(...) doença viral comum em crianças, caracterizada pelo surgimento súbito da "tosse de cachorro" ("tosse ladrante", no termo médico). Embora a doença não seja em princípio grave, em crianças pequenas ela pode provocar inchaço na laringe e na traquéia, na região da garganta, obstruindo a passagem de ar pelas vias aéreas e dificultando a respiração. (Trecho retirado do site www.babycenter.com)
Estes sintomas estão presentes em casa desde a semana retrasada. O diagnóstico de ‘laringite aguda leve’ foi dado na sexta-feira de manhã, quando fui com Luna ao hospital. Aguda leve?! Conta mais...
Como boa mãe curiosa, pedi mais informações sobre a doença. A médica explicou que o ‘aguda’ se deve ao fato dos sintomas terem aparecido de um dia pro outro. O leve (se a tosse de cachorro louco que Luna apresentava podia ser chamada de ‘leve’, não sei o que deve significar ‘pesada’; o pulmão precisaria desgrudar do peito e sair pela boca ou a laringe se desfazer em pedacinhos?!) é porque é considerada leve. ‘OK’.
O tratamento é bem simples: xarope e inalação. A volta dos que não foram. Ficamos alguns meses em a presença desses dois objetos a vista pela casa. E foi só dar uma viradinha no tempo para eles quererem escapar de dentro do armário.
A primeira inalação deveria ter sido feita ainda no hospital com soro e adrenalina, para ajudar na respiração. Sim, a tentativa de fazer a inalação realmente foi adrenalina pura! Luna não queria de jeito nenhum; tentei fazê-la dormir, dar a chupeta, mostrar o desenho na televisão, conversar, brincar e até tentei apelar segurando os bracinhos. Mas a pequena se mexia, virava a cabeça, forçava o corpo pra trás e pra baixo; e eu sozinha não consegui dar conta da pequena ogra. E outra, a parte do corpo mais afetada pela laringite era... Era... A garganta! Então não seria saudável, pelo menos não hoje, forçá-la a nada se estivesse berrando e chorando; ela poderia se prejudicar mais ainda. Saímos do hospital com o diagnóstico e com a receita médica.
Em casa a situação foi um pouco diferente. Luna sempre “gostou” de fazer inalação – sua primeira foi aos quatro meses e mais dia, menos dia, teria que se conformar – fazemos assistindo seus desenhos “preferidos” e geralmente ela chega a dormir com o remédio tarja preta que colocamos junto com o soro por conta do vaporzinho do soro. Dessa vez ela relutou um pouco no começo, mas ela acabou aceitando a idéia. Hoje ela até gosta de brincar de fazer inalação e quer fazer sozinha de vez em quando, mesmo que sua animação dure poucos segundos.
Enfim, os dias foram difíceis, Luna mais manhosa, chorando com mais facilidade, abatidinha na escola e dormindo bem mal; ela e nós também. Está passando, aos poucos, como toda doença respiratória chata pra caceta! E que venha o inverno. Enquanto isso, vamos procurando casa no nordeste, porque se o organismo da pequena se comportar igual ao ano passado, poderei ser chamada para fazer figuração na próxima temporada de The Walkind Dead. Dormir, jamais!
Nenhuma família é verdadeiramente normal, mas a família Hoover extrapola. O pai desenvolveu um método de auto-ajuda que é um fracasso, o filho mais velho fez voto de silêncio, o cunhado é um professor suicida e o avô foi expulso de uma casa de repouso por usar heroína. Nada funciona para o clã, até que a filha caçula, a desajeitada Olive (Abigail Breslin), é convidada para participar de um concurso de beleza para meninas pré-adolescentes. Durante três dias eles deixam todas as suas diferenças de lado e se unem para atravessar o país numa kombi amarela enferrujada.
