Como este blog é o único lugar onde tenho registrado o que anda acontecendo comigo, com Luna e com tudo que nos envolve, será aqui mesmo onde falarei sobre o assunto do título do post... Apenas pra deixar registrada a capacidade do ser humano (das mulheres, no caso) de aumentarem a quantidade de sangue no organismo.
Nunca tive problema com sangramento de gengiva, mas desde que a Luna "apareceu" aqui dentro, meus dentes ficam cobertos pelo líquido vermelho diariamente, melhor dizendo, duas ou três vezes por dia. Só fico tranquila quanto a isso, pois está escrito na bíblia das gestantes todo santo mês: "Sangramento de gengivas".
E não é só gengiva, qualquer machucadinho, arranhãozinho, casquinha de ferida... Tudo sangra litros!
Como a idéia é ter parto normal, fico só imaginando a quantidade de sangue que saíra "junto" com a Luna... Acho que vou ali ligar pro hospital e pedir pra reservarem algumas toneladas extra de toalhas...
Tudo (ou quase tudo) que se passa nas cabeças e nas vidas de uma mãe e um pai de primeiríssima viagem.
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
domingo, 5 de dezembro de 2010
Chá de... cadeira
Pra se fazer um filho não é preciso estudar. Certo, isso é de conhecimento geral.
Mas em compensação, pra cuidar de um filho é preciso estudar sim, e muito!
Ser mãe e pai se aprende na prática; concordo quanto a isso também.
Mas também já ouvi muito que ler e conversar com outras pessoas sobre o pequeno ser que cresce dentro de você (no caso da mãe) pode ajudar um bocado na hora do desespero.
Como decidi me doar totalmente (na medida do possível) à essa gestação, estou buscando experimentar de tudo que uma grávida tem direito: nutricionista, yoga, drenagem, ensaio fotográfico (conto sobre a experiência num próximo post), etc... E como não poderia deixar de lado, coloquei como uma das prioridades fazer o tal curso para gestantes.
Descobri, lá na metade da gravidez que meu plano de saúde oferece gratuitamente esses cursos... Alguma coisa boa ele tinha que oferecer. Liguei lá há alguns meses atrás para agendar a nossa aulinha.
Todos sabem que, de graça, até injeção na testa; e como não poderia deixar de ser com um curso "di grátis", eles só tinham vaga para a aula de 12/12! A mocinha que me atendeu disse que 'iria estar tentandor estar me encaixando' na turma de novembro, na aula do dia 06. O procedimento era: ligar para todas as mamães que estavam marcadas para aquela data e, caso tivesse desistência, nós conseguiríamos participar.
E rolou o tal encaixe...
Lá fomos nós, num sábado chuvoso, as 08h00 da matina, passar aproximadamente seis horas ouvindo profissionais da saúde falar sobre alimentação, anestesias, partos, pediatria, banho e amamentação.
Como todos eles utilizariam power points para suas elocubrações, o auditório onde estava acontecendo o curso se manteve sempre com uma luz baixa, pra que o conteúdo mostrado ficasse visível a todos os casais presentes, mesmo para os que se sentaram escondidos nas últimas cadeiras.
Por conta dessa luz suave - e claro, por ter trabalhado a semana toda feito escravo - Silvio, mais conhecido aqui neste blog como 'o pai da Luna', entrou em um estado de sonolência quase irreversível. Concordo que a primeira palestra - sobre alimentação - não foi lá muito empolgante. Não duvido que a profissional ali presente tinha total conhecimento sobre o conteúdo que estava transmitindo, mas ate aí, saber passar o conhecimento para outras pessoas é algo completamente diferente.
Para a nossa sorte, as palestras seguintes foram melhores. Silvio ficou "encantado" com o ginecologistra obstetra, queria porque queria que ele passasse a ser o médico que acompanharia o pré-natal. Tenho que concordar que o "nosso Dr." é um tanto quanto mais calmo (Mari Moura o apelidou carinhosamente de Dr. Cuca Fresca), mas o que me importa mesmo - óbvio! - não é um médico que seja um super showman, mas um que traga minha filha pro mundo da maneira mais segura, tranquila e saudável possível; pra mim e pra ela.
