sábado, 3 de setembro de 2011

27/08/2011 – Sentido do dia: paladar


Acho que foram os espíritos do lugar, só pode.
Sábado teve uma mega (mega!) festa de rua do Centro Espírita Perseverança. Eu já fui à outros centros espíritas e, mesmo não freqüentando mais, acredito muito na doutrina. Silvio não tem religião, mas como foi um convite dos nossos vizinhos queridos, ele topou na hora.
O calor estava arrebentando e entre as dezenas de opções do “cardápio” da festa, havia a casa do sorvete. Nossa escolha foi uma taça de sorvete de creme com calda de frutas vermelhas.
Com a bondade de uma família que nos deu lugar em uma das mesas, conseguimos sentar; Silvio em uma cadeira, segurando o sorvete e eu em outra, com Luna de pé no meu colo. A cada colherada que o Silvio dava na minha boca, Luna arregalava aquele olhão verde escuro e fitava a colher como se fosse um objeto mágico.
A aí que a moça que estava limpando a mesa viu a cena e sugeriu: “Por que vocês não dão um pouquinho pra ela?”
A princípio aquela frase me pareceu absurda. Como assim dar sorvete pra um bebê de 7 meses?! Pra que apresentar à ele produtos industrializados desde tão tenra idade?! O que aquele sorvete realmente tinha de nutrientes?!
E a minha resposta imediata foi: Não, ela ainda é muito novinha. A senhora insistiu: Só um pouquinho, pra matar a vontade.
E foi aí que os espíritos do lugar agiram, só tem essa explicação, porque rolou um olhar mútuo de consentimento entre eu e Sil.  Ele molhou a pontinha da colher na parte derretida do sorvete e deu pra Luna, que já abriu o bocão ao perceber a colher se aproximando. Só não me assustei com ela lambendo os beiços porque era de se esperar.
E a gente sabia que se desse uma colheradinha, teriam que vir outras e outras, porque a criança ficou num estado de excitação digno de foto. O bom é que ela está numa fase que, quando acabou, acabou; ela se dá por satisfeita e segundos depois esquece o ocorrido. Quero ver mais pra frente...

29/08/2011 – Primeira reunião de pais


Cantar músicas de criança, descrever nossa rotina, descrever a rotina de Luna na escola, receber seu primeiro livro de atividades, ler seu relatório e contar, como está sendo pra nós a experiência da Luna na escola.
Esta foi a programação da nossa primeira reunião de pais. Reunião de pais! Euzinha, participando de uma reunião de pais. Acho que pisquei e a vida passou. Mas com a filha que tenho, dá um orgulho danado estar ali, sentada naquele chão de E.V.A. “representando” a Luna.
Não sei dizer o que diretamente me fez ser assim, mas acho que sou diferente das outras mães. Todas muito simpáticas, coisa e tal. Mas durante a explicação da Tia Cris sobre o cronograma de atividades das crianças, tinha uma ou outra que não parava de interromper, pra ficar falando do filho. A galera não se toca sabe? Sei que é uma delícia ficar falando da cria, mas tudo tem hora, né minha gente?
Um detalhe: os pais não deveriam levar as crianças para a reunião. Aí eu pergunto: quem ficaria com a Luna se a avó dela é a coordenadora pedagógica da escola? Hein? Hein? A família do Silvio mora a 41 km de casa; meu pai trabalha em Sorocaba e meu irmão tem aula de inglês à noite. A saída foi negociar com a diretora pra deixar Luna com minha mãe, circulando pela escola, já que iriam acontecer reuniões em todas as salas. Feito! Luna no carrinho, andando de um lado pro outro. Resultado? Soninho de fim de tarde.
Algo me diz que serei presença confirmada em todas as reuniões.

Não é a mamãe.


Nota rápida.
Fomos deixar Luna na escola agora de manhã e, por ainda ser cedo, a Tia Paty veio pessoalmente buscá-la na porta.
A expressão de felicidade que minha filha fez quando viu a Patrícia foi... foi... Não sei dizer. Uma coisa eu sei: que ela estava no MEU colo e se jogou pro colo da Paty; e quando eu a chamei de volta, ela não quis vir.
Oi?
Uma mãe na reunião de pais ontem disse que com o filho dela a coisa ficou tão séria que ela chegou a “ameaçar” a Tia Cris: se o Guilherme continuar preferindo você, eu tiro ele da escola.
Entendo que as tias do berçário são incríveis e cuidam de nossas crias como se fossem delas. Entendo que passam, pelo menos de dia de semana, cinco vezes mais tempo com nossos bebês do que nós. Mas será que com sete meses e meio os bebês ainda têm o instinto de saberem quem são suas mães pelo cheiro? Ou será que isso já passou? Será que agora, pra Luna, a mãe dela é quem passa mais tempo com ela?
Oh vida! Vou ali me sentir abandonada e já volto...