Ano: 2006
Country: USA
Language: English
Duração: 101 min
Gênero: Adventure | Comedy | Drama
Diretores: Jonathan Dayton, Valerie Faris
Roteirista: Michael Arndt
Elenco:
Abigail Breslin- Olive Hoover
Greg Kinnear - Richard Hoover
Paul Dano - Dwayne
Alan Arkin - Grandpa Edwin Hoover
Toni Collette - Sheryl Hoover
Steve Carell - Frank Ginsberg
Curiosidades
- Foram necessários 5 anos até que o filme fosse concluído, devido a problemas financeiros;
- Os produtores compraram o roteiro de Pequena Miss Sunshine por US$ 250 mil;
- Inicialmente seria a Focus Features a produtora de Pequena Miss Sunshine, mas o estúdio desistiu do projeto em 2004. Foi então que o produtor Marc Turtletaub comprou de volta os direitos do filme e decidiu conseguir por conta própria a quantia necessária para o orçamento;
- A Fox Searchlight adquiriu os direitos de distribuição de Pequena Miss Sunshine após sua exibição no Sundance Film Festival de 2006. A distribuidora pagou US$ 10,5 milhões pela aquisição;
- Este é o 2º filme em que Greg Kinnear e Toni Collette atuam juntos. O anterior foi Jantar com Amigos (2001);
- Exibido na mostra Panorama do Cinema Mundial, no Festival do Rio 2006;
- O orçamento de Pequena Miss Sunshine foi de US$ 8 milhões.
Diálogo marcante:
Olive: Grandpa, am I pretty? Grandpa: You are the most beautiful girl in the world. Olive: You're just saying that. Grandpa: No! I'm madly in love with you and it's not because of your brains or your personality.
Prêmios
OSCAR Ganhou Melhor Ator Coadjuvante - Alan Arkin Melhor Roteiro Original
Indicações
Melhor Filme Melhor Atriz Coadjuvante - Abigail Breslin
GLOBO DE OURO Indicações Melhor Filme - Comédia/Musical Melhor Atriz - Comédia/Musical - Toni Collette
INDEPENDENT SPIRIT AWARDS Ganhou Melhor Filme Melhor Diretor - Valerie Feris e Jonathan Dayton Melhor Ator Coadjuvante - Alan Arkin Melhor Roteiro de Estreia
Indicação Melhor Ator Coadjuvante - Paul Dano
BAFTA Ganhou Melhor Ator Coadjuvante - Alan Arkin Melhor Roteiro Original
Indicações Melhor Filme Melhor Diretor - Valerie Feris e Jonathan Dayton Melhor Atriz Coadjuvante - Abigail Breslin e Toni Collette
CÉSAR Ganhou Melhor Filme Estrangeiro
GRANDE PRÊMIO DO CINEMA BRASILEIRO Ganhou Melhor Filme Estrangeiro - Voto Popular
MTV MOVIE AWARDS Indicações Melhor Filme Melhor Revelação - Abigail Breslin FESTIVAL DE SAN SEBASTIÁN Ganhou Prêmio do Público
FESTIVAL DE DEAUVILLE Ganhou Prêmio Especial
FESTIVAL DE ESTOCOLMO Ganhou Prêmio do Pùblico
FESTIVAL DE TÓQUIO Ganhou Melhor Diretor - Valerie Feris e Jonathan Dayton Melhor Atriz - Abigail Breslin Prêmio do Público
O blog surgiu como uma necessidade de registrar tudo que fosse possível dessa nova etapa da vida que pra mim foi, de um dia pro outro – literalmente – virar esposa, “dona de casa” e mãe. E assim tem sido desde julho de 2012. Escrevo sempre que posso, sobre o que sinto vontade, do jeito que vem na mente e no coração.
Mas essas minhas recentes andanças em outros mundos maternos me fez ver que o blog pode ser mais do que “apenas” um diário online. Vi por aí tantos projetos e projetinhos que fiquei com vontade de criar algo especial aqui.
E como pretendia ser sou cinéfila de carteirinha, tenho um marido que só compra DVDs originais, trabalho no meio audiovisual e desde que Luna nasceu eu vou ao cinema três vezes por semana duas vezes por ano, achei bem gostosa a idéia de colocar um pouco mais de magia nesse blog. E como a chegada da Luna foi a coisa mais mágica que aconteceu na minha vida, achei super juntar as duas coisas: filmes e crianças.
