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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Tradição garantida


Também pertenciam ao conjunto original: um tamanco preto, um grande colar dourado, um avental sobreposto a saia e botões fechando o colete. Mas o fato destas peças terem se perdido ao longo destes 26 anos não teve tanta importância no resultado final. 

O "desapego" à lembranças materiais que cresce ano a ano - um tanto quanto necessário, visto a quantidade de experiências que consumimos diariamente - teve uma sobrevivente na nossa família. Ela teve um cantinho guardado nos armários, resistindo a cada faxina, a cada limpeza. Como nunca esteve comigo, eu não saberia dizer o que motivou minha mãe (e posteriormente minha tia) a guardarem com tanto cuidado a saia, a blusa, o colete e o lenço, trazidos de Portugal pelo meu avô há mais de duas décadas.
 

Ao descobrir que estas roupas ainda existiam quando Luna nasceu, contei os dias para repetir o "ensaio fotográfico" lusitano. E finalmente conseguimos! E a cada peça vestida voltava a lembrança do meu velho, com aquele sotaque delicioso, com as piadas escrachadas e a dentadura solta. Tenho certeza que Seu José soltou um riso divertido - de onde quer que esteja - ao ver a bisneta usando as roupas que ele mesmo escolheu, numa das viagens à sua terra natal.

Que os registros aumentem a cada nova geração. No nosso guarda-roupas, o conjunto já tem lugar reservado.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vôo rápido – Grau de parentesco

Silvio ficou trabalhando até tarde (madrugada) na agência na sexta-feira e por questões de logística eu e Luna dormimos na casa dos meus pais. Lá, mesmo tendo seu próprio colchão, meus pais cismam em dormir com ela na cama, no meio dos dois; acho que é pra matar a saudade de quando eu e meu irmão éramos pequenos e dormíamos na cama deles, com os pés no nariz de um e a cabeça no meio das costas do outro, bem deliciosamente confortável, só que nem pensar.

Luna está com infecção no ouvido e acordou no meio da noite gritando de dor. Como ela é super apegada ao meu pai, reorganizamos o esquema: minha mãe foi pra cama de solteira e acabei dormindo na cama de casal com a pequena.

Quando ela acordou de manhã, meu pai havia ido pra academia. Minha mãe estava deitada ao lado da neta e nós conversávamos sobre o final de semana. Depois dos segundos que a mente precisa pra saber onde o corpo está, Luna olha em volta e me pergunta:
- Cadê o seu pai?

O.o
Minha mãe não se aguentou, caiu na gargalhada.

Há dias a gente inseriu o tema ‘grau de parentesco’ nas conversas com a pequena, mas esta foi a primeira vez que ela fez a relação por conta própria. Luna sempre chamou o vô de... Vô; e um raciocínio desse, logo pela manhã, não gera em mim outra reação a não ser a de corujisse pura.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Vô, vó; vô, vó


Já vi muitos posts - em diversos blogs - serem dedicados exclusivamente para o compartilhamento de fotos de um passeio específico da família ou de um acontecimento importante; quase sem texto mesmo, apenas dizendo coisas como “Esse final de semana fomos ao parque e vejam que delícia”. Acho que cada um tem seu motivo para tornar público esses registros. Mas nunca fiquei sequer tentada a fazer algo do gênero.

Bem, quando está inspirado, Silvio tira umas fotos bem legais, mas a realidade é que eu sou a “fotógrafa” mala da família. Se a máquina fotográfica criasse vida própria, fosse se esconder atrás da caixa de ferramentas e eu me esquecesse dela, Luna não teria quase registros nenhum dos seus dois primeiros anos de vida. A não ser quando minha mãe está por perto; acho que a contaminei com o ROC (Registro Obsessivo Compulsivo). Tenho me controlado bem, mas algumas vezes ainda preciso que Silvio me diga pra parar de clicar ou gravar.

E neste final de semana resolvi levar a máquina fotográfica pra casa da minha sogra. Combinamos de passar o dia lá; e um dia naquela casa - com aquelas duas primas - pode render fotos ótimas; já que é cheio de ação.

Eu adoro planejar passeios pra família. Como o Silvio diz, não consigo ficar um final de semana em casa. Se tem um dia “livre”, já imagino de irmos ao Sesc, à praia, ao parque, zoológico, teatro... Mas vendo as fotos que tirei naquele domingo, na casa da sogra, comecei a pensar em quanto tempo Luna passou – durante seus dois anos de vida – na casa das avós.