Um cheiro da Tia Paty na Luna.


18/08/2011 - Banho em família


Não foi nosso primeiro banho em família, mas foi o primeiro neste “layout”.
Quinta-feira, dia quente. Quente demais pra deixar a Luna dormir sem tomar um banho gostoso à noite. Num dia como este, ela transpira muito nos seus cochilos matutinos e vespertinos e nada como passar a noite mais fresquinha, com uma roupa limpinha.
Decisão tomada, hora de preparar tudo.
Foi quando Sil teve uma de suas ótimas idéias: vamos tomar banho com ela? Por que não? E o layout foi assim: banheira no chão, no meio do box, eu espremida de um lado, Silvio de outro. Banho de chuveirinho; e ela ficava tentando pegar a água que caía na frente dela.
Gostoso, bem gostoso. Com o cuidado de molhar constantemente o corpinho da pequena.  E que venha o verão, pra isso se repetir mais muitas e muitas vezes.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O que bebês e cinema têm em comum?

Sempre vivi muita coisa diferente na minha vida. Minha infância foi repleta de experiências boas, aventuras e passeios. Mas uma coisa não era possível naquela época: mamães e bebês irem ao cinema.
O responsável por isso ser real hoje é o projeto CineMaterna. Na verdade, como no domingo era dia dos pais, o projeto fez uma sessão especial, o CinePaterna. Papai e mamãe ganham o ingresso pra assistir o filme com seu bebê. É claro que esse fator contou na nossa decisão de ir ao cinema.
Um montão de cuidados pra que as sessões sejam agradáveis tanto para os pais, como para os bebês. A sala é levemente iluminada, o som é mais baixo do que o normal; ficam á disposição, na frente da sala, trocadores com todo o kit sobrevivência (fraldas, pomada e lenço umedecido); também na frente na sala, na área plana,  a Fisher Price, que não é boba nem nada, disponibiliza um tapetão com diversos brinquedos para entreter os bebês-nem-tão-bebês-assim.
Tudo é diferente. Primeiro que, quando os adultos vão ao cinema, rola “sempre” um horário mais fim de tarde, começo de noite ou noite adentro. Com um serzinho de 7 meses – ou mais... ou menos – isso fica inviável. Vamos no sentido contrário: a sessão começa 10h30; os ingressos começam a ser distribuídos/vendidos às 10h00; para comprar antes, entrar antes na sala e garantir um bom lugar, é aconselhável chegar 09h30; moramos na Vila Matilde e vamos no UCI do Anália Franco, portanto, a saída de casa deve ocorrer no máximo às 09h00; a missão de dar mamadeira, banho e suco pra Luna, preparar a papinha, fazer a mala dela, tomar banho e tomar café exige que acordemos às 07h00. Sentiu? Acordar ás 07h00 da manhã num sábado pra ir ao cinema.
Tudo pronto! Vamos em direção ao desconhecido.
Ao entrarmos no shopping, olhei no relógio, 09h38; estacionamento vazio... E, de repente, caiu a ficha: o shopping só abre às 10h00! O que ficaríamos fazendo no estacionamento até a hora de abrirem as portas? O momento de aflição durou poucos segundos, ao olhar pro lado vi um casal passando pela porta de vidro automática... Com um bebê no colo! Sigam aquele bebê!
Tudo calmo e silencioso, lojas fechadas, corredores vazios, escadas-rolantes livres. Até chegar à área do cinema. Por alguns instantes confusos, uma excursão barulhenta de crianças me fez achar que o CineMaterna tinha, por qualquer motivo que seja, expandido a faixa etária e teríamos que assistir o filme com serzinhos um pouco mais “energéticos” do que bebês. A dúvida passou quando vi a fila do CineMaterna, com meras 7 pessoas na nossa frente. Passados apenas 15 minutos, a fila dava voltas na escada. Mas era uma cena tão linda de se ver: mamães e papais de todos os estilos; hippies, esportistas, de salto, de tênis, de papete; bebês no carrinho, no bebê conforto, no colo, no sling, no canguru, montado na cabeça do pai; engatinhando, andando, dormindo, mamando, gritando; de vestido, de body, de calça, de meia, de tênis. Fila igual àquela não existe em outro lugar; coisa linda! Uma fila de mães, pais e bebês; com alguns sobrinhos, avós e irmãos mais velhos. Todo mundo se olhava, os bebês se olhavam, as mães se olhavam e olhavam os bebês de outras mães; claro que sempre pensando como o seu era mais bonito, mais esperto, mais talentoso, mais risonho. Normal, né?!
Fomos uns dos primeiros a entrar na sala; escolhemos ficar um pouco mais pra baixo do meio. Já que ficar muito pra cima dificultaria descer até o trocador, ou sair da sala, caso Luna precisasse dar uma voltinha.
Não sei se o cálculo da capacidade máxima da sala leva em consideração que cada bebê exige uma poltrona só pra seus itens pessoais: bolsas, nécessaires, cobertores e brinquedinhos; se não leva, eu levei por conta própria. Impossível revezar no colo dos pais o bebê, e todos os seus acessórios. Um dos colos precisa estar sempre livre para preparar a mamadeira, a papinha ou separar alguma outra coisa que tenha sido tirada de dentro do buraco negro que é a bolsa de um bebê.
Luna entrou na sala dormindo, e assim ficou por algum tempo. Acordou, percebeu que estava num lugar um pouco maior do que a sala de casa e... Nem ligou, ficou ali sentada no colo do pai, olhando pra tela e brincando com as mãos, como adora fazer sempre.
Reclamação chegando aos poucos. E como fazia tempo que ela não se alimentava, tentei dar a sopa – ainda morna – feita naquela manhã. Não quis. Tentei dar a papinha de frutas da Nestlé – porque tem horas (raras) que eu sou a favor de ser mais prática do que “saudável”. Também não quis...  Assim que guardei a papinha e o cheiro doce foi embora, veio um outro cheiro, mais forte, muito mais forte. Cocô!
Hora de usar a infra-estrutura oferecida pelo CineMaterna. Peguei Luna no colo e desci as escadas. Pela primeira vez não me importei de ficar de pé no meio do cinema, atrapalhando as pessoas. Lá o esquema é tão profissa que em cada trocador fica uma integrante da equipe com uma lanterna apontada pra bundica do bebê, facilitando a limpeza.
Mamadeira pronta, mamadeira tomada, soninho demolidor; Luna passou pelo menos metade do filme dormindo no meu colo.  Mas como disse uma mãe no vídeo que o Cine fez sobre o projeto, só de estar ali no cinema, com seu bebê no colo, mesmo que dormindo, já muda tudo; é delicioso porque você está fazendo algo que adora com a presença de alguém que ama. Experiência aprovadíssima e repetições garantidas!