Resumindo é assim: duas vezes por mês colocaremos dicas de filmes que tenham participações relativas de bebês e crianças. E como acredito que tudo que é feio junto é mais gostoso, gostaria muito de sugestões de vocês que visitam o blog sempre, de vez em quando ou que é a primeira vez que passam por aqui.
Fique á vontade para comentar e criticar os filmes, contar se fizeram sentido pra você, se gostaria que ele tivesse outro final ou apenas curtir; a idéia é essa mesmo!
Ah! Todos os filmes postados ficarão numa listinha aqui do lado direito.
Chris Gardner (Will Smith) é um pai de família que enfrenta sérios problemas financeiros. Apesar de todas as tentativas em manter a família unida, Linda (Thandie Newton), sua esposa, decide partir. Chris agora é pai solteiro e precisa cuidar de Christopher (Jaden Smith), seu filho de apenas 5 anos. Ele tenta usar sua habilidade como vendedor para conseguir um emprego melhor, que lhe dê um salário mais digno. Chris consegue uma vaga de estagiário numa importante corretora de ações, mas não recebe salário pelos serviços prestados. Sua esperança é que, ao fim do programa de estágio, ele seja contratado e assim tenha um futuro promissor na empresa. Porém seus problemas financeiros não podem esperar que isto aconteça, o que faz com que sejam despejados. Chris e Christopher passam a dormir em abrigos, estações de trem, banheiros e onde quer que consigam um refúgio à noite, mantendo a esperança de que dias melhores virão.
oDiretor - A contratação de Gabriele Muccino foi indicação de Will Smith. O ator havia assistido O Último Beijo (2001) e Ricordati di Me (2003), ambos dirigidos por Muccino.
oInício da parceria - Este é o 1º de dois filmes em que o diretor Gabriele Muccino e o ator Will Smith trabalham juntos. O posterior foi Sete Vidas (2008).
oTítulo - O título original contém a grafia incorreta da palavra happiness, substituindo a letra I por Y. Este erro foi intencional, sendo uma referência a uma cena importante do filme.
oElenco - Jaden Smith é realmente filho de Will Smith, com a atriz Jada Pinkett.
oMoradores de rua - Foram contratados como extras para as filmagens pessoas que realmente moravam nas ruas.
oO verdadeiro Chris Gardner - O verdadeiro Chris Gardner e seu filho são vistos em uma pequena ponta no fim do filme, cruzando o caminho de Will Smith e Jaden Smith.
·Diálogo marcante:
Christopher Gardner: Hey. Don't ever let somebody tell you... You can't do something. Not even me. All right? Christopher: All right. Christopher Gardner: You got a dream... You gotta protect it. People can't do somethin' themselves, they wanna tell you you can't do it. If you want somethin', go get it. Period.
·Prêmios:
oOSCAR
Indicação
Melhor Ator - Will Smith
oGLOBO DE OURO
Indicações
Melhor Ator - Drama - Will Smith
Melhor Canção Original - "A Father's Way"
oMTV MOVIE AWARDS
Ganhou
Melhor Revelação - Jaden Smith
Indicação
Melhor Performance - Will Smith
Resolvi assim: escrever um post único sobre as novas palavras que Luna for aprendendo. Uma lista onde acrescentarei cada novo “som identificável” que sair daquela boquinha rosada. Porque sejamos honestos, se eu fosse escrever um texto pra cada uma delas, não faria outra coisa nos próximos meses, já que a pequena está na fase da descoberta das sílabas, palavras e conjunções adversativas.
Vamos lá:
·Outubro de 2011 - Antes de saber como dizer qualquer coisa, seu primeiro som foi Au-au. Começou com Au-a e o segundo u saiu depois, com a prática, já que ela não podia ver um cachorro que ia logo o chamando pelo “nome”.
·Novembro de 2011 - Papai veio por volta dos 11 meses. Na verdade o jeito que ela traduziu foi Tatá; e ainda (07.03.12) o é. Quando peço pra chamar o pato, sai o PA, mas quando – em seguida – peço “Chama o papai”; o Tatá sai com uma naturalidade indestrutível.
