Tudo (ou quase tudo) que se passa nas cabeças e nas vidas de uma mãe e um pai de primeiríssima viagem.
terça-feira, 13 de março de 2012
Luna - 1 ano e 2 meses.
"I was born to love you
With every single beat of my heart
Yes, I was born to take care of you
Every single day of my life"
À Procura da Felicidade - The Pursuit of Happyness
Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão. · Dirigido por Gabriele Muccino
· Duração: 7 min
· Gênero: Comédia dramática, Biografia
· Nacionalidade: EUA
· Atores:
o Will Smith - Christopher Gardner
o Thandie Newton - Linda
o Jaden Smith - Christopher
o Dan Castellaneta - Alan Frakesh
· Curiosidades
o Diretor - A contratação de Gabriele Muccino foi indicação de Will Smith. O ator havia assistido O Último Beijo (2001) e Ricordati di Me (2003), ambos dirigidos por Muccino.
o Início da parceria - Este é o 1º de dois filmes em que o diretor Gabriele Muccino e o ator Will Smith trabalham juntos. O posterior foi Sete Vidas (2008).
o Título - O título original contém a grafia incorreta da palavra happiness, substituindo a letra I por Y. Este erro foi intencional, sendo uma referência a uma cena importante do filme.
o Elenco - Jaden Smith é realmente filho de Will Smith, com a atriz Jada Pinkett.
o Moradores de rua - Foram contratados como extras para as filmagens pessoas que realmente moravam nas ruas.
o O verdadeiro Chris Gardner - O verdadeiro Chris Gardner e seu filho são vistos em uma pequena ponta no fim do filme, cruzando o caminho de Will Smith e Jaden Smith.
· Diálogo marcante:
Christopher Gardner: Hey. Don't ever let somebody tell you... You can't do something. Not even me. All right?
Christopher: All right.
Christopher Gardner: You got a dream... You gotta protect it. People can't do somethin' themselves, they wanna tell you you can't do it. If you want somethin', go get it. Period.
Christopher: All right.
Christopher Gardner: You got a dream... You gotta protect it. People can't do somethin' themselves, they wanna tell you you can't do it. If you want somethin', go get it. Period.
· Prêmios:
o OSCAR
Indicação
Melhor Ator - Will Smith
Indicação
Melhor Ator - Will Smith
o GLOBO DE OURO
Indicações
Melhor Ator - Drama - Will Smith
Melhor Canção Original - "A Father's Way"
Indicações
Melhor Ator - Drama - Will Smith
Melhor Canção Original - "A Father's Way"
o MTV MOVIE AWARDS
Ganhou
Melhor Revelação - Jaden Smith
Indicação
Melhor Performance - Will Smith
Ganhou
Melhor Revelação - Jaden Smith
Indicação
Melhor Performance - Will Smith
sábado, 10 de março de 2012
10.03.2012 - Overdose de fofuras
Sem reflexões, palavras difíceis, demonstração por escrito de pensamentos e sentimentos.
Dei-me o direito de fazer um post exclusivamente pra publicar as últimas gracinhas da Luna.
São tantas ultimamente que isso aqui acaba sendo só uma amostra grátis.
Claro que as gracinhas dos nossos filhos são muito mais delícia aos nossos olhos. Mas vou fingir que isso não é verdade.
Enjoy!
quarta-feira, 7 de março de 2012
07.03.2012 – Palavreando...
Resolvi assim: escrever um post único sobre as novas palavras que Luna for aprendendo. Uma lista onde acrescentarei cada novo “som identificável” que sair daquela boquinha rosada. Porque sejamos honestos, se eu fosse escrever um texto pra cada uma delas, não faria outra coisa nos próximos meses, já que a pequena está na fase da descoberta das sílabas, palavras e conjunções adversativas.
Vamos lá:
· Outubro de 2011 - Antes de saber como dizer qualquer coisa, seu primeiro som foi Au-au. Começou com Au-a e o segundo u saiu depois, com a prática, já que ela não podia ver um cachorro que ia logo o chamando pelo “nome”.
