo filhos até ser uma dessas pessoas.
E comigo foi assim: quando eu descobri que estava grávida – depois de passar o surto todo – comecei a reparar em quem eu conhecia que também estava na mesma deliciosa situação. Os queridos buchudos mais próximos eram Virno e Ândrea, Mariana e Marcelo, Kati e David. E desde aquela época começamos uma “amizade gestacional” que foi incrível, pelo menos pra mim. Como Luna seria a “caçula” da turma, sempre tive muito apoio quando precisei tirar uma dúvida, desabafar sobre uma angústia, contar uma novidade ou perguntar qual era a melhor solução pro assunto x ou y. Estávamos passando por tudo aquilo em momentos muito próximos, então tudo era mais fresco e vivo em nós.
E isso não mudou quando Aurora, João, Enzo e Luna nasceram. As mães e pais desses pequenos me são muito caros e meus ouvidos e coração ficam sempre muito atentos quando trocamos vivências sobre esse nosso mundinho-mundão da primeira infância. E aconteceu uma troca recentemente que ficou me pedindo pra tentar colocar em palavras as mudanças que aconteceram em casa.
Começou assim: Luna ganhou de aniversário da Aurora (porque depois que se têm filhos, até certa idade, são sempre eles que presenteiam os amiguinhos) um pijama. Ândrea – aflita de ter “errado” o presente - me perguntou se Luna já tinha algum e eu, tooooooooda feliz, disse que aquele seria seu primeiro! E era lindo! Todo de brócolis e ainda brilhava no escuro! Mas aquele pijama sem o relato de Ãndrea não teria o mesmo significado. Ela me contou que faz o “ritual da hora do sono” há um tempinho, e que tão importante quanto o que fazer, era como fazer. Mais ou menos assim: banho pra relaxar, coloca o pijama, explica que agora é hora de fazer ‘Shhhh’, vai pra cama da mamãe e adormece bem gostoso. O como fazer toma importância no momento que a gente percebe que todas essas etapas não são gestos mecânicos, tudo isso precisa de carinho, de conversa, de palavras contando o que está acontecendo e preparando a cria pra dormir; a identificação daquela roupinha como sendo seu pijama, simbolizando a hora de ir pra cama; o carinho e o cafuné ao deitar.
E eu me peguei pensando: Puts! Já era hora de Luna começar a usar pijama?! Eu sempre tive a imagem de crianças maiores com aqueles modelos de ursinhos, bonequinhas e carrinhos; os pequenos monstrinhos reclamando por não quererem tirar a roupa toda suja de brincar na rua, no parque ou na casa do vizinho (sou desse tempo). Mas será que ainda não era cedo pra passarmos pra esta nova etapa da vida? Ândrea me disse que começou o ritual (estou usando tanto esta palavra e nem sei se cabe mesmo aqui) quando Aurora tinha nove meses e que hoje, com quase um ano e meio, quando a pequena começa a sentir soninho, pega a mãe pela mão e levando-a na direção do quarto vai fazendo ‘Shhhh’. E confesso que pouco tenho pra reclamar de Luna, mas tem noite que ela não quer dormir de jeito nenhum. “Pra que perder tempo dormindo? Quero mais é brincar!” Às vezes o leitinho da noite dá uma acalmada na mocinha, o corpo amolece e ela fica ali mesmo, deitadinha no sofá. Mas tem dia que ela acaba de beber, larga a mamadeira do lado e já desce do sofá direto pra caixa de brinquedos, ou pra escada, ou pro móvel da sala.
Tudo isso aconteceu num domingo, mas aí tem o processo de lavar e passar toda roupa nova que Luna ganha. Então o início do ritual teria que esperar mais um pouquinho.
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Na segunda-feira passada foi a primeira reunião de pais na escolinha. Este ano teremos uma novidade, a criação de um módulo intermediário entre Berçário e Jardim I. Até ano passado os bebês ficavam no berçário até completarem um ano e meio, mas como a área deles é separada, de certa maneira, do restante da escola - inclusive por questões de higiene - assim que vão crescendo o desespero de explorar o mundo é tão grande que, sempre que alguém aparece na porta, meia dúzia de mini-maratonistas engatinha, corre (= cambaleia) até lá querendo sair. Então, assim que um pimpolhinho começar a andar com firmeza irá passar para este que eles chamam lá de Módulo Amarelo (cada um tem uma cor); e como Luna já dá sua meia dúzia de passinhos sozinha – quando quer – não tardará em ser liberada para explorar um mundo novo.