·Dezembro de 2011 - Mamãe foi mais difícil; bem mais. Quando começamos a identificar a letra ‘m’ achei que finalmente Luna sabia o que dizia. Mas comecei a reparar que ela falava Mamã olhando pra parede, pra TV, pros brinquedos, e aí eu fiquei sem entender nada. Mas faz mais ou menos um mês (desde o início de fevereiro) que o Mamã virou Mamãi; e aí é pra mim, me olhando, me chamando, tão linda!
·Fevereiro de 2012 – Num almoço em casa, com uva de sobremesa, saiu o Uv, com v mudo mesmo, Coisa de bebê chique!
·Fevereiro de 2012 – Pé, ou melhor, algo mais para Pó foi neste mês também; já que é uma parte do corpo bem presente nas nossas conversas: na hora de colocar a meia, a sandália ou lavar no banho.
·Março de 2012 – Bola foi bem no comecinho e acho que Luna gostou da palavra, ou melhor, da meia palavra, já que diz apenas Bó. Na verdade está mais para Bóóóól; ela gosta de dar essa ênfase na sílaba; quase associando bola com gol, por isso sai desse jeito.
·Março de 2012 - Como boas avós corujas, desde SEMPRE minha mãe e a mãe do Silvio solicitavam (descontroladamente) que Luna dissesse vovó. Em fevereiro a pequena aprendeu a finalmente chamar as senhoras de duas gerações acima. Na verdade, até o comecinho de março a coisa era meio capenga; saia de vez em quando, meio sem saber se era isso mesmo. Mas de repente o Vovó ficou tão nítido e tão claro que dá gosto de ouvi-la chamar as velhotas; que quase morrem do coração de felicidade.
·Março de 2012 – Pato foi ontem - dia 06 – quando busquei a tal palavra como referência pra tentar ver se saía o Papai. “Filha, como fala pato?”. Pa, respondeu Luna prontamente. ·Março de 2012 (13) – Tem uma coisa que é: primeiro, o bebê realmente expressas com letras e sílabas determinada palavra e segundo, a gente achar que ele está dizendo aquilo. Só estou escrevendo hoje, pois eu não tinha certeza (se é que isso é possível) de que Luna havia aprendido uma nova palavra sílaba. Na verdade a junção do B com O já saiu para bola (oú Bóóóóól), mas agora tem um chapeuzinho ali que não tinha antes e apresento-lhes o Bô, de acabou. Acaba o leite da mamadeira, ela olha e diz Bô; acaba a comida do prato, ela olha e diz Bô. Ela joga alguma coisa no chão, me olha e diz? Bô! ·Março de 2012 (13) – Ainda nos achismos O sapo também começou a aparecer. Ela tem um de pelúcia no quarto e sempre brincamos com ele na hora de trocar a fralda, com direito a musiquinha do sapo que não lava o pé. E sabo foi carinhosamente apelidado por Luna de Pô. ·Final de Março - Neném, ou algo parecido... Bem parecido.
·Final de Março - Titia - A madrinha (e tia) de Luna ainda não ouviu, mas tenho certeza que irá morrer do coração de felicidade. E como sai só um Titi, dá pra "usar" pro padrinho (e tio) também.
·Meio de abril - A gente vai ensinando as partes do corpo aos poucos. Começamos com o que está mais visível e com o que é mais fácil de ser entendido. Esta é a primeira fase: identificar as partes. Agora já estamos na segunda, em alguns momentos paralela com a primeira: ensinar como dizer cada uma delas. Pé já saiu um dia, o resto está em fase de "implantação". E outro dia estávamos brincando de fazer coceginha e eu dei uma "leve mordida de mãe" no bumbum da pequena. Depois que ela se acalmou das gargalhadas, repeti algumas vezes: "A mamãe mordeu o bumbum da Luna". E não é que agora ela sabe que aquela parte do corpo, onde seu bracinho ainda mal alcança, chama Bubu? ·Meio de abril - Tem um desenho da Discovery Kids que chama 'Word World'. Os personagens - animais como pato, sapo, urso, porco, cachorro, ovelha, formiga, insetos, tubarão, etc (assim como alguns objetos do cenário) são formados pelas próprias letras de seus nomes. A gente adora esse desenho e dá pra ensinar um monte de coisas. Mas o nome do programa é difícil até pra adulto falar, imagine criança! Só que a gente sempre fala tudo com a Luna, e desta vez não foi diferente. Assim que começou, o SIlvio disse: "Filha, tá começando Word World!". E não é que ela "repetiu"?! Pra ela é o "Uouou". Lindica!