A família do Sil tem o ritual do ‘almoço de domingo’: avó, avô, tias, tio, prima e Frodo (o gato da casa); portanto, pouquíssimas vezes deixamos de visitar o lado paterno da família no final de semana. Do meu lado, Luna é a primeira neta, bisneta e sobrinha-neta. Minha mãe sempre quis ser avó e meu pai é completamente louco pela minha filha - e até já confessou sofrer fisicamente de saudade. Então nos vemos com bastante frequência, afinal, não quero que ninguém tenha um ataque cardíaco por questões emocionais. Pra ajudar a aproximação, minha mãe super quebra o nosso galho pegando Luna na escola quando não podemos; ou quando queremos ir ao cinema, sair pra dançar ou ficar em casa e dormir até um pouco mais tarde. Portanto - tirando a escola e nossa casa - as casas das avós são locais muito íntimos pra ela.

Hoje se fala muito na importância da participação dos avós na vida e na educação dos netos. Claro que tem muita coisa pra ser discutida sobre isso, mas olhando pra nossa família eu não poderia ser mais grata pela constante e amorosa presença dos quatro membros mais velhos (tirando os dois bisavós) na criação de Luninha. O bom disso tudo é que ela tem experiências bem diferentes nas duas casas: cada um dos quatro possui qualidades que se complementam e fazem Luna enlouquecer de felicidade quando dizemos que vamos visitá-los.

O GNT tem um programa que eu adoro: Quebra-cabeça. Ele aborda o universo infantil e tudo que gira em volta dele. Cada episódio fala sobre um tema específico; conta com depoimentos de especialistas e apresenta casos e personagens reais, de uma maneira muito deliciosa. O programa dedicou um episódio para falar sobre a relação ‘avós e netos’ e encontrei um dos depoimentos exibidos:

                 

Bem, imagens dizem mais do que palavras…

 E tem até a foto do Frodo, tirada pela pequena fotógrafa.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Vôo rápido - A alfabetização no café da manhã

Quase todos os dias tomamos café da manhã juntos, os três. Como é impossível (no nosso caso) ter suco de fruta natural sempre na mesa, optamos – segundo orientação do pediatra – por dar suco de soja pra Luna nesses momentos de refeição.

Abre parênteses

A pequena está numa fase onde começa a reconhecer algumas letras e entender o que elas significam. Sempre que brincamos de desenhar, escrevo Luna, papai e mamãe e falo as palavras mostrando as letras. Como este processo ainda está muito no começo – ainda bem, porque essa meninada anda precoce DEMÁS! – minha pequena não pode ver nada escrito que vai lá, passa o dedo e fala ‘Lu-na’, ‘ma-mãe’, ‘ta-tai’, com pausa nas sílabas mesmo. Ficou fazendo isso no cavalete de um restaurante este final de semana.


Fecha parênteses

E hoje de manhã reparei que o AdeS caiu como uma Luna luva para a atual fase da família. E a conversa foi assim:

- Filha, qual é o nome da mamãe?

- Anine

- E do papai?

- Thito (Silvio. O ‘s’ é uma das últimas letras que a criança consegue falar corretamente)

- Certo. Olhe aqui no suco. Essa é a letra A, de Aline e essa é a S, de Silvio. Entendeu?

Luna faz que sim com a cabeça.

- Certo. Então vamos lá.

- Que letra é essa? A de...?

- Anine

- E essa? S de...

- Tatai (papai)

Assim que consegui parar de rir, rolou um parabéns e um abraço apertado. Não faz muito sentido agora ficar corrigindo-a a todo o momento com essa questão. Pra ela faz todo sentido que aquela letra é do papai, mesmo que seja do nome do papai.

Essa minha filha me mata fofice!

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Conversa na madrugada (Da série 'Curta do dia')

Luna fica na escola período integral; e praticamente todos os dias tira uma soneca depois do almoço. Mas às vezes a bagunça tá tão boa que ela simplesmente não quer perder tempo deitada na cama.

Ontem foi um desses dias. Quando Silvio a pegou na escola, no final da tarde, ela tinha acabado de dormir e não acordou nem quando chegou em casa, quando Silvio a tirou da cadeirinha do carro. Sabemos que quando é assim, seu corpinho quer descansar até o dia seguinte.