· Novembro de 2011 - Papai veio por volta dos 11 meses. Na verdade o jeito que ela traduziu foi Tatá; e ainda (07.03.12) o é. Quando peço pra chamar o pato, sai o PA, mas quando – em seguida – peço “Chama o papai”; o Tatá sai com uma naturalidade indestrutível.
· Dezembro de 2011 - Mamãe foi mais difícil; bem mais. Quando começamos a identificar a letra ‘m’ achei que finalmente Luna sabia o que dizia. Mas comecei a reparar que ela falava Mamã olhando pra parede, pra TV, pros brinquedos, e aí eu fiquei sem entender nada. Mas faz mais ou menos um mês (desde o início de fevereiro) que o Mamã virou Mamãi; e aí é pra mim, me olhando, me chamando, tão linda!
· Fevereiro de 2012 – Num almoço em casa, com uva de sobremesa, saiu o Uv, com v mudo mesmo, Coisa de bebê chique!
· Fevereiro de 2012 – Pé, ou melhor, algo mais para Pó foi neste mês também; já que é uma parte do corpo bem presente nas nossas conversas: na hora de colocar a meia, a sandália ou lavar no banho.
· Março de 2012 – Bola foi bem no comecinho e acho que Luna gostou da palavra, ou melhor, da meia palavra, já que diz apenas Bó. Na verdade está mais para Bóóóól; ela gosta de dar essa ênfase na sílaba; quase associando bola com gol, por isso sai desse jeito.
· Março de 2012 - Como boas avós corujas, desde SEMPRE minha mãe e a mãe do Silvio solicitavam (descontroladamente) que Luna dissesse vovó. Em fevereiro a pequena aprendeu a finalmente chamar as senhoras de duas gerações acima. Na verdade, até o comecinho de março a coisa era meio capenga; saia de vez em quando, meio sem saber se era isso mesmo. Mas de repente o Vovó ficou tão nítido e tão claro que dá gosto de ouvi-la chamar as velhotas; que quase morrem do coração de felicidade.
· Março de 2012 – Pato foi ontem - dia 06 – quando busquei a tal palavra como referência pra tentar ver se saía o Papai. “Filha, como fala pato?”. Pa, respondeu Luna prontamente.
· Março de 2012 (13) – Tem uma coisa que é: primeiro, o bebê realmente expressas com letras e sílabas determinada palavra e segundo, a gente achar que ele está dizendo aquilo. Só estou escrevendo hoje, pois eu não tinha certeza (se é que isso é possível) de que Luna havia aprendido uma novapalavra sílaba. Na verdade a junção do B com O já saiu para bola (oú Bóóóóól), mas agora tem um chapeuzinho ali que não tinha antes e apresento-lhes o Bô, de acabou. Acaba o leite da mamadeira, ela olha e diz Bô; acaba a comida do prato, ela olha e diz Bô. Ela joga alguma coisa no chão, me olha e diz? Bô!
· Março de 2012 (13) –Ainda nos achismos O sapo também começou a aparecer. Ela tem um de pelúcia no quarto e sempre brincamos com ele na hora de trocar a fralda, com direito a musiquinha do sapo que não lava o pé. E sabo foi carinhosamente apelidado por Luna de Pô.
· Final de Março - Neném, ou algo parecido... Bem parecido.
· Março de 2012 (13) – Tem uma coisa que é: primeiro, o bebê realmente expressas com letras e sílabas determinada palavra e segundo, a gente achar que ele está dizendo aquilo. Só estou escrevendo hoje, pois eu não tinha certeza (se é que isso é possível) de que Luna havia aprendido uma nova
· Março de 2012 (13) –
· Final de Março - Neném, ou algo parecido... Bem parecido.