. Final de abril – Se eu fosse escrever sobre esta palavra até ontem, diria que Luna chamou o tênis de Te, mas hoje de manhã (26.04), na hora de colocar o tênis pra ir pra escola, ela me solta um Teís. Fiquei impressionada com a evolução de um dia pro outro.
. Final de abril: a primeira palavra que uma mãe quer ouvir da boca do(a) filho(a) é? Mamãe! Claro! Mas acho que a segunda é uma que Luna já sabe como dizer: AMO. Com o tempo vem a frase inteira, mas só de ouvir o Am da boquinha da minha pituca por livre e espontânea vontade quando agente pede, já me enche o coração de lágrimas, se é que me entendem.
. Final de abril: Ela também já sabe os nomes das Tias da escola. Tia Paty, Tia Cris e Tia Ju são, respectivamente Pa, Ix e U.
Estou prevendo que muito em breve não darei mais conta de atualizar cada nova palavra que Luna aprende. E é claro que o aprendizado e o desenvolvimento da fala é aos poucos, mas acabo registrando aqui o primeiro momento, a primeira tentativa de repetir determinada palavra, mesmo que uma delas, com 3 sílabas, vire apenas vogais na boca de Luninha.
. Meio de maio: além de chamar as pessoas pelos seus ‘cargos’ (mamãe, papai, titia, vovó e vovô), Luna começou a dar nome aos bois. É claro que Aline, Silvio, Rogélio (avô materno) e Otília (avó paterna) são nome nível 2. Mas Vovô Gegê (de Geraldo), Titia Momo (de Mónica), Titio Didi (de Diego) e Bé (como meu pai chama minha mãe, também conhecida por Elisabete) já estão na ponta da língua da pequena.
. Meio de maio: O trocador do quarto da Luna é embutido no armário, então colamos uns adesivos de estrelas para que ela tenha o que olhar ao ficar deitadinha enquanto trocamos sua fralda. Desde que ela nasceu eu brinco de mostrar as estrelas, e com poucos meses ela já sabia o que significava aquela palavra. Mas neste final de semana colamos atrás da porta de seu quarto uma régua de medir a altura composta por várias estrelinhas de tamanhos diferentes. E agora ela já sabe que estrela é eieiia, ou algo parecido.
. Meio de maio: todo santo dia, ao nos prepararmos pra sair de manhã aparece a conversa: Luna, vamos colocar o tênis? Mamãe está colocando o sapato pra gente passear. Tênis ela já fala não é de hoje, mas sapato ainda não tinha aparecido, por enquanto é algo como aato. Palavra com três sílabas ainda é muito complexo pra ela...
. Meio de maio: no DVD do Cocoricó aparecem vários bichos: galinhas, vaca, cavalo, papagaio e porco. Este último tem uma música exclusiva, mas também aparece logo na primeira trilha do DVD. E Luna já sabe chamá-lo: pôio
. Meio de junho: Fiquei um mês sem escrever nada neste post, até parece que Luna está há tanto tempo sem falar nada novo. Na verdade ela tem repetir tudo que falamos, mas a maioria das palavras acaba se resumindo em uma sílaba. Por exemplo, agora ela finalmente – não que eu desejasse desesperadoramente que isso acontecesse – sabe dizer quando quer a chupeta, pois ela só diz Pê quando quer aquela coisinha coloridinha, que eu evito tanto que ela use.
. Meio de Junho: A novidade mais legal foi que Silvio ensinou a pequena a ter noção espacial; agora ela já sabe – e já diz! – que ali é mais ou menos longe e aqui é bem pertinho. Quando ele a pega na escola, assim que chegam no condomínio, coloca a pequena no chão e pergunta: “Filha, qual é a nossa casa?”. E Luna, toda linda, anda até a porta de casa, aponta para o capacho e diz “aqui”. E sabe o que isso significa? Que não poderei trocar o capacho de casa por um bom tempo.