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Mãe e pai²

“Quando você era pequena, sua avó chegava todo dia na nossa casa ás 06h da manhã pra ficar com você enquanto eu e seu pai saíamos para trabalhar”. Esta é uma das milhares de histórias que ouvi a vida inteira sobre a participação e importância dos meus avós na minha criação.
Avôs são lindos e fofos – na maioria das vezes – mas existe um manto sagrado sobre as avós, são quase seres divinos. É claro que não precisam – na maioria das vezes – acordar de madrugada para dar de mamar, trocar a fralda, acalmar o bebê de algum pesadelo, fazer cafuné, etc; mas sempre que os filhos precisam, realizam o papel de mãe com maestria.
Sim, o Dia dos Avôs é uma forma de homenageá-los e parabenizá-los e agradecê-los por estarem sempre presentes e sempre dispostos a olhar, cuidar e amar nossos pequenos (ou grandes); mas a gente sabe que - assim como muitos “Dias de...”, Dia dos Avós é todo dia e essa gratidão tem que nos acompanhar sempre.
Quero deixar aqui , bem registradinho, o amor e o orgulho que sinto pelos avós da minha família; os meus – Dona Marlene, Seu José (que já se foi), Dona Pepita e Seu Rogélio – e os da Luna – meus pais que amo tanto, que fizeram ser o que sou hoje e que se doam e amam tanto minha pequena.

No trem...

Estamos passando a semana na casa da minha sogra. Silvio está fazendo um job no Jaraguá e o tempo até a empresa é, pelo menos, 6 vezes menor indo de Perus do que da Guilhermina.