· Final de Março - Titia - A madrinha (e tia) de Luna ainda não ouviu, mas tenho certeza que irá morrer do coração de felicidade. E como sai só um Titi, dá pra "usar" pro padrinho (e tio) também.
· Meio de abril - A gente vai ensinando as partes do corpo aos poucos. Começamos com o que está mais visível e com o que é mais fácil de ser entendido. Esta é a primeira fase: identificar as partes. Agora já estamos na segunda, em alguns momentos paralela com a primeira: ensinar como dizer cada uma delas. Pé já saiu um dia, o resto está em fase de "implantação". E outro dia estávamos brincando de fazer coceginha e eu dei uma "leve mordida de mãe" no bumbum da pequena. Depois que ela se acalmou das gargalhadas, repeti algumas vezes: "A mamãe mordeu o bumbum da Luna". E não é que agora ela sabe que aquela parte do corpo, onde seu bracinho ainda mal alcança, chama Bubu?· Meio de abril - Tem um desenho da Discovery Kids que chama 'Word World'. Os personagens - animais como pato, sapo, urso, porco, cachorro, ovelha, formiga, insetos, tubarão, etc (assim como alguns objetos do cenário) são formados pelas próprias letras de seus nomes. A gente adora esse desenho e dá pra ensinar um monte de coisas. Mas o nome do programa é difícil até pra adulto falar, imagine criança! Só que a gente sempre fala tudo com a Luna, e desta vez não foi diferente. Assim que começou, o SIlvio disse: "Filha, tá começando Word World!". E não é que ela "repetiu"?! Pra ela é o "Uouou". Lindica!
. Final de abril – Se eu fosse escrever sobre esta palavra até ontem, diria que Luna chamou o tênis de Te, mas hoje de manhã (26.04), na hora de colocar o tênis pra ir pra escola, ela me solta um Teís. Fiquei impressionada com a evolução de um dia pro outro.
. Final de abril: a primeira palavra que uma mãe quer ouvir da boca do(a) filho(a) é? Mamãe! Claro! Mas acho que a segunda é uma que Luna já sabe como dizer: AMO. Com o tempo vem a frase inteira, mas só de ouvir o Am da boquinha da minha pituca por livre e espontânea vontade quando a gente pede, já me enche o coração de lágrimas, se é que me entendem.
. Final de abril: Ela também já sabe os nomes das Tias da escola. Tia Paty, Tia Cris e Tia Ju são, respectivamente Pa, Ix e U.
Estou prevendo que muito em breve não darei mais conta de atualizar cada nova palavra que Luna aprende. E é claro que o aprendizado e o desenvolvimento da fala é aos poucos, mas acabo registrando aqui o primeiro momento, a primeira tentativa de repetir determinada palavra, mesmo que uma delas, com 3 sílabas, vire apenas vogais na boca de Luninha.
. Meio de maio: além de chamar as pessoas pelos seus ‘cargos’ (mamãe, papai, titia, vovó e vovô), Luna começou a dar nome aos bois. É claro que Aline, Silvio, Rogélio (avô materno) e Otília (avó paterna) são nome nível 2. Mas Vovô Gegê (de Geraldo), Titia Momo (de Mónica), Titio Didi (de Diego) e Bé (como meu pai chama minha mãe, também conhecida por Elisabete) já estão na ponta da língua da pequena.
. Meio de maio: todo santo dia, ao nos prepararmos pra sair de manhã aparece a conversa: Luna, vamos colocar o tênis? Mamãe está colocando o sapato pra gente passear. Tênis ela já fala não é de hoje, mas sapato ainda não tinha aparecido, por enquanto é algo como aato. Palavra com três sílabas ainda é muito complexo pra ela...