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Um assunto importante foi sobre anestesia. Confesso que não sou grande fã de agulhas, mesmo tendo 3 tatuagens no corpo. E até agora só tinha ouvido comentarem por cima sobre esta etapa do parto; sabia que eram agulhas enormes que tinham que injetar líquidos dentro da coluna. Eu ficava mole só de pensar... Nessa palestra fiquei sabendo que a tal mega agulha só é enfiada depois de feita uma anestesia local, com as boas e velhas agulhas fininhas; então a "picada" da agulha tamanho mangueira não seria nem sentida. Ufa!
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Desde que engravidei já ouvi falarem tantas coisas! Tantos conselhos, sugestões, alertas de tantas mães, tias e avós "experientes" que seria necessario um blog só pra isso... Mas pouco haviam falado sobre amamentação e banho. Essa foi a parte final do curso e as informações foram passadas por uma enfermeira da Maternidade Santa Helena, onde Luna nascerá.
NossaSenhoraProtetoraDasMãesDePrimeiraViagem! Como dá trabalho amamentar e dar banho. Eu sei que com a prática fica mais fácil do que dirigir carro. Mas tá difícil de imaginar que se tornará um "processo automático"; são tantas "regrinhas", tantos truques e dicas. Afe!!! Confesso que saí um pouco preocupada dali, com aquela típíca sensação de que não darei conta de "coisas tão difíceis".
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Santa Helena
"Santa Helena foi rainha e a mãe do primeiro imperador cristão, Constantino, o Grande."
Mas nada disso nos importa. O que importa é que nossa filha nascerá no Hospital e Maternidade Santa Helena, na Liberdade.
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Desde que me conheço por gente, o convênio médico do pessoal de casa é Unimed; hoje Unimed Paulistana.
Nunca perguntei o motivo da escolha, só sei que eles aqui se arrependem dela, porque, vejam bem, os
hospitais "menos piores" que meu plano cobre são Nipo Brasileiro, São Camilo e Santa Helena.
hospitais "menos piores" que meu plano cobre são Nipo Brasileiro, São Camilo e Santa Helena.
Não que sejam hospitais ruins, mas depois de taaaaaantos anos pagando convênio médico, quando mais preciso dele, tenho apenas essas três maternidades como opção; nada de um Pró-Matre ou coisa parecida.
Pra ajudar na escolha, ainda temos que levar em consideração em quais desses hospitais o Sr. Doutor Que Irá Parir Minha Filha se disponibiliza a fazer o parto.
( ) Nipo Brasileiro
( ) São Camilo
(X) Santa Helena
...
...
...
Bem, não restaram dúvidas sobre a maternidade que iríamos visitar, porque eu juro que não estava a fim de trocar de médico pela TERCEIRA vez só porque ele não atende nos outros dois hospitais (dos quais nem a maternidade eu conheço).
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Liguei pra agendar a visita no começo de setembro e eles só tinham data para o final de outubro. Seria um bom sinal? Não faço idéia...
Pra variar, chegamos alguns minutinhos atrasados, pois - não me lembro bem - deveríamos estar resolvendo alguma pendenga da casa.
Ali na sala de espera deveriam ter uns 20 casais, ou mais; nunca tinha visto tanta barriguda junto!
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Pausa para confissões de uma grávida: desde que a Luna "apareceu" em minha vida tenho sido mimada e agraciada das maneiras mais gostosas possíveis: em casa (e na casa da sogra, claro!), com mamãe (e Dona Otília) atendendo aos meus pedidos gastronômicos sempre que bate uma vontadezinha especial; no trabalho, com amigos trazendo coisas gostosas, conversando loucamente com a minha barriga e fazendo gentilezas como carregar algumas das 589 bolsas que levo de um lado pro outro todos os dias; pela família e amigos da família, dando presentes e sempre ligando pra saber como eu e minha pimpolha estamos; pelos amigos, presencialmente ou até mesmo com quem só converso online por falta de tempo de matar a saudade em encontros num sábado à noite. Todos esses mimos e agrados me fazem sentir tão única e especial...
http://azulnuvem.blogspot.com/2008/05/gestao-e-gravidez.html
Mas confesso que ali durante a visita, no meio de tanto hormônio, me senti - e eu realmente era - só mais uma. Só mais uma gravidinha visitando a maternidade do hospital, sabem? Eu estava ansiosa pra saber como seria o primeiro "lar" da Luna, mas também não via a hora de sair dali e me sentir especial de novo...
Acho que fiquei mal acostumada, mas nem ligo, estou curtindo horrores essa fase que só (só?!) dura 9 meses.
------------------------------------------------------------------------Acho que fiquei mal acostumada, mas nem ligo, estou curtindo horrores essa fase que só (só?!) dura 9 meses.