Não tenho dificuldade em ir trabalhar, apenas tive que mudar o meio de transporte, de metrô para trem. Como o povo lá tem vasta experiência sobre este assunto, me orientaram que, a cada 20 minutos, passa um trem vazio; vazio a ponto de ir sentada! E como a "viagem" demora uns 35 minutos, nada melhor, né?!

O caminho de volta também tem seu truque: na Barra Funda, pegar sentido contrário, em direção à Luz. Tenho que ficar de pé neste trajeto, mas na Luz, o povo desce, consigo tranquilamente sentar, uma vez que já estou dentro do vagão e... É o mesmo trem que volta pra Barra Funda!!!

Passar uma semana pegando trenzão e ir olhando pro teto, não dá. Então resolvi arranjar alguma coisa pra ler. Na terça-feira de manhã vi uma prateleira de livros numa loja de conveniência de um posto de gasolina perto do trabalho. Nunca dei muita credibilidade pra este tipo de produto, talvez por preconceito, achando que livro bom mesmo fica em livraria, não em posto de gasolina. Mas neste lugar, um dos livros era "A menina que roubava livros", de Markus Zusak. Livro LINDO que li em 2009. Resolvi dar uma olhada, vai que...

Deparei-me com "A espiritualidade e os bebês", livro espírita de bolso, psicografado por Maria Nazareth Dória. "É um livro destinado a mostrar que, além da matéria, existe também o amor maior do plano espiritual, amigos do outro lado da vida acompanhando e torcendo pelo sucesso de uma nova jornada que se inicia. É um livro que acaricia o coração de todos os bebês, papais e mamães, sejam eles de primeira viagem ou não, e ilumina os caminhos de cada um rumo à evolução espiritual para o progresso de todos."

Acho fundamental a relação entre mãe, bebê e espiritualidade e, desde que Luna nasceu, fui pelo caminho contrário, deixando a rotina me afastar de questões tão importantes pra nossa ligação.

E aí que estou eu, no trem, lendo meu livro, e senta ao meu lado uma mulher de meia-idade. Percebo que ela começa a reparar no que está em minhas mãos, virando a cabeça constantemente para tentar ler o que está na capa do livro. Lá pelas tantas, ela me cutuca e pergunta o título da obra, pois viu que a foto da capa era uma mãe e um bebê.

Informações passadas, ela me explica o motivo da curiosidade. Sua sobrinha-neta de 18 anos é mãe de uma bebê de 6 meses. Porém, a relação dela com a filha era muito ruim; a menina alegava não ter paciência alguma com a bebê,  e chegou a quebrar a madeira do berço com um soco em um momento de choro da filha. A mulher me contou que quem criava a pequena era praticamente ela e a avó; me contou que era espírita e queria saber um pouco mais sobre a relação da doutrina com os bebês.

Expliquei pra ela que, justamente neste livro, li que muitas vezes uma mulher serve apenas como instrumento pra trazer um novo espírito à Terra, mas que quem estava destinado a dar amor e cuidar daquele pequeno ser, eram outras pessoas. A autora diz que, antes daquele espírito encarnar, ele e "todos" que estarão envolvidos com ele na sua chegada se encontram no plano espiritual para se conhecerem. Acredito que este seja o caso dela.

Mas mesmo assim sabe? O amor que sinto pela Luna não me deixa "entender" o que é isso, o que é uma mãe não amar seu bebê, não sentir no fundo da sua alma que ele é a coisa mais importante da sua vida, não querer voltar correndo do trabalho - ou de onde quer que esteja - pra abraçá-lo, vê-lo sorrir, sentir seu cheiro...

O espiritismo pode explicar muita coisa, mas conseguir "entender na pele" é muito diferente...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Visita mais do que esperada...