. Meio de maio: no DVD do Cocoricó aparecem vários bichos: galinhas, vaca, cavalo, papagaio e porco. Este último tem uma música exclusiva, mas também aparece logo na primeira trilha do DVD. E Luna já sabe chamá-lo: pôio
. Meio de junho: Fiquei um mês sem escrever nada neste post, até parece que Luna está há tanto tempo sem falar nada novo. Na verdade ela tem repetir tudo que falamos, mas a maioria das palavras acaba se resumindo em uma sílaba. Por exemplo, agora ela finalmente – não que eu desejasse desesperadoramente que isso acontecesse – sabe dizer quando quer a chupeta, pois ela só diz Pê quando quer aquela coisinha coloridinha, que eu evito tanto que ela use.
. Meio de Junho: A novidade mais legal foi que Silvio ensinou a pequena a ter noção espacial; agora ela já sabe – e já diz! – que ali é mais ou menos longe e aqui é bem pertinho. Quando ele a pega na escola, assim que chegam no condomínio, coloca a pequena no chão e pergunta: “Filha, qual é a nossa casa?”. E Luna, toda linda, anda até a porta de casa, aponta para o capacho e diz “aqui”. E sabe o que isso significa? Que não poderei trocar o capacho de casa por um bom tempo.
. Começo de julho: a primeira palavra de Luna – mesmo que tenha sido uma onomatopéia – foi dita há nove meses e desde então ela vem evoluindo muito bem. O que eu não imaginava é que tão cedo ela iria dizer algo que eu desaprovaria com tamanha força. Luna tem um avô paterno que ela adora e os dois se divertem juntos sempre que se encontram. Mas meu sogro ensinou a pequena um pouco cedo demais as questões de posse. A brincadeira era pegar alguma coisa e dizer ‘É meu!’ e agarrar ou abraçar a tal coisa com afinco. E daí que Luna não levou na brincadeira. Desde então, tudo que ela pega na mão, caso a gente peça pra ela entregar ou tente tirar na força com jeitinho (quando ela pega algo que possa ser perigoso), ela segura, olha nos nossos olhos e diz ‘É mê!’; dependendo do caso, como quando ela quer realmente demonstrar que aquilo não deve ser tirado dela, ela solta um “Ééééééé mêêêêêê!’ que me dá nos nervos. Bora trabalhar isso, né minha gente?
. Meio de julho: no final de 2011, quando Luna estava com 11 meses, tivemos na escola dela a reunião de encerramento do ano letivo. Uma amiguinha do berçário, na época com 1 ano e 7 meses, estava com caneta e papel nas mãos, que haviam sido tirados da bolsa de sua mãe. Durante a reunião os pequenos ficaram brincando por ali e em certo momento a amiga de Luna foi até sua mãe e começou a repetir ‘papel’, ‘papel’. Fiquei olhando aquilo e pensando: “Nossa, que gostoso deve ser ouvir seu filho falando!” E aí veio o tal do “não vejo a hora” de Luna também começar a se comunicar verbalmente. Desde então Luna vem aprendendo a usar as palavras – ou melhor, por enquanto, a usar as sílabas – e o ‘papel’ apareceu em seu vocabulário. Há um tempo compramos giz de cera pra Luna desenvolver seus dons artísticos em casa, então a tal palavra começou a ser intensamente repetida nesses momentos de lazer. E semana passada ela conseguiu se fazer entender; agora já sabemos que ‘pepéu’ se refere aquela folha branca onde Luna gosta de fazer seus rabiscos caprichados.
sexta-feira, 2 de março de 2012
02.03.2012 – Verbos no imperativo
Outro dia estava brincando com a Luna (vejam bem, brincando!) e diante de alguns “monólogos com ela” – por enquanto – me peguei pensando na quantidade de verbos no imperativo que dirigimos aos nossos filhos; desde tão cedo.
Eles variam dos mais simples como dance, deite, coma, beba, durma, ande, engatinhe, levante, sente, pegue, desenhe; até alguns um pouco mais complexos como levante os braços, lave a barriga, coloque a presilha no cabelo da mamãe, diga papai, fale banana, limpe a boca, abra o pote e por aí vai.