De madrugada acordo com ela sentada na cama dizendo “Peta? Peta? (chupeta)”. Meio múmia, meio zumbi, procurei a chupeta na cama, devolvi à ela e fiquei olhando aqueles olhinhos que me pareceram muito bem acordados. E aqui uma confissão sem culpa alguma: se o cansaço é muito, muito tipo ontem, minha única reação é pegar a pequena e levá-la pra minha cama, assim garanto que não precisarei mais levantar por qualquer motivo que seja. Como cama de mãe tem sonífero, assim que deitou a cabeça no meu travesseiro, Luna dormiu.

E dormimos todos sem interrupção? Acho que não...

Lá pelas tantas – vai saber a hora... – acordo com um “Mamããããe! Mamããããe!”, com uma voz animada como se fosse quatro da tarde. Quando meu consciente voltou das profundezes do mar, percebi que o mundo caía lá fora. O barulho da chuva era similar ao de uma cachoeira que estivesse na cabeceira da cama. Assim que percebeu meus movimentos, Luna começou: “Alulho! (barulho) Alulho! Tatai (papai) banho onete (sabonete)”. Sem perceber que o pai estava deitado ao seu lado, Luna relacionou o barulho da fúria de Poseidon ao do chuveiro e repetiu mais algumas vezes: “Alulho! Tatai banho onete”.

Achei aquela conversa tão engraçada e a linha de raciocínio tão interessante pra uma criança tão pequena... Mas eu não queria deixar Luna com “informações erradas”. Disse que o papai não estava tomando banho, que ele estava deitado ao seu lado. Ela olhou pra ele e passou a mão em seu rosto. Eu expliquei que aquele barulho era de chuva. “Uta?” “Sim, filha, chuva, lá fora.”

Ela parou, me olhou e a minha credibilidade durou cinco segundos: “Alulho! Tatai banho onete.” Entreguei os pontos. Os segundos depois foram de convencimento pra que ela voltasse a dormir. Beijei sua bochecha e virei de lado. Acho que a explicação funcionou, ou foi o barulho da chuva que a adormeceu de novo.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Vapor com amor

E tudo que é bom na vida, um dia acaba...
Acho que generalizei demais; mas vou falar de algo muito específico.
Quando um novo bebê nasce - dependendo das relações presentes na família – o recente casal ex-grávido recebe ajuda de todos os lados; mas, pra variar, são as matronas que estão mais presentes e se doam o quanto podem. Com a gente foi assim também. As avós da nossa cria, sempre que precisamos, se desdobraram em mil para nos socorrer.
Atualmente eu e Silvio nos revezamos para passar a roupa de casa; e qualquer pessoa que tenha um bebê na família sabe a montanha de peças de algodão, linho e afins que se acumula em poucos dias. Ou seja, nosso cesto está sempre cheio. Mas durante 18 meses sabíamos que ele se esvaziaria uma vez por semana, e as roupas estariam passadas em cima das nossas camas; infalivelmente. E sabem por quê? Porque Dona Otília Medeiros havia se comprometido a realizar tal função. Dominadora da arte do ferro a vapor, a chefe da família Medeiros tomava trem, metrô e lotação de Perus até a minha casa para garantir que os moradores de lá tivessem roupas limpas AND passadas toda semana.
Essa “promessa” começou com os dias contados. A avó paterna de Luna faria a romaria semanal até chegar a data de sua viagem – já marcada quando a pequena nasceu – para sua terra natal; Portugal. E sabe a máxima “Aproveita porque passa rápido”?! Pois bem, a última peça de roupa foi passada pelas mãos da minha sogra no meio de julho deste ano e dias depois ela estava num avião (a sogra, não a peça de roupa), atravessando o oceano.
Nas primeiras semanas Silvio estava trabalhando em casa e tinha mais tempo de cuidar dos afazeres domésticos, portanto fiquei afastada da função de passadeira por mais um tempo. Mas eu sabia que minha hora chegaria. E chegou.
E quando chegou eu descobri porque minha sogra fazia questão de vir toda semana em casa passar nossa roupa e, principalmente, passar a tonelada de bodies, meias, babadores, calças e afins da neta. Porque ela fazia com muito amor. Mesmo exercendo a tarefa com rapidez e perfeição, sei que ela estava cansada no final do dia, porque passava horas de pé, encostada na mesa da cozinha, movendo os braços de um lado pro outro. Mas ela não falhava nunca, fizesse chuva ou sol. E eu só percebi isso quando me coloquei literalmente no lugar dela.
E essa ficha não caiu logo na primeira leva de roupas. Há poucos dias, tarde da noite, enquanto eu dava conta de tirar os amassados da semana, Silvio sugeriu que eu deixasse tudo como estava, porque ele estaria de folga no dia seguinte e poderia dar conta do recado. Mas neste momento olhei para o vestidinho que estava passando e não quis deixá-lo ali, em cima da mesa, interminado. Mesmo exausta, eu queria passar a roupa da Luna, porque aquilo, de um jeito ou de outro, me ligava a ela; queria passar a roupa, porque o amor que eu sinto por ela estava traduzido ali, no vapor do ferro e no calor da roupa dobrada.
É claro que me dá preguiça, dói os braços, dói as costas e, neste exato momento, o cesto lá em casa está cheio, abarrotado; e eu aqui criando coragem pra estender o cobertor na mesa da cozinha, o lençol por cima, empilhar as peças num canto da mesa, encher o ferro com água e começar o trabalho. Mas quando a coragem chega e a pilha de roupas amassadas dá lugar á uma pilha de roupas em miniatura limpinhas, macias e quentinhas, aquece também o coração.
Este pode ser um post de agradecimento à Dona Otília pela dedicação que sempre teve conosco; mas é também de agradecimento por me ajudar a ver a vida – e o cesto de roupas - com outros olhos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