Bem, o andamento da visita foi um tanto quanto tumultuado. Pouco espaço pra muita gente, pouco elevador pra muita barriga... Parecia todo mundo meio "doido" tentando chegar perto da "guia turística" do hospital, pra ouvir melhor o que ela dizia.
Passamos pela recepção, UTI neo-natal e quartos. Nada de grandes luxos, tudo bem simples, mas bem limpinho...
Conclusão quase óbvia: não rola dividir quarto com outra gorducha e seu catarrentinho, é muita falta de sacanagem! Quero um quarto só pra mim, Luna e Silvio; pra receber quem eu quiser, na hora que eu quiser... (Na verdade esqueci como funciona o esquema de visitas lá, preciso ligar pro hospital amanhã!) E pra isso precisamos preparar o bolso, pois será (mais) um extra que o tal do convênio não cobre.
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Sei que pesquisas comprovam, mas nesse dia tive a confirmação ao vivo: é incrível o número de grávidas que fazem cesária. Sei que cada uma "pode" ter seus motivos - idade, complicações na gestação, etc, etc - mas como eu quis parto normal desde o começo, é estranho tudo isso, parece que elas não querem nem tentar, nem saber se poderia dar certo... Tenho amigas que fizeram cesária sim, mas por necessidade.
O que eu mais quero é que a Luna nasça a hora que quiser e que me dê uma ajudinha pra trazê-la ao mundo; mas começo a trabalhar desde já em mim que isso pode não acontecer.
terça-feira, 16 de novembro de 2010
De ponta cabeça...
Depois que mudei de médico e descobri que sim, eu poderia continuar com os exercícios físicos, comecei a tentar - vejam bem, tentar - caminhar 3 vezes por semana (ou pelo menos 2, ou pelo menos 1) já que moro ao lado de um parque.
Durante os primeiros meses de exercício, tudo OK.
De uns dois meses pra cá, sempre que caminhava, sentia dores ali embaixo, sabem? ... Claro! Essa dor vinha no dia seguinte da caminhada e passada um dia depois.
Mas "como a vida é uma caixinha de surpresas", de umas semanas pra cá comecei a sentir a mesma dor durante o dia, fazendo atividades mega cansativas como sentar, levantar, virar na cama... Essas coisas super difíceis para toda mulher que não carrega uma pequena bigorna dentro de si.
Na sexta retrasada tivemos consulta com o Sr. Doutor Que Irá Parir Minha Filha e comentei com ele sobre essa dor. Numa super agradável examinação de toque (nada parecido com o parto em si, claro!) durante a consulta ele concluiu o motivo das dores, algo como: "Então, está doendo desse jeito porque a cabeça dela é que está aqui embaixo, ela já está encaixadinha..."
O.o
Olhei pro Sil com uma expressão do tipo: "Já?!?!?!?!?!!?!?!?"
Pois eh, minha gente... Minha filha já está toda apressadinha pra sair... Sei que alguns bebês ficam assim por dois ou três meses, mas né?! De agora até o final é só ladeira abaixo...
Digo isso porque ainda falta tanta coisa pra ser feita! Ai! A casa ainda está sendo pintada e os móveis só chegam no final no mês... Se essa pimpolha nascer antes, ela terá que dormir dentro da banheira, ao lado da minha casa...
E outra, com todas essas coisas pra serem feitas PLUS trabalho, não rola descansar... E aí sim que o processo pode se adiantar...
Bem, temos ultrassom na sexta-feira e acho que por ele dá pra saber como ela está e se pretende dar um oi pra rapaziada mais cedo...
Prometo tentar escrever logo na sequência...
Eu disse "Prometo"?
Doce sabor da gravidez
Juro que, se a contrapartida de estar grávida não fosse carregar uma barriga gigante, eu não acharia ruim que a gestação durasse alguns meses à mais. Falta tão pouco pra Luna nascer... Justo agora que eu estava me acostumando com a vida cheia de mimos e privilégios...
E são os pequenos gestos que fazem a diferença.
Uma amiga do trabalho foi passar uns dias em Buenos Aires, mas assim como a maioria do pessoal da "firma", não consegue ficar desconectada, offline - mesmo que seja pelo celular - e enquanto estava em solo Argentino, seu nick no gmail era "Buenos Aires" (ou coisa parecida).