Claro que a grande maioria deles, pelo menos no meu caso, possui muito carinho no tom de voz e na intenção da “ordem”.
Sei que a idéia principal é ensiná-los; e aí penso que um ‘por favor’ não faria a menor diferença neste caso – novamente, por enquanto - nem pra nós, muito menos pra eles. O imperativo é a forma mais curta e clara de dizer alguma coisa aos nossos pequenos; e algo antes, durante ou depois só poderia confundi-los.
É que ás vezes me sinto mal de estar o tempo todo mandando pedindo pra Luna fazer isso ou aquilo. Muitas vezes é para ir, aos poucos, ensinando a filhota sobre as coisas do cotidiano e como se tornar (bem aos poucos!) independente. E sabemos que conseguir realizar pequenas ações estimula a confiança e os tornam crianças mais felizes. Não é á toa que, quando executam algo que sabem que aprovamos, eles são os primeiros a bater palminhas e exibir um sorrisão semi-banguela no rosto.
Só que muitas “ordens-fofas” são apenas isso, comandinhos pra que Luna faça algo exclusivamente para que eu me derreta e babe nela, pensando que minha filha é a criaturinha mais engraçadinha do mundo. Ensinamos Luna a piscar e quando ela fecha os olhinhos, apertadinhos, acompanhando o movimento com uma caretinha delícia, fico com vontade de pedir que ela repita o gesto um milhão de vezes. Mas, né?! Pra que mesmo?! Tipo, que saco, mãe!
Por outro lado, acho que eles têm um sistema interno de proteção que bloqueia os movimentos do corpo (e do ouvido) quando eles não estão a fim de cair na nossa manipulação materna. Isso acontece muito quando queremos mostrar como eles são espertos e simpáticos para as visitas, parentes, amigos e afins. É de lei... Lei de Murphy! Só que esses não são os únicos casos. Luna, mesmo em casa, quando está distraída com algo mais interessante do que a voz da mãe dela, simplesmente ignora minhas súplicas de atenção. E ponto.
Enfim, só parei pra viajar um pouco como, mesmo “sem querer”, recebemos ordens a vida inteira... Inteira mesmo!!!
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
27.02.2012 – Uma chave e a paranóia
Quatro pessoas possuem uma cópia da chave da minha casa: eu, Silvio, minha mãe e minha sogra.
A minha fica em dois lugares possíveis: no porta-chaves do armário do escritório ou no bolso direito da minha mochila.
Mas a semana passada foi um tantinho agitada e mudamos (mais ainda) nossa rotina: Silvio com conjuntivite, sem poder me ajudar com as demandas da pequena e sem poder sair de casa; eu levava Luna sozinha pra escola e, pra poder buscá-la, deixava o carro no metrô.
E acontece que na sexta-feira perdi minha chave. Era um tal de sair com a mochila toda, sair só com as coisas da Luna, ir ao mercado só com a chave e a carteira... E nessa bagunça, me desorganizei. Cheguei à noite, precisei dela por algum motivo e... Cadê?
A parte da chave foi explicada, a paranóia começa aqui:
Observação importante: Moramos num condomínio de 16 sobrados e temos um funcionário de uma empresa terceirizada que fica por lá ás 2ª, 4ª e 6ª-feiras para lavar, tirar lixo, regar o jardim, essas coisas. Recentemente o funcionário antigo, gente boa e trabalhador foi “substituído” (não ficou muito claro o motivo) por um cara mal educado, mal encarado e vagabundo. Na reunião de condomínio desde final de semana a opinião sobre o cidadão foi unânime: fora já! Quem tem segurança de morar num lugar com uma pessoa dessas circulando livremente perto de nossos pequenos?! Mas acontece que na semana passada ele ainda estava lá e isso conta muito pra minha história.