06.06.2012 - O amor que subiu pro céu


Nosso dia das mães este ano foi assim, cheio de mulheres.
Cinco filhas, quatro mães, três avós e duas bisavós.
Tinha tanto amor ali que aquele apartamento ficou pequeno.

E esse dia - e essa imagem - vai ficar guardado bem no meio do meu coração...
Pois ano que vem este dia terá acumulado um ano a mais de amor, mas não poderá contar com a presença física de todas nós.
As quatro gerações da minha família perderam um membro esta semana.

Avó amada! Sou imensamente feliz por ter te dado uma bisneta e não teria nunca como agradecer o amor que eu e ela recebemos de você.
Seu olhar pra ela nessa foto é tão lindo, que prende o meu olhar em você!

Sinto demais a sua falta. Saudade do seu sotaque espanhol carregado, mesmo depois de décadas morando no Brasil, saudade de ter que quase me dobrar no meio pra dar um abraço na senhora, saudade da sua voz ao telefone, saudade dos seus olhinhos verdes, da sua tortilla. Saudade; um tantão dela apertando meu peito. 

Descanse em paz, Dona Pepita.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Mudanças em movimento

Não é a primeira vez que o acessório carro foi motivo de reflexões no blog. Mas desta vez uma simples decisão mudou a dinâmica da família e minha “relação” com a Luna, me fazendo, mais uma vez, enfrentar o monstrinho do desapego.



Dirijo desde os 20 anos e sempre gostei de estar ao volante; tá, nem sempre, já que o trânsito de São Paulo entristece qualquer um, ontem, hoje e sempre. Mas desde que minha barriga começou a crescer do meio pro final da gravidez eu passei a evitar o risco desnecessário de ter Luna colada ao volante e, sempre que eu e Silvio saíamos, era ele quem dirigia. Pulo um – do banco do motorista para o banco de passageiro.


E a pequena Branca de Neve nasceu, toda linda e indefesa. E daí que lugar de mãe de recém-nascido é no banco de trás (a não ser quando o pai sinta vontade de babar na filha), ao lado da cria, zelando-a enquanto o pai, a avó ou quem quer que seja fique atento a semáforos de curta duração, motoboys apressadinhos, ônibus folgados e pedestres atravessando a rua sem prestar atenção ao sinal vermelho. Pulo dois – do banco do passageiro para o banco de trás.


E por quase um ano a vida foi essa, a parte da frente do carro era composta por Silvio dirigindo e a bolsa da Luna ao seu lado e a na parte de trás ficava a fofa no bebê conforto - e depois na cadeirinha - e eu, fazendo carinho, cantando, brincando com chocalhos e bonecos, dando mamadeira, ajeitando a cabeça quando ela dormia. Silvio – neste caso representado por um braço, uma mão e uma cabeça virada pra trás - também sempre participou dos momentos de interação familiar dentro do carro e nunca me cobrou de ir pra frente.



Mas até quando manter o desenho do carro daquela maneira? Até quando Luna precisaria realmente estar acompanhada no banco de trás? E se eu fosse pro banco da frente e morresse de saudades alguma coisa acontecesse?


E minha memória me trouxe imagens do meu afilhado indo sozinho no banco de trás ainda pequeninho – hoje ele é um moço de três anos e meio! - e acho que sempre foi tudo bem.


Então, na véspera de natal, decidimos que o terceiro pulo seria dado naquele dia: mamãe agora iria ao lado do papai e Luna iria atrás feito mocinha. Isso...