. Começo de julho: a primeira palavra de Luna – mesmo que tenha sido uma onomatopéia – foi dita há nove meses e desde então ela vem evoluindo muito bem. O que eu não imaginava é que tão cedo ela iria dizer algo que eu desaprovaria com tamanha força. Luna tem um avô paterno que ela adora e os dois se divertem juntos sempre que se encontram. Mas meu sogro ensinou a pequena um pouco cedo demais as questões de posse. A brincadeira era pegar alguma coisa e dizer ‘É meu!’ e agarrar ou abraçar a tal coisa com afinco. E daí que Luna não levou na brincadeira. Desde então, tudo que ela pega na mão, caso a gente peça pra ela entregar ou tente tirar na força com jeitinho (quando ela pega algo que possa ser perigoso), ela segura, olha nos nossos olhos e diz ‘É mê!’; dependendo do caso, como quando ela quer realmente demonstrar que aquilo não deve ser tirado dela, ela solta um “Ééééééé mêêêêêê!’ que me dá nos nervos. Bora trabalhar isso, né minha gente?
. Meio de julho: no final de 2011, quando Luna estava com 11 meses, tivemos na escola dela a reunião de encerramento do ano letivo. Uma amiguinha do berçário, na época com 1 ano e 7 meses, estava com caneta e papel nas mãos, que haviam sido tirados da bolsa de sua mãe. Durante a reunião os pequenos ficaram brincando por ali e em certo momento a amiga de Luna foi até sua mãe e começou a repetir ‘papel’, ‘papel’. Fiquei olhando aquilo e pensando: “Nossa, que gostoso deve ser ouvir seu filho falando!” E aí veio o tal do “não vejo a hora” de Luna também começar a se comunicar verbalmente. Desde então Luna vem aprendendo a usar as palavras – ou melhor, por enquanto, a usar as sílabas – e o ‘papel’ apareceu em seu vocabulário. Há um tempo compramos giz de cera pra Luna desenvolver seus dons artísticos em casa, então a tal palavra começou a ser intensamente repetida nesses momentos de lazer. E semana passada ela conseguiu se fazer entender; agora já sabemos que ‘pepéu’ se refere aquela folha branca onde Luna gosta de fazer seus rabiscos caprichados.
Outro dia estava brincando com a Luna (vejam bem, brincando!) e diante de alguns “monólogos com ela” – por enquanto – me peguei pensando na quantidade de verbos no imperativo que dirigimos aos nossos filhos; desde tão cedo.
Eles variam dos mais simples como dance, deite, coma, beba, durma, ande, engatinhe, levante, sente, pegue, desenhe; até alguns um pouco mais complexos como levante os braços, lave a barriga, coloque a presilha no cabelo da mamãe, diga papai, fale banana, limpe a boca, abra o pote e por aí vai.
Claro que a grande maioria deles, pelo menos no meu caso, possui muito carinho no tom de voz e na intenção da “ordem”.
Sei que a idéia principal é ensiná-los; e aí penso que um ‘por favor’ não faria a menor diferença neste caso – novamente, por enquanto - nem pra nós, muito menos pra eles. O imperativo é a forma mais curta e clara de dizer alguma coisa aos nossos pequenos; e algo antes, durante ou depois só poderia confundi-los.
É que ás vezes me sinto mal de estar o tempo todo mandando pedindo pra Luna fazer isso ou aquilo. Muitas vezes é para ir, aos poucos, ensinando a filhota sobre as coisas do cotidiano e como se tornar (bem aos poucos!) independente. E sabemos que conseguir realizar pequenas ações estimula a confiança e os tornam crianças mais felizes. Não é á toa que, quando executam algo que sabem que aprovamos, eles são os primeiros a bater palminhas e exibir um sorrisão semi-banguela no rosto.