Acho que a gravidez me deixou um pouco mais cara-de-pau do que o normal, pois, assim que a vi online, sem pensar, digitei: Mari! Traz um alfajor pra mim?
E pra minha surpresa, sua resposta foi: Claro! Você acha que eu deixaria uma grávida com vontade de alfajor?!
Confesso que a primeira coisa que pensei assim que a Mari entrou na sala do trampo foi na "promessa" sobre o tal alfajor; mas achei que eu deixaria claro minha incrível gula se tocasse no assunto com ela; deixei quieto e esqueci o assunto.
Um pouco antes de ir embora, enquanto trabalhava concentrada na edição de um vídeo, sinto um pequeno pacote ser levemente arremessado ao lado do meu computador. Ao olhar por cima da baia da minha mesa, vejo Mari Man sorrindo e olhando pra mim.
Nem quem tem 30 anos de prática com tricô tem mãos tão rápidas quanto as minhas para abrir um pacote quando já suspeito de seu conteúdo... E eis que um delicioso alfajor originalmente argentino surge, num lindo papel dourado!
Como eu não sabia quando teria o prazer de saborear uma iguaria daquelas novamente, o dividi no meio e comi metade no mesmo dia e metade no dia seguinte.
Obrigadíssima Mari, pela delicadeza da lembrança...
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Para adocicar ainda mais o post, uma coincidência açucarada:
Meus avós e meus tios foram passar uma semana adivinhem onde? Buenos Aires!!!
E adivinhem o que trouxeram pra mim e pro Sil? DUAS CAIXAS de alfajores!!!! Ok, ok, terei que dividí-los com o Sil e prometo comer moderadamente, metade de uma unidade por dia...
Mas é tão boa a sensação de ter DUAS CAIXAS de alfajores argentinos no armário do meu quarto...
Ai, doce sabor da gravidez... Que dure para sempre, ou pelos próximos 3 meses...
Respiração, alongamento e equilíbrio
Eu sei que a prática da Yoga não se limita apenas a respiração, alongamento e equilíbrio, mas são exigências constantemente presentes durante a aula.
Tenho uma grande amiga que é professora de yoga há 7 anos e resolvi procurá-la quando estava, mais ou menos, com dois meses de gravidez. Ela me orientou a esperar mais um pouco, até completar 3 ou 4 meses de gestação para dar início ao trabalho.
Mas minha vida andou (e anda) tão absurdamente corrida desde então que só consegui me organizar para começar as aulas agora, há um mês atrás, já de 28 semanas!
Antes tarde do que nunca...
Confesso que é um tanto estranho ter sua amiga como professora; a postura é outra, o clima é outro; a intimidade aqui se perde um pouco... Mas por outro lado me sinto segura por conhecê-la há tanto tempo e saber que estamos - eu e Luna - em ótimas mãos.
São exercícios que mexem com o corpo todo: uma simples posição aumenta sua respiração e faz seu sangue circular mais rápido.
Descobri que, com muito esforço e dedicação consigo respirar apenas pelo nariz durante pelo menos uma hora. Descobri também que ainda tenho equilíbrio e alongamento para algumas posições, mas que estou bem enferrujada para outras.
O mais difícil mesmo é acordar 05h30... A aula começa às 07h e fica em Higienópolis, eu percorreria a distância facilmente em 15 min, mas tenho uma Radial Leste a enfrentar; então preciso sair de 06h10, no máximo, para não chegar tarde...
Não sei se pelo horário, pelos movimentos ou pelo ritmo respiratório, mas a Luna sempre ficou quietinha nas aulas, relaxada...
Antes tarde do que nunca e fico sempre mentalizando que as aulas me ajudarão MUITO, principalmente na hora do parto...
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Bem, a gente usa os filhos para um monte de coisas, ainda mesmo antes de nascerem.
Como "desculpa" para os (leves) inchaços nos pés - e também como orientação da nutricionista - decidi que seria justíssimo bancar umas sessões de drenagem linfática.
Fiz um pacote de 10, uma por semana, até, mais ou menos, a 37ª semana de gravidez. Claro que, como mãe que estou me tornando (será?), tive o maior cuidado do mundo pra escolher o local e o profissional que iria colocar as mãos em mim.
Minha avó faz massagem e fisioterapia com uma moça ali na Penha tem algum tempo já e me passou o contato. Numa conversa por telefone, ela - Adriana - me disse que era fisioterapeuta e que a maioria de suas pacientes eram gestantes ou estavam em recuparação de alguma cirurgia. Topei!