Isso? Acho que eu estou – sim, é um processo longo este de cortar o cordão umbilical que me liga á ela dentro do carro – indo bem na minha adaptação. Ela fica ali, mais quietinha, sem a mãe pra beijá-la e mexer nela brincar com ela durante as idas até a casa dos avôs no Tatuapé, dos avôs em Perus, na estrada, na ida para a escola. Mas eu viro pra trás de cinco em cinco minutos, nem que seja pra dar uma espiadinha pelo vão do banco da frente, sabe? E de cinco em cinco (também!), quando ela está acordada, continuamos todos cantando, imitando o tigre, a vaquinha e o auau; continuamos fazendo coceguinhas, pedindo pra ela mandar beijo e abraçar forte a boneca. Quando ela dorme, faço contorcionismo pra ajeitá-la e permitir que o soninho do carro continue gostoso e confortável. Pensando bem, no final quase nada mudou, o clima do carro é o mesmo, apenas com um desenho diferente.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pé, pernas e o equilíbrio chegando de vez!

Completamente sem reação, fiquei ali sentada na sua frente, no tapete da sala, pernas cruzadas, com a boca aberta, olhos marejados, rindo-chorando de felicidade.


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O processo ‘ficando de pé sozinha’ começou no início de dezembro do ano passado. Com os dois braços levantados, chamávamos a atenção de Luna e pedíamos: Sozinha Luna, fica de pé sozinha. E rapidamente ela já sabia o que aquilo significava. Na maioria das vezes nos imitava por um segundo e, por conta do equilíbrio ainda em desenvolvimento, voltava a se segurava no sofá, na escada ou no móvel da sala. De vez em quando ela “roubava” na brincadeira e, ao se soltar, encostava o barrigão no objeto de apoio que estava na sua frente. E se sentia toda linda!



Mas estímulo que começa, não pode parar mais. Doses homeopáticas diárias e o tal um segundo virou dois e virou três. Vovô Gera teve papel fundamental nessa evolução, já que passou bastante tempo com a neta nestas últimas semanas.




Mas ontem foi incrível. Minha pequena, ali na minha frente, de pezinho, um “tempãããão” (pra uma mãe pareceu uma eternidade!); e pra finalizar, passinhos na direção do avô materno. Luna ter completado um ano na semana passada já mexeu demais comigo, mas aquela cena era demais! Dava pra ver os músculos e tendões de seus pezinhos se movimentando pra que o equilíbrio fosse mantido, mas ao mesmo tempo ela estava tão firme, tão segura, brincando com a corrente do avô.








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E num texto assim me pego “nostálgica”, lembrando da Luna, quando ela cabia inteirinha nos meus braços ou deitada no meu peito; quando ela tinha aquele hálito delicioso que era só dela, com um toque de leite e não leite e sopa de carne e mamão.



Essa vida é louca mesmo, permite um mundo de coisas novas e incríveis fazendo a gente transbordar de orgulho e amar nossos pequenos cada vez mais, mas tudo isso pra amenizar a saudade de tempos passados e de tudo que já experimentamos com eles; mesmo que esses tempos sejam poucos meses atrás.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

‎1 ano de Luna.


Falar sobre amor, falar sobre medos? É tudo "tão" que parece não caber aqui.

Só sei que há um ano dois corações batem no meu peito e desde então são os dois batendo juntos que me mantém viva.

Luna não é um pedaço de mim, sou eu inteira ali; do melhor jeito que posso, na medida errada mesmo, porque mãe exagera e não tem limite.

O ano mais incrível da minha vida.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

17 e 18.12.2011 - Praia em versos livres

Acordar muito cedo.

Muitas malas pra arrumar.



Calibrar os pneus.



E pé na estrada... Livre!











Dia lindo, céu azul.



Cochilo com o balanço do carro?



Não! Ela só queria saber de brincar.



Ouvindo rock e cantando bem alto.












Parada na metade do caminho.



Tomar “café”, banana e pãozinho.



Gira-gira, balanço, tirolesa e escorregador.



Luna, mamãe, papai, vovó e vovô.






Agora sim, o soninho da manhã.



Acordou na hora certa: Praia da Lagoinha!



Todos derretendo de calor.



Ajeitar tudo no quarto bem depressinha.








O pessoal da pousada era bem prestativo.



Usamos e abusamos da boa-vontade.



Esquenta mamadeira no micro-ondas.



Pegando isso e aquilo emprestado.