Só que muitas “ordens-fofas” são apenas isso, comandinhos pra que Luna faça algo exclusivamente para que eu me derreta e babe nela, pensando que minha filha é a criaturinha mais engraçadinha do mundo. Ensinamos Luna a piscar e quando ela fecha os olhinhos, apertadinhos, acompanhando o movimento com uma caretinha delícia, fico com vontade de pedir que ela repita o gesto um milhão de vezes. Mas, né?! Pra que mesmo?! Tipo, que saco, mãe!
Por outro lado, acho que eles têm um sistema interno de proteção que bloqueia os movimentos do corpo (e do ouvido) quando eles não estão a fim de cair na nossa manipulação materna. Isso acontece muito quando queremos mostrar como eles são espertos e simpáticos para as visitas, parentes, amigos e afins. É de lei... Lei de Murphy! Só que esses não são os únicos casos. Luna, mesmo em casa, quando está distraída com algo mais interessante do que a voz da mãe dela, simplesmente ignora minhas súplicas de atenção. E ponto.
Enfim, só parei pra viajar um pouco como, mesmo “sem querer”, recebemos ordens a vida inteira... Inteira mesmo!!!
Quatro pessoas possuem uma cópia da chave da minha casa: eu, Silvio, minha mãe e minha sogra.
A minha fica em dois lugares possíveis: no porta-chaves do armário do escritório ou no bolso direito da minha mochila.
Mas a semana passada foi um tantinho agitada e mudamos (mais ainda) nossa rotina: Silvio com conjuntivite, sem poder me ajudar com as demandas da pequena e sem poder sair de casa; eu levava Luna sozinha pra escola e, pra poder buscá-la, deixava o carro no metrô.
E acontece que na sexta-feira perdi minha chave. Era um tal de sair com a mochila toda, sair só com as coisas da Luna, ir ao mercado só com a chave e a carteira... E nessa bagunça, me desorganizei. Cheguei à noite, precisei dela por algum motivo e... Cadê?
A parte da chave foi explicada, a paranóia começa aqui:
Observação importante: Moramos num condomínio de 16 sobrados e temos um funcionário de uma empresa terceirizada que fica por lá ás 2ª, 4ª e 6ª-feiras para lavar, tirar lixo, regar o jardim, essas coisas. Recentemente o funcionário antigo, gente boa e trabalhador foi “substituído” (não ficou muito claro o motivo) por um cara mal educado, mal encarado e vagabundo. Na reunião de condomínio desde final de semana a opinião sobre o cidadão foi unânime: fora já! Quem tem segurança de morar num lugar com uma pessoa dessas circulando livremente perto de nossos pequenos?! Mas acontece que na semana passada ele ainda estava lá e isso conta muito pra minha história.
Cheguei exausta em casa na sexta, então procurei a danada da chave em cada milímetro superficialmente em lugares mais “prováveis”; sem sucesso. Então me lembrei do tal cara da empresa terceirizada e entrei numas de achar que o cidadão poderia ter encontrado a chave – já que eu não fazia idéia de onde poderia ter perdido deixado a dita cuja – e poderia estar planejando entrar na minha casa de madrugada pra assaltar ou sabe-se lá o quê. Mas foi uma paranóia tão grande que eu cheguei todas as portas e janelas dez vezes (como se isso fosse adiantar caso ele estivesse com a chave) e fui dormir (já que não tinha outro jeito) com o coração apertado e a cabeça a mil.
Como o final de semana foi bem agitado – e tínhamos a chave do Silvio em uso – acabei não procurando mais.
Noite de sábado pra domingo, a mesma paranóia. Ai que merda! Esses noticiários, por mais “realistas” que sejam, de gente sendo seqüestrada, bebês sendo maltratados por familiares e desconhecidos e todo tipo de horror “verdadeiro” andam me fazendo um mal danado. E não é que eu assista! Mal tenho tempo de sentar na frente da TV, e quando rola, é pra assistir coisas como Cocoricó com a Luna ou seriados de canais pagos. Mas a gente sabe que essas notícias correm atrás da gente, né? E as redes sociais as propagam bem também. Acho que precisa ser divulgado sim, não dá pra esconder a realidade que passeia ao redor. O problema é como a coisa é feita e retratada.