Nossa! Nossa! Nossa! Como é bom! Uma hora inteirinha de massagem "leve", relaxante... É tudo - ou quase tudo - que eu preciso ao final de uma semana louca de trabalho e coisas a resolver. Jeito delicinha de começar bem o final de semana (igualmente sempre louco, com mais mil coisas a resolver)...
Mamães de plantão que porventura passem por este post: suuuuuuuuuuuuuuper aconselho.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Ex-grávida
Os meses passaram muito mais rápido do que imaginávamos...
E minha grávida preferida, desde o dia 11 de outubro é minha ex-grávida preferida.
João nasceu com 50 cm e 3,5 kg.
Fui visitá-los na quarta-feira passada, cheia de ansiedade...
A Mari estava ótima, cansada, mas a felicidade era tão nítida em seu rosto que me deu uma calmaria ao vê-la. O João é lindo e tem seus olhos.
Durante a visita os assuntos eram os mesmos: gravidez e bebê, mas com um ítem a mais: o parto.
Eu sabia que ela já tinha narrado "um dos momentos mais importantes da vida dela" umas mil vezes, mas pôxa, eu estou a menos de 3 meses de passar pela "mesma coisa", então, meio sem jeito, pedi que contasse como foi.
A minha sorte é que minha ex-grávida preferida adooooooora compartilhar toda essa experiência (não é a toa que ela é minha ex-grávida preferida...) e começou a contar tudo, desde o "e a bolsa estourou"...
Eu estava me sentindo num furacão de emoções: uma mistura de alegria em saber que foi tudo bem (já que meu parto será feito pelo mesmo médico dela); ansiedade, justamente por desejar, cada vez mais, que minha experiência, do Sil e da Luna seja tão boa como foi a dela, do Berg e do João; medo da dor, pelas contrações e "cortinhos" necessários para darem um empurrãozinho ao parto normal e receio de não ser uma boa mãe e uma boa mulher, por saber que uma nova fase da vida começará assim que a Luna nascer e será tudo tão, tão, tão....
Pra mim, ter um parto normal tranqüilo, rápido e bem sucedido depende muito da capacidade médica, da equipe técnica e da preparação que a mãe teve durante os meses de gestação; mas, mais do que isso, ter uma experiência tranqüila é questão de merecimento, porque não é pra quem quer, é pra quem pode!
Bem, já visei a Moura que aquela seria apenas uma primeira visita; que, assim como as nossas conversas de grávidas foram fundamentais pra mim, quero saber de todos os detalhes de seus dias como mãe do João; avisei que vou com um bloquinho de anotações pra registrar todas as novas dicas e descobertas.
Parabéns Mari, pelo filho perfeitinho e por ter merecido uma experiência tão boa ao trazer seu pequeno ao mundo e obrigada por tudo, sempre!
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Coração de mãe
"A gestação é um momento de aumento progressivo de trabalho para o coração. A mãe necessita de muito mais sangue para nutrir o bebê, formar as estruturas novas (placenta) e principalmente permitir um crescimento adequado ao feto. Para isso, alguns órgãos devem trabalhar um pouco mais, como por exemplo o coração. Os sinais e sintomas mais comuns são: palpitação, batedeira, cansaço, falta de ar, fôlego curto e presença ou aumento de sopro cardíaco."
"Os fetos de mães que fazem exercícios físicos apresentam taxas de batimentos cardíacos significativamente mais baixos. As taxas de batimentos cardíacos dos fetos de mães que não se exercitam são mais elevadas independentemente da atividade fetal ou da idade gestaciona."
Que coração de mãe sofre desde o momento em que as primeiras células começam a se formar não é segredo pra ninguém, ou pelo menos pra quem já é mãe. Mas coração de grávida sofre mesmo, literalmente!
Há uns dois meses, enquanto assistia TV sentada no sofá de casa, comecei a sentir meu coração bater mais forte; não era mais rápido, mas sim mais forte mesmo, porque, teoricamente a gente não tem que sentí-lo bater, seu pulsar "deve ser" imperceptível no dia-a-dia. Mas naquele momento eu não conseguia nem prestar atenção ao que estava assistindo, pois sentia cada movimento que ele fazia.
Como meu histórico cardíaco não é lá grandes coisas - tive meu primeiro sintoma de arritmia aos 12 anos - fiquei super, mega, ultra preocupada com aquilo, e fui pesquisar sobre o assunto pra ver se algo na Internet me "acalmaria". Sabemos que pesquisar coisas na Internet pode trazer respostas incríveis, mas também pode fazer a pulga atrás da orelha crescer um tantico. Fui mesmo assim... E encontrei os trechos colados no começo do post.