Cheguei exausta em casa na sexta, então procurei a danada da chave em cada milímetro superficialmente em lugares mais “prováveis”; sem sucesso. Então me lembrei do tal cara da empresa terceirizada e entrei numas de achar que o cidadão poderia ter encontrado a chave – já que eu não fazia idéia de onde poderia ter perdido deixado a dita cuja – e poderia estar planejando entrar na minha casa de madrugada pra assaltar ou sabe-se lá o quê. Mas foi uma paranóia tão grande que eu cheguei todas as portas e janelas dez vezes (como se isso fosse adiantar caso ele estivesse com a chave) e fui dormir (já que não tinha outro jeito) com o coração apertado e a cabeça a mil.
Como o final de semana foi bem agitado – e tínhamos a chave do Silvio em uso – acabei não procurando mais.
Noite de sábado pra domingo, a mesma paranóia. Ai que merda! Esses noticiários, por mais “realistas” que sejam, de gente sendo seqüestrada, bebês sendo maltratados por familiares e desconhecidos e todo tipo de horror “verdadeiro” andam me fazendo um mal danado. E não é que eu assista! Mal tenho tempo de sentar na frente da TV, e quando rola, é pra assistir coisas como Cocoricó com a Luna ou seriados de canais pagos. Mas a gente sabe que essas notícias correm atrás da gente, né? E as redes sociais as propagam bem também. Acho que precisa ser divulgado sim, não dá pra esconder a realidade que passeia ao redor. O problema é como a coisa é feita e retratada.
O lance todo é que tudo isso sempre aconteceu e nunca me afetou do jeito que me afeta hoje. Eu sofro demais com cada notícia, como se tudo estivesse acontecendo com a Luna. Notícia de seqüestros de bebê? Parece que estão arrancando a Luna de mim. Mulher que vai abortar, pois não quer ter filho agora, por mais que o companheiro insista que ficará tudo bem (sim, isso aconteceu recentemente com um querido meu)? Quase morro de dor no peito; sofro e choro copiosamente! Notícia de bebê que é jogado fora assim que nasce, que apanha por chorar ainda com meses de vida?! É demais de terrível! Mas TENHO que entender que não tenho muito o que fazer e principalmente que a Luna está bem. Sempre falo que eu preciso de terapia, mas que no momento não vai estar sendo possível, sabe como é...
Enfim. E pra ajudar, Silvio acordou no domingo ás 09h15 (do horário de verão) e me chamou: “A Luna ainda não acordou, nem pra mamar de manhã?” Eu ainda meio tonta, parei uns segundos pra pensar e conclui que... Não! Pronto; se o objetivo dele era me matar do coração (quase) conseguiu.
Ele correu até o quarto ao lado e encontrou a pequena deitada, de olhinhos bem abertinhos. Tomou um susto, pois ela não se mexia, mas na verdade e delicinha deveria estar num de seus pensamentos profundos. E o domingo começou com todos muito bem.
Passamos o dia fora e só voltamos no final da noite (sim, era bem tarde). E decidimos dar uma geral de verdade para tentar encontrar a abridora de portas. A busca detalhada começou já no carro... Nada. Subimos pra casa e o Silvio foi olhar na minha bolsa; porque eu já tinha olhado duas vezes, mas olhar de homem – ainda mais do Silvio - é diferente, né?! Encontrou alguma coisa? Claro que não! Desânimo total! E aí, “despretensiosamente”, ele fez o gesto mais simples do mundo: levantou o carregador da bateria do notebook, que estava na bancada do escritório. E eis que ali, E nesta noite dei um beijo bem gostoso da minha pequena, senti seu cheiro de neném grande e meu travesseiro me pareceu leve, leve; bem diferente daquele tijolo das duas noites anteriores. E agora acrescentei um chaveiro bem grande ao molho de chaves e a promessa de que tomarei mais cuidado com o pequeno objeto causador de pânico interno.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
18.02.2012 – Canudinho
O bom de a Luna ser uma das caçulas - de um grupinho de amigas que pariram mais ou menos no mesmo tempo - é poder ter um termômetro na prática, na vida real, do que rola em cada fase.