O lance todo é que tudo isso sempre aconteceu e nunca me afetou do jeito que me afeta hoje. Eu sofro demais com cada notícia, como se tudo estivesse acontecendo com a Luna. Notícia de seqüestros de bebê? Parece que estão arrancando a Luna de mim. Mulher que vai abortar, pois não quer ter filho agora, por mais que o companheiro insista que ficará tudo bem (sim, isso aconteceu recentemente com um querido meu)? Quase morro de dor no peito; sofro e choro copiosamente! Notícia de bebê que é jogado fora assim que nasce, que apanha por chorar ainda com meses de vida?! É demais de terrível! Mas TENHO que entender que não tenho muito o que fazer e principalmente que a Luna está bem. Sempre falo que eu preciso de terapia, mas que no momento não vai estar sendo possível, sabe como é...
Enfim. E pra ajudar, Silvio acordou no domingo ás 09h15 (do horário de verão) e me chamou: “A Luna ainda não acordou, nem pra mamar de manhã?” Eu ainda meio tonta, parei uns segundos pra pensar e conclui que... Não! Pronto; se o objetivo dele era me matar do coração (quase) conseguiu.
Ele correu até o quarto ao lado e encontrou a pequena deitada, de olhinhos bem abertinhos. Tomou um susto, pois ela não se mexia, mas na verdade e delicinha deveria estar num de seus pensamentos profundos. E o domingo começou com todos muito bem.
Passamos o dia fora e só voltamos no final da noite (sim, era bem tarde). E decidimos dar uma geral de verdade para tentar encontrar a abridora de portas. A busca detalhada começou já no carro... Nada. Subimos pra casa e o Silvio foi olhar na minha bolsa; porque eu já tinha olhado duas vezes, mas olhar de homem – ainda mais do Silvio - é diferente, né?! Encontrou alguma coisa? Claro que não! Desânimo total! E aí, “despretensiosamente”, ele fez o gesto mais simples do mundo: levantou o carregador da bateria do notebook, que estava na bancada do escritório. E eis que ali, brilhando meio encardidinho, estava meu trio de chaves. Recebi do marido um olhar 43 - ao contrário - com a argolinha que prende as chaves pendurada no dedo e um ‘prestenção’ de pai. Ufa! Que alívio.
E nesta noite dei um beijo bem gostoso da minha pequena, senti seu cheiro de neném grande e meu travesseiro me pareceu leve, leve; bem diferente daquele tijolo das duas noites anteriores. E agora acrescentei um chaveiro bem grande ao molho de chaves e a promessa de que tomarei mais cuidado com o pequeno objeto causador de pânico interno.
O bom de a Luna ser uma das caçulas - de um grupinho de amigas que pariram mais ou menos no mesmo tempo - é poder ter um termômetro na prática, na vida real, do que rola em cada fase.
E aí que recentemente fomos percebendo que as pequenas crias dos queridos próximos foram se adaptando á um novo modo de sucção: o canudinho; se adaptando e gostando!
Mais uma vez o pai da Luna foi quem teve a iniciativa. Nosso novo “momento mágico” rolou assim, de repente. Silvio teve a idéia e eu peguei uma caixinha de Ades no armário (pra mim, ainda o melhor de soja) e sentei no sofá, ao lado dos dois. Aí veio a questão: como ensiná-la? Neste momento agradeço a fase “bebê imita tudo o que fazem”. Foi só o Silvio simular o movimento no ar e depois repeti-lo no canudinho que Luna já foi querendo fazer o mesmo. E deu super certo! Super? Ela se babou um pouco. Um pouco? Babou-se bem! Se dava uma puxadinha só, beleza, engolia e pronto; mas se puxava mais vezes, metade do líquido vazava da boca. Vamos dar tempo ao tempo, né minha gente? Sem exigir demais da gorduchinha.
E agora que ela aprendeu a tomar suco de canudinho, não quer saber de outra coisa; ainda por cima “exige” segurar sozinha a caixinha. E sempre seguindo as recomendações do pediatra: suco artificial, só de soja!