Morei dos 04 aos 21 anos na Rua Mandú, 150. Uma travessa da Avenida Amador Bueno da Veiga, no bairro da Guilhermina Esperança.
Minha mãe, muito sortuda na vida, trabalhou esse tempo todo na rua de casa, na Subprefeitura da Penha. Era uma decidona e a Subprefeitura ficava lá embaixo, no finalzinho da rua.
Depois de grandinha, ela já me deixava descer sozinha e ir visitá-la no trabalho, claro que sempre tinha algum motivo aparente: pegar alguma coisa com ela e levar pra casa, ir ao médico (no meio) depois do expediente, coisa e tal.
Acontece que na frente do trabalho tinha uma lanchonetezinha de uma senhorinha super fofinha e simpática. Sempre que a visita era na hora do almoço (meu horário preferido, ainda com o uniforme da escola), e de lá iríamos pra outro lugar, minha mãe me dava dinheiro – nem sei quanto, não era real na época – e falava: Vai lá na lanchonete e come alguma coisa.
Ah! Os pequenos prazeres da vida. Como eu adorava aquilo... Meus itens preferidos eram coxinha, Fanta laranja e paçoquinha Amor. Toda a preguiça de subir a rua pra chegar em casa era previamente compensada por aqueles minutos sentadinha naquela ‘mesa de ferro tipo bar com toalha de florzinha’.
Outra coisa que eu gostava muito também era o lago com carpas. O prédio tinha uns quatro andares e o meio dele era feito de rampas bem grandes; de qualquer andar dava para ver o laguinho no térreo, e eu ficava um tempão lá, olhando os peixes e colocando a mão na água suja, claro!
Bem, isso foi há muito tempo atrás; naquela época eu era filha, neta, irmã, prima e sobrinha. Agora que ganhei a função de mãe, a brincadeira vai começar tudo de novo. Digo, já começou...
Foto: Marina Perroud =o)
Na terça-feira passada marcamos de jantar na casa de uns amigos que moram aqui perto (Dani e Dan, casal incrível!) e Silvio trouxe Luna pra conhecer onde trabalho e o pessoal que trabalha comigo. Desde a semana passada eu contava os minutos pra chegar terça-feira. Parece coisa boba, mas falo tanto da Luna aqui no trabalho (não só no trabalho, claro!) e queria tanto que amigos conhecessem meu bem mais precioso e o ser que mais amo no mundo, que ficava mais ansiosa a cada dia que passava, como se estivesse esperando chegar meu aniversário ou as férias de final de ano.
Os dois chegaram aqui por volta das cinco e meia da tarde, a maioria do pessoal, na verdade, já tinha ido embora, mas as produtoras estavam aqui e eu havia avisado a todas que minha pequena estava a caminho. Eu olhava no relógio de minuto a minuto.
Foto: Marina Perroud =o)
Luna chegou dormindo, claro, balancinho de carro da Penha até Perdizes faz qualquer bebê cair no sono. Sempre tenho dó de acordá-la e naquele dia não foi diferente; mas como conheço o anjinho que tenho, estava tranqüila que não seria uma experiência ruim, e ela já saiu do carro com um sorrisão no rosto e os olhinhos – assim meio amassados – sorrindo também.
Logo na entrada do prédio encontramos uma das “admiradoras não secretas” de Luna, que já se babou toda na pequena. A sala onde trabalho é bem grande e acomoda diversas equipes diferentes. A turma da comunicação fica bem na frente, então, ao entrar com Luna, os rostos das meninas da produção logo se viraram para ela. Eu simplesmente não conseguia parar de sorrir. Era muito gostoso estar ali, com minha família conhecendo onde passo a maior parte do dia e conhecendo as pessoas com quem passo a maior parte do dia e pra quem falo tanto (sim, ainda sou monotemática) da minha cria.
Foto: Marina Perroud =o)


Muito carinho de todos e todas ali, muitos olhares gostosos em direção à pequena; Alice, Kelly, Danilo, Tereza, Juliana, Marina, Marília, Larissa, Giovanna, Walter... Fomos até visitar os meninos na ilha de edição, Miguel e André.  Luna se sentiu super à vontade – novidade! – e em poucos minutos estava distribuindo sorrisos. Agarrada na mãe, olhava pro pai, sentia-se segura e voltava a explorar visualmente o lugar e as pessoas ali à sua volta.
Meu pai sempre trabalhou muito longe e não tive a possibilidade de visitá-lo no trabalho, mas as experiências com Dona Bete sempre foram as melhores possíveis. Espero sempre ter a oportunidade de trabalhar em locais que tenham a abertura de receber - assim, mesmo que rapidinho – a visita da minha filhota e que seja pra ela tão prazeroso como foi pra mim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