E aí que recentemente fomos percebendo que as pequenas crias dos queridos próximos foram se adaptando á um novo modo de sucção: o canudinho; se adaptando e gostando!
Mais uma vez o pai da Luna foi quem teve a iniciativa. Nosso novo “momento mágico” rolou assim, de repente. Silvio teve a idéia e eu peguei uma caixinha de Ades no armário (pra mim, ainda o melhor de soja) e sentei no sofá, ao lado dos dois. Aí veio a questão: como ensiná-la? Neste momento agradeço a fase “bebê imita tudo o que fazem”. Foi só o Silvio simular o movimento no ar e depois repeti-lo no canudinho que Luna já foi querendo fazer o mesmo. E deu super certo! Super? Ela se babou um pouco. Um pouco? Babou-se bem! Se dava uma puxadinha só, beleza, engolia e pronto; mas se puxava mais vezes, metade do líquido vazava da boca. Vamos dar tempo ao tempo, né minha gente? Sem exigir demais da gorduchinha.
E agora que ela aprendeu a tomar suco de canudinho, não quer saber de outra coisa; ainda por cima “exige” segurar sozinha a caixinha. E sempre seguindo as recomendações do pediatra: suco artificial, só de soja!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
22.02.2012 - As (in)definidas transições de fase
Aí fico pensando até que ponto essas delimitações valem para as mães.
Temos aqui dois lados da “mesma” moeda:
O primeiro é achar que nossos bebês não crescerão nunca. Estou bem no começo da jornada, mas já ouvi tantas vezes o mesmo tipo de pensamento que considero um sentimento universal. E imagino que é legítimo mesmo. Acredito que o tempo passa tão rápido (E como!) que é quase impossível pra uma mãe aceitar que sua cria já não é mais a mesma de meses ou até anos atrás. E aqui aparece todo tipo de situação: desde mães que “sofrem com o crescimento” dos filhos mais naturalmente e se adaptam ás mudanças de um jeito saudável; até mães que praticam o apego fazendo a mala e o prato de seus pequenos marmanjos.
E o outro lado é onde me encontro neste exato momento: achar que seu pequeno bebê já está tão crescido que você se esforça pra lembrar como ele era há poucas semanas atrás. Luna já manda beijo, mama sozinha, engatinha, sabe lavar a barriga, pentear o cabelo, limpar a orelha, encaixar algumas peças de brinquedo, desenhar com giz (rabiscos tão originais e artísticos!), beber no canudinho, dar piscadinha (isso entra na lista de “coisas inúteis que ensinamos aos nossos pequenos apenas porque achamos encantadoramente lindo e ficamos mostrando pra todo mundo!”) e neste feriado ela descobriu que consegue ficar de pé sozinha! Não, não é ficar de pé parada sozinha, mas estar sentada, apoiar mãos e pés e levantar! Quase morri de emoção quando ela fez isso pela primeira vez na minha frente. Tão de repente!
Alguns especialistas dizem que durante os primeiros dois anos de vida acontecem alguns saltos de desenvolvimento, onde os bebês descobrem uma nova habilidade e ficam tão entusiasmados que querem praticá-la o tempo todo; seus sistemas perceptivo e cognitivo mudaram, houve uma maturidade neurológica, mas não tempo hábil para adaptação às mudanças.
Mas peraê, e cadê o tal tempo hábil para que nós nos adaptemos a essas descobertas? Às vezes me pego pensando em tudo que vivemos até agora e sinto como se fosse ontem abril de 2010 que descobri a gravidez da Luna. Aí penso que isso realmente faz “muito” tempo e volto ao seu nascimento. Ah! Esse sim foi ontem janeiro de 2011. E hoje ela já anda! Minha bebezica tão cheirosa e fofinha já fica em pé e (praticamente) anda sozinha!