Vamos ao que interessa?



Biquíni, chapéu e protetor.



Piscininha, brinquedos e bola.



Mamadeira, água, frutas e bolacha.



Esteira, guarda-sol e toalhas.







Atravessar a auto-pista pra chegar na areia!



Muito cuidado e atenção!



Estamos quase lá.



Mais alguns passos e...



Olha o mar!






Sol de verão.
Muito protetor naquela pele branquinha.



Luna não queria ficar de chapéu.



Muita insistência com a Dona Teimosinha.







Praia tranqüila.



O mar, quase uma lagoa.



Chegado o momento tão esperado.



Como será que ela iria reagir?



Luna no colo.



Andamos até a beira da praia.



Bem devagarinho.



Pra acompanhar cada expressão.






Ela encosta o pé na areia.



E fica ali sentido a textura.



Vem uma ondinha e passa na sua perninha.



Pura emoção!

Água na barriga, só risadas!



E queria nos puxar e ir mais pro fundo.



Não sabia se segurava nossa mão ou batia a mão na água.



Não sabia se ficava de pé ou sentava.







A cada onda uma risada.



A cada onda uma festa!



A cada passo um sorriso.



A cada passo um gritinho!




Vovó foi sentar com ela no rasinho.



Guarda-sol acompanhando a pequena.



Balde, pazinha e potinhos.



Coloca areia na forminha.



Saiu um bolo bem durinho!






Mas Luna queria experimentar mais.



A textura da areia era curiosa.



Mão no chão e mão na boca.



Copo com água pra lavar.




Variando a brincadeira:




Bóia com perninhas.




Balançando na água.




Cuidado com as ondinhas.







Hora do almoço.




Banho pra tirar o sal.




A gente: peixe na praia.




Luna: descansando no carrinho, toda angelical.
































Precisávamos recarregar as energias.




Todos pra pousada.




Uma hora de soninho.




E ela acordou toda animada!







Vovô mostrava o piu-piu na arvore.




Apontava o pequeno animalzinho.




Luna procurava com o olhar.




E prestava atenção aos barulhinhos.





Mais um pouco de praia.




As fotos ficaram demais!




Observamos o pôr-do-sol.




Momentos muito especiais.













Mas o horário de verão engana.




Voltamos pra pousada às oito e meia!




Mais uma maratona antes de sair.




O passeio na cidade nos aguardava.







Todo mundo no mesmo carro.




O padrinho da Luna no porta-malas.




Um pouco de estrada e já chegamos.




O centro de Ubatuba.





































Muitas opções de restaurante.




Pizza, lanche ou comida?




Ficamos no a la carte de carnes.




A pequena dormindo gostosinha.







Para sobremesa: fomos ao Pistache.




Luna despertou na hora do sorvete.




Mamadeira pra fechar a noite.




Cafuné da vovó no carro.




E ela dormiu mais rápida que um foguete.










No café da manhã,




Luninha não queria muito o seu leite.




Devorou melão e mamão sem pensar.




E no colo não queria parar.







Vamos pra praia?




Diego e Silvio ficaram no hotel.




Santos X Barcelona tinha preferência.




Valia uma camisa oficial.








Enquanto isso, na areia.




Um cantinho na sombra de uma árvore.




Tínhamos que aproveitar o mar.




Porque o sol forte estava chegando.










Piscininha debaixo da árvore.




Distração sem fim.




Luna pára e se concentra. Faz esforço.




Bolinhas debaixo d’água.




Xiiiii! Biquíni cheio de cocô!







Luna resistiu pra dormir,




Aproveitando ao máximo a praia.




Mas o sono uma hora chegou.




Voltou no colo do pai, desmaiada.







Ainda dava pra aproveitar a piscina.




Mas onde deixar a pequena?




Silvio improvisou com a bóia,




Virou uma caminha perfeita.







Luna acordou meia-hora depois.




Querendo entrar na brincadeira.




Tchibum com o papai.




Eita menina bagunceira!







Hora de ir embora.




Arruma mala, arruma tudo!




Minha filha no meio do furacão.




“Conversando” com todo mundo.







O balanço do carro




Dessa vez deu certo.




Luna dormiu logo no início.




O tempo de viagem era bem incerto.







Uma baita chuva na serra.




Curvas bem perigosas.




15 kilometros de subidas.




Fiquei bem temerosa.







Clima quente em São Paulo.




Chegamos muito contentes.




Luna amou a experiência.




Obrigada, pais, pelo incrível presente.