6 meses e muito mais

1, 2, 3, 4, 5, 6... Luna completou 6 meses na semana passada. Meio ano de vida!!! Seis meses, 181 dias, 4.320 horas!
Ela ainda é apenas um bebê, mas já aprendeu tanta coisa neste tempo, já mudou tanto, cresceu tanto, e a cada manhã que vou até seu berço ela parece muito maior, mais esperta e mais interessada pelo mundo.
Da série “Ser mãe é”: devorar livros, sites e newsletters sobre todas as fases do desenvolvimento do seu bebê. E a cada novo texto eu parava pra pensar como é difícil ter que aprender simplesmente tudo, desde sugar, segurar algo nas mãos e virar a cabeça quando ouvir um barulho. É muita coisa! O ser humano já nasce cheio de “pressão”; por mais que cada bebê tenha seu tempo - e esse tempo deva ser cuidadosamente respeitado – existem os ‘exercícios de estimulação’ que precisam ser feitos constantemente para que os pequenos consigam, aos poucos, experimentar novas vivências e se virar sozinhos.
E quando você está com sua cria no colo, com apenas um ou dois meses, toda molinha, vendo fotos de bebês sentados, de bruços, engatinhando, ou de pé, é quase impossível imaginar que um dia o seu bebê irá fazer tudo aquilo. Você faz os tais exercícios de estimulação porque no fundo acredita que esta é a única maneira de sonhar com a possibilidade do desenvolvimento do seu bebê; mas ali, naquele momento, parece que ele vai ser molinho pra sempre.
E Luna me surpreendeu novamente esta semana. Passamos todos os dias juntas, eu, de folga do trabalho, ela, de férias da escolinha, as duas matando a saudade da nossa época de licença maternidade. Que delícia de semana, cheia de novidades e descobertas: Luna já fica sentada praticamente sozinha, virou de bruços a primeira vez sem ajuda, já pega e segura sozinha os próprios pés (e de vez em quando os coloca na boca) e experimentou o gostinho do sal, da comida, não dos pés...
Quase morri de felicidade quando deixei Luna deitada de barriga pra cima, coloquei um brinquedinho ao seu lado, na altura dos olhos, e ela, de uma vez, virou de bruços pra pegar o brinquedo. É um orgulho tão grande que não cabe no peito. Faço esses exercícios de rolar desde que ela tinha dois meses. No começo eu fazia praticamente todo o movimento, todo o esforço, mas com o tempo foi ficando mais fácil, apenas uma ajudinha e nesta semana, foi sozinha e agora vai sozinha sempre, sem hesitar.
Pra sentar foi a “mesma coisa”; o plano foi mudando, antes só deitada, depois uma almofadinha pra inclinar, depois uma almofadona, depois sentada, encostada no sofá e rodeada de almofadas, depois sem almofadas, mas ainda com braços em volta. E agora, colocamos um edredom no chão, brinquedos por perto e pronto, ela fica lá se distraindo. Claro que cai de vez em quando, mas quase não acontece mais. Lindo olhar pra ela ali, sentadinha, brincando. Tão linda que eu tenho que me controlar pra não apertá-la de cinco em cinco minutos; minha bebê tão mocinha já.
Pés nas mãos e mãos nos pés, foi de repente. Há uns três meses vi um bebê no shopping sentado/deitado no carrinho, com a mamadeira numa mão e um pé na outra, quase ajudando a segurar a mamadeira; achei fofo. Mas nunca insisti muito pra que Luna segurasse os pés, bem de vez em quando, na hora de trocar a fralda, eu levava um pezinho até suas mãos, só pra que ela pudesse ir descobrindo o próprio corpo. E assim, um belo dia ela levanta os dois pés pra cima, segura cada um com uma mão e fica deliciosamente se balançando. Ás vezes trapaceia e segura as meias ou a calça, mas eu suspiro de alegria mesmo assim.



Seis meses completos, hora de entrar na papinha. Por enquanto legumes cozidos com uma pitadinha de sal. Primeiro dia, batata com cenoura. Luna sempre mamou feito cabritinha, devorou mamadeiras e papinhas de fruta. Como seria um gosto tão novo? E se ela não gostasse? Se recusasse? Apreensão. Mas ela não me decepciona nunca. Na primeira colherada fez uma cara do tipo: “Que gosto é esse? Huuuum, é bom, quero mais!” E abriu o bocão logo que viu a colher de novo. Cenoura com abóbora? A mesma coisa. Abóbora com abobrinha? Também. Dá gosto de preparar qualquer refeição dela. O único problema? O cocô! JesusMariaJosé, como fede aquele cocô! É minha filha, fruto do meu ventre e eu a amo mais do que tudo nessa vida, mas não me venha nenhum discípulo de nenhuma linha de psicologia dizer algo do tipo “É o cheio natural do seu bebê, é lindo” ou nada parecido. Eu daria todo apoio se inventassem uma fralda com alguma substância que amenizasse aquele cheiro ou algum acessório pro nariz das mães na hora de trocar a fralda. Ninguém merece...