E daí que na reunião de segunda-feira os pais dos “maiorzinhos” (Ai meu Deus! Minha bebezica já é de maior!) foram conhecer a professora nova. Querendo saber um pouco mais sobre os pais e seus respectivos rebentos, a moça pediu que nos apresentássemos e contássemos um pouco sobre nossos pequenos furacões.
E nessa rodada de mães babando em seus filhos através de palavras, ouvi, mais de uma vez, algumas histórias sobre como pequenas mudanças na rotina da família estavam sendo benéficas pra todos na casa; e uma delas era sobre o pijama.
Ansiosa de carteirinha, decidi naquele momento que não passaria mais uma noite sem apresentar a roupinha de brócolis á Luna. Saímos da escola e fomos pra casa. Decidimos também que Luna “deveria” estar dormindo ás dez, o que, fora do horário de verão significaria nove da noite. Sempre fui adepta de algumas livres demandas desde que Luna nasceu; mamar, dormir, banho e tal. Mas Luna já é uma mocinha e depois das dez não é hora de criancinha estar acordada.
Então chegamos e fui dar-lhe um banho gostoso. Um pouco de brincadeira, mas nada demorado. Mostrei o pijama e... Ela nem ligou, claro! Pijama e naninha foram palavras repetidas algumas vezes durante o processo da troca. Limpinha e cheirosa, hora encher o barrigão. Luzes da casa apagadas, Backyardigans passando no Discovery Kids; encostei a fofa em mim no sofá e dei-lhe a mamadeira. Ela terminou de mamar e ficou deitada? Não. Mas tudo bem. Subimos pra escovar o dente e eu a trouxe de volta para a posição anterior no sofá. Agora tinha uma diferença: beijinho, carinho e cafuné. Ela até resistiu um pouco sim, viu? Fazia força pra levantar, jogou a chupeta longe, irritada. Mas aí entra a tal da consistência; mais conversa e carinho e a bichinha foi acalmando, amolecendo e dormiu. Linda... E de pijamas! E assim foi segunda, terça, quarta e ontem. Fiquei tão empolgada que comprei mais um conjuntinho na terça-feira!
Este “posto”, de deitar com a filha no sofá e fazê-la dormir, sempre foi mais do Silvio; como eu fico um pouco mais com ela durante a noite pra dar a mamadeira, trocar a fralda e brincar – enquanto ele geralmente está trabalhando ou fazendo a janta – ele pede pra ficar com essa função no final do dia. Mas esses dias têm sido tão gostosos que vou repensar essa logística, até pra ele também poder participar do momento “Filha! Olha o brócolis chegando!”
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
26.01.2012 - Os sete anões
Luna ganhou seus primeiros dentinhos em setembro do ano passado; nasceram primeiro os de baixo.
Durante as férias, os dois de cima foram saindo bem devagarzinho, quase envergonhados; e pra fazer companhia aos centrais, o incisivos laterais (ui! Claro que eu tive que pesquisar o nome deles)já foram também se mostrando, logo atrás.
Mas acontece que ontem estávamos na Leroy Merlin e assim que Luna abriu a boca – não me lembro se pra rir das cócegas que Silvio fazia, se pra colocar a chupeta na boca ou se pra reclamar que queria ir pro chão – eu vi que tinha dentes demais ali, demais! E foi aí que reparei num 7º dente. SETE! Essa menina já é quase um tubarão! Daqui a pouco - se ela continuar com essa história de morder - já vai deixar aquelas marcas de “reloginho” no braço de alguém.
Ai fiquei pensando: Como pode?! Uns demoram tantos pra sair e outros parecem ter pulado de um trampolim pra fora da gengiva. JU-RO que ontem de manhã aquele sétimo dente não estava lá, na não, na na ni na não!