Bem, já que eu tenho convênio médico, não me "custaria" (mais) nada marcar um cardiologista e fazer alguns exames, só pra receber um OK oficial do Doutor.
Mas sabe o que realmente me incomoda nessa questão toda? É que é uma exigência tão grande de tempo, logística e paciência que me cansa só de pensar; porque você precisa:
1- Procurar um médico decente - pra quem tem convênio da Unimed isso é quase uma missão impossível
2 - Agendar a consulta
3 - Ir na consulta
4 - Agendar os exames
5 - Fazer os exames
6 - Buscar os resultados
7 - Retornar no médico
8 - Comprar possíveis remédios e afins...
NINGUÉM MERECE, né?
Mas tá bom, tá bom... Vou fazer tudo isso e ficar desencanada de vez, espero...
O resultado é que estou hoje, desde ás 8 da matina com 4 fios colados no peito e um aparelhinho piscando o tempo todo. E, só pra deixar o exame mais divertido, tenho que anotar cada atividade mais "pesada", ou seja: caminhar, dirigir, dormir, assistir TV, coisa e tal, coisa e tal...
E hoje ainda tenho aniversário de uma amiga, como se já não estivesse difícil o suficiente escolher roupa pra sair, tem mais essa agora: escolher alguma que cubra esse monte de fios e esparadrapos...
Acho que uma gola alta resolve o problema...
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Informação semanal
Desde o 3º mês de gravidez eu recebo, semanalmente, a newsletter do site bebe.com.
As informações principais são divididas em dois blocos: Seu bebê e Sua gravidez.
Claro que seria super over postar aqui toda semana o que leio na newsletter, por isso nunca o fiz.
Mesmo sabendo que as informações são genéricas - já que cada gravidez é uma gravidez e cada bebê é um bebê - a newsletter desta semana me deixou especialmente emocionada: minha filha já pesa 1kg, ou mais...
Assisti nesta semana a uma matéria sobre um neném que nasceu incrivelmente prematuro, pesando menos do que 400g, e que só sobreviveu porque a tecnologia avançou um tanto. Só de saber que a Luna não corre mais esse risco, já me deixa TÃO aliviada! É claro que ela precisa crescer muito ainda, mas está tudo caminhando tão bem que eu precisava compartilhar essa tranquilidade...
Bem, segue o texto:
Muita coisa está acontecendo nesta semana. Seu bebê está pesando 1 kg - aliás, é bem provável que tenha ultrapassado essa marca. Ele também já é capaz de abrir e fechar os olhos. Além disso, pode ter começado a soluçar um pouquinho mais. E não é à toa. Seus pulmões estão quase formados. Como ele cresceu - já mede 34 centímetros da cabeça aos pés -, você vai perceber todos esses movimentos com mais clareza. Não se preocupe porque isso é pra lá de normal. Por enquanto, ele, no aconchego do útero, passa um tempo dormindo, mais algumas horas acordado e, em seguida, volta a adormecer...
terça-feira, 5 de outubro de 2010
A história do mundo... E a formação dos bebês...
Achei bem interessante este vídeo, já que tem tudo a ver com o momento pelo qual estou passando, como mãe, como moradora deste planeta e responsável por um futuro morador...
Human history can be divided into three major periods in very much the same way that the development of a human embryo consists of three trimesters.
All throughout our past, weve been expanding, conquering, building, destroying, restructuring, and rebuilding again as weve continued evolving. Humanity continued to spread throughout the world, until finally, we conquered everything. A human fetus reaches this condition in the 38th week of its development.
For a child, the mothers womb is the most comfortable place to be, and yet, this stage of development is merely an intermediate stage. The goal is to be born, and it is therefore impossible to remain inside of the mothers womb. During delivery, a mothers body produces an enormous amount of adrenalin in order to help the child be born, since the process of delivery is quite difficult and painful for the child.
Similarly, we as humankind have reached a peak stage in our development, and we cannot continue existing according to the principles we previously designed. Even though we have no idea what to do next, this doesnt mean that there is no general plan for our development. Nature operates its own program that impacts us, forcing us to be born through crises, disasters, epidemics, and wars. After this birth, the child continues to develop, attaining a totally different world outside of the womb.
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