O mundo pode parar só um pouquinho pra eu descer e digerir tudo isso sem que mais mudanças e aquisições de habilidades e novidades aconteçam? Teoricamente (literalmente) ela ainda é considerada um bebê, mas faltam apenas cinco meses para que ela pule fora dessa classificação e se torne uma criança. Eu acabei de ser mãe de um bebê, não podemos continuar assim por mais um tempo? Por favooooor?
É claro que tudo é gradativo e na prática nada mudará, mas ser mãe de um bebê tem uma aura mágica que acho que pode “se perder” um pouco conforme os pequenos vão crescendo. Não sei ao certo, vou ali surtar viver e conto mais depois.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
16.02.2012 – Só uma lembrancinha – e a importância dos presentes
Não é uma regra, mas muita gente, ao virar pai e mãe, é acometida de um consumismo incontrolável; ou quase incontrolável, já que os orçamentos familiares se apertam “um pouco” nesta nova etapa da vida. Tudo que vemos, queremos comprar pros nossos pequenos; roupinhas, sandalinhas, brinquedinhos, tiarinhas e todos os itens que o extenso catálogo do setor bebê-infantil trabalha arduamente em desenvolver e deixar á nossa disposição.
Mas muita coisa que temos em casa (no carro, na casa das avós, e espalhados em todos os lugares possíveis) nos foi dada. Pelo menos no nosso caso é assim. Luna é a primeira bisneta, neta e sobrinha (da minha família) e sou uma das primeiras amigas (de todos os círculos) a ter filhos. Por aí dá pra imaginar a quantidade de coisas que todos os parentes e queridos já deram e estão sempre dando pra pequena, mesmo fora de época.
Minha mãe, louquinha da vida pela neta, dá presentes quase quinzenalmente. A madrinha da Luna – minha cunhada – e minha sogra deram presentes em todos os mêsversários da fofa durante seu primeiro ano. É festa junina? Dona Bete compra uma roupinha caipira. Luna vai entrar na natação? A avó vai e compra um maiô. Luna está sem touca pro frio? Dona Otília compra uma linda! Os bodys de calor estão ficando pequenos? A avó paterna sabe de uma loja que vende uns no tamanho 01 e até 02. E por aí vai...
E o final de ano é bem agitado:
Dia das crianças - 12 de outubro
Natal - 25 de dezembro
Aniversário da Luna - 13 de janeiro.
Dá pra imaginar a quantidade de coisas novas que entraram em casa em menos de três meses?!
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Luna ganhou um livro de bichinhos há alguns meses; na hora do banho “lemos” o livro mostrando cada animalzinho, seu nome e o que está fazendo. E é assim todos os dias. Ontem, pela primeira vez, Luna apontou o macaco quando perguntei por ele. E isso me fez pensar na importância daquele objeto, “apenas uma lembrancinha” que ela ganhou não me lembro quando.
Posso estar ‘viajando na maionese’ (ai que gíria tão 2001!), mas pensei que o desenvolvimento de um bebê tem muito (muito!) a ver com os estímulos que recebe de quem ama, de quem está perto e de quem dá carinho. Mas acho que tem a ver com os instrumentos que os pais, avós, tios e amigos se apropriam para dar conta dos estímulos. E não tem instrumento melhor do que tudo que está ali ao redor, como os brinquedos da sala, do carro, da banheira, do quarto.
O que quero (tentar) dizer é que ás vezes, um brinquedinho que alguém deu apenas como uma lembrancinha pode se tornar significativo de um jeito pra criança e permitir que ela aprenda um tanto com aquilo! Aquele bichinho, aquele livrinho, podem se tornar os preferidos daquele bebê e fazê-lo conhecer um mundão ali. Acho que são pequenas escolhas, nossas e de quem está “junto” que vão construindo as descobertas do dia-a-dia.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
13.02.2012 - Luna - 1 ano e 1 mês
O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
... Que não deveria se chamar amor
(...)
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo
(Paulinho Moska)
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
... Que não deveria se chamar amor
(...)
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo
(Paulinho Moska)
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