quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

16.02.2012 – Só uma lembrancinha – e a importância dos presentes

Não é uma regra, mas muita gente, ao virar pai e mãe, é acometida de um consumismo incontrolável; ou quase incontrolável, já que os orçamentos familiares se apertam “um pouco” nesta nova etapa da vida. Tudo que vemos, queremos comprar pros nossos pequenos; roupinhas, sandalinhas, brinquedinhos, tiarinhas e todos os itens que o extenso catálogo do setor bebê-infantil trabalha arduamente em desenvolver e deixar á nossa disposição.

Mas muita coisa que temos em casa (no carro, na casa das avós, e espalhados em todos os lugares possíveis) nos foi dada. Pelo menos no nosso caso é assim. Luna é a primeira bisneta, neta e sobrinha (da minha família) e sou uma das primeiras amigas (de todos os círculos) a ter filhos. Por aí dá pra imaginar a quantidade de coisas que todos os parentes e queridos já deram e estão sempre dando pra pequena, mesmo fora de época.
Minha mãe, louquinha da vida pela neta, dá presentes quase quinzenalmente. A madrinha da Luna – minha cunhada – e minha sogra deram presentes em todos os mêsversários da fofa durante seu primeiro ano. É festa junina? Dona Bete compra uma roupinha caipira. Luna vai entrar na natação? A avó vai e compra um maiô. Luna está sem touca pro frio? Dona Otília compra uma linda! Os bodys de calor estão ficando pequenos? A avó paterna sabe de uma loja que vende uns no tamanho 01 e até 02. E por aí vai...

E o final de ano é bem agitado:
Dia das crianças - 12 de outubro
Natal - 25 de dezembro
Aniversário da Luna - 13 de janeiro.
Dá pra imaginar a quantidade de coisas novas que entraram em casa em menos de três meses?!

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Luna ganhou um livro de bichinhos há alguns meses; na hora do banho “lemos” o livro mostrando cada animalzinho, seu nome e o que está fazendo. E é assim todos os dias. Ontem, pela primeira vez, Luna apontou o macaco quando perguntei por ele. E isso me fez pensar na importância daquele objeto, “apenas uma lembrancinha” que ela ganhou não me lembro quando.

Posso estar ‘viajando na maionese’ (ai que gíria tão 2001!), mas pensei que o desenvolvimento de um bebê tem muito (muito!) a ver com os estímulos que recebe de quem ama, de quem está perto e de quem dá carinho. Mas acho que tem a ver com os instrumentos que os pais, avós, tios e amigos se apropriam para dar conta dos estímulos. E não tem instrumento melhor do que tudo que está ali ao redor, como os brinquedos da sala, do carro, da banheira, do quarto.

O que quero (tentar) dizer é que ás vezes, um brinquedinho que alguém deu apenas como uma lembrancinha pode se tornar significativo de um jeito pra criança e permitir que ela aprenda um tanto com aquilo! Aquele bichinho, aquele livrinho, podem se tornar os preferidos daquele bebê e fazê-lo conhecer um mundão ali. Acho que são pequenas escolhas, nossas e de quem está “junto” que vão construindo as descobertas do dia-a-dia.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

‎13.02.2012 - Luna - 1 ano e 1 mês


 
O amor que eu te tenho é um afeto tão novo
Que não deveria se chamar amor
De tão irreconhecível, tão desconhecido
...
Que não deveria se chamar amor
(...)
E poderia simplesmente não se chamar
Para não significar nada e dar sentido a tudo

(Paulinho Moska)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

07.02.2012 - Quando a cegonha levantou vôo...


Em 20 de julho de 2010 Luna já estava com 15 semanas, dentro da minha barriga. Meu primeiro post aconteceu neste período; e ele começa assim:

“Entro hoje (segundo os cálculos dos médicos) na 15ª semana de gravidez decidida a, finalmente, compartilhar com amigos e conhecidos essa nova fase da minha vida e todas as dores e prazeres pelos quais estou passando. Meio tarde, eu sei, mas ainda tenho quase 6 meses pela frente e vou "tentar" recuperar o tempo perdido. A história do blog começou assim:

Tenho uma amiga no trabalho que está "mais grávida do que eu". Numa conversa com ela ontem, perguntei como ela estava "registrando" tooooodo esse turbilhão de sentimentos e acontecimentos desses seis meses de gravidez. Ela disse que escreve em um caderno, com direito à canetinhas coloridas, desenhos e colagens.
Fiquei me sentindo uma mãe desnaturada; a única coisa que fiz até agora foi tirar foto da barriga nessas últimas duas terças-feiras (e assim será toda terça-feira!)
e subir meu 2º e 3º ultrassom no Youtube.
Decidi começar um blog, pronto! Nunca tive lá uma grande tendência a escrever sobre a minha vida, mas fico pensando na minha infância: minha mãe é uma aficionada por fotografar a família, viagens, aniversários e tudo mais, então tenho tanto registro e tanta memória visual que dá gosto. Volto no tempo - ano a ano, quase mês a mês - cada vez que começo a virar as páginas dos álbuns de fotografia aqui de casa. E quero fazer igual ou melhor agora que a mãe sou (porque já sou!) eu.

Fotos e vídeos estarão mais do que garantidos! O tal "casa de ferreiro, espeto de pau" não terá vez nesta família! Mas escrever já é outra história... Leva um tempo maior, uma
dedicação maior. É um baita exercício de se olhar, olhar o que está fora e o que está dentro, nossa!!!

Mas vamo que vamo!!! E outra! Terei uma super ajuda - assim espero - da outra metade responsável por tudo isso. Silvio, o papis d@ pimpolh@ - também irá dar as caras por aqui... Não garanto freqüências semanais nem coisa do tipo, mas prometo atualizar sempre que possível.”


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Confesso que não sinto grandes vontades de reler o que escrevi no passado. A gente muda demais ao longo da vida e ao reler o que já escrevi acabo achando aquilo uma mistura entre engraçado, vergonhoso, bizarro, fofo e inteligente. Um ano e meio atrás não é um passado lá tão distante, mas nesse meio tempo passei por uma gestação e fui mãe de uma princesa que hoje já tem (sim, já!) um ano e 25 dias. Então sou outra, completamente diferente daquela que eu era quando escrevi aquele primeiro post. E acho que colocar este primeiro texto aqui faz todo sentindo, porque ficaria incompleto pra eu contar apenas hoje como começou, sem ir buscar como foi esse começo para a Aline de 2010.

Eu tenho uma dificuldade muito grande em começar a escrever os textos pro blog e só parar depois que digitar o último ponto final. E foi assim desde o começo. Não sei se é porque são palavras muito caras pra mim, se eu me coloco ali por inteira, não sei e não vou fazer qualquer tipo de análise aqui e tentar encontrar os motivos; mas a questão é que eu abro o arquivo onde estão todos os posts - desde o primeiro - coloco a data, suspiro fundo e começo a escrever. Mas aí, depois do primeiro parágrafo - ou, ás vezes, da primeira linha – minimizo a janela, vejo se tem atualização no Facebook, no e-mail da empresa ou no e-mail pessoal; passo a música que estava ouvindo, bebo água, pego alguma coisa pra comer ou mando uma mensagem no celular. E assim o texto vai saindo.

Mas, olha, eu tenho um orgulho danado desse blog. Não sou escritora, jornalista ou poetisa. Quando escrevo aqui tenho minha filha e todo esse nosso mundo na cabeça e no coração e deixo as palavras irem saindo. Do jeito que vierem. Depois releio e ajusto, às vezes muito, às vezes quase nada. De vez em quando publico com uma sensação deliciosa de ter contato um fato do jeito mais gostoso possível; de vez em quando acho que tá uma merda, mas publico mesmo assim, porque foi desse jeito que eu pari aquele texto e pronto. E muitos outros nascimentos estão aqui dentro ainda, e eu fico cuidando e gestando, esperando que eles estejam prontos pra caírem no mundão, virtual, neste caso.

Até poucas semanas atrás o blog era um mundinho bem meu – do Silvio também, mas suas participações são mais tímidas. Eu escrevia pra mim e pra deixar pra Luna um registro de sua vida sob o meu olhar e mostrar pra ela que eu posso não ter acertado muitas vezes, mas tentei ser a melhor mãe possível. Mas de um tempo pra cá comecei a mergulhar na blogosfera maternal e eis que descubro dezenas de blogs de mães. Dezenas! Mães e filhos de todos os tipos, jeitos, modos e gostos. E achei tudo uma delícia! E foi assim que descobri o Super Duper, da Anne (e descobri que a gente havia se cruzado há uns 15 anos e depois nunca mais a vi; coisas da vida) e o Mamatraca; e quero agradecer aqui a possibilidade de me fazer sentir novamente aquele gostinho doce (e ansioso) do começo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

06.02.2012 – Vamos lavar roupa suja?

Literalmente!

Eu morava com meus pais até 15 dias antes da Luna nascer (já dá pra perceber a maratona que foi nossas vidas durante a gravidez). E eu sempre ajudei minha mãe com pequenas tarefas na casa, mas isso acontecia mais aos finais de semana, já que uma moça fazia o trabalho pesado ás segundas, quartas e sextas-feiras.  E lavar roupa era uma coisa que eu realmente não precisava fazer nunca.

Na minha própria casa isso mudou, óbvio. E desde que me mudei faço reverências semanais para a máquina de lavar roupa; só não ajoelho e abraço o eletroeletrônico, porque ficaria estranho se os vizinhos vissem a cena.

Então somos três: eu, Luna e Silvio. Até poucos meses atrás as roupas eram lavadas assim: joga na máquina, sabão, amaciante, liga e espera. Óbvio que as pequeninas peças da (ex-)nenezinha tinham um cuidado um pouquinho maior: lavadas separadamente, com sabão especial; babadores, rastros de cocos que vazavam da fralda e leites babados nos bodys e afins eram esfregados antes. E todos viviam felizes para sempre.

Acontece que Luna começou a engatinhar por volta dos nove meses. Desde então sou presenteada, quase diariamente, – vindas na sacola de roupas sujas da escolinha - com calças “pintadas de sujo” no joelho. Ainda bem que tem feito um tempo ótimo nos “últimos meses”. Na prática isso significa que Luna usa mais vestidinhos e shortinhos, o que significa menos calças sujas e menos desespero da mamãe.

Mas de vez em quando eu pego umas que parecem que a mancha escura faz parte do tecido, que foi feito assim. E aí recorro para a fórmula mágica de lavar roupa da minha sogra – especialista competentíssima no assunto: sabão em pedra, esfrega, enxágua, mais sabão, deixa de molho, enxágua e plim!

Na maioria das vezes a sujeira resolve desapegar da roupa e vai embora pelo ralo. Mas e quando aquela praga não desgruda da roupa e não sai nem com reza braba?! Repito o procedimento, esfrego até meus dedos pedirem arrego, esfrego delicadamente com uma escovinha. Outro dia fui radical, deixei a roupinha insistente de molho no Vanish (propagandas a parte e não que eu ache certo lavar roupa de bebê com isso) e aí sim deu certo.
Mas tudo isso rola quando sou eu que lavo as roupas, claro! Porque é só a avó paterna da Luna se posicionar na frente do tanque que tudo fica limpo como num passe de mágica. Sogrinha amada! O que faríamos sem você? Essa mulher sabe tirar machas de qualquer coisa em qualquer tecido. Nunca vi!

E to bem sentindo que isso só vai piorar. Por enquanto as áreas afetadas são “apenas” joelhos e bunda, mas e quando ela começar a brincar no parquinho de terra, brincar de esconde-esconde e se enfiar em todo tipo de lugar sujo, brincar de boneca e casinha sentada na área comum do condomínio? Ai de mim! Ai de mim!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pijamas, reunião na escola, rituais e como tudo isso se mistura



A gente “nunca” escuta tanto o nome de certo cara até começar a namorar alguém com aquele nome.


A gente “nunca” repara de verdade na quantidade de pessoas ao nosso redor que estão engravidando e tendo filhos até ser uma dessas pessoas.



E comigo foi assim: quando eu descobri que estava grávida – depois de passar o surto todo – comecei a reparar em quem eu conhecia que também estava na mesma deliciosa situação. Os queridos buchudos mais próximos eram Virno e Ândrea, Mariana e Marcelo, Kati e David. E desde aquela época começamos uma “amizade gestacional” que foi incrível, pelo menos pra mim. Como Luna seria a “caçula” da turma, sempre tive muito apoio quando precisei tirar uma dúvida, desabafar sobre uma angústia, contar uma novidade ou perguntar qual era a melhor solução pro assunto x ou y. Estávamos passando por tudo aquilo em momentos muito próximos, então tudo era mais fresco e vivo em nós.


E isso não mudou quando Aurora, João, Enzo e Luna nasceram. As mães e pais desses pequenos me são muito caros e meus ouvidos e coração ficam sempre muito atentos quando trocamos vivências sobre esse nosso mundinho-mundão da primeira infância. E aconteceu uma troca recentemente que ficou me pedindo pra tentar colocar em palavras as mudanças que aconteceram em casa.



Começou assim: Luna ganhou de aniversário da Aurora (porque depois que se têm filhos, até certa idade, são sempre eles que presenteiam os amiguinhos) um pijama. Ândrea – aflita de ter “errado” o presente - me perguntou se Luna já tinha algum e eu, tooooooooda feliz, disse que aquele seria seu primeiro! E era lindo! Todo de brócolis e ainda brilhava no escuro! Mas aquele pijama sem o relato de Ãndrea não teria o mesmo significado. Ela me contou que faz o “ritual da hora do sono” há um tempinho, e que tão importante quanto o que fazer, era como fazer. Mais ou menos assim: banho pra relaxar, coloca o pijama, explica que agora é hora de fazer ‘Shhhh’, vai pra cama da mamãe e adormece bem gostoso. O como fazer toma importância no momento que a gente percebe que todas essas etapas não são gestos mecânicos, tudo isso precisa de carinho, de conversa, de palavras contando o que está acontecendo e preparando a cria pra dormir; a identificação daquela roupinha como sendo seu pijama, simbolizando a hora de ir pra cama; o carinho e o cafuné ao deitar.



E eu me peguei pensando: Puts! Já era hora de Luna começar a usar pijama?! Eu sempre tive a imagem de crianças maiores com aqueles modelos de ursinhos, bonequinhas e carrinhos; os pequenos monstrinhos reclamando por não quererem tirar a roupa toda suja de brincar na rua, no parque ou na casa do vizinho (sou desse tempo). Mas será que ainda não era cedo pra passarmos pra esta nova etapa da vida? Ândrea me disse que começou o ritual (estou usando tanto esta palavra e nem sei se cabe mesmo aqui) quando Aurora tinha nove meses e que hoje, com quase um ano e meio, quando a pequena começa a sentir soninho, pega a mãe pela mão e levando-a na direção do quarto vai fazendo ‘Shhhh’. E confesso que pouco tenho pra reclamar de Luna, mas tem noite que ela não quer dormir de jeito nenhum. “Pra que perder tempo dormindo? Quero mais é brincar!” Às vezes o leitinho da noite dá uma acalmada na mocinha, o corpo amolece e ela fica ali mesmo, deitadinha no sofá. Mas tem dia que ela acaba de beber, larga a mamadeira do lado e já desce do sofá direto pra caixa de brinquedos, ou pra escada, ou pro móvel da sala.



Tudo isso aconteceu num domingo, mas aí tem o processo de lavar e passar toda roupa nova que Luna ganha. Então o início do ritual teria que esperar mais um pouquinho.


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Na segunda-feira passada foi a primeira reunião de pais na escolinha. Este ano teremos uma novidade, a criação de um módulo intermediário entre Berçário e Jardim I. Até ano passado os bebês ficavam no berçário até completarem um ano e meio, mas como a área deles é separada, de certa maneira, do restante da escola - inclusive por questões de higiene - assim que vão crescendo o desespero de explorar o mundo é tão grande que, sempre que alguém aparece na porta, meia dúzia de mini-maratonistas engatinha, corre (= cambaleia) até lá querendo sair. Então, assim que um pimpolhinho começar a andar com firmeza irá passar para este que eles chamam lá de Módulo Amarelo (cada um tem uma cor); e como Luna já dá sua meia dúzia de passinhos sozinha – quando quer – não tardará em ser liberada para explorar um mundo novo.



E daí que na reunião de segunda-feira os pais dos “maiorzinhos” (Ai meu Deus! Minha bebezica já é de maior!) foram conhecer a professora nova. Querendo saber um pouco mais sobre os pais e seus respectivos rebentos, a moça pediu que nos apresentássemos e contássemos um pouco sobre nossos pequenos furacões.


E nessa rodada de mães babando em seus filhos através de palavras, ouvi, mais de uma vez, algumas histórias sobre como pequenas mudanças na rotina da família estavam sendo benéficas pra todos na casa; e uma delas era sobre o pijama.


Ansiosa de carteirinha, decidi naquele momento que não passaria mais uma noite sem apresentar a roupinha de brócolis á Luna. Saímos da escola e fomos pra casa. Decidimos também que Luna “deveria” estar dormindo ás dez, o que, fora do horário de verão significaria nove da noite. Sempre fui adepta de algumas livres demandas desde que Luna nasceu; mamar, dormir, banho e tal. Mas Luna já é uma mocinha e depois das dez não é hora de criancinha estar acordada.


Então chegamos e fui dar-lhe um banho gostoso. Um pouco de brincadeira, mas nada demorado. Mostrei o pijama e... Ela nem ligou, claro! Pijama e naninha foram palavras repetidas algumas vezes durante o processo da troca. Limpinha e cheirosa, hora encher o barrigão. Luzes da casa apagadas, Backyardigans passando no Discovery Kids; encostei a fofa em mim no sofá e dei-lhe a mamadeira. Ela terminou de mamar e ficou deitada? Não. Mas tudo bem. Subimos pra escovar o dente e eu a trouxe de volta para a posição anterior no sofá. Agora tinha uma diferença: beijinho, carinho e cafuné. Ela até resistiu um pouco sim, viu? Fazia força pra levantar, jogou a chupeta longe, irritada. Mas aí entra a tal da consistência; mais conversa e carinho e a bichinha foi acalmando, amolecendo e dormiu. Linda... E de pijamas! E assim foi segunda, terça, quarta e ontem. Fiquei tão empolgada que comprei mais um conjuntinho na terça-feira!


Este “posto”, de deitar com a filha no sofá e fazê-la dormir, sempre foi mais do Silvio; como eu fico um pouco mais com ela durante a noite pra dar a mamadeira, trocar a fralda e brincar – enquanto ele geralmente está trabalhando ou fazendo a janta – ele pede pra ficar com essa função no final do dia. Mas esses dias têm sido tão gostosos que vou repensar essa logística, até pra ele também poder participar do momento “Filha! Olha o brócolis chegando!”

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

26.01.2012 - Os sete anões

Luna ganhou seus primeiros dentinhos em setembro do ano passado; nasceram primeiro os de baixo.


Durante as férias, os dois de cima foram saindo bem devagarzinho, quase envergonhados; e pra fazer companhia aos centrais, o incisivos laterais (ui! Claro que eu tive que pesquisar o nome deles)já foram também se mostrando, logo atrás.



Mas acontece que ontem estávamos na Leroy Merlin e assim que Luna abriu a boca – não me lembro se pra rir das cócegas que Silvio fazia, se pra colocar a chupeta na boca ou se pra reclamar que queria ir pro chão – eu vi que tinha dentes demais ali, demais! E foi aí que reparei num 7º dente. SETE! Essa menina já é quase um tubarão! Daqui a pouco - se ela continuar com essa história de morder - já vai deixar aquelas marcas de “reloginho” no braço de alguém.



Ai fiquei pensando: Como pode?! Uns demoram tantos pra sair e outros parecem ter pulado de um trampolim pra fora da gengiva. JU-RO que ontem de manhã aquele sétimo dente não estava lá, na não, na na ni na não!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Minha pequena mordedora

Era uma vez uma princesinha linda, doce, meiga e carinhosa; mas um dia ela começou a morder os amiguinhos, mamãe, papai e vovó. E todos foram felizes para sempre. Fim.


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Quem me dera eu estivesse lidando com isso desse jeito fácil e tranqüilo. Sei que ter um bebê mordedorzinho não é o fim do mundo, mas né? Quem curte?



E foi de repente, começaram me avisando na escolinha - no dia do aniversário dela – dizendo que elas pegaram Luna no pulo mais de uma vez, indo morder o bracinho de uma bebezica menorzinha do que ela. Eu tomei um susto e fiquei arrasada, porque em casa ela não era assim. É fato que Luna já tem personalidade própria e, mesmo estando no coletivo da escola todos os dias desde os quatro meses, é igual a qualquer bebê: quer aquele brinquedo – que está com o amiguinho na maioria das vezes - naquela hora e pronto.



E como se o fato de agora eu saber que ela mordia na escola tivesse alguma influência maior, comecei a reparar que Luna, ás vezes quando eu não dava o que estava na minha mão ou tirava o que estava na mão dela, também passou a demonstrar com os dentinhos que estava insatisfeita e irritada.



Na primeira vez fui pega de surpresa e cheguei a sentir uma leve pressão na minha mão antes de puxar o braço pra longe do rosto da pequena carnívora. Mas agora, quando sei que ela vem pra morder, me adianto, e já falo bem séria “Não pode! Faz dodói! Mamãe fica triste!”; nem sempre tudo isto ou nem sempre nesta ordem.



Acho cedo ela já começar a morder e confesso que não acreditei que fosse passar por isso. Acontece que é uma fase mesmo, não tem muito que se fazer a não ser a antiga fórmula: paciência e consistência, com aquela boa pitada de amor.

Mudanças em movimento

Não é a primeira vez que o acessório carro foi motivo de reflexões no blog. Mas desta vez uma simples decisão mudou a dinâmica da família e minha “relação” com a Luna, me fazendo, mais uma vez, enfrentar o monstrinho do desapego.



Dirijo desde os 20 anos e sempre gostei de estar ao volante; tá, nem sempre, já que o trânsito de São Paulo entristece qualquer um, ontem, hoje e sempre. Mas desde que minha barriga começou a crescer do meio pro final da gravidez eu passei a evitar o risco desnecessário de ter Luna colada ao volante e, sempre que eu e Silvio saíamos, era ele quem dirigia. Pulo um – do banco do motorista para o banco de passageiro.


E a pequena Branca de Neve nasceu, toda linda e indefesa. E daí que lugar de mãe de recém-nascido é no banco de trás (a não ser quando o pai sinta vontade de babar na filha), ao lado da cria, zelando-a enquanto o pai, a avó ou quem quer que seja fique atento a semáforos de curta duração, motoboys apressadinhos, ônibus folgados e pedestres atravessando a rua sem prestar atenção ao sinal vermelho. Pulo dois – do banco do passageiro para o banco de trás.


E por quase um ano a vida foi essa, a parte da frente do carro era composta por Silvio dirigindo e a bolsa da Luna ao seu lado e a na parte de trás ficava a fofa no bebê conforto - e depois na cadeirinha - e eu, fazendo carinho, cantando, brincando com chocalhos e bonecos, dando mamadeira, ajeitando a cabeça quando ela dormia. Silvio – neste caso representado por um braço, uma mão e uma cabeça virada pra trás - também sempre participou dos momentos de interação familiar dentro do carro e nunca me cobrou de ir pra frente.



Mas até quando manter o desenho do carro daquela maneira? Até quando Luna precisaria realmente estar acompanhada no banco de trás? E se eu fosse pro banco da frente e morresse de saudades alguma coisa acontecesse?


E minha memória me trouxe imagens do meu afilhado indo sozinho no banco de trás ainda pequeninho – hoje ele é um moço de três anos e meio! - e acho que sempre foi tudo bem.


Então, na véspera de natal, decidimos que o terceiro pulo seria dado naquele dia: mamãe agora iria ao lado do papai e Luna iria atrás feito mocinha. Isso...


Isso? Acho que eu estou – sim, é um processo longo este de cortar o cordão umbilical que me liga á ela dentro do carro – indo bem na minha adaptação. Ela fica ali, mais quietinha, sem a mãe pra beijá-la e mexer nela brincar com ela durante as idas até a casa dos avôs no Tatuapé, dos avôs em Perus, na estrada, na ida para a escola. Mas eu viro pra trás de cinco em cinco minutos, nem que seja pra dar uma espiadinha pelo vão do banco da frente, sabe? E de cinco em cinco (também!), quando ela está acordada, continuamos todos cantando, imitando o tigre, a vaquinha e o auau; continuamos fazendo coceguinhas, pedindo pra ela mandar beijo e abraçar forte a boneca. Quando ela dorme, faço contorcionismo pra ajeitá-la e permitir que o soninho do carro continue gostoso e confortável. Pensando bem, no final quase nada mudou, o clima do carro é o mesmo, apenas com um desenho diferente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pé, pernas e o equilíbrio chegando de vez!

Completamente sem reação, fiquei ali sentada na sua frente, no tapete da sala, pernas cruzadas, com a boca aberta, olhos marejados, rindo-chorando de felicidade.


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O processo ‘ficando de pé sozinha’ começou no início de dezembro do ano passado. Com os dois braços levantados, chamávamos a atenção de Luna e pedíamos: Sozinha Luna, fica de pé sozinha. E rapidamente ela já sabia o que aquilo significava. Na maioria das vezes nos imitava por um segundo e, por conta do equilíbrio ainda em desenvolvimento, voltava a se segurava no sofá, na escada ou no móvel da sala. De vez em quando ela “roubava” na brincadeira e, ao se soltar, encostava o barrigão no objeto de apoio que estava na sua frente. E se sentia toda linda!



Mas estímulo que começa, não pode parar mais. Doses homeopáticas diárias e o tal um segundo virou dois e virou três. Vovô Gera teve papel fundamental nessa evolução, já que passou bastante tempo com a neta nestas últimas semanas.




Mas ontem foi incrível. Minha pequena, ali na minha frente, de pezinho, um “tempãããão” (pra uma mãe pareceu uma eternidade!); e pra finalizar, passinhos na direção do avô materno. Luna ter completado um ano na semana passada já mexeu demais comigo, mas aquela cena era demais! Dava pra ver os músculos e tendões de seus pezinhos se movimentando pra que o equilíbrio fosse mantido, mas ao mesmo tempo ela estava tão firme, tão segura, brincando com a corrente do avô.








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E num texto assim me pego “nostálgica”, lembrando da Luna, quando ela cabia inteirinha nos meus braços ou deitada no meu peito; quando ela tinha aquele hálito delicioso que era só dela, com um toque de leite e não leite e sopa de carne e mamão.



Essa vida é louca mesmo, permite um mundo de coisas novas e incríveis fazendo a gente transbordar de orgulho e amar nossos pequenos cada vez mais, mas tudo isso pra amenizar a saudade de tempos passados e de tudo que já experimentamos com eles; mesmo que esses tempos sejam poucos meses